TRE-PB mantém decisão e nega pedido do MDB contra Lucas Ribeiro por outdoors em Campina Grande
TRE-PB rejeita ação do MDB contra Lucas Ribeiro por outdoors em Campina Grande

O TRE-PB decidiu manter a autorização para permanência dos outdoors em homenagem ao vice-governador Lucas Ribeiro instalados em Campina Grande no mês de abril. A ação havia sido apresentada pelo MDB, que questionava a legalidade das peças publicitárias.

O julgamento analisou um recurso do partido contra decisão anterior do desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, que já havia negado o pedido de retirada da propaganda.

Relatora do processo, a juíza Helena Fialho afirmou que casos desse tipo exigem cautela por envolverem tanto a legislação eleitoral quanto o princípio da liberdade de expressão.

Segundo a magistrada, nem toda mensagem divulgada em espaços publicitários pode ser automaticamente classificada como propaganda eleitoral antecipada, especialmente quando não há pedido explícito de voto.

“A liberdade de expressão é muito cara ao nosso sistema e temos que ter muito cuidado quando tocamos nesse tema”, destacou durante o julgamento.

A juíza também ressaltou que cada situação precisa ser analisada individualmente para avaliar se há ou não irregularidade eleitoral.

Ao todo, cerca de 40 outdoors foram espalhados pela cidade. No entendimento do tribunal, o conteúdo exibido não caracterizou propaganda eleitoral irregular. Outro ponto considerado foi o fato de Lucas Ribeiro não ter sido responsável pela contratação das peças publicitárias.

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PF aponta como funcionava relação entre Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro em suposto esquema

A Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (07/05), colocou entre os investigados o senador Ciro Nogueira. A nova etapa da investigação busca aprofundar apurações sobre suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e irregularidades envolvendo o Sistema Financeiro Nacional.

A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Entre as medidas cautelares determinadas, o senador está impedido de manter contato com testemunhas e outros investigados ligados ao caso.

Ao todo, a operação cumpre dez mandados de busca e apreensão, além de um mandado de prisão temporária nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e também no Distrito Federal.

De acordo com relatório encaminhado pela Polícia Federal ao STF, Ciro Nogueira teria recebido benefícios considerados indevidos do empresário Daniel Vorcaro, antigo proprietário do Banco Master.

Segundo os investigadores, o parlamentar teria apresentado uma proposta de emenda visando aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A PF suspeita que integrantes ligados ao Banco Master participaram da elaboração da medida.

As investigações também apontam indícios de vantagens patrimoniais supostamente recebidas pelo senador, incluindo pagamentos frequentes, aquisição de participação societária com desconto considerado expressivo, pagamento de despesas pessoais, utilização de bens de alto valor e possível recebimento de dinheiro em espécie.

Por meio de nota, a defesa de Ciro Nogueira contestou a operação e afirmou que o senador não participou de qualquer atividade ilegal relacionada aos fatos investigados. Os advogados também disseram que o parlamentar permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

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