Primeira-dama se aproximou do presidente após ele ser abraçado por uma mulher durante agenda em Juazeiro do Norte
A primeira-dama Rosângela Janja da Silva chamou atenção durante uma agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta sexta-feira (4), em Juazeiro do Norte, no Ceará.
Durante o evento, uma eleitora se aproximou do presidente e o abraçou por alguns instantes. O contato, que durou mais que um cumprimento convencional, foi interrompido após Janja se aproximar dos dois.
A primeira-dama ajudou a encerrar o abraço e, na sequência, Lula continuou a interação com o público presente no local.
O momento foi registrado em vídeo e passou a circular nas redes sociais, gerando repercussão entre internautas.
A cena ocorreu durante a passagem de Lula por Juazeiro do Norte, onde o presidente cumpriu agenda pública nesta sexta-feira.
Sílvia Cunha Lima e Luiz Francisco Neto foram condenados por abuso de poder político; decisão foi definida após empate no julgamento e voto de desempate do presidente da Corte
O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) decidiu, nesta sexta-feira (4), pela cassação dos mandatos da prefeita de Areia, Sílvia Cunha Lima, e do vice-prefeito Luiz Francisco Neto. O processo envolve a distribuição de cestas básicas durante o período eleitoral de 2024.
O julgamento terminou empatado entre os integrantes da Corte, e o resultado foi definido pelo voto de desempate do presidente do TRE-PB, desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos.
Apesar da decisão, Sílvia Cunha Lima e Luiz Francisco Neto permanecem nos cargos neste momento. A sentença ainda será submetida à análise de embargos de declaração, recurso que pode ser apresentado pelas partes para questionar pontos da decisão ou pedir esclarecimentos ao tribunal.
Distribuição de cestas básicas ocorreu perto da eleição
O processo teve origem na distribuição de cestas básicas realizada às vésperas das eleições municipais de 2024. Para o Ministério Público Eleitoral (MPE), a iniciativa poderia ter provocado vantagem eleitoral para a chapa formada por Sílvia Cunha Lima e Luiz Francisco Neto.
Durante a operação que apurou a entrega dos alimentos, dois servidores da Prefeitura de Areia chegaram a ser presos. O episódio passou a fazer parte dos elementos analisados no processo eleitoral.
A discussão dividiu os desembargadores do TRE-PB. Em determinado momento do julgamento, o placar chegou a 4 votos a 4 após a desembargadora Giovana Mayer votar pela manutenção dos mandatos.
Diante do empate, coube ao presidente da Corte apresentar o voto de desempate.
Presidente do TRE-PB apontou proximidade com a eleição
Ao justificar seu voto, Márcio Murilo da Cunha Ramos destacou que a distribuição ocorreu na antevéspera da votação. Segundo o desembargador, a proximidade entre a entrega dos benefícios e o dia da eleição deveria ser considerada na avaliação de eventual influência sobre o eleitorado.
O magistrado também chamou atenção para as características dos produtos encontrados nas cestas apreendidas. Segundo ele, os itens apresentavam composição diferente daquela normalmente utilizada nas cestas básicas e havia produtos que não teriam passado por procedimento licitatório.
Na avaliação do presidente do TRE-PB, não seria suficiente analisar apenas o número de cestas distribuídas, mas também o contexto em que a medida ocorreu e seu potencial de interferência na escolha dos eleitores.
Durante o julgamento, o desembargador afirmou que a distribuição de benefícios na véspera da eleição poderia influenciar a vontade do eleitor.
Em nota enviada ao g1, a defesa de Sílvia Cunha Lima informou que pretende utilizar o recurso cabível contra a decisão.
Os embargos de declaração serão analisados pelo próprio TRE-PB. Somente após essa etapa será possível definir os próximos efeitos do julgamento sobre os mandatos da prefeita e do vice-prefeito.
Até lá, Sílvia Cunha Lima e Luiz Francisco Neto continuam exercendo normalmente os cargos à frente da Prefeitura de Areia.
Quatro dos seis desembargadores do TRE-PB votaram pela rejeição da impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral e formaram maioria para manter a candidatura de Cícero Lucena.
O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) formou maioria, nesta sexta-feira (4), para rejeitar a ação de impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) contra a candidatura do ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), ao Governo da Paraíba.
Até agora, quatro dos seis desembargadores que participam do julgamento votaram pela improcedência da ação e pelo deferimento do registro de candidatura.
O processo, no entanto, ainda não foi concluído. O desembargador João Benedito pediu vista durante a sessão desta sexta-feira, e a análise deverá ser retomada na próxima quarta-feira (9).
Como está o julgamento
O relator do processo, desembargador Rodrigo Marques, votou pela rejeição da impugnação e pelo deferimento da candidatura de Cícero. O entendimento foi acompanhado pelo desembargador Kéops de Vasconcelos.
A desembargadora Giovanna Mayer apresentou voto divergente e defendeu a procedência da ação do MPE, o que levaria ao indeferimento do registro.
O desembargador Rodrigo Clemente e a desembargadora Helena Fialho acompanharam o relator na sessão desta sexta-feira, consolidando a maioria favorável ao candidato.
Com isso, o placar está em quatro votos pela candidatura de Cícero e um contra, restando o voto de João Benedito para a conclusão do julgamento.
A ação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral tem como base as investigações da Operação Território Livre, que apurou suspeitas de influência de uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas sobre estruturas da Prefeitura de João Pessoa durante a gestão de Cícero.
Na avaliação do MPE, os fatos investigados poderiam ter repercussão sobre a candidatura do ex-prefeito.
Os procuradores também citam o artigo 97 da Constituição Federal para defender que a legislação deve impedir candidaturas de pessoas integrantes ou apoiadas por grupos armados, ainda que não exista condenação judicial definitiva.
Maioria favorece Cícero
Com quatro votos favoráveis, Cícero Lucena já conta com maioria no TRE-PB para superar a impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral.
A decisão definitiva, porém, depende da conclusão do julgamento, prevista para a próxima quarta-feira (9).
Até o momento, o cenário é favorável ao registro da candidatura de Cícero Lucena na disputa pelo Governo da Paraíba em 2026.
Ação questionava candidatura de Daniella Ribeiro por ela ser mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), candidato à reeleição, mas TRE-PB decidiu por unanimidade pela manutenção do nome na chapa de Nabor.
O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) decidiu, por unanimidade, pela manutenção da candidatura de Daniella Ribeiro (PP) ao cargo de primeira suplente na chapa encabeçada por Nabor Wanderley (Republicanos).
A Corte Eleitoral rejeitou a Ação de Impugnação de Registro de Candidatura (AIRC) apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que questionava a possibilidade de Daniella integrar a chapa.
O processo ganhou destaque porque Daniella é mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que disputa a reeleição ao Governo da Paraíba.
MPE questionou candidatura de Daniella
Na ação, o Ministério Público Eleitoral sustentava que a situação de Daniella deveria ser analisada à luz da regra de inelegibilidade prevista no artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal.
O dispositivo estabelece restrições relacionadas à candidatura de parentes de chefes do Poder Executivo dentro da circunscrição eleitoral.
Daniella deixou de disputar a renovação do mandato de senadora para integrar a chapa de Nabor como primeira suplente. A possibilidade de sua candidatura havia sido questionada justamente em razão do vínculo familiar com Lucas Ribeiro.
Por unanimidade, porém, o TRE-PB afastou a impugnação e autorizou o registro da candidatura.
Daniella abriu mão da reeleição para apoiar projeto político
Desde o ano passado, Daniella Ribeiro vinha afirmando que não disputaria a reeleição ao Senado após a confirmação da candidatura do filho ao Governo da Paraíba.
Posteriormente, a senadora mudou de posição após receber o convite para integrar a chapa de Nabor. Ela afirmou que a decisão está relacionada ao projeto político do grupo para o Estado.
“Eu abri mão da possibilidade de um mandato de reeleição. Todo mundo sabe disso. Mas se fosse apenas por ser meu filho e não tivesse história, e se não fosse um governo e um grupo que vêm fazendo a diferença na Paraíba, certamente eu não teria aberto mão”, afirmou.
Senadora rebate ideia de “rebaixamento” político
Daniella também reagiu às críticas de que assumir uma suplência representaria uma redução de espaço político.
A parlamentar destacou que a decisão foi tomada dentro do projeto do grupo e afirmou que pretende continuar defendendo as pautas que marcaram sua trajetória, especialmente aquelas relacionadas aos direitos e à proteção das mulheres.
Daniella também lembrou que foi a primeira mulher eleita senadora pela Paraíba e a primeira mulher a ocupar a Primeira-Secretaria do Senado Federal.
Quem é Daniella Ribeiro
Daniella Velloso Borges Ribeiro é pedagoga e política paraibana, filiada ao Progressistas. Atualmente, exerce o mandato de senadora da República pela Paraíba.
Sua trajetória política começou em 2004, quando disputou a vice-prefeitura de Campina Grande na chapa encabeçada por Rômulo Gouveia, mas não foi eleita.
Em 2008, foi eleita vereadora de Campina Grande com 6.838 votos. Dois anos depois, chegou à Assembleia Legislativa da Paraíba, sendo eleita deputada estadual com 29.863 votos.
Em 2012, disputou a Prefeitura de Campina Grande, mas não avançou para o segundo turno.
Em 2018, foi eleita senadora da República e, posteriormente, exerceu a liderança do Progressistas no Senado entre fevereiro de 2019 e abril de 2022.
Com a decisão do TRE-PB, Daniella está, neste momento, com a candidatura mantida como primeira suplente de Nabor Wanderley, e a chapa segue apta perante a Justiça Eleitoral, ressalvadas eventuais medidas ou recursos previstos na legislação.
Ação apresentada ao TRE-PB questiona contribuição feita por advogado com atuação no TCU e aponta possível abuso de poder econômico na campanha do senador
O deputado estadual e candidato a deputado federal Tião Gomes (Republicanos) acionou o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) contra o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), candidato à reeleição, e pediu a cassação do registro ou do diploma do parlamentar por suposto abuso de poder econômico.
A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) tem como principal alvo uma doação de R$ 2 milhões realizada em 4 de agosto de 2026 pelo advogado mineiro Fabiano Augusto Martins Silveira ao Diretório Estadual do MDB da Paraíba, presidido por Veneziano.
Segundo a petição apresentada à Justiça Eleitoral, o valor seria a maior doação registrada no estado nas eleições de 2026 até o momento.
Doação milionária é questionada por Tião Gomes
Na ação, Tião Gomes levanta questionamentos sobre a relação do doador com a Paraíba. A petição afirma que Fabiano Silveira não teria domicílio eleitoral, imóvel, escritório ou clientes no estado.
O deputado também pede que seja investigada a possível relação entre a contribuição eleitoral e a atuação profissional do advogado perante o Tribunal de Contas da União (TCU), atualmente presidido por Vital do Rêgo Filho, irmão de Veneziano.
A AIJE relaciona 18 processos nos quais Fabiano Silveira teria atuado como advogado perante o TCU.
De acordo com os dados apresentados na ação, os valores diretamente discutidos nesses processos chegam a aproximadamente R$ 73,4 milhões e US$ 1 milhão, além de procedimentos relacionados a contratos que ultrapassariam R$ 9,7 bilhões.
A própria petição, porém, ressalta que esses valores correspondem aos montantes discutidos nos processos e não aos honorários eventualmente recebidos pelo advogado.
Presidente do TCU é citado em processos
Outro argumento apresentado por Tião Gomes envolve a participação de Vital do Rêgo em cinco dos 18 processos relacionados ao advogado.
Um dos casos citados é o Acórdão 2.522/2025, que trata do distrato de um contrato avaliado em mais de R$ 9,7 bilhões.
Segundo a ação, quando estava à frente do TCU, Vital do Rêgo admitiu o processo e autorizou a prorrogação, por 30 dias, dos trabalhos da comissão responsável pela negociação.
Com base nesses elementos, o deputado afirma que a doação de R$ 2 milhões precisa ser investigada para esclarecer a origem dos recursos, a finalidade da contribuição e uma eventual relação com a candidatura de Veneziano.
A tese apresentada na ação é de que os fatos podem caracterizar abuso de poder econômico e ter potencial para afetar a normalidade e a legitimidade das eleições.
Além de Veneziano, a AIJE inclui os suplentes Marina Janine Assis de Lucena Barros e Paulo Roberto Vanderlei Rebello Filho, o MDB da Paraíba, Fabiano Silveira e Vital do Rêgo Filho.
Caso a Justiça Eleitoral reconheça a prática de abuso de poder econômico, a legislação prevê, conforme o caso, sanções que podem incluir a cassação do registro ou do diploma do candidato beneficiado, além das consequências de inelegibilidade previstas na Lei Complementar nº 64/1990.
O caso agora será analisado pelo TRE-PB, que deverá avaliar as alegações apresentadas por Tião Gomes e as provas relacionadas à denúncia.
Até o momento, a existência da AIJE representa uma acusação submetida à análise da Justiça Eleitoral, e não uma conclusão de que houve irregularidade ou abuso de poder econômico.
🗞️ Redação do papo informativo com informações do blog do Maurílio Jr
Josenildo, de 52 anos, foi localizado caído em via pública; Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte e aguarda laudo para apontar a causa do óbito.
Um homem de 52 anos, identificado como Josenildo, foi encontrado morto durante a madrugada desta sexta-feira (4), na Rua Giló Guedes, na região central de Campina Grande.
A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) após uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) encontrar o homem caído na via pública. Os profissionais constataram o óbito ainda no local.
Segundo a Polícia Civil, Josenildo era natural de Bauru, em São Paulo, e estava em situação de rua.
Homem teria se envolvido em briga antes de ser encontrado morto
Informações preliminares apontam que Josenildo teria se envolvido anteriormente em uma discussão nas proximidades de uma lanchonete. Até o momento, porém, não há confirmação de que o episódio tenha relação com a morte.
A Polícia Militar isolou a área e acionou a Polícia Civil e a perícia para os procedimentos necessários. Conforme as informações iniciais, não foram identificadas lesões aparentes no corpo.
A causa da morte será determinada após a realização do exame tanatoscópico. A Polícia Civil também deverá apurar as circunstâncias do óbito e verificar se existe alguma relação entre a discussão anterior e a morte.
O governador da Paraíba e candidato à reeleição, Lucas Ribeiro (PP), anunciou nesta quinta-feira (3) uma proposta para zerar o IPVA de motoristas e motociclistas que trabalham por meio de aplicativos, como Uber e 99.
A medida, segundo o governador, deverá começar a valer em janeiro de 2027 e contemplará os profissionais que cumprirem os critérios que ainda serão estabelecidos.
Lucas Ribeiro afirmou que a proposta leva em consideração os custos enfrentados por trabalhadores que utilizam seus próprios veículos diariamente para realizar corridas e entregas por plataformas digitais.
“Motoristas de aplicativo, tenho uma ótima proposta para todos vocês. A partir de janeiro de 2027, IPVA zero para todos vocês que utilizam seu veículo, sua moto para trabalhar utilizando as plataformas digitais como o Uber 99”, declarou.
O governador também destacou que o objetivo é reduzir uma das despesas dos profissionais que dependem do veículo para garantir a renda.
“Eu sei o quanto custa utilizar esse veículo para rodar todo santo dia. Por isso, atendendo a todos os critérios, pode rodar tranquilo. Essa conta deixa comigo”, afirmou Lucas.
A proposta foi apresentada durante a pré-campanha para a reeleição e, caso seja implementada, deverá definir posteriormente quais profissionais terão direito ao benefício e quais serão as exigências para a isenção do imposto.
Mulher é suspeita de tentativa de homicídio durante aniversário em Sumé, no Cariri paraibano; Justiça transformou prisão em flagrante em preventiva.
Uma mulher foi presa suspeita de tentar matar o próprio neto, de apenas cinco anos, ao jogá-lo em uma piscina durante uma festa de aniversário em Sumé, no Cariri da Paraíba. O episódio aconteceu no último sábado (29).
Segundo informações da Polícia Civil, a criança estava em uma comemoração quando a avó teria arremessado o menino dentro da piscina. Pessoas que participavam da festa perceberam a situação e conseguiram retirar a criança da água.
O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil, que ouviu testemunhas e agentes envolvidos na ocorrência na Delegacia de Polícia de Monteiro. De acordo com o delegado Joás Barros, os depoimentos confirmaram a versão apresentada inicialmente sobre o episódio.
Suspeita disse não se lembrar do que aconteceu
Durante o interrogatório, a mulher declarou que não tinha lembrança do momento em que a criança foi colocada na piscina. Segundo o relato apresentado à polícia, ela afirmou que havia consumido bebida alcoólica antes do ocorrido.
A suspeita foi presa em flagrante e autuada por tentativa de homicídio.
No domingo (30), durante a audiência de custódia, a Justiça decidiu converter a prisão em flagrante em prisão preventiva. Desde então, a mulher está recolhida no Presídio Feminino de Campina Grande.
Criança passou a ficar com o tio
O Conselho Tutelar de Sumé informou que o menino estava sob a responsabilidade legal da avó. Com a prisão da suspeita, a criança passou a ficar aos cuidados de um tio.
O inquérito policial foi concluído nesta quarta-feira (2) e encaminhado à Justiça para as providências cabíveis.
A mulher permanece presa e o caso segue sob análise do Poder Judiciário.
Pesquisa PoderData divulgada nesta quinta-feira (3) aponta empate técnico na corrida pela Presidência e mostra disputa acirrada entre os principais candidatos.
Senador aparece com 45% contra 44% do presidente na nova pesquisa PoderData; resultado representa uma inversão em relação ao levantamento anterior e mantém a disputa pela Presidência totalmente aberta.
A corrida presidencial ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (3). A mais recente pesquisa PoderData/Aya mostra Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula em uma simulação de segundo turno, mas a diferença é tão pequena que os dois permanecem tecnicamente empatados.
O senador do PL aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o presidente registra 44%. Como a margem de erro é de 1,8 ponto percentual, a vantagem de um ponto não permite apontar um líder isolado na disputa.
O resultado chama atenção principalmente pela inversão em relação ao levantamento anterior. No fim de agosto, Lula tinha 45%, contra 44% de Flávio Bolsonaro. Agora, os números se inverteram.
A pesquisa também testou outros possíveis confrontos de segundo turno. Lula aparece com 44% contra 42% de Romeu Zema e repete os mesmos números diante de Ronaldo Caiado. Já contra Renan Santos, o presidente registra 44%, ante 39%.
Os dados indicam, portanto, uma eleição marcada por disputas apertadas e cenários ainda abertos, especialmente no confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Como foi feita a pesquisa
O levantamento PoderData/Aya ouviu 3.000 pessoas em 716 municípios das 27 unidades da Federação, entre 30 de agosto e 2 de setembro.
A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE sob o número BR-07561/2026.
Julgamento foi interrompido quando placar estava em 2 a 1 pela manutenção da candidatura; análise será retomada na sexta-feira (4)
A situação eleitoral de Cícero Lucena (MDB) ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (2). O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) suspendeu o julgamento da ação que questiona o registro de candidatura do ex-prefeito de João Pessoa ao Governo do Estado.
A suspensão ocorreu após um pedido de vista do desembargador Rodrigo Clemente, que solicitou mais tempo para analisar o processo antes de apresentar seu voto.
Até o momento da interrupção, o placar era de 2 votos a 1 pela manutenção da candidatura de Cícero Lucena. O julgamento deverá ser retomado na próxima sexta-feira (4).
Como votaram os desembargadores
O relator do processo, desembargador Rodrigo Marques Silva Lima, votou pela improcedência da impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e pela manutenção do registro de candidatura de Cícero.
O voto foi acompanhado pelo desembargador Kéops de Vasconcelos.
Na sequência, a desembargadora Giovanna Mayer apresentou voto divergente e defendeu a procedência da ação do Ministério Público Eleitoral, com o consequente indeferimento do registro de Cícero Lucena.
Com o pedido de vista, o julgamento foi interrompido antes da conclusão.
A análise deve ser retomada na sexta-feira. Rodrigo Clemente poderá apresentar seu voto, e os demais integrantes do colegiado que ainda não se manifestaram também deverão participar do julgamento.
O resultado final poderá definir a situação do registro de candidatura de Cícero Lucena no âmbito do TRE-PB. Caso haja recurso, a questão ainda poderá ser levada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Processo corre em sigilo
A ação está relacionada a informações de uma investigação que envolve uma suposta ligação de Cícero Lucena com integrantes de uma organização criminosa.
Como o processo tramita sob sigilo, parte dos elementos apresentados nos autos não está disponível publicamente. A transmissão da sessão também foi interrompida durante a análise do caso.
É importante destacar que as alegações apresentadas no processo não representam, por si só, uma condenação ou decisão definitiva sobre eventual responsabilidade de Cícero Lucena.
Defesa vê resultado positivo
Após a sessão, o advogado Walter Agra, responsável pela defesa de Cícero Lucena, avaliou positivamente o resultado parcial do julgamento.
A defesa considera o placar de 2 a 1 favorável à manutenção da candidatura um sinal positivo, mas a decisão definitiva ainda depende da conclusão da votação.
Por enquanto, Cícero Lucena continua com o registro de candidatura em análise pela Justiça Eleitoral, e o julgamento no TRE-PB terá um novo capítulo na sexta-feira (4).