TRE-PB cassa prefeita e vice de Areia por distribuição de cestas básicas nas eleições de 2024

Sílvia Cunha Lima e Luiz Francisco Neto foram condenados por abuso de poder político; decisão foi definida após empate no julgamento e voto de desempate do presidente da Corte

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) decidiu, nesta sexta-feira (4), pela cassação dos mandatos da prefeita de Areia, Sílvia Cunha Lima, e do vice-prefeito Luiz Francisco Neto. O processo envolve a distribuição de cestas básicas durante o período eleitoral de 2024.

O julgamento terminou empatado entre os integrantes da Corte, e o resultado foi definido pelo voto de desempate do presidente do TRE-PB, desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos.

Apesar da decisão, Sílvia Cunha Lima e Luiz Francisco Neto permanecem nos cargos neste momento. A sentença ainda será submetida à análise de embargos de declaração, recurso que pode ser apresentado pelas partes para questionar pontos da decisão ou pedir esclarecimentos ao tribunal.

Distribuição de cestas básicas ocorreu perto da eleição

O processo teve origem na distribuição de cestas básicas realizada às vésperas das eleições municipais de 2024. Para o Ministério Público Eleitoral (MPE), a iniciativa poderia ter provocado vantagem eleitoral para a chapa formada por Sílvia Cunha Lima e Luiz Francisco Neto.

Durante a operação que apurou a entrega dos alimentos, dois servidores da Prefeitura de Areia chegaram a ser presos. O episódio passou a fazer parte dos elementos analisados no processo eleitoral.

A discussão dividiu os desembargadores do TRE-PB. Em determinado momento do julgamento, o placar chegou a 4 votos a 4 após a desembargadora Giovana Mayer votar pela manutenção dos mandatos.

Diante do empate, coube ao presidente da Corte apresentar o voto de desempate.

Presidente do TRE-PB apontou proximidade com a eleição

Ao justificar seu voto, Márcio Murilo da Cunha Ramos destacou que a distribuição ocorreu na antevéspera da votação. Segundo o desembargador, a proximidade entre a entrega dos benefícios e o dia da eleição deveria ser considerada na avaliação de eventual influência sobre o eleitorado.

O magistrado também chamou atenção para as características dos produtos encontrados nas cestas apreendidas. Segundo ele, os itens apresentavam composição diferente daquela normalmente utilizada nas cestas básicas e havia produtos que não teriam passado por procedimento licitatório.

Na avaliação do presidente do TRE-PB, não seria suficiente analisar apenas o número de cestas distribuídas, mas também o contexto em que a medida ocorreu e seu potencial de interferência na escolha dos eleitores.

Durante o julgamento, o desembargador afirmou que a distribuição de benefícios na véspera da eleição poderia influenciar a vontade do eleitor.



Defesa deve recorrer da decisão

Em nota enviada ao g1, a defesa de Sílvia Cunha Lima informou que pretende utilizar o recurso cabível contra a decisão.

Os embargos de declaração serão analisados pelo próprio TRE-PB. Somente após essa etapa será possível definir os próximos efeitos do julgamento sobre os mandatos da prefeita e do vice-prefeito.

Até lá, Sílvia Cunha Lima e Luiz Francisco Neto continuam exercendo normalmente os cargos à frente da Prefeitura de Areia.

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Tovar e Vitor Ribeiro medem forças em Campina Grande e expõem disputa dentro do grupo Cunha Lima


Por Ricardo Meneses

A política de Campina Grande começa a revelar uma disputa que pode ser muito mais importante do que aparenta. Não se trata apenas de escolher quem terá uma vaga na Assembleia Legislativa em 2026, mas de saber quem conseguirá ocupar o espaço eleitoral tradicionalmente associado ao grupo Cunha Lima.

O episódio mais recente foi bastante simbólico.

Enquanto Tovar Correia Lima reunia apoiadores em um evento em uma casa de festas, Vitor Ribeiro fazia uma caminhada no bairro das Três Irmãs, ao lado de Bruno Cunha Lima e de Efraim Filho. Os dois movimentos ocorreram praticamente no mesmo horário.

É difícil olhar para essa coincidência e não enxergar uma disputa por demonstração de força.

Não necessariamente porque tenha havido uma decisão deliberada de colocar os eventos frente a frente, mas porque os dois movimentos disputam, em alguma medida, o mesmo território político.

Tovar é deputado estadual e possui uma trajetória consolidada. Sargento Neto, também deputado, e Manoel Ludgério, suplente, igualmente fazem parte desse grupo de nomes já conhecidos do eleitorado campinense. Inclusive há quem diga que o prefeito de Campina Grande largou literalmente a mão de Sargento Neto e Manoel Ludgero.

Vitor Ribeiro chega como estreante, mas com uma característica que o coloca imediatamente no jogo: o apoio de Bruno Cunha Lima.

E é justamente aí que a eleição começa a ficar interessante.



Tovar está em outra trincheira

Tovar não está no mesmo palanque político de Bruno na disputa pelo Governo da Paraíba.

O deputado apoia Cícero Lucena, enquanto Bruno está alinhado a Efraim Filho. Essa divisão já foi identificada publicamente como parte do cenário político de Campina Grande.

Isso produz uma consequência natural: Tovar passou a fazer sua própria movimentação política.

E talvez seja esse o aspecto mais importante do evento.

Tovar não está apenas fazendo campanha para sua reeleição. Está também demonstrando que possui uma estrutura política própria e que pretende preservar seu espaço dentro do eleitorado campinense.

E Romero?

Romero Rodrigues acrescenta outra camada a essa equação.

O deputado federal é filiado ao Podemos, partido que integra a aliança de Lucas Ribeiro, mas decidiu apoiar pessoalmente Cícero Lucena. Essa posição o coloca, assim como Tovar, em uma situação diferente daquela adotada por Bruno na disputa pelo Governo.

Ao mesmo tempo, Romero e Bruno precisam manter uma relação política funcional em Campina Grande, até por questão de sobrevivência.

É a velha política da convivência.

Não significa que estejam no mesmo palanque para governador. Significa que interesses eleitorais diferentes podem exigir que determinadas pontes permaneçam de pé.

E é nesse ambiente que surge Vitor Ribeiro.

A novidade que mexe no tabuleiro

A grande incógnita é saber até onde Vitor conseguirá avançar.

Ele não precisa necessariamente “tirar votos” de Tovar, Sargento Neto ou Manoel Ludgério. O termo mais adequado talvez seja disputar um eleitorado que já possui representantes consolidados.

E essa disputa pode ser sentida principalmente dentro do próprio campo político que durante muito tempo teve os Cunha Lima como principal referência em Campina Grande, cenário esse que vem sofrendo mudanças gradativamente.

O evento de Tovar e a caminhada de Vitor, realizados simultaneamente, acabaram produzindo uma fotografia interessante dessa nova realidade.

De um lado, um deputado experiente tentando preservar seu espaço.

Do outro, um candidato estreante tentando construir o seu sendo puxado por uma estrutura gigantesca.

E, entre eles, diferentes alianças para a disputa majoritária.

O que está em jogo

A eleição ainda está no começo, mas uma coisa já parece evidente: a base política de Campina Grande não está falando com uma só voz.

Tovar está com Cícero.

Romero também apoia Cícero, embora seu partido esteja na aliança com a candidatura de Lucas Ribeiro.

Bruno apoia Efraim e, na disputa proporcional, aposta em Vitor Ribeiro.

Isso transforma o eleitorado do grupo Cunha Lima na rainha da borborema  em um dos principais palcos para observar como essas alianças funcionarão na prática.

No fim, a pergunta não será apenas quem conseguiu reunir mais pessoas em um evento.

Será quem conseguiu transformar presença em voto.

E essa resposta, por enquanto, ninguém tem.

A urna é que vai dar.

Outra pergunta que permanecerá até o final da eleição: “E com o resultado favorável para uns, desfavorável para outros, permanecerá a união do grupo Cunha Lima para a próxima eleição?”

Vou deixar a minha opinião: quem sobrar na curva dificilmente continuará no grupo Cunha Lima, o aliado de hoje poderá ser o rival político de amanhã!

Toffoli suspende chapa de Renan Santos na corrida pela Presidência

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a suspensão das candidaturas de Renan Santos (Missão) à Presidência da República e de Aroldo Medina, candidato a vice na chapa. A decisão foi tomada no domingo (30) e tornou-se pública nesta segunda-feira (31).

Com a medida, a campanha de Renan fica impedida de realizar propaganda eleitoral pela internet, receber recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e contar com a participação do candidato em debates eleitorais.

A decisão foi tomada pelo ministro Dias Toffoli, que apontou irregularidades relacionadas ao registro de endereços de sites, blogs, redes sociais e aplicativos de mensagens utilizados pela campanha.

Em declaração à Jovem Pan, Renan Santos criticou a decisão e afirmou que pretende recorrer.



«“É uma decisão de ofício que derruba uma campanha inteira. Um absurdo.”»

De acordo com a decisão, a candidatura teria informado à Justiça Eleitoral, somente depois do pedido de registro, uma lista com 18 perfis utilizados em diferentes plataformas digitais. As informações foram apresentadas em 19 de agosto, enquanto o registro da candidatura havia sido protocolado no dia 7 do mesmo mês.

Entenda a decisão

O ministro Toffoli considerou que as contas e os canais digitais utilizados pela campanha precisam ser previamente informados à Justiça Eleitoral. A legislação eleitoral determina que perfis já existentes sejam declarados no momento do registro da candidatura.

No caso de novas contas, a comunicação à Justiça Eleitoral deve ocorrer em até 24 horas após a criação.

A decisão também estabelece que os perfis informados posteriormente ao registro não poderiam ser utilizados imediatamente para propaganda eleitoral. Segundo o entendimento apresentado pelo ministro, seria necessário aguardar 48 horas após a anotação das informações pela Justiça Eleitoral.

Esse período, conforme a decisão, permitiria que órgãos de fiscalização e demais envolvidos no processo eleitoral verificassem previamente os canais utilizados pelos candidatos, além de possibilitar a atuação das plataformas digitais sobre mecanismos de distribuição e recomendação de conteúdo.

Campanha tenta reverter decisão

A equipe jurídica de Renan Santos já trabalha para contestar a determinação. Segundo informações divulgadas pela Jovem Pan, a campanha prepara um mandado de segurança com o objetivo de derrubar a decisão de Toffoli e restabelecer as candidaturas.

A decisão ocorre apenas dois dias depois de o ministro retirar de pauta o processo que analisava o registro da candidatura de Renan Santos.

O caso ainda poderá sofrer novos desdobramentos na Justiça Eleitoral, especialmente diante da tentativa da campanha de reverter a suspensão.

🗞️ Redação do papo informativo

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Justiça Eleitoral barra segunda candidatura nas Eleições 2026 na Paraíba


A Justiça Eleitoral indeferiu o registro de candidatura de Maria Teresa Carneiro (MDB), que pretendia concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) nas Eleições 2026. A decisão foi registrada nesta segunda-feira (31) e representa o segundo caso de candidatura barrada pela Justiça Eleitoral no estado neste pleito.

A decisão foi tomada pelo desembargador Kéops de Vasconcelos, que identificou problemas na documentação apresentada pela candidata durante o processo de registro.

Entre as pendências apontadas está a fotografia utilizada no pedido de candidatura, que não teria atendido às exigências estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O processo também registrou problemas nas certidões criminais eleitorais emitidas pela Justiça Estadual de primeiro e segundo graus. Segundo a decisão, os documentos foram apresentados de maneira ilegível.

Maria Teresa Carneiro já participou de outras disputas eleitorais. Em 2022, concorreu ao cargo de deputada estadual. Dois anos depois, em 2024, disputou uma cadeira de vereadora em Sapé, na Zona da Mata paraibana. Nas duas eleições, não conseguiu ser eleita.

Segundo registro indeferido na Paraíba

O caso de Maria Teresa é o segundo indeferimento de candidatura registrado pela Justiça Eleitoral da Paraíba para as Eleições 2026.

Anteriormente, o registro de Nosman Barreiro (MDB), que também disputa uma vaga de deputado estadual, havia sido rejeitado pela Justiça Eleitoral.



Mais de 400 candidaturas registradas

De acordo com os dados mais recentes do sistema de estatísticas eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Paraíba possui 445 pedidos de registro de candidatura para as eleições deste ano.

Até o momento, 337 registros foram deferidos, enquanto 90 ainda estão sob análise da Justiça Eleitoral. O levantamento aponta ainda 14 renúncias, duas candidaturas indeferidas, uma cancelada e uma classificada como indeferida em prazo recursal ou com recurso.

Os números podem sofrer alterações à medida que novos processos de registro sejam julgados pela Justiça Eleitoral.

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Romero Rodrigues declara apoio a Nabor Wanderley para o senado


O deputado federal Romero Rodrigues (Podemos), que pretende disputar a reeleição, declarou nesta quinta-feira (27), em Campina Grande, apoio à candidatura de Nabor Wanderley (Republicanos) ao Senado Federal. O parlamentar afirmou que pretende indicar Nabor como seu segundo voto na eleição para o cargo.

Romero explicou que a decisão conta com o respaldo do candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena (MDB), além de Diogo Cunha Lima (PSD).

Durante o anúncio, o deputado ressaltou a atuação de Nabor e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, nas articulações e parcerias firmadas com municípios paraibanos.



Romero disse ainda acreditar que Nabor, caso conquiste uma vaga no Senado, poderá fortalecer esse trabalho, ampliando a aproximação com as cidades do estado e contribuindo para a chegada de novos investimentos e ações, especialmente em Campina Grande.

O apoio reforça a movimentação política em torno da disputa pelas duas vagas ao Senado que estarão em jogo nas eleições de 2026 na Paraíba.

🗞️ Redação do papo informativo

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Após negar conhecer Roberta Luchsinger, Lula é confrontado com foto ao lado de lobista

Durante a sabatina realizada pelo Jornal Nacional nesta quinta-feira (27), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não conhece a lobista Roberta Luchsinger e declarou que jamais teria mantido qualquer conversa com ela.


A declaração provocou reação imediata nas redes sociais. Adversários políticos do presidente recuperaram imagens antigas nas quais Roberta aparece ao lado de Lula, colocando novamente os registros em evidência.

Ao comentar as acusações, Lula classificou como absurda a possibilidade de ter mantido qualquer relação próxima com a lobista. O presidente também ironizou informações que, segundo ele, estariam sendo atribuídas a Roberta.

“Só faltou ela dizer que eu ofereci a ela o Ministério da Defesa, o comando da Marinha, o Itamaraty. É de uma imbecilidade. Eu não conheço essa moça, eu nunca vi essa moça na minha vida, nunca conversei com essa moça, ela nunca esteve próxima de mim”, declarou Lula.

Entre os registros que voltaram a circular está uma fotografia de 2022 em que Roberta aparece ao lado do presidente e da primeira-dama, Janja Lula da Silva.

A própria lobista havia divulgado a imagem em suas redes sociais naquele período.
Outro registro foi publicado por Roberta em 27 de outubro de 2023. Na ocasião, ela compartilhou uma fotografia ao lado de Lula para marcar o aniversário de 78 anos do presidente.


A fala de Lula também passou a ser utilizada politicamente por adversários que pretendem disputar a Presidência da República. Nomes como Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) já haviam feito críticas ao presidente em razão das investigações que envolvem Roberta Luchsinger e pessoas ligadas ao círculo político de Lula.


O episódio ganhou repercussão justamente pela divergência entre a declaração dada pelo presidente durante a entrevista e os registros fotográficos que passaram a ser compartilhados novamente nas redes sociais.

🗞️ Redação do papo informativo

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Daniella Ribeiro se destaca no Senado e concorre ao Prêmio Congresso em Foco 2026 na categoria Direitos e Cidadania

A senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) foi reconhecida como um dos destaques do Senado na categoria Direitos e Cidadania do Prêmio Congresso em Foco 2026. A escolha foi realizada por um júri técnico, que avaliou o desempenho dos parlamentares em suas respectivas áreas de atuação. A cerimônia de premiação ocorreu na noite desta terça-feira (25), no Teatro Nacional Claudio Santoro, em Brasília.

Esta é a quinta vez que Daniella Ribeiro é indicada ao Prêmio Congresso em Foco. A senadora também recebeu destaque na edição de 2025, quando foi selecionada pelo júri técnico entre os melhores senadores do país.

Entre as iniciativas que marcaram sua atuação parlamentar está a criação do Programa Antes que Aconteça, voltado à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher. A iniciativa é considerada pioneira na área e se tornou uma das principais bandeiras do mandato da senadora.

A avaliação que levou Daniella ao reconhecimento deste ano foi feita por um grupo de profissionais com diferentes experiências e perspectivas sobre a atuação do Congresso Nacional.

A trajetória da senadora na premiação começou em 2021, ainda durante sua primeira legislatura. Na ocasião, ela foi indicada em categorias como Melhores do Senado, Defesa da Educação, Clima e Sustentabilidade e Mulheres na Política. Na votação popular daquele ano, Daniella recebeu 2.499 votos e ficou entre os parlamentares mais votados.

Em 2025, a senadora voltou a se destacar ao ser escolhida pelo júri técnico entre os Melhores Senadores do Brasil. A avaliação levou em consideração critérios como participação nas atividades legislativas, qualidade dos debates, apresentação de propostas e capacidade de articulação política.


Para Daniella Ribeiro, o reconhecimento representa não apenas uma valorização do trabalho desenvolvido no Senado, mas também um compromisso maior com a população paraibana.

“É uma alegria voltar ao Congresso em Foco, especialmente depois de ter recebido, no ano passado, o reconhecimento entre as melhores senadoras pelo júri técnico. Prêmios como esse são importantes porque ajudam a mostrar que o trabalho parlamentar, muitas vezes feito longe dos holofotes, está sendo acompanhado e avaliado”, declarou.

A senadora também ressaltou a importância de representar a Paraíba em uma premiação de alcance nacional.

“Recebo essa indicação representando a Paraíba e com a responsabilidade de quem sabe que cada reconhecimento aumenta ainda mais o compromisso com o nosso estado e com o nosso Brasil”, afirmou.

Com cinco indicações acumuladas ao longo de sua trajetória no Congresso em Foco, Daniella mantém presença entre os parlamentares avaliados pela premiação, que busca reconhecer deputados e senadores com atuação de destaque no Legislativo.

Criado em 2006 pelo site Congresso em Foco, o prêmio reúne diferentes critérios e perspectivas para avaliar o desempenho dos parlamentares, incluindo a participação do público, de jornalistas especializados e de um júri técnico. Em 2026, a premiação chega à sua 19ª edição com o conceito “Plural como o Brasil”, destacando a diversidade de ideias, trajetórias e formas de atuação no Congresso Nacional.

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MPE aponta “novas provas” sobre suposta ligação de Cícero com facção; defesa decide não se manifestar

O Ministério Público Eleitoral (MPE) voltou a defender o indeferimento do registro de candidatura de Cícero Lucena (MDB) ao Governo da Paraíba. Em manifestação apresentada neste domingo (23) ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), o procurador regional eleitoral Marcos Alexandre Bezerra Wanderley de Queiroga afirmou que novas evidências foram reunidas em investigações posteriores e apontariam para uma suposta ligação político-criminosa envolvendo o ex-prefeito de João Pessoa e uma organização criminosa armada.

O documento foi apresentado em resposta à defesa de Cícero na Ação de Impugnação de Registro de Candidatura (AIRC). Segundo o MPE, o conjunto de provas analisado agora seria diferente daquele considerado em processos anteriores pelo TRE-PB, tanto em quantidade quanto em profundidade.

A Procuradoria afirma que as novas investigações, realizadas na esfera criminal, teriam ampliado o conhecimento sobre os fatos e revelado elementos que, segundo o órgão, não estavam disponíveis quando ocorreram os julgamentos anteriores.

MPE cita conjunto de novas evidências

Entre os materiais mencionados na manifestação estão relatórios de investigação, informações produzidas pela Polícia Judiciária, dados obtidos por meio de extrações telemáticas, laudos, mídias, registros audiovisuais e elementos relacionados às operações Mandare e Território Livre.

Também são citados dados referentes ao processo eleitoral de 2020.

De acordo com o Ministério Público, não se trata de uma tentativa de reabrir decisões anteriores com base nas mesmas provas. A Procuradoria sustenta que o material produzido posteriormente teria apresentado novos fatos e ampliado a compreensão sobre relações que não eram conhecidas anteriormente.

Suposta interferência nas eleições

Na ação, o MPE afirma que uma organização criminosa armada teria atuado para influenciar o processo eleitoral em favor do projeto político de Cícero Lucena.

A Procuradoria também cita precedentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relacionados a candidatos que tenham sido designados, apoiados ou integrantes de organizações criminosas. Segundo o órgão, não seria necessária a participação formal do candidato na estrutura criminosa para que a regra eleitoral pudesse ser aplicada.

O MPE ressalta, entretanto, que uma simples preferência política ou eventual apoio espontâneo de terceiros não seria suficiente. Para a Procuradoria, seria necessário demonstrar a existência de uma ligação consciente e relevante entre o projeto político do candidato e a utilização da estrutura de uma organização criminosa para interferir nas eleições.

Na avaliação do órgão, os elementos apresentados na ação indicariam essa conexão.

Operações e eleições de 2020 e 2024 são citadas

A manifestação relaciona acontecimentos das eleições de 2020 e 2024 e aponta, segundo o MPE, a atuação de uma mesma organização criminosa, além de interlocutores ligados ao núcleo político mais próximo do candidato.

Entre os elementos citados estão suposto controle territorial com finalidade eleitoral, dificuldades impostas à atuação de adversários e possíveis reivindicações relacionadas à estrutura administrativa municipal.

A Procuradoria também menciona um vídeo atribuído a uma liderança territorial ligada à organização. Segundo o MPE, a pessoa teria declarado apoio a Cícero e feito referência à comunidade conhecida como “Beira da Linha”.

Defesa aponta ausência de denúncia criminal

Na contestação, a defesa de Cícero argumentou que o ex-prefeito não foi denunciado no inquérito utilizado pelo MPE como fundamento da ação e também não possui condenação criminal colegiada ou definitiva relacionada aos fatos.

O Ministério Público, por sua vez, afirma que a ação eleitoral não tem como objetivo determinar eventual responsabilidade criminal de Cícero. Segundo a Procuradoria, o entendimento utilizado como fundamento para o pedido de impugnação não exigiria a existência de denúncia, pronúncia ou condenação criminal.

Para o MPE, o ponto central seria a existência de elementos considerados robustos sobre uma possível interferência de organização criminosa no processo eleitoral.



MPE não pretende produzir novas provas

A Procuradoria informou ao TRE-PB que não pretende apresentar novas provas além do material já reunido no processo.

O órgão também afirmou não ter interesse na realização de prova testemunhal ou pericial e não se opôs ao julgamento antecipado da ação, desde que os integrantes da Corte tenham acesso ao conjunto probatório, inclusive aos documentos submetidos a sigilo, assegurando à defesa o direito ao contraditório.

Ao final, o Ministério Público Eleitoral reiterou o pedido para que o TRE-PB acolha a impugnação e indefira o registro da candidatura de Cícero Lucena ao Governo da Paraíba nas eleições de 2026.

Defesa decide aguardar julgamento

Procurada pelo Blog do Maurílio Jr. nesta segunda-feira (24), a defesa de Cícero Lucena informou que não pretende comentar a manifestação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral.

A equipe jurídica afirmou que prefere aguardar a análise do caso pelo TRE-PB e destacou que Cícero possui, segundo a defesa, as certidões e demais requisitos eleitorais necessários.

A expectativa agora é pelo julgamento da ação pela Corte Eleitoral da Paraíba.

🗞️ Redação do papo informativo

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Homem é detido durante ato político de Ricardo Coutinho na Praça da Paz, em João Pessoa

Suspeito teria provocado uma confusão ao proferir xingamentos contra o ex-governador e o vereador Marcos Henriques durante a inauguração do comitê de campanha.

Um homem foi detido na noite desta sexta-feira (21) durante um evento político do ex-governador e candidato a deputado federal Ricardo Coutinho (PT), realizado na Praça da Paz, no bairro dos Bancários, em João Pessoa.


Segundo informações, o homem estava com uma faca e uma arma de fogo falsa quando foi contido durante a confusão. O episódio aconteceu durante a inauguração do comitê de campanha do petista.


Ainda conforme os relatos, o suspeito teria iniciado os tumultos após proferir xingamentos contra Ricardo Coutinho e o vereador de João Pessoa Marcos Henriques (PT), que também disputa uma vaga de deputado estadual.


A situação mobilizou a Guarda Municipal, que realizou a abordagem e conduziu o homem. A ocorrência deverá ser apurada pelas autoridades competentes.

🗞️ Redação do papo informativo

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TSE define tempo de propaganda eleitoral dos candidatos à Presidência

TSE define a divisão do tempo de rádio e TV entre os candidatos à Presidência; propaganda eleitoral gratuita será exibida de 28 de agosto a 1º de outubro.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou a distribuição do tempo destinado aos candidatos à Presidência da República no horário eleitoral gratuito de rádio e televisão. A propaganda será veiculada entre 28 de agosto e 1º de outubro.

Confira a divisão:

Coligação Brasil Pronto para Mais – Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 5 minutos e 31 segundos por dia.

A aliança reúne o PSB, o PDT, a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e a Federação PSOL/Rede.

PL – Flávio Bolsonaro: 4 minutos e 20 segundos diários.

A candidatura do PL não conta com coligação formada por outras legendas.

PSD – Ronaldo Caiado: 2 minutos e 2 segundos por dia.

Assim como o PL, o PSD disputa a eleição sem coligação com outras siglas.

Avante – Augusto Cury: 35 segundos diários.

O partido também não estabeleceu coligação para a disputa presidencial.

Por meio de sorteio, ficou definido que o Avante abrirá a sequência de propaganda no horário eleitoral. Na sequência, serão exibidas as campanhas do PSD, PL e da Coligação Brasil Pronto para Mais. A ordem será alterada nos dias posteriores, seguindo um sistema de rodízio.

Inserções na programação

Além do horário eleitoral tradicional, o TSE também estabeleceu a quantidade de inserções que cada candidatura terá direito de veicular durante a programação das emissoras.

A coligação que apoia Lula terá 433 inserções. O PL contará com 339, enquanto o PSD terá 159 e o Avante, 47.

A ordem de exibição das inserções também seguirá o sistema de rodízio definido pelo tribunal.



Como é definido o tempo de propaganda

A distribuição do horário eleitoral gratuito leva em consideração a representação dos partidos na Câmara dos Deputados, além das regras eleitorais relacionadas à formação de coligações e federações.

A candidatura de Lula terá o maior espaço de propaganda em razão da composição de sua aliança partidária.

A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, reúne 81 deputados federais. Com a união à Federação PSOL/Rede, ao PDT e ao PSB, a base considerada para o cálculo chega a 127 parlamentares.

O PL possui 98 deputados federais e disputa a eleição de forma isolada. O PSD conta com 42 parlamentares e também não formou coligação. Já o Avante possui sete deputados.

Os demais candidatos não terão acesso ao horário eleitoral gratuito por não atenderem aos critérios de desempenho estabelecidos pela legislação. Entre as exigências estão alcançar o número mínimo de 13 deputados federais ou atingir os percentuais mínimos de votos válidos previstos para a Câmara dos Deputados.

Datas das eleições

O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, quando os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.

O segundo turno ocorrerá em 25 de outubro, caso seja necessário para as disputas presidenciais e estaduais. A nova votação será realizada quando nenhum candidato alcançar mais da metade dos votos válidos no primeiro turno, desconsiderando os votos brancos e nulos.

🗞️ Redação do papo informativo

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