Moraes nega autorização para Javier Milei visitar Bolsonaro em casa

Decisão do ministro mantém restrição de visitas ao ex-presidente por 30 dias; apenas advogados e médicos estão autorizados a entrar na residência.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado (18) o pedido para que o presidente da Argentina, Javier Milei, visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro em sua residência, em Brasília.

A solicitação havia sido apresentada pela defesa de Bolsonaro, que pretendia realizar o encontro no próximo dia 25 de julho, durante a passagem de Milei pelo Brasil para participar da convenção nacional do Partido Liberal (PL).

Na decisão, Moraes afirmou que o pedido ficou prejudicado em razão da determinação expedida na sexta-feira (17), que suspendeu por 30 dias todas as visitas ao ex-presidente, permitindo apenas a entrada de advogados e médicos.



A restrição foi imposta após a divulgação, nas redes sociais, de uma carta atribuída a Bolsonaro e publicada pelo senador Flávio Bolsonaro. Para o ministro, o episódio representou descumprimento da medida cautelar que proíbe o ex-presidente de acessar ou utilizar redes sociais.

A defesa argumentou que Bolsonaro não tinha conhecimento de que a carta seria publicada pelo filho, mas a justificativa foi rejeitada por Moraes. O ministro também manteve a proibição de visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai pelo período de 90 dias.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília, após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal por liderar uma tentativa de golpe de Estado. Inicialmente em regime fechado, o ex-presidente passou ao regime domiciliar por razões humanitárias, em razão de seu estado de saúde, após uma internação hospitalar.

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Alexandre de Moraes assume presidência interina do STF durante recesso do Judiciário

Ministro substitui Edson Fachin a partir desta sexta-feira (17) e ficará à frente da Corte durante parte do plantão de julho.

O ministro Alexandre de Moraes assume, a partir desta sexta-feira (17), a presidência interina do Supremo Tribunal Federal (STF), substituindo o ministro Edson Fachin no comando da Corte durante o recesso do Judiciário. O plantão de julho é dividido entre o presidente e o vice-presidente do STF.

Mesmo durante o período de recesso, alguns ministros seguem desempenhando atividades específicas. Permanecem em exercício Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Nunes Marques, André Mendonça e Flávio Dino. Já o ministro Dias Toffoli continua atuando em reclamações cíveis e criminais, petições, inquéritos e mandados de segurança, enquanto Cristiano Zanin permanece responsável por inquéritos, ações penais e processos relacionados por prevenção.



Os ministros Cármen Lúcia e Luiz Fux estão de férias durante todo o mês de julho.

Conforme estabelece a Portaria nº 124, os prazos processuais permanecem suspensos entre os dias 2 e 31 de julho. Os prazos que tiverem início ou término nesse período serão automaticamente prorrogados para o primeiro dia útil após o recesso.

Durante a suspensão dos prazos, o atendimento ao público e o funcionamento da Secretaria do STF ocorrem das 13h às 18h.

Na última ocasião em que presidiu interinamente o Supremo, em janeiro, Alexandre de Moraes determinou a abertura, de ofício, de um inquérito sigiloso para investigar um suposto vazamento de dados fiscais de ministros da Corte e de seus familiares envolvendo a Receita Federal e o Coaf.

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Após resistência no Senado a Jorge Messias, Lula considera indicar uma mulher para o STF

A definição de um novo integrante para o Supremo Tribunal Federal ganhou força no núcleo do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o Senado Federal barrar a indicação de Jorge Messias para a Corte.

Com o revés político, integrantes do Palácio do Planalto passaram a defender a escolha de uma mulher para ocupar a cadeira no STF. Nos bastidores, alguns nomes vêm sendo citados como possíveis alternativas, entre eles a ministra Simone Tebet, a jurista Carol Proner e a procuradora federal Manuellita Hermes Rosa Oliveira Filha.

A expectativa dentro do governo é concluir a escolha ainda neste mês. A sinalização foi reforçada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, embora o anúncio oficial deva acontecer somente após o retorno de Lula da viagem aos Estados Unidos.

O presidente embarcou na quarta-feira (6) para Washington, onde se reuniu com o presidente Donald Trump na quinta-feira (7). Durante o encontro, os dois discutiram assuntos relacionados ao combate ao crime organizado, tarifas comerciais e exploração de terras raras.

Antes de anunciar um novo nome para o STF, Lula também pretende definir o destino político de Jorge Messias. Nos bastidores, a avaliação é de que ele poderá assumir o Ministério da Justiça, mantendo espaço estratégico no governo e permanecendo como possível opção para futuras vagas na Suprema Corte em um eventual novo mandato do petista.

Após retornar ao Brasil, Lula ainda deve conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, numa tentativa de reduzir os desgastes provocados pela rejeição da indicação anterior e medir o apoio dos senadores aos nomes atualmente analisados pelo governo.

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