Primeira-dama se aproximou do presidente após ele ser abraçado por uma mulher durante agenda em Juazeiro do Norte
A primeira-dama Rosângela Janja da Silva chamou atenção durante uma agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta sexta-feira (4), em Juazeiro do Norte, no Ceará.
Durante o evento, uma eleitora se aproximou do presidente e o abraçou por alguns instantes. O contato, que durou mais que um cumprimento convencional, foi interrompido após Janja se aproximar dos dois.
A primeira-dama ajudou a encerrar o abraço e, na sequência, Lula continuou a interação com o público presente no local.
O momento foi registrado em vídeo e passou a circular nas redes sociais, gerando repercussão entre internautas.
A cena ocorreu durante a passagem de Lula por Juazeiro do Norte, onde o presidente cumpriu agenda pública nesta sexta-feira.
Quatro dos seis desembargadores do TRE-PB votaram pela rejeição da impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral e formaram maioria para manter a candidatura de Cícero Lucena.
O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) formou maioria, nesta sexta-feira (4), para rejeitar a ação de impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) contra a candidatura do ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), ao Governo da Paraíba.
Até agora, quatro dos seis desembargadores que participam do julgamento votaram pela improcedência da ação e pelo deferimento do registro de candidatura.
O processo, no entanto, ainda não foi concluído. O desembargador João Benedito pediu vista durante a sessão desta sexta-feira, e a análise deverá ser retomada na próxima quarta-feira (9).
Como está o julgamento
O relator do processo, desembargador Rodrigo Marques, votou pela rejeição da impugnação e pelo deferimento da candidatura de Cícero. O entendimento foi acompanhado pelo desembargador Kéops de Vasconcelos.
A desembargadora Giovanna Mayer apresentou voto divergente e defendeu a procedência da ação do MPE, o que levaria ao indeferimento do registro.
O desembargador Rodrigo Clemente e a desembargadora Helena Fialho acompanharam o relator na sessão desta sexta-feira, consolidando a maioria favorável ao candidato.
Com isso, o placar está em quatro votos pela candidatura de Cícero e um contra, restando o voto de João Benedito para a conclusão do julgamento.
A ação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral tem como base as investigações da Operação Território Livre, que apurou suspeitas de influência de uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas sobre estruturas da Prefeitura de João Pessoa durante a gestão de Cícero.
Na avaliação do MPE, os fatos investigados poderiam ter repercussão sobre a candidatura do ex-prefeito.
Os procuradores também citam o artigo 97 da Constituição Federal para defender que a legislação deve impedir candidaturas de pessoas integrantes ou apoiadas por grupos armados, ainda que não exista condenação judicial definitiva.
Maioria favorece Cícero
Com quatro votos favoráveis, Cícero Lucena já conta com maioria no TRE-PB para superar a impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral.
A decisão definitiva, porém, depende da conclusão do julgamento, prevista para a próxima quarta-feira (9).
Até o momento, o cenário é favorável ao registro da candidatura de Cícero Lucena na disputa pelo Governo da Paraíba em 2026.
Ação questionava candidatura de Daniella Ribeiro por ela ser mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), candidato à reeleição, mas TRE-PB decidiu por unanimidade pela manutenção do nome na chapa de Nabor.
O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) decidiu, por unanimidade, pela manutenção da candidatura de Daniella Ribeiro (PP) ao cargo de primeira suplente na chapa encabeçada por Nabor Wanderley (Republicanos).
A Corte Eleitoral rejeitou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura (AIRC) apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que questionava a possibilidade de Daniella integrar a chapa.
O processo ganhou destaque porque Daniella é mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que disputa a reeleição ao Governo da Paraíba.
MPE questionou candidatura de Daniella
Na ação, o Ministério Público Eleitoral sustentava que a situação de Daniella deveria ser analisada à luz da regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal.
O dispositivo estabelece restrições relacionadas à candidatura de parentes de chefes do Poder Executivo dentro da circunscrição eleitoral.
Daniella deixou de disputar a renovação do mandato de senadora para integrar a chapa de Nabor como primeira suplente. A possibilidade de sua candidatura havia sido questionada justamente em razão do vínculo familiar com Lucas Ribeiro.
Por unanimidade, porém, o TRE-PB afastou a impugnação e autorizou o registro da candidatura.
Daniella abriu mão da reeleição para apoiar projeto político
Desde o ano passado, Daniella Ribeiro vinha afirmando que não disputaria a reeleição ao Senado após a confirmação da candidatura do filho ao Governo da Paraíba.
Posteriormente, a senadora mudou de posição após receber o convite para integrar a chapa de Nabor. Ela afirmou que a decisão está relacionada ao projeto político do grupo para o Estado.
“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, afirmou.
Senadora rebate ideia de “rebaixamento” político
Daniella também reagiu às críticas de que assumir uma suplência representaria uma redução de espaço político.
A parlamentar destacou que a decisão foi tomada dentro do projeto do grupo e afirmou que pretende continuar defendendo as pautas que marcaram sua trajetória, especialmente aquelas relacionadas aos direitos e à proteção das mulheres.
Daniella também lembrou que foi a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.
Quem é Daniella Ribeiro
Daniella Velloso Borges Ribeiro é pedagoga e política paraibana, filiada ao Progressistas. Atualmente, exerce o mandato de senadora da República pela Paraíba.
Sua trajetória política começou em 2004, quando disputou a vice-prefeitura de Campina Grande na chapa encabeçada por Rômulo Gouveia, mas não foi eleita.
Em 2008, foi eleita vereadora de Campina Grande com 6.838 votos. Dois anos depois, chegou à Assembleia Legislativa da Paraíba, sendo eleita deputada estadual com 29.863 votos.
Em 2012, disputou a Prefeitura de Campina Grande, mas não avançou para o segundo turno.
Em 2018, foi eleita senadora da República e, posteriormente, exerceu a liderança do Progressistas no Senado entre fevereiro de 2019 e abril de 2022.
Com a decisão do TRE-PB, Daniella está, neste momento, com a candidatura mantida como primeira suplente de Nabor Wanderley, e a chapa segue apta perante a Justiça Eleitoral, ressalvadas eventuais medidas ou recursos previstos na legislação.
Ação apresentada ao TRE-PB questiona contribuição feita por advogado com atuação no TCU e aponta possível abuso de poder econômico na campanha do senador
O deputado estadual e candidato a deputado federal Tião Gomes (Republicanos) acionou o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) contra o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), candidato à reeleição, e pediu a cassação do registro ou do diploma do parlamentar por suposto abuso de poder econômico.
A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) tem como principal alvo uma doação de R$ 2 milhões realizada em 4 de agosto de 2026 pelo advogado mineiro Fabiano Augusto Martins Silveira ao Diretório Estadual do MDB da Paraíba, presidido por Veneziano.
Segundo a petição apresentada à Justiça Eleitoral, o valor seria a maior doação registrada no estado nas eleições de 2026 até o momento.
Doação milionária é questionada por Tião Gomes
Na ação, Tião Gomes levanta questionamentos sobre a relação do doador com a Paraíba. A petição afirma que Fabiano Silveira não teria domicílio eleitoral, imóvel, escritório ou clientes no estado.
O deputado também pede que seja investigada a possível relação entre a contribuição eleitoral e a atuação profissional do advogado perante o Tribunal de Contas da União (TCU), atualmente presidido por Vital do Rêgo Filho, irmão de Veneziano.
A AIJE relaciona 18 processos nos quais Fabiano Silveira teria atuado como advogado perante o TCU.
De acordo com os dados apresentados na ação, os valores diretamente discutidos nesses processos chegam a aproximadamente R$ 73,4 milhões e US$ 1 milhão, além de procedimentos relacionados a contratos que ultrapassariam R$ 9,7 bilhões.
A própria petição, porém, ressalta que esses valores correspondem aos montantes discutidos nos processos e não aos honorários eventualmente recebidos pelo advogado.
Presidente do TCU é citado em processos
Outro argumento apresentado por Tião Gomes envolve a participação de Vital do Rêgo em cinco dos 18 processos relacionados ao advogado.
Um dos casos citados é o Acórdão 2.522/2025, que trata do distrato de um contrato avaliado em mais de R$ 9,7 bilhões.
Segundo a ação, quando estava à frente do TCU, Vital do Rêgo admitiu o processo e autorizou a prorrogação, por 30 dias, dos trabalhos da comissão responsável pela negociação.
Com base nesses elementos, o deputado afirma que a doação de R$ 2 milhões precisa ser investigada para esclarecer a origem dos recursos, a finalidade da contribuição e uma eventual relação com a candidatura de Veneziano.
A tese apresentada na ação é de que os fatos podem caracterizar abuso de poder econômico e ter potencial para afetar a normalidade e a legitimidade das eleições.
Além de Veneziano, a AIJE inclui os suplentes Marina Janine Assis de Lucena Barros e Paulo Roberto Vanderlei Rebello Filho, o MDB da Paraíba, Fabiano Silveira e Vital do Rêgo Filho.
Caso a Justiça Eleitoral reconheça a prática de abuso de poder econômico, a legislação prevê, conforme o caso, sanções que podem incluir a cassação do registro ou do diploma do candidato beneficiado, além das consequências de inelegibilidade previstas na Lei Complementar nº 64/1990.
O caso agora será analisado pelo TRE-PB, que deverá avaliar as alegações apresentadas por Tião Gomes e as provas relacionadas à denúncia.
Até o momento, a existência da AIJE representa uma acusação submetida à análise da Justiça Eleitoral, e não uma conclusão de que houve irregularidade ou abuso de poder econômico.
🗞️ Redação do papo informativo com informações do blog do Maurílio Jr
Pesquisa PoderData divulgada nesta quinta-feira (3) aponta empate técnico na corrida pela Presidência e mostra disputa acirrada entre os principais candidatos.
Senador aparece com 45% contra 44% do presidente na nova pesquisa PoderData; resultado representa uma inversão em relação ao levantamento anterior e mantém a disputa pela Presidência totalmente aberta.
A corrida presidencial ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (3). A mais recente pesquisa PoderData/Aya mostra Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula em uma simulação de segundo turno, mas a diferença é tão pequena que os dois permanecem tecnicamente empatados.
O senador do PL aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o presidente registra 44%. Como a margem de erro é de 1,8 ponto percentual, a vantagem de um ponto não permite apontar um líder isolado na disputa.
O resultado chama atenção principalmente pela inversão em relação ao levantamento anterior. No fim de agosto, Lula tinha 45%, contra 44% de Flávio Bolsonaro. Agora, os números se inverteram.
A pesquisa também testou outros possíveis confrontos de segundo turno. Lula aparece com 44% contra 42% de Romeu Zema e repete os mesmos números diante de Ronaldo Caiado. Já contra Renan Santos, o presidente registra 44%, ante 39%.
Os dados indicam, portanto, uma eleição marcada por disputas apertadas e cenários ainda abertos, especialmente no confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Como foi feita a pesquisa
O levantamento PoderData/Aya ouviu 3.000 pessoas em 716 municípios das 27 unidades da Federação, entre 30 de agosto e 2 de setembro.
A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE sob o número BR-07561/2026.
Julgamento foi interrompido quando placar estava em 2 a 1 pela manutenção da candidatura; análise será retomada na sexta-feira (4)
A situação eleitoral de Cícero Lucena (MDB) ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (2). O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) suspendeu o julgamento da ação que questiona o registro de candidatura do ex-prefeito de João Pessoa ao Governo do Estado.
A suspensão ocorreu após um pedido de vista do desembargador Rodrigo Clemente, que solicitou mais tempo para analisar o processo antes de apresentar seu voto.
Até o momento da interrupção, o placar era de 2 votos a 1 pela manutenção da candidatura de Cícero Lucena. O julgamento deverá ser retomado na próxima sexta-feira (4).
Como votaram os desembargadores
O relator do processo, desembargador Rodrigo Marques Silva Lima, votou pela improcedência da impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e pela manutenção do registro de candidatura de Cícero.
O voto foi acompanhado pelo desembargador Kéops de Vasconcelos.
Na sequência, a desembargadora Giovanna Mayer apresentou voto divergente e defendeu a procedência da ação do Ministério Público Eleitoral, com o consequente indeferimento do registro de Cícero Lucena.
Com o pedido de vista, o julgamento foi interrompido antes da conclusão.
A análise deve ser retomada na sexta-feira. Rodrigo Clemente poderá apresentar seu voto, e os demais integrantes do colegiado que ainda não se manifestaram também deverão participar do julgamento.
O resultado final poderá definir a situação do registro de candidatura de Cícero Lucena no âmbito do TRE-PB. Caso haja recurso, a questão ainda poderá ser levada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Processo corre em sigilo
A ação está relacionada a informações de uma investigação que envolve uma suposta ligação de Cícero Lucena com integrantes de uma organização criminosa.
Como o processo tramita sob sigilo, parte dos elementos apresentados nos autos não está disponível publicamente. A transmissão da sessão também foi interrompida durante a análise do caso.
É importante destacar que as alegações apresentadas no processo não representam, por si só, uma condenação ou decisão definitiva sobre eventual responsabilidade de Cícero Lucena.
Defesa vê resultado positivo
Após a sessão, o advogado Walter Agra, responsável pela defesa de Cícero Lucena, avaliou positivamente o resultado parcial do julgamento.
A defesa considera o placar de 2 a 1 favorável à manutenção da candidatura um sinal positivo, mas a decisão definitiva ainda depende da conclusão da votação.
Por enquanto, Cícero Lucena continua com o registro de candidatura em análise pela Justiça Eleitoral, e o julgamento no TRE-PB terá um novo capítulo na sexta-feira (4).
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a suspensão das candidaturas de Renan Santos (Missão) à Presidência da República e de Aroldo Medina, candidato a vice na chapa. A decisão foi tomada no domingo (30) e tornou-se pública nesta segunda-feira (31).
Com a medida, a campanha de Renan fica impedida de realizar propaganda eleitoral pela internet, receber recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e contar com a participação do candidato em debates eleitorais.
A decisão foi tomada pelo ministro Dias Toffoli, que apontou irregularidades relacionadas ao registro de endereços de sites, blogs, redes sociais e aplicativos de mensagens utilizados pela campanha.
Em declaração à Jovem Pan, Renan Santos criticou a decisão e afirmou que pretende recorrer.
«“É uma decisão de ofício que derruba uma campanha inteira. Um absurdo.”»
De acordo com a decisão, a candidatura teria informado à Justiça Eleitoral, somente depois do pedido de registro, uma lista com 18 perfis utilizados em diferentes plataformas digitais. As informações foram apresentadas em 19 de agosto, enquanto o registro da candidatura havia sido protocolado no dia 7 do mesmo mês.
Entenda a decisão
O ministro Toffoli considerou que as contas e os canais digitais utilizados pela campanha precisam ser previamente informados à Justiça Eleitoral. A legislação eleitoral determina que perfis já existentes sejam declarados no momento do registro da candidatura.
No caso de novas contas, a comunicação à Justiça Eleitoral deve ocorrer em até 24 horas após a criação.
A decisão também estabelece que os perfis informados posteriormente ao registro não poderiam ser utilizados imediatamente para propaganda eleitoral. Segundo o entendimento apresentado pelo ministro, seria necessário aguardar 48 horas após a anotação das informações pela Justiça Eleitoral.
Esse período, conforme a decisão, permitiria que órgãos de fiscalização e demais envolvidos no processo eleitoral verificassem previamente os canais utilizados pelos candidatos, além de possibilitar a atuação das plataformas digitais sobre mecanismos de distribuição e recomendação de conteúdo.
Campanha tenta reverter decisão
A equipe jurídica de Renan Santos já trabalha para contestar a determinação. Segundo informações divulgadas pela Jovem Pan, a campanha prepara um mandado de segurança com o objetivo de derrubar a decisão de Toffoli e restabelecer as candidaturas.
A decisão ocorre apenas dois dias depois de o ministro retirar de pauta o processo que analisava o registro da candidatura de Renan Santos.
O caso ainda poderá sofrer novos desdobramentos na Justiça Eleitoral, especialmente diante da tentativa da campanha de reverter a suspensão.
O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) decidiu, na manhã desta segunda-feira (31), manter a ata da convenção estadual do Partido Social Democrático (PSD) e rejeitou o recurso apresentado por Rui Galdino Filho, que buscava garantir seu nome na disputa por uma das vagas ao Senado Federal nas Eleições 2026.
Com a decisão, permanece válida a deliberação tomada durante a convenção partidária realizada em 27 de julho, que não incluiu Rui Galdino entre os candidatos ao Senado. Uma mudança no entendimento da Justiça Eleitoral poderia alterar a atual configuração da disputa.
Rui Galdino contestou decisão da convenção
Rui Galdino argumentou no processo que houve irregularidades na forma como a convenção estadual do PSD conduziu a votação para escolha das candidaturas.
Segundo ele, apesar de ser filiado ao partido e ter apresentado formalmente seu pedido para disputar o Senado, a direção da legenda teria colocado em votação a chamada Chapa 2, reunindo em uma única deliberação a escolha dos candidatos e as decisões relacionadas às alianças partidárias.
A medida, de acordo com Galdino, teria impedido que sua Chapa 1 fosse analisada individualmente pelos convencionais.
Na ação, o político sustentou que o procedimento teria violado regras internas do partido e princípios relacionados à democracia partidária, à igualdade entre os filiados e ao direito de participação na disputa eleitoral.
Galdino também alegou que a decisão representaria abuso de poder dentro da estrutura partidária e prejuízo ao seu direito de concorrer ao cargo eletivo.
Durante o julgamento, o político afirmou que foi “violenta e injustamente, de forma ditatorial” impedido de participar da disputa durante a convenção.
A convenção do PSD da Paraíba ocorreu no dia 27 de julho, no Hotel Nord Luxor, em João Pessoa, sob a presidência de Pedro Oliveira Cunha Lima.
Conforme consta na ata do encontro partidário, duas chapas foram apresentadas para a disputa interna.
A Chapa 1, apresentada por Rui Galdino Filho, foi protocolada no dia 23 de julho. O pedido buscava a indicação de seu nome para concorrer ao Senado, sem interferir nas estratégias adotadas pelo partido para a disputa ao Governo da Paraíba.
A ata registra, entretanto, que o presidente do PSD-PB recebeu o pedido mesmo diante da alegação de que não teria sido cumprida uma exigência prevista no artigo 23 do estatuto partidário, que estabelece a necessidade de subscrição de uma chapa completa por pelo menos cinco convencionais.
Já a Chapa 2 foi registrada no dia 24 de julho e contou com a assinatura de cinco convencionais.
Na convenção, a Chapa 2 acabou sendo submetida à votação e recebeu nove votos favoráveis à sua aprovação, enquanto não houve votos para a Chapa 1 apresentada por Rui Galdino.
PSD integra chapa de Cícero Lucena
Nas Eleições 2026, o PSD integra a coligação “Juntos para a Paraíba dar o próximo passo”, que tem o ex-prefeito de João Pessoa Cícero Lucena (MDB) como candidato ao Governo do Estado e Diogo Cunha Lima (PSD) como candidato a vice-governador.
Para o Senado, a aliança apresentou os nomes do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e do deputado estadual André Gadelha (MDB).
Com a decisão do TRE-PB desta segunda-feira, a ata da convenção permanece válida e Rui Galdino fica fora da composição oficial da chapa do PSD para o Senado, salvo eventual mudança em instância superior da Justiça Eleitoral.
A Justiça Eleitoral indeferiu o registro de candidatura de Maria Teresa Carneiro (MDB), que pretendia concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) nas Eleições 2026. A decisão foi registrada nesta segunda-feira (31) e representa o segundo caso de candidatura barrada pela Justiça Eleitoral no estado neste pleito.
A decisão foi tomada pelo desembargador Kéops de Vasconcelos, que identificou problemas na documentação apresentada pela candidata durante o processo de registro.
Entre as pendências apontadas está a fotografia utilizada no pedido de candidatura, que não teria atendido às exigências estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O processo também registrou problemas nas certidões criminais eleitorais emitidas pela Justiça Estadual de primeiro e segundo graus. Segundo a decisão, os documentos foram apresentados de maneira ilegível.
Maria Teresa Carneiro já participou de outras disputas eleitorais. Em 2022, concorreu ao cargo de deputada estadual. Dois anos depois, em 2024, disputou uma cadeira de vereadora em Sapé, na Zona da Mata paraibana. Nas duas eleições, não conseguiu ser eleita.
Segundo registro indeferido na Paraíba
O caso de Maria Teresa é o segundo indeferimento de candidatura registrado pela Justiça Eleitoral da Paraíba para as Eleições 2026.
Anteriormente, o registro de Nosman Barreiro (MDB), que também disputa uma vaga de deputado estadual, havia sido rejeitado pela Justiça Eleitoral.
De acordo com os dados mais recentes do sistema de estatísticas eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Paraíba possui 445 pedidos de registro de candidatura para as eleições deste ano.
Até o momento, 337 registros foram deferidos, enquanto 90 ainda estão sob análise da Justiça Eleitoral. O levantamento aponta ainda 14 renúncias, duas candidaturas indeferidas, uma cancelada e uma classificada como indeferida em prazo recursal ou com recurso.
Os números podem sofrer alterações à medida que novos processos de registro sejam julgados pela Justiça Eleitoral.
Uma cena chamou atenção durante a agenda política realizada neste sábado (29), em Serra Branca, no Cariri paraibano. O deputado estadual e candidato a deputado federal George Morais (PL), irmão do senador Efraim Filho (PL), esteve ao lado do candidato ao Governo da Paraíba pelo MDB, Cícero Lucena, durante uma carreata pelo município.
George Morais acompanhou o percurso no mesmo veículo utilizado por Cícero Lucena. A presença do parlamentar no ato chamou atenção pelo fato de Efraim Filho também estar na disputa pelo comando do Governo da Paraíba.
Cícero Lucena tem o apoio do prefeito de Serra Branca, Alexandre, conhecido como “da PixBet”. O gestor, por sua vez, também declarou apoio à candidatura de George Morais para a Câmara Federal.
A situação evidencia um cenário cada vez mais comum na política paraibana: alianças diferentes para cargos distintos e o chamado “voto cruzado”, no qual lideranças apoiam candidatos que, em determinadas disputas, estão em lados diferentes.
Outro ponto que vem sendo observado durante a campanha é a relação entre Cícero Lucena e Efraim Filho. Apesar de ambos trabalharem com a possibilidade de avançar para um eventual segundo turno, os dois têm adotado uma postura de menor confronto direto nos debates e, em alguns momentos, demonstrado sintonia durante as discussões eleitorais.
O movimento reforça a complexidade das alianças construídas para as eleições deste ano na Paraíba, com apoios que nem sempre seguem uma mesma composição para todos os cargos em disputa.