Ex-deputado passa a ter residência permanente nos EUA e poderá viver e trabalhar legalmente no país.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) recebeu do governo dos Estados Unidos o green card, documento que concede residência permanente e autoriza estrangeiros a morar, trabalhar e estudar legalmente em território americano por tempo indeterminado. A informação foi divulgada inicialmente pela Folha de S.Paulo e confirmada por aliados do ex-parlamentar.
Eduardo vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Com a concessão da residência permanente, ele passa a ter direitos semelhantes aos de um cidadão norte-americano, embora o green card não conceda direito ao voto nem represente a obtenção da cidadania dos EUA.
Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, o documento foi concedido na categoria EB-1A, destinada a pessoas consideradas de habilidades extraordinárias em áreas específicas. O próprio Eduardo afirmou que o processo para obtenção da residência permanente foi iniciado há cerca de um ano.
A concessão ocorre em meio ao cenário jurídico enfrentado pelo ex-deputado no Brasil. No mês passado, Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso de processo, decisão que ainda pode ser objeto de recurso.
Desde que passou a residir nos Estados Unidos, Eduardo tem afirmado que deixou o Brasil por considerar que sofre perseguição política e declarou que só cogita retornar ao país caso haja mudanças no cenário jurídico envolvendo sua situação.
Parlamentar afirmou que, se dependesse dele, Léo Bezerra já teria deixado o PSB e ingressado em outra legenda há muito tempo.
O deputado estadual Hervázio Bezerra (MDB) afirmou que o prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra (PSB), tem enfrentado resistência dentro do próprio partido e indicou que o gestor da Capital poderá anunciar, nas próximas semanas, sua filiação a uma nova legenda. Segundo o parlamentar, a mudança já deveria ter acontecido. “Se dependesse de mim, ele já estaria em outro partido há muito tempo”, declarou.
Em entrevista nesta terça-feira (21), Hervázio voltou a criticar a postura do PSB em relação ao prefeito. Para ele, integrantes da sigla atuam de forma contrária aos interesses de Léo Bezerra, tanto nos bastidores quanto publicamente, o que, na avaliação do deputado, demonstra falta de unidade partidária.
O parlamentar também rebateu declarações do ex-governador João Azevêdo, que afirmou não ver problemas na atuação de vereadores do PSB em posição de oposição ao prefeito. Hervázio disse discordar desse entendimento e afirmou que considera incoerente um partido permitir que seus próprios integrantes façam oposição a um prefeito filiado à legenda.
Ainda de acordo com o deputado, o PSB foi a única sigla que, em sua avaliação, deixou de dar respaldo político a um prefeito de capital, classificando a situação como um tratamento incomum no cenário político brasileiro.
Questionado sobre um possível apoio à candidatura de João Azevêdo nas eleições de 2026, Hervázio afirmou que aguarda a definição de Léo Bezerra sobre seu futuro partidário. Segundo ele, o prefeito pretende anunciar sua decisão até o início de agosto, após concluir conversas com aliados e lideranças políticas. O deputado ressaltou que respeita o tempo do filho para tomar uma decisão, embora admita que, por sua vontade, a definição já teria sido tomada.
Presidente da Assembleia Legislativa diz que o comando da Casa pertence ao Republicanos por acordo firmado anteriormente e afirma que ainda não foi convidado para integrar como vice uma eventual chapa liderada por Lucas Ribeiro nas eleições de 2026.
O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino (Republicanos), declarou que o comando da Casa de Epitácio Pessoa permanecerá sob responsabilidade do Republicanos e não entrará nas discussões sobre a composição da chapa governista para as eleições de 2026.
De acordo com Galdino, esse entendimento foi estabelecido durante o chamado “acordo da Granja”, quando decidiu retirar sua pré-candidatura ao Governo da Paraíba em favor da unidade do grupo político.
O parlamentar também afirmou que, até o momento, não recebeu qualquer convite para ocupar a vaga de vice-governador em uma eventual chapa encabeçada pelo atual vice-governador Lucas Ribeiro (PP).
Sobre a reunião realizada recentemente pelo Republicanos, Galdino explicou que o encontro teve caráter interno e tratou exclusivamente da divisão dos recursos do fundo partidário destinados à preparação da legenda para as eleições de 2026.
As declarações reforçam o posicionamento do presidente da ALPB de que a legenda pretende manter o protagonismo no Legislativo estadual, ao mesmo tempo em que segue participando das articulações do grupo governista para o próximo pleito.
Durante entrevista, o senador afirmou que uma eventual aliança entre Léo Bezerra e Nabor Wanderley prejudicaria a estratégia eleitoral do grupo liderado por Cícero Lucena nas eleições de 2026.
O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) afirmou nesta segunda-feira (20) que um eventual apoio do prefeito interino de João Pessoa, Léo Bezerra (PSB), à pré-candidatura de Nabor Wanderley (Republicanos) ao Senado seria prejudicial ao grupo político liderado por Cícero Lucena (MDB).
A declaração foi feita durante entrevista ao programa Linha 360 Debate, da TV Norte Paraíba. Segundo Veneziano, ele já conversou com Léo Bezerra sobre o assunto e não pretende voltar a insistir na discussão.
“Já disse o que tinha para dizer. Daqui a pouco vou me tornar uma pessoa indesejável por ficar repetindo o assunto”, afirmou.
Para o senador, uma eventual adesão de Léo à candidatura de Nabor enfraqueceria a composição da chapa majoritária encabeçada por Cícero Lucena e teria reflexos para todo o grupo político.
“É ruim para Cícero, é péssimo para Cícero, é ruim para Veneziano, é ruim para André, mas, principalmente, é ruim para a chapa majoritária liderada por Cícero”, declarou.
Veneziano acrescentou que sua análise considera os impactos eleitorais da decisão e afirmou que o cenário seria desfavorável independentemente da composição da chapa.
As declarações ocorrem em meio às articulações para a formação das chapas que disputarão as eleições de 2026 na Paraíba. Até o momento, Léo Bezerra não confirmou publicamente apoio à candidatura de Nabor Wanderley, e as negociações seguem nos bastidores.
Convenção estadual será realizada em João Pessoa e deve ratificar a aliança entre PSD e MDB para as eleições de 2026, além de definir as chapas proporcionais dos partidos.
O PSD da Paraíba realizará, no próximo dia 27 de julho, sua convenção estadual para oficializar o apoio à candidatura de Cícero Lucena (MDB) ao Governo da Paraíba nas eleições de 2026. Durante o evento, o partido também confirmará o nome de Diogo Cunha Lima como candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo MDB.
Sob a liderança do ex-deputado federal Pedro Cunha Lima, PSD e MDB firmaram um acordo político que também contempla a composição das chapas proporcionais. O PSD concentrará sua nominata na disputa por vagas na Câmara dos Deputados, tendo entre os principais nomes os deputados federais Mersinho Lucena e Wellington Roberto, além do médico Jhony Bezerra. Já o MDB disputará cadeiras na Assembleia Legislativa da Paraíba.
A convenção acontecerá das 9h às 16h, na Avenida Almirante Tamandaré, nº 740, no bairro de Tambaú, em João Pessoa. O encontro reunirá dirigentes partidários, filiados e lideranças das legendas aliadas. O edital de convocação foi divulgado nas redes sociais do PSD neste domingo (19).
Pedro Cunha Lima iniciou 2025 como pré-candidato ao Governo do Estado, mas anunciou, em dezembro, que não disputaria cargos eletivos nas eleições de 2026. Antes da definição da chapa, Cícero Lucena chegou a convidá-lo para ocupar a vaga de vice-governador, proposta que acabou sendo recusada.
Evento será realizado no dia 2 de agosto, em João Pessoa, e marcará a oficialização da candidatura de Efraim Filho ao Governo da Paraíba, além de reunir lideranças do Partido Liberal (PL).
O Partido Liberal (PL) realizará, no próximo dia 2 de agosto, em João Pessoa, a convenção estadual que oficializará a chapa majoritária da legenda para as eleições de 2026.
O evento contará com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado pelo partido como pré-candidato à Presidência da República.
Durante a convenção, será oficializada a candidatura do senador Efraim Filho (PL) ao Governo da Paraíba. Também estarão presentes lideranças da legenda, entre elas o deputado federal Cabo Gilberto Silva, líder da oposição na Câmara dos Deputados, o pré-candidato ao Senado Marcelo Queiroga e o vereador de João Pessoa Fábio Lopes, além de filiados, apoiadores e militantes.
A realização do evento foi divulgada pelo vereador Fábio Lopes por meio de um vídeo publicado nas redes sociais. Na gravação, ele convida apoiadores e simpatizantes do ex-presidente Jair Bolsonaro para participarem da convenção e reforçarem o projeto político do partido na Paraíba.
Segundo Fábio Lopes, o encontro será um momento de mobilização da militância e de demonstração de apoio às pré-candidaturas da legenda para as eleições de 2026.
Partidos poderão solicitar proteção após as convenções; operação terá centenas de agentes mobilizados e investimento estimado em R$ 95 milhões.
A partir de 20 de julho, os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026 poderão contar com escolta e proteção especial da Polícia Federal durante a campanha eleitoral. De acordo com a corporação, cerca de R$ 95 milhões serão destinados à estrutura de segurança, que terá capacidade para atender simultaneamente até dez candidatos em diferentes regiões do país.
A solicitação do serviço deverá ser feita oficialmente pelos partidos políticos e a proteção poderá ser iniciada após a definição dos nomes nas convenções partidárias. No caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve disputar a reeleição, a segurança seguirá um modelo integrado, com participação da Polícia Federal e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Para garantir o acompanhamento dos candidatos, a PF prevê o deslocamento de até 458 servidores especializados. Os agentes passaram por treinamentos realizados entre 2025 e 2026, com capacitações em áreas como direção defensiva, primeiros socorros, salvamento aquático e uso de drones.
Toda a operação será coordenada a partir de Brasília pela Sala Nacional de Comando e Controle, que terá acesso às agendas dos candidatos e acompanhará as movimentações das equipes de segurança em tempo real, permitindo respostas rápidas durante os compromissos de campanha.
Legenda têm até 5 de agosto para definir candidatos, formalizar coligações e registrar as chapas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O período de convenções partidárias para as eleições de 2026 começa nesta segunda-feira (20). A etapa é considerada uma das mais importantes do calendário eleitoral, pois é nesse momento que os partidos oficializam os candidatos que disputarão os cargos em eleição.
As convenções poderão ser realizadas até o dia 5 de agosto. Após a definição dos nomes, os partidos devem encaminhar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o registro das candidaturas e os respectivos números por meio do Módulo Externo do Sistema de Candidaturas (CANDex), disponível pela internet.
Durante as convenções, além da escolha dos candidatos, também são definidas as coligações partidárias e confirmados os números de urna. As legendas podem manter o número utilizado na eleição anterior, e os candidatos que concorrerem ao mesmo cargo também têm o direito de permanecer com o número já utilizado anteriormente.
Nas eleições de 2026, os brasileiros escolherão presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores, dois senadores por estado, deputados federais e deputados estaduais — ou distritais, no caso do Distrito Federal.
As convenções estaduais serão responsáveis pela escolha dos candidatos aos governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas. Já as convenções nacionais definirão as candidaturas à Presidência da República e eventuais coligações em âmbito nacional.
Partidos que já anunciaram datas para as convenções nacionais
Anúncio foi feito pelo pré-candidato ao Governo da Paraíba, Olímpio Rocha, que destacou a convergência de pautas entre o partido e o senador para as eleições de 2026.
O pré-candidato ao Governo da Paraíba pelo PSOL, Olímpio Rocha, anunciou nesta quinta-feira (16), por meio das redes sociais, que o diretório estadual do partido oficializou apoio à reeleição do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) nas eleições de 2026.
Na publicação, Olímpio afirmou que a decisão foi tomada em razão da convergência entre as pautas defendidas pelo PSOL e a atuação do parlamentar no Senado.
“Hoje o PSOL Paraíba oficializa seu apoio à reeleição do senador Veneziano Vital do Rêgo. Para nós, é uma alegria caminhar ao lado de quem tem defendido pautas importantes para o povo brasileiro”, escreveu.
Segundo o pré-candidato, a aliança política também está fundamentada na defesa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e em bandeiras como o fim da escala de trabalho 6×1, a oposição à anistia dos envolvidos nos atos antidemocráticos e a ampliação de políticas de inclusão social.
“Seguimos juntos na defesa do presidente Lula, do fim da escala 6×1, contra a anistia aos golpistas e por mais inclusão social, justiça e oportunidades para todos os paraibanos e brasileiros”, publicou.
Ao concluir a mensagem, Olímpio Rocha reafirmou o apoio à candidatura de Veneziano e defendeu a união das forças políticas de esquerda para as eleições do próximo ano.
“Tamo junto, Vené! Vamos enfrentar a extrema direita e seguir fortalecendo um projeto democrático e popular para o Brasil”, finalizou.
A manifestação ocorre em meio às articulações para as eleições de 2026 e representa o posicionamento oficial do PSOL da Paraíba em favor da candidatura de Veneziano Vital do Rêgo à reeleição para o Senado Federal.
A proposta recebeu parecer favorável na Comissão de Infraestrutura do Senado após a inclusão de dispositivos conhecidos como “jabutis”, que, segundo especialistas, podem elevar os custos da energia elétrica. O texto ainda precisa ser analisado e votado pelo plenário da Casa antes de seguir a tramitação.
A aprovação de um projeto na Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado Federal reacendeu o debate sobre os chamados “jabutis” no Congresso Nacional. A expressão ganhou destaque porque o texto aprovado passou a incluir medidas que, segundo especialistas do setor elétrico, podem aumentar os custos da geração de energia e, futuramente, refletir na conta de luz dos brasileiros.
Apesar da repercussão, é importante esclarecer que o projeto ainda não foi aprovado pelo Senado em definitivo. Até o momento, ele passou apenas pela Comissão de Infraestrutura e ainda depende de votação no plenário da Casa.
O que é um “jabuti”?
No meio político, “jabuti” é o nome dado a um trecho incluído em um projeto de lei que não tem relação direta com o tema principal da proposta.
A expressão surgiu da frase popular: “jabuti não sobe em árvore; se apareceu lá, alguém o colocou”. Na prática, significa que um assunto foi inserido durante a tramitação de um projeto, mesmo não fazendo parte de seu objetivo original.
O Projeto de Lei nº 5.017/2019 foi apresentado originalmente pelo então senador Luis Carlos Heinze (PP-RS).
A proposta inicial tinha como objetivo ampliar benefícios na tarifa de energia elétrica para atividades como irrigação, aquicultura e sistemas de abastecimento de água, buscando reduzir os custos para esses setores.
Durante a tramitação no Senado, porém, o relator da matéria na Comissão de Infraestrutura, senador Hermes Klann (PL-SC), apresentou um substitutivo — uma nova versão do texto — que passou a incluir dispositivos determinando a contratação obrigatória de novas usinas termelétricas movidas a gás natural e de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).
Esses dispositivos são os chamados “jabutis”, por tratarem de um tema diferente da proposta original.
Por que isso preocupa?
Especialistas e entidades do setor elétrico afirmam que obrigar a contratação dessas usinas pode elevar os custos da geração de energia, principalmente se houver alternativas mais baratas disponíveis no mercado.
Como esses custos fazem parte da composição das tarifas de energia elétrica, existe a possibilidade de que eles sejam repassados aos consumidores ao longo dos próximos anos.
Por esse motivo, o texto passou a ser alvo de críticas de representantes do setor elétrico e de entidades que defendem uma maior competitividade na contratação de energia.
A conta de luz vai aumentar imediatamente?
Não.
A aprovação na Comissão de Infraestrutura não altera imediatamente a tarifa de energia.
Caso o projeto seja aprovado definitivamente e sancionado, eventuais impactos dependerão da regulamentação e da implementação das medidas previstas no texto.
O projeto já virou lei?
Ainda não.
A tramitação segue as seguintes etapas:
– O projeto foi aprovado na Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado; – Agora, precisa ser analisado e votado pelo Plenário do Senado Federal; – Se o plenário aprovar um texto diferente daquele que veio da Câmara dos Deputados, a proposta retorna para nova análise dos deputados; – Somente após a conclusão da tramitação no Congresso Nacional é que o projeto poderá seguir para sanção ou veto do presidente da República.
Ou seja, o projeto ainda pode sofrer alterações antes de se tornar lei.
Conclusão
A discussão em torno dos chamados “jabutis” vai além do setor elétrico e envolve também o processo legislativo. Enquanto defensores afirmam que as medidas fortalecem investimentos na infraestrutura energética do país, críticos argumentam que a contratação obrigatória de determinadas usinas pode aumentar os custos do sistema e, consequentemente, pressionar as contas de luz pagas pelos consumidores.
Como a proposta ainda será analisada pelo plenário do Senado, o texto poderá ser mantido, alterado ou até rejeitado antes de concluir sua tramitação no Congresso Nacional.