Nikolas Ferreira ergue caixão simbólico do PT durante ato de Flávio Bolsonaro em Manaus

Adereço levado por apoiadores fazia referência ao segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) chamou a atenção ao levantar um caixão simbólico com referências ao Partido dos Trabalhadores (PT) durante um ato de campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), realizado na noite da segunda-feira (19), em Manaus, no Amazonas.

A manifestação ocorreu durante o evento conhecido como “Bloco do 22”, realizado na região da Ponta Negra. Na ocasião, apoiadores entregaram o objeto ao parlamentar, que o ergueu diante do público e classificou a cena como “profética”, em alusão à possibilidade de derrota eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Caixão trazia datas relacionadas ao partido

Produzido em isopor e pintado de vermelho, o adereço apresentava a estrela branca e a sigla do PT. Também estavam estampadas duas datas: 1980, ano de fundação da legenda, e 25 de outubro de 2026, data do segundo turno da eleição presidencial.

A encenação foi utilizada como provocação política contra o partido adversário e repercutiu nas redes sociais.

Ato reuniu lideranças do PL

Além de Nikolas Ferreira e Flávio Bolsonaro, a mobilização contou com a participação da candidata do PL ao Governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo, e de outras lideranças políticas.

Os participantes percorreram a região da Ponta Negra em um trio elétrico. Durante o evento, apoiadores também entoaram palavras de ordem contra o PT e cantaram músicas críticas à legenda.

A manifestação faz parte da agenda de campanha de Flávio Bolsonaro e de Maria do Carmo na reta final da disputa eleitoral.

Meta remove vídeo de Flávio José que sinalizava apoio à reeleição de Lula

Publicação do cantor paraibano foi retirada do Instagram, e a justificativa apresentada pela plataforma gerou questionamentos nas redes sociais.

A Meta, empresa responsável pelo Instagram e pelo Facebook, retirou do ar um vídeo publicado pelo cantor paraibano Flávio José com uma manifestação interpretada como apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O episódio ganhou repercussão nas redes sociais nesta segunda-feira (19).

A remoção foi denunciada pela cantora Lara Amélia, filha do artista, que compartilhou uma captura de tela mostrando a notificação enviada pela plataforma. Na mensagem, o Instagram informou que o conteúdo havia sido excluído por suposta violação das regras de utilização da rede social.

Entretanto, a justificativa apresentada não esclareceu especificamente qual trecho ou elemento da publicação teria infringido as normas da empresa.

Vídeo repercute em meio à disputa eleitoral

O conteúdo utilizava uma música conhecida na voz de Flávio José e trazia imagens relacionadas ao presidente Lula. A publicação foi interpretada por internautas como uma demonstração de preferência política do artista, conhecido por manter uma postura discreta em relação às eleições.

A retirada do vídeo provocou questionamentos sobre os critérios adotados pelas plataformas digitais para moderar conteúdos políticos durante o período eleitoral.

Até o momento, as informações divulgadas não permitem afirmar que a publicação tenha sido removida exclusivamente por manifestar apoio a Lula.

O caso ocorre a poucos dias do segundo turno da eleição presidencial, marcado para o próximo domingo (25), e amplia o debate sobre a transparência das redes sociais na aplicação de suas regras durante a campanha.

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Lula anuncia abertura de sigilos e cobra que Flávio Bolsonaro adote a mesma medida

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que pretende autorizar o acesso aos seus dados bancários e telefônicos, incluindo os de seus cinco filhos, e desafiou o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário no segundo turno das eleições presidenciais, a fazer o mesmo.

A declaração foi feita nesta segunda-feira (19), durante um ato de campanha em Porto Alegre (RS), um dia após o confronto entre os dois candidatos no debate promovido pela Band.

Lula afirmou que pretende encaminhar os documentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e defendeu que as informações sejam analisadas pelas autoridades competentes. Segundo o presidente, a iniciativa busca responder às acusações feitas durante a campanha e preservar sua reputação e a de seus familiares.

Desafio surgiu durante debate presidencial

No encontro de domingo (18), os candidatos trocaram acusações relacionadas a suspeitas de irregularidades e ao patrimônio de seus familiares. Flávio Bolsonaro questionou Lula sobre investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

Em resposta, o presidente levantou questionamentos sobre o patrimônio do senador e mencionou negociações relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na ocasião, Lula propôs que ambos autorizassem o acesso aos respectivos sigilos, incluindo informações de familiares. Flávio declarou que não tinha nada a esconder, mas não confirmou se aceitaria a proposta nos termos apresentados pelo adversário.

Documento deve ser encaminhado à Justiça

Segundo Lula, a autorização deverá abranger seus próprios dados e os de seus cinco filhos. O presidente também espera que Flávio Bolsonaro estenda eventual medida semelhante a seus familiares e empresas.

A iniciativa ocorre na última semana da campanha para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, período em que as acusações e os questionamentos sobre a vida pública e patrimonial dos candidatos ganharam destaque no debate eleitoral.

A eventual abertura de sigilo depende dos instrumentos legais aplicáveis e não representa, por si só, comprovação de irregularidades. Da mesma forma, acusações feitas durante a campanha precisam ser avaliadas com base em provas e nos procedimentos das autoridades competentes.

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Presidente da OAB se manifesta após debate entre Lula e Flávio Bolsonaro sobre defesa de policial. Veja o vídeo!

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, manifestou-se após a discussão entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate presidencial promovido pela Band, no domingo (18).

O embate ocorreu quando Lula questionou Flávio sobre sua atuação como advogado na defesa de um policial acusado de matar uma menina de cinco anos. O assunto passou a integrar o confronto entre os dois políticos e motivou o posicionamento do dirigente da OAB em defesa das prerrogativas da advocacia.

Simonetti chamou a atenção para a importância de preservar o direito de defesa e evitar que o exercício da profissão seja tratado como uma forma de cumplicidade com os atos atribuídos a um cliente.

O que diz a legislação?

O direito à defesa é uma garantia fundamental prevista na Constituição Federal. Na prática, isso significa que qualquer pessoa acusada de cometer um crime tem o direito de receber assistência jurídica, independentemente da gravidade da acusação ou da repercussão pública do caso.

A atuação de um advogado não representa, necessariamente, concordância com as condutas atribuídas ao cliente. Sua função é assegurar que os procedimentos legais sejam respeitados e que a defesa possa apresentar os argumentos previstos no ordenamento jurídico.

O habeas corpus, por sua vez, é um instrumento jurídico utilizado para proteger a liberdade de locomoção diante de ilegalidade ou abuso de poder. A apresentação desse tipo de pedido não significa, por si só, apoio ao crime investigado.

A manifestação da OAB recoloca em debate os limites entre a disputa política e o respeito às garantias constitucionais que asseguram o funcionamento da Justiça.

#papoinformativo #política #oab #lula #flaviobolsonaro

G1 corrige reportagem sobre proposta de Daniella Marques para o Bolsa Família

O portal G1 corrigiu, nesta segunda-feira (19), uma reportagem sobre as declarações de Daniella Marques, integrante da equipe econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), a respeito das regras do Bolsa Família. A versão inicial do texto apresentava de forma incorreta o funcionamento da proposta de transição para os beneficiários do programa.

A reportagem original afirmava que, em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, os beneficiários seriam retirados do programa após 24 meses, mesmo que não tivessem conseguido emprego. Após a revisão, o portal esclareceu que a proposta prevê um período de transição para quem conseguir trabalho formal ou decidir abrir o próprio negócio.

Entenda a proposta

Em entrevista à rádio CBN Bahia, Daniella Marques defendeu um modelo que permita aos beneficiários buscar oportunidades de emprego e empreendedorismo sem perder imediatamente a proteção financeira.

A ideia apresentada prevê um período de dois anos durante o qual as famílias continuariam recebendo o benefício, com possibilidade de retorno automático ao programa caso a tentativa de inserção no mercado de trabalho ou de abertura de um negócio não dê certo.

Atualmente, a regra de proteção do Bolsa Família permite que famílias que ultrapassem o limite de renda estabelecido permaneçam temporariamente no programa, recebendo 50% do benefício, conforme os critérios vigentes. Para os casos abrangidos pela regra atual, o período pode chegar a 18 meses.

A proposta defendida pela equipe de Flávio Bolsonaro busca ampliar esse prazo para dois anos.

Debate político em torno do benefício

O tema ganhou repercussão na reta final da campanha presidencial, colocando as políticas de assistência social no centro da discussão entre os grupos políticos.

Daniella Marques também mencionou a oferta de crédito, capacitação profissional e apoio ao empreendedorismo como instrumentos para facilitar a entrada dos beneficiários no mercado de trabalho.

A correção feita pelo G1 esclarece a diferença entre o desligamento automático após dois anos e a proposta de um período de transição associado à busca por autonomia financeira.

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Gaeco contesta declarações de Ricardo Coutinho e afirma que Operação Calvário segue com processos em andamento

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao Ministério Público da Paraíba (MPPB), divulgou nesta segunda-feira (19) uma nota para contestar declarações do ex-governador Ricardo Coutinho (PT) sobre a Operação Calvário. O órgão defendeu a condução das investigações e afirmou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) favorável ao político não encerrou os demais processos relacionados ao caso.

A manifestação ocorreu após entrevista concedida por Ricardo Coutinho ao programa Correio Debate, do Sistema Correio, no dia 15 de outubro. No posicionamento, o Gaeco ressaltou que a atuação do Ministério Público deve ser pautada pela independência, pelo rigor técnico e pelo respeito aos direitos fundamentais.

Gaeco aponta denúncias em 15 casos

De acordo com a nota, as apurações da Operação Calvário reuniram diferentes tipos de elementos, incluindo gravações, documentos, registros financeiros, mensagens, contratos, relatórios de órgãos de fiscalização e exames periciais.

Segundo o Ministério Público, esse material resultou no oferecimento de denúncias contra Ricardo Coutinho em 15 casos. O órgão também contestou a interpretação de que as acusações teriam sido construídas exclusivamente com base nos depoimentos de colaboradores premiados.

O Gaeco destacou ainda que o episódio conhecido como “caixa de bebida” já era alvo de investigação antes da formalização dos acordos de colaboração premiada. Conforme a nota, naquele momento já haviam sido utilizados recursos como interceptações telefônicas, imagens de hotel e registros de hospedagem.

O que decidiu o STF sobre a Operação Calvário?

Outro ponto central da manifestação diz respeito à decisão do Supremo Tribunal Federal, de janeiro de 2026, que determinou o trancamento da acusação de organização criminosa especificamente em relação a Ricardo Coutinho.

Na ocasião, o entendimento foi de que não havia corroboração autônoma suficiente para sustentar aquela imputação. O Gaeco, porém, argumentou que a decisão não anulou integralmente as provas reunidas na Operação Calvário nem determinou o encerramento de todos os processos relacionados à investigação.

A nota também informa que o Ministério Público Federal apresentou recurso contra a decisão e que o julgamento permanecia pendente, conforme a manifestação divulgada pelo órgão.

Em setembro deste ano, segundo o Gaeco, pedidos de outros investigados para obter o mesmo benefício foram rejeitados pelo relator, sob o entendimento de que os casos não apresentavam identidade suficiente para receber a mesma solução judicial.

Ministério Público reafirma atuação

Ao final do posicionamento, o Gaeco afirmou que continuará atuando no combate à corrupção e ao crime organizado, sustentando que suas investigações devem observar as garantias legais e permanecer sujeitas ao controle do Poder Judiciário.

As acusações mencionadas na nota correspondem a imputações apresentadas pelo Ministério Público e devem ser distinguidas de eventuais condenações definitivas. A decisão do STF citada pelo órgão também possui alcance específico, limitado à acusação analisada em relação a Ricardo Coutinho.

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Flávio José divulga conteúdos favoráveis a Lula às vésperas do segundo turno

O cantor paraibano Flávio José chamou a atenção nas redes sociais após compartilhar publicações relacionadas à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As manifestações ocorreram no domingo (18), durante a semana decisiva da campanha para o segundo turno das eleições presidenciais, previsto para 25 de outubro.

Reconhecido nacionalmente por sua trajetória no forró, o artista é natural de Monteiro, no Cariri da Paraíba, e mantém uma carreira consolidada na música nordestina.

Entre os materiais divulgados pelo sanfoneiro estão vídeos que associam uma de suas canções a imagens de Lula e à bandeira brasileira. Também foram compartilhadas publicações que fazem referência aos acontecimentos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram invadidas e depredadas.

As postagens foram interpretadas como uma manifestação de simpatia à candidatura do atual presidente, embora o compartilhamento de conteúdos, por si só, não represente uma declaração explícita de voto.

A movimentação nas redes sociais também ocorre após manifestações de Lara Amélia, filha do artista, que já havia divulgado conteúdos favoráveis à continuidade do governo petista.

Na reta final da disputa pelo Palácio do Planalto, manifestações de artistas e outras figuras conhecidas ganham espaço nas redes sociais, ampliando o debate público em torno dos candidatos Lula e Flávio Bolsonaro (PL).

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Eleições 2026: novas pesquisas mostram disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro a seis dias do segundo turno

Levantamentos divulgados nesta segunda-feira (19) apontam vantagem numérica do candidato do PL, mas pesquisa BTG/Nexus mostra diferença inferior a um ponto percentual nos votos válidos.

A corrida presidencial de 2026 ganhou novos capítulos nesta segunda-feira (19), com a divulgação de pesquisas eleitorais que medem a intenção de voto para o segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Os levantamentos mostram um cenário competitivo, com diferenças importantes entre os resultados dos institutos.

As novas sondagens foram realizadas após o debate presidencial da Band, exibido na noite do domingo (18), e a seis dias da votação decisiva, marcada para 25 de outubro.

Três pesquisas divulgadas nesta segunda-feira

Os levantamentos de AtlasIntel/Bloomberg, PoderData/Aya e BTG Pactual/Nexus apresentam Flávio Bolsonaro numericamente à frente na simulação de votos válidos, embora a distância entre os candidatos varie de acordo com o instituto.

1. BTG Pactual/Nexus: diferença de apenas 0,6 ponto

A pesquisa BTG/Nexus apresenta o cenário mais equilibrado entre os três levantamentos divulgados hoje.

Votos válidos:

  • Flávio Bolsonaro (PL): 50,3%
  • Lula (PT): 49,7%

Na pesquisa anterior do instituto, divulgada em 13 de outubro, Flávio tinha 51,6%, enquanto Lula registrava 48,4%. A nova rodada indica redução da diferença numérica entre os dois candidatos.

Considerando todos os entrevistados, incluindo brancos, nulos e indecisos, Flávio aparece com 46,5%, contra 45,9% de Lula.

O levantamento ouviu 2.002 eleitores por telefone entre os dias 16 e 18 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

2. PoderData/Aya: Flávio chega a 52%

A pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta segunda-feira indica vantagem maior para o candidato do PL na comparação dos votos válidos.

Votos válidos:

  • Flávio Bolsonaro (PL): 52%
  • Lula (PT): 48%

Na rodada anterior, publicada na sexta-feira (16), os dois candidatos apareciam empatados, com 50% cada um nos votos válidos.

No cenário de votos totais, Flávio registra 49%, enquanto Lula soma 46%. Brancos e nulos representam 4%, e 2% dos entrevistados não souberam responder.

O instituto entrevistou 3.000 eleitores por telefone entre 16 e 18 de outubro, em 695 municípios brasileiros. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, com nível de confiança de 95%.

3. AtlasIntel/Bloomberg: senador tem 51,1%

O levantamento AtlasIntel/Bloomberg também divulgado nesta segunda-feira aponta Flávio Bolsonaro à frente de Lula na simulação de segundo turno.

Votos válidos:

  • Flávio Bolsonaro (PL): 51,1%
  • Lula (PT): 48,9%

A diferença entre os candidatos é de 2,2 pontos percentuais. Na pesquisa anterior, divulgada em 9 de outubro, a vantagem de Flávio era maior.

O levantamento ouviu 4.998 eleitores pela internet entre 13 e 18 de outubro. A margem de erro informada é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%.

O que diziam as pesquisas divulgadas desde sexta-feira?

Além dos levantamentos desta segunda-feira, outras pesquisas publicadas desde sexta-feira ajudam a acompanhar as mudanças no cenário eleitoral.

Sexta-feira (16) — CNT/MDA: Flávio Bolsonaro apareceu com 50,5% dos votos válidos, contra 49,5% de Lula. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Sexta-feira (16) — PoderData/Aya: o levantamento indicava empate nos votos válidos, com 50% para cada candidato.

Sábado (17) — Ipespe/Abrapel: Flávio registrou 51,2% dos votos válidos, enquanto Lula teve 48,8%. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais.

Os resultados mostram que a diferença numérica entre os candidatos varia conforme a metodologia, o período de coleta e a amostra de cada instituto.

Como interpretar os números?

É importante diferenciar liderança numérica de vantagem estatisticamente consolidada. Quando a diferença entre os candidatos está dentro da margem de erro, o resultado é considerado empate técnico.

Na pesquisa BTG/Nexus, por exemplo, a diferença de 0,6 ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos. No levantamento CNT/MDA, a diferença de um ponto também está dentro da margem de erro de 2,2 pontos.

Já o PoderData/Aya aponta quatro pontos de vantagem para Flávio nos votos válidos, diferença superior à margem de erro informada de 1,8 ponto. O AtlasIntel/Bloomberg apresenta diferença de 2,2 pontos, superior à margem de um ponto indicada pelo instituto.

Esses dados não garantem o resultado das urnas. Pesquisas eleitorais retratam as intenções de voto no período em que as entrevistas são realizadas e estão sujeitas às limitações estatísticas de cada levantamento.

Segundo turno será no próximo domingo

Lula e Flávio Bolsonaro disputam a Presidência da República no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Com a campanha entrando em sua reta final, os resultados dos próximos levantamentos poderão ajudar a identificar se o cenário permanece estável ou se haverá novas mudanças nas intenções de voto.

O Papo Informativo continuará acompanhando as pesquisas eleitorais e as movimentações dos candidatos até o dia da votação.

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Erros nas pesquisas eleitorais aumentam desconfiança dos brasileiros; veja quais institutos mais se aproximaram das urnas em 2026


Levantamentos de Datafolha, Quaest e outros institutos divergiram do resultado do primeiro turno presidencial. Comparação mostra que algumas pesquisas conseguiram identificar a liderança de Flávio Bolsonaro, enquanto outras apontavam Lula numericamente à frente.

A confiança do eleitor brasileiro nas pesquisas eleitorais voltou ao centro do debate após o primeiro turno das eleições de 2026. A diferença entre as intenções de voto divulgadas por alguns institutos e o resultado das urnas levantou questionamentos sobre a capacidade desses levantamentos de antecipar o comportamento do eleitorado.

A discussão ganhou força porque, durante a campanha presidencial, diferentes pesquisas indicaram cenários distintos para a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Na reta final, parte dos levantamentos ainda mostrava Lula numericamente à frente, mas a votação terminou com o candidato do PL na primeira colocação.

O resultado oficial confirmou Flávio Bolsonaro com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A diferença foi de aproximadamente 1,87 ponto percentual, garantindo aos dois candidatos uma vaga no segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Datafolha e Quaest: Lula aparecia numericamente à frente

Entre os levantamentos que mais chamaram a atenção estão os do Datafolha e da Quaest, dois dos institutos mais conhecidos do país.

Na pesquisa Quaest divulgada em 3 de outubro, véspera da votação, Lula aparecia com 46% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 45%. O cenário era de empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

O resultado das urnas, porém, apresentou uma inversão: Flávio terminou o primeiro turno com 47,03%, e Lula, com 45,16%.

O Datafolha também apontava Lula numericamente à frente no levantamento divulgado na véspera da eleição. O instituto estimava 45% dos votos válidos para o petista e 42% para Flávio Bolsonaro.

Na apuração oficial, o candidato do PL ficou à frente, enquanto Lula terminou na segunda posição. A divergência alimentou críticas aos levantamentos, especialmente nas redes sociais.

É importante destacar que a margem de erro não funciona como garantia de que o resultado ficará dentro de determinada faixa. Ela expressa uma estimativa de incerteza amostral, considerando as condições estatísticas do levantamento. Além disso, pesquisas medem intenções de voto no período em que as entrevistas são realizadas, e não necessariamente a decisão final de todos os eleitores.



Quais institutos mais se aproximaram do resultado?

Um levantamento comparativo publicado pelo Placar das Pesquisas analisou as últimas pesquisas presidenciais divulgadas na janela de até dez dias antes da votação e comparou os números com o resultado oficial.

Entre os 17 institutos considerados nessa análise, os resultados apontaram diferenças relevantes de desempenho.

– Veritá: ficou na primeira posição do comparativo, com erro de 0,1 ponto percentual na diferença entre os dois primeiros colocados.
– Gerp: apareceu na segunda posição, com erro de 0,3 ponto percentual.
– Futura: ocupou a terceira colocação, também com erro de 0,3 ponto percentual.
– Palver: ficou na quinta posição, com erro de 2,2 pontos percentuais.
– Datafolha: apareceu na oitava posição, com erro de 4 pontos percentuais.
– Quaest: ficou na décima posição, com erro de 4,2 pontos percentuais.

O indicador utilizado nesse ranking mede a diferença entre a vantagem de um candidato sobre o outro na pesquisa e a vantagem registrada nas urnas. Portanto, ele não representa necessariamente o erro médio de todos os percentuais divulgados pelo instituto.

O resultado também evidencia que popularidade e tradição não são suficientes para garantir maior precisão em uma eleição específica. Institutos menos conhecidos podem obter resultados mais próximos em determinadas disputas, enquanto organizações consolidadas também estão sujeitas a divergências.

AtlasIntel, Paraná Pesquisas e Real Time Big Data

Outros nomes conhecidos do mercado também tiveram seus resultados comparados com as urnas.

A AtlasIntel, que utiliza entrevistas pela internet em sua metodologia, ficou atrás dos três primeiros colocados no levantamento do Placar das Pesquisas. Já a Paraná Pesquisas e a Real Time Big Data aparecem entre os institutos avaliados em análises mais amplas sobre a precisão dos levantamentos eleitorais.

Em um painel comparativo mais abrangente, que reúne disputas presidenciais, estaduais e para o Senado, Datafolha, Quaest, AtlasIntel, Real Time Big Data e Paraná Pesquisas aparecem entre os institutos com cobertura suficiente para integrar o ranking geral.

Esses resultados, entretanto, não devem ser confundidos com uma classificação exclusiva da eleição presidencial. O desempenho de um instituto pode variar conforme o estado, o cargo disputado, o tamanho da amostra, o período das entrevistas e a metodologia utilizada.

Por que as pesquisas podem divergir das urnas?

Não existe uma única explicação para todas as diferenças observadas em 2026. Entre os fatores que podem influenciar os resultados estão:

1. Mudanças de última hora: eleitores podem decidir o voto nos últimos dias da campanha, depois da realização das entrevistas.

2. Participação eleitoral: nem todos os entrevistados necessariamente comparecem às urnas. Estimar quem efetivamente votará é um dos desafios das pesquisas.

3. Metodologia: institutos podem utilizar entrevistas presenciais, telefônicas ou pela internet, além de diferentes critérios para selecionar e ponderar os entrevistados.

4. Distribuição do eleitorado: diferenças na composição da amostra e nos ajustes estatísticos podem afetar as estimativas.

5. Indecisos e votos em outros candidatos: a distribuição desses eleitores pode alterar a comparação entre os dois principais concorrentes.

Esses fatores ajudam a compreender possíveis divergências, mas não justificam automaticamente qualquer resultado. Para avaliar a qualidade de uma pesquisa, é necessário examinar sua metodologia, o registro eleitoral, o período de coleta, a amostra e o desempenho comparado com as urnas.

A desconfiança deve aumentar?

A diferença entre pesquisas e resultados oficiais pode abalar a credibilidade dos institutos, principalmente quando os números são apresentados ao público como se fossem previsões definitivas.

Por outro lado, uma pesquisa eleitoral é uma fotografia estatística de determinado momento. Ela não é uma contagem antecipada dos votos e não deve ser tratada como resultado garantido.

O caminho para recuperar a confiança passa pela transparência dos métodos, pela divulgação dos dados técnicos e pela comparação sistemática dos resultados com as urnas. Também é importante que o eleitor diferencie empate técnico, liderança numérica e vantagem estatisticamente significativa.

O primeiro turno de 2026 deixou uma lição importante: acompanhar apenas um instituto pode oferecer uma visão incompleta da disputa. Comparar diferentes levantamentos e observar a evolução dos números ao longo da campanha é uma maneira mais responsável de avaliar o cenário eleitoral.

Com o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a atenção volta-se agora para os novos levantamentos. Resta observar se as pesquisas conseguirão acompanhar as mudanças de intenção de voto até o dia 25 de outubro e se os resultados finais estarão mais próximos das estimativas divulgadas.

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Cerca de 92 profissionais cobram pagamentos por serviços prestados nas campanhas de Cícero Lucena e Mersinho


Grupo afirma que valores referentes à reta final da disputa eleitoral ainda não foram quitados; débito estimado se aproxima de R$ 900 mil

Cerca de 92 profissionais que trabalharam nas campanhas eleitorais de Cícero Lucena, candidato ao Governo da Paraíba pelo MDB, e de Mersinho Lucena, candidato a deputado federal pelo PSD, denunciam a falta de pagamento pelos serviços realizados durante a disputa eleitoral de 2026.

Segundo informações divulgadas pelo portal Araruna Online, o grupo afirma que os valores acordados, especialmente referentes à etapa final das campanhas, continuam pendentes. A dívida total estimada estaria próxima de R$ 900 mil.

Entre os profissionais envolvidos estão integrantes das equipes de produção, direção, edição, maquiagem e suporte técnico. Eles relatam que participaram das atividades desde a pré-campanha e que, mesmo após tentativas de cobrança amigável, não teriam recebido os valores que consideram devidos.

Uma das profissionais ouvidas pela publicação afirmou que a equipe busca uma solução para o impasse e avalia tomar outras medidas para garantir o recebimento pelos serviços prestados.



Impasse envolve responsabilidade pelos pagamentos

De acordo com a reportagem, os profissionais recebiam diretamente da campanha, enquanto a produtora responsável pela estrutura de comunicação teria optado por não assumir os pagamentos pendentes.

A situação, conforme o relato dos trabalhadores, provoca prejuízos financeiros para quem dedicou longas jornadas às atividades eleitorais, incluindo finais de semana e feriados.

O caso também levanta questionamentos sobre a responsabilidade pela quitação dos valores contratados e sobre quais medidas poderão ser adotadas para resolver a situação.

Derrotas eleitorais aumentam pressão política

As cobranças surgem após os resultados das eleições de 2026. Cícero Lucena terminou a disputa pelo Governo da Paraíba na terceira colocação, enquanto Mersinho Lucena não conseguiu garantir a reeleição para a Câmara dos Deputados.

Até o momento, as informações divulgadas têm como base os relatos dos profissionais ouvidos pela publicação original. Para esclarecer o caso, também é importante ouvir os posicionamentos de Cícero Lucena, Mersinho Lucena e dos responsáveis pela produtora citada, além de verificar eventuais documentos relacionados aos contratos e aos valores cobrados.

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