Petróleo dispara mais de 6% após nova escalada militar entre EUA e Irã

Retomada dos confrontos militares e aumento das tensões no estreito de Hormuz elevaram o temor de interrupções no fornecimento global, impulsionando a alta da commodity nos mercados internacionais.

O mercado internacional de petróleo voltou a registrar forte alta nesta quarta-feira (29), impulsionado pela retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã. Após quatro dias sem confrontos diretos, novos ataques na região reacenderam as preocupações dos investidores com possíveis impactos no fornecimento global de energia.

O barril do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, chegou a subir 6,25%, sendo negociado a US$ 87,21 no contrato para outubro. Já o contrato de setembro alcançou US$ 89,97, avanço de 5,88%.

Nos Estados Unidos, o petróleo WTI (West Texas Intermediate) também registrou valorização expressiva. O contrato de setembro atingiu US$ 84,12, com alta de 6,15%, enquanto o de outubro era negociado a US$ 81,50.



A reação do mercado ocorreu após a televisão estatal iraniana informar que uma área próxima à cidade de Piranshahr, na fronteira com o Iraque, foi alvo de bombardeios atribuídos aos Estados Unidos. Segundo autoridades iranianas, um míssil atingiu uma região desabitada e não houve registro de vítimas.

Os novos ataques interromperam um período de relativa calmaria entre os dois países. Desde o último sábado (25), não havia confrontos diretos, cenário que havia contribuído para a queda do preço do petróleo nos últimos dias.

Outro fator que pressionou as cotações foi a recusa do Irã à proposta apresentada por Omã para a administração conjunta do estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo. O governo iraniano reafirmou que pretende manter o controle sobre a região.

Em meio ao aumento da tensão, a Guarda Revolucionária do Irã informou ter interceptado três petroleiros no estreito de Hormuz, alegando que as embarcações navegavam por uma rota considerada insegura e irregular. A informação, entretanto, ainda não foi confirmada de forma independente.

Também nesta quarta-feira, as Forças Armadas da Jordânia anunciaram que seus sistemas de defesa aérea interceptaram cinco mísseis iranianos que, segundo o governo jordaniano, tinham como destino o território do país.

A combinação dos novos confrontos militares e das incertezas sobre a segurança da principal rota de exportação de petróleo do mundo aumentou o temor de interrupções no abastecimento global, provocando a forte valorização da commodity nos mercados internacionais.

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Trump ameaça Irã e diz que EUA estão prontos para responder a eventual atentado

Trump afirmou que os Estados Unidos responderão com força máxima caso o Irã tente atentar contra sua vida e declarou que as Forças Armadas americanas já estão preparadas para uma eventual ofensiva.



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país responderá com força máxima caso o Irã tente assassiná-lo. A declaração foi publicada nesta sexta-feira na rede social Truth Social.

Na publicação, Trump escreveu que “1.000 mísseis estão prontos para o disparo e apontados para a República Islâmica do Irã”, acrescentando que milhares de outros seriam lançados em seguida caso o governo iraniano concretize qualquer tentativa de atentado contra o presidente norte-americano.



O chefe da Casa Branca também afirmou que já autorizou medidas de resposta e declarou que as Forças Armadas dos Estados Unidos estão preparadas para agir imediatamente. Segundo ele, uma eventual ofensiva americana teria como objetivo destruir completamente alvos em território iraniano.

A declaração ocorre em meio à escalada das tensões entre Washington e Teerã, que vêm trocando acusações e ameaças nos últimos meses.

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Donald Trump elogia encontro com Luiz Inácio Lula da Silva, chama presidente brasileiro de “dinâmico” e anuncia novas reuniões

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (7) que teve uma reunião positiva com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o norte-americano, o encontro abordou temas importantes da relação entre os dois países, especialmente comércio e tarifas.

Em publicação nas redes sociais, Trump destacou que a conversa foi produtiva e informou que representantes do Brasil e dos Estados Unidos deverão continuar as negociações sobre assuntos considerados estratégicos.


“Acabei de finalizar minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico presidente do Brasil. Conversamos sobre diversos temas, incluindo comércio e tarifas”, escreveu.

O republicano também afirmou que novas reuniões poderão ocorrer nos próximos meses, caso haja necessidade de avançar nas tratativas entre as duas nações.

Já o governo brasileiro ressaltou o clima de diálogo durante o encontro. Em publicação oficial, destacou a parceria histórica entre Brasil e Estados Unidos e classificou a reunião como marcada pelo respeito mútuo.

“O Brasil e os Estados Unidos mantêm relações diplomáticas e de amizade há mais de dois séculos. Durante mais de três horas de conversa, os chefes de Estado discutiram pautas relevantes para os dois países e para o cenário internacional”, informou a nota divulgada pelo governo.

Redação do papo informativo 🗞️

Lula chega à Casa Branca para encontro com Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou às 12h20 (horário de Brasília) à Casa Branca para sua reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O encontro estava marcado para as 12h (Brasília).

Os dois têm uma reunião a portas fechadas e na sequência almoçarão juntos. Depois, o presidente Lula retornará para a Embaixada do Brasil em Washington onde falará com a imprensa.

O governo Lula pediu para que a imprensa não fosse autorizada a acompanhar a reunião e para que os chefes de Estado só se encontrem com os jornalistas após a conversa. No momento, a imprensa aguarda do lado de fora do Salão Oval.

A expectativa é que Lula e Trump conversem sobre segurança pública, o Pix, tarifas comerciais, minerais críticos e sobre tensões internacionais.

O encontro entre os dois mandatários estava previsto para acontecer em março, mas foi reagendado para agora devido à guerra do Irã. Na última sexta-feira (1), eles conversaram brevemente por telefone.

Os dois já se reuniram em outras ocasiões e tiveram conversas consideradas bem sucedidas, diferente do que aconteceu em encontros de Trump com outros chefes de Estado, como o sul-africano Cyril Ramaphosa e o ucraniano Volodymyr Zelenskyi.

Esta é a quinta vez que Lula vai aos Estados Unidos. Em seus outros mandatos, o brasileiro também já foi recebido por George W. Bush e por Barack Obama.