O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que pretende autorizar o acesso aos seus dados bancários e telefônicos, incluindo os de seus cinco filhos, e desafiou o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário no segundo turno das eleições presidenciais, a fazer o mesmo.
A declaração foi feita nesta segunda-feira (19), durante um ato de campanha em Porto Alegre (RS), um dia após o confronto entre os dois candidatos no debate promovido pela Band.
Lula afirmou que pretende encaminhar os documentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e defendeu que as informações sejam analisadas pelas autoridades competentes. Segundo o presidente, a iniciativa busca responder às acusações feitas durante a campanha e preservar sua reputação e a de seus familiares.
- Nikolas Ferreira ergue caixão simbólico do PT durante ato de Flávio Bolsonaro em Manaus
- Morre aos 80 anos Marcos Antônio Souto Maior, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba
- Meta remove vídeo de Flávio José que sinalizava apoio à reeleição de Lula
- Polícia Federal investiga suspeito de armazenar imagens de abuso sexual infantojuvenil na Paraíba
- Lula anuncia abertura de sigilos e cobra que Flávio Bolsonaro adote a mesma medida
- Presidente da OAB se manifesta após debate entre Lula e Flávio Bolsonaro sobre defesa de policial. Veja o vídeo!
Desafio surgiu durante debate presidencial
No encontro de domingo (18), os candidatos trocaram acusações relacionadas a suspeitas de irregularidades e ao patrimônio de seus familiares. Flávio Bolsonaro questionou Lula sobre investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Em resposta, o presidente levantou questionamentos sobre o patrimônio do senador e mencionou negociações relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na ocasião, Lula propôs que ambos autorizassem o acesso aos respectivos sigilos, incluindo informações de familiares. Flávio declarou que não tinha nada a esconder, mas não confirmou se aceitaria a proposta nos termos apresentados pelo adversário.
Documento deve ser encaminhado à Justiça
Segundo Lula, a autorização deverá abranger seus próprios dados e os de seus cinco filhos. O presidente também espera que Flávio Bolsonaro estenda eventual medida semelhante a seus familiares e empresas.
A iniciativa ocorre na última semana da campanha para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, período em que as acusações e os questionamentos sobre a vida pública e patrimonial dos candidatos ganharam destaque no debate eleitoral.
A eventual abertura de sigilo depende dos instrumentos legais aplicáveis e não representa, por si só, comprovação de irregularidades. Da mesma forma, acusações feitas durante a campanha precisam ser avaliadas com base em provas e nos procedimentos das autoridades competentes.
Papo Informativo — Informação com responsabilidade e compromisso com os fatos.




















