Comunidade transforma 583 pneus em muro que ajuda a evitar deslizamentos e protege centenas de casas no Rio

Uma solução simples, sustentável e criada dentro da própria comunidade chamou a atenção ao transformar um problema ambiental em uma alternativa para reduzir o risco de deslizamentos. No Vidigal, na zona sul do Rio de Janeiro, moradores utilizaram 583 pneus descartados para construir uma estrutura de contenção capaz de ajudar a proteger cerca de 300 residências.

O projeto nasceu após a identificação de um ponto crítico da comunidade, onde um dos principais caminhos de escoamento da água da chuva passava pelo meio de um parque. A situação aumentava o risco de erosão do solo e colocava dezenas de famílias em uma área vulnerável.

A iniciativa foi coordenada pelo paisagista Mauro Quintanilha, conhecido por desenvolver projetos de recuperação ambiental em espaços degradados. A proposta consistiu em reaproveitar pneus usados, preenchendo cada unidade com entulho para formar uma base resistente de contenção.



Além da estrutura feita com pneus, foram plantadas espécies vegetais de raízes profundas entre os blocos. As plantas ajudam a estabilizar o terreno, reduzindo os efeitos da erosão e reforçando a segurança da encosta ao longo do tempo.

Antes da execução, a técnica passou por avaliações de especialistas, incluindo testes para verificar sua resistência. O resultado foi a construção de um muro em formato de arco, desenvolvido para distribuir melhor a pressão exercida pelo solo e aumentar a estabilidade da estrutura.

Primeira agrofloresta do Rio de janeiro



Mais do que uma solução de engenharia, o projeto também reforça a importância do conhecimento das próprias comunidades na busca por alternativas para problemas urbanos. A experiência mostra que a união entre saber popular, criatividade e apoio técnico pode gerar soluções eficientes, de baixo custo e com benefícios ambientais.

A iniciativa do Vidigal se tornou um exemplo de inovação sustentável ao dar um novo destino a materiais que seriam descartados e, ao mesmo tempo, contribuir para a proteção de moradores que vivem em áreas de risco.

Assista a entrevista completa com o arquiteto Pedro Henrique de Christo, participante desse projeto.

O terror fardado: Revelações sobre o período de chumbo em Campina Grande
Entenda como o clima de medo e o autoritarismo transformaram o dia a dia de Campina Grande na década de 70.

O podcast papo informativo é rico em histórias de Campina Grande e da Paraíba, no episódio com o professor Hermano Nepomuceno, pudemos conhecer uma interessante história que jamais deve ser esquecida pelo povo campinense, o período obscuro da ditadura militar que deixou sua marca na rainha da borborema.

O relato do professor Hermano Nepomuceno no podcast Papo Informativo traz uma contribuição fundamental para a preservação da memória histórica de Campina Grande.

O período da Ditadura Militar (1964-1985) deixou cicatrizes profundas em todo o Brasil, mas relatos recentes trazem à tona a realidade sombria vivida em cidades do interior, como Campina Grande, onde a repressão agiu com força total longe dos grandes centros.

O “Fleury” de Campina Grande


Um dos pontos mais marcantes do episódio é a atuação do Major Antônio Paulo Câmara , descrito por Hermano Nepomuceno como um “Fleury fardado”, o major é apontado como o responsável por instaurar um verdadeiro regime de terror na cidade. Ele transformou o quartel do exército, localizado na Rua 15 de Novembro, em um centro de tortura e interrogatórios violentos, controlando desde reuniões estudantis até espetáculos teatrais.

Imagem extraída do episódio com o professor Hermano Nepomuceno

A repressão contra a classe trabalhadora


A violência institucionalizada não poupou lideranças populares e sindicais. Em 1970, dirigentes dos sindicatos dos comerciários, bancários, metalúrgicos e sapateiros foram presos. Entre as figuras que enfrentaram a crueldade do regime, destaca-se o nome do ex-vereador José Peba, um sindicalista comunista que foi brutalmente torturado, tornando-se um símbolo da resistência local.

O sequestro da professora Maura Pires Ramos, ocorrido à luz do dia na Escola Estadual da Liberdade, ilustra como o medo foi disseminado em todos os setores da sociedade.

Métodos de tortura e locais de exceção


O episódio com o professor Hermano Nepomuceno detalhou que o horror não se limitava aos quartéis. O regime utilizava “granjas” cedidas por apoiadores para a realização de torturas longe da vista do público. Os métodos relatados, como choques elétricos e torturas físicas, comprovam a brutalidade sistêmica aplicada contra quem se opunha ao governo militar.

A importância da memória


Mesmo com a extinção da Comissão da Verdade em 2014, o trabalho de resgate histórico realizado por figuras como o professor Fábio Freitas permanece fundamental. A luta contra o esquecimento é essencial para que episódios como o da “morte acidental” do Major Câmara — que, segundo os relatos, gerou um sentimento de alívio na população  — não sejam os únicos registros sobre esse passado obscuro.

“Na democracia você pode criticar, você pode falar, você pode discordar. Isso é importante”, ressalta o professor  Hermano que ao final, destacou que a liberdade e o respeito mútuo são os pilares que impedem o retorno desses dias sombrios.

Confira a entrevista completa em nosso canal no YouTube. Link abaixo! Se você não é inscrito, inscreva-se e ative o sininho de notificação 😉

DNA, Darwin e Bíblia: professor paraibano apresenta argumentos que provocam debate sobre a origem da vida
Formado em Farmácia-Bioquímica e Ciências Biológicas, entrevistado apresentou sua visão sobre Darwin, criação e os debates que envolvem ciência, religião e o surgimento da vida.

O debate entre ciência e fé voltou a ganhar destaque durante uma entrevista com o professor e pesquisador José Aderaldo no podcast Papo Informativo. Com formação em Farmácia-Bioquímica e licenciatura em Ciências Biológicas, o convidado apresentou suas reflexões sobre a origem da vida, a complexidade do DNA e a relação entre descobertas científicas e textos bíblicos.

Durante a conversa, Aderaldo defendeu a ideia do Design Inteligente e afirmou que a complexidade presente nas estruturas celulares seria um indicativo de uma inteligência por trás da criação. Segundo ele, o funcionamento do DNA e das células apresenta um nível de organização que, em sua visão, levanta questionamentos sobre explicações exclusivamente baseadas em processos naturais.

O entrevistado também fez críticas ao modelo evolucionista clássico associado às ideias de Charles Darwin e apresentou argumentos dentro da perspectiva criacionista, tema que continua sendo alvo de debates entre diferentes correntes científicas e religiosas.

Bíblia e ciência: uma relação possível?

Um dos momentos de maior repercussão da entrevista foi quando Aderaldo relacionou passagens bíblicas com descobertas científicas. Ele citou exemplos envolvendo textos do livro de Salmos e interpretações relacionadas ao conhecimento científico moderno.

Outro ponto abordado foi a crucificação de Jesus sob uma perspectiva bioquímica, em que o entrevistado analisou aspectos físicos e biológicos relacionados ao sofrimento humano descrito nos relatos bíblicos.

“Ciência nunca vai contradizer uma Bíblia corretamente interpretada”, afirma

Ao falar sobre o conflito entre ciência e religião, Aderaldo afirmou que, em sua visão, a ciência verdadeira e uma interpretação correta das Escrituras não entram em contradição.

Ele também alertou sobre o que chamou de “cientificismo”, defendendo que a ciência não deve ser tratada como uma resposta para todas as questões humanas.

Tecnologia e educação

Na entrevista, o professor também comentou sobre os impactos da tecnologia na sociedade. Segundo ele, apesar dos benefícios, o excesso de facilidades pode diminuir o esforço intelectual e afetar o aprendizado das novas gerações.

Aderaldo ainda apresentou críticas ao modelo educacional atual e discutiu temas relacionados ao pensamento crítico e à formação dos estudantes.

Geologia, fósseis e o Dilúvio

Outro assunto abordado foi a formação das rochas e dos fósseis. Dentro da perspectiva criacionista defendida por ele, Aderaldo explicou sua interpretação sobre estratos geológicos e relacionou esses processos ao relato bíblico do Dilúvio.

A entrevista completa traz um debate envolvendo ciência, religião, história e filosofia, com diferentes temas que continuam despertando discussões em todo o mundo.



🗞️ Redação do papo informativo

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