A 12 dias do segundo turno, governo Lula anuncia pacote para MEIs com perdão de dívidas de R$ 12,6 bilhões e proposta de aumento do faturamento


Medidas também incluem auxílio de até R$ 5 mil, renegociação de débitos bancários e mudanças nas regras para pequenos empreendedores.


Pressionado devido as últimas pesquisas eleitorais que foram divulgadas desfavorável a sua reeleição, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta terça-feira (13) um conjunto de medidas voltadas aos microempreendedores individuais (MEIs). Essa medida tenta melhorar a imagem do governo perante o eleitor, uma vez que o presidente Lula está atrás das pesquisas eleitorais.

Entre as iniciativas estão a proposta de perdão de R$ 12,6 bilhões em dívidas tributárias, a criação de um auxílio financeiro e a ampliação do limite de faturamento anual da categoria.
Segundo informações divulgadas pelo governo, aproximadamente 3,6 milhões de empreendedores poderão ser contemplados com a proposta de remissão dos débitos federais. A medida ainda depende de aprovação do Congresso Nacional.


Confira as principais medidas


1. Perdão de dívidas tributárias
O governo pretende encaminhar ao Congresso um projeto para extinguir R$ 12,6 bilhões em débitos tributários acumulados por microempreendedores individuais. A iniciativa busca regularizar a situação fiscal de milhões de pequenos negócios.


2. Repasse de até R$ 5 mil

O pacote prevê o chamado Pix MEI, com a possibilidade de repasse de até R$ 5 mil para empreendedores investirem em melhorias nos próprios negócios. A proposta tem como objetivo estimular a produtividade e ampliar a capacidade de geração de renda.


3. Aumento do limite de faturamento
Outra medida prevê elevar gradualmente o teto de receita anual permitido para os MEIs.

A proposta estabelece os seguintes valores:


2026: R$ 81 mil, limite atualmente vigente;
2027: R$ 110 mil;
2028: R$ 140 mil.


A mudança depende da tramitação e aprovação da proposta legislativa. Até que isso ocorra, permanece válido o limite atual.


4. Renegociação de dívidas bancárias
O pacote também prevê medidas para facilitar a renegociação de débitos dos empreendedores com instituições financeiras, com descontos que podem chegar a pelo menos 90%, conforme as condições do programa anunciado.


5. Mudanças na emissão de notas fiscais
O governo anunciou ainda alterações nas regras de emissão de notas fiscais para determinadas operações realizadas por microempreendedores, especialmente nas vendas e prestações de serviços destinadas a consumidores pessoas físicas.
Medidas ainda dependem de regulamentação


Embora o anúncio reúna iniciativas que podem beneficiar pequenos negócios em todo o país, nem todas as medidas entram em vigor imediatamente.A remissão de dívidas e as mudanças no teto de faturamento dependem dos procedimentos legais necessários, enquanto outras iniciativas exigem regulamentação e definição das regras de acesso.


O pacote busca aliviar o endividamento e ampliar as condições de crescimento dos pequenos empreendedores brasileiros.


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Proibição das bets ameaça retirar mais de R$ 1,4 bilhão do mercado de publicidade de TV e rádio
Setor de apostas foi um dos maiores anunciantes da televisão brasileira em 2025; TV aberta concentrou cerca de 85% dos investimentos

A proibição da exploração e da publicidade das apostas de quota fixa no Brasil deve provocar um impacto significativo no mercado de comunicação, especialmente nas emissoras de televisão. A Medida Provisória nº 1.394, publicada nesta sexta-feira (25), proibiu a publicidade, propaganda, marketing e patrocínio relacionados às bets em meios físicos e digitais.

Pela medida, os materiais publicitários e sinais de patrocínio existentes deverão ser retirados em até dez dias. A proibição também alcança apostas esportivas e jogos online.

O tamanho do mercado atingido ajuda a dimensionar o impacto. Levantamento da Tunad aponta que as empresas de apostas investiram R$ 1,44 bilhão em publicidade em TV aberta, TV paga e rádio durante 2025. A televisão aberta concentrou aproximadamente 85% desse volume.

Isso significa que, considerando apenas o investimento destinado à televisão aberta, o setor movimentou algo próximo de R$ 1,22 bilhão em publicidade ao longo de 2025.

O valor, entretanto, não deve ser interpretado como uma perda direta de R$ 1,22 bilhão para as emissoras. O levantamento mede o investimento publicitário das bets nos diferentes meios, e não necessariamente a receita líquida recebida por cada empresa de comunicação. Além disso, parte desse dinheiro era destinada a rádio, TV paga e outras plataformas.

Bets estavam entre os maiores anunciantes

A força financeira das casas de apostas transformou o setor em uma das principais categorias de anunciantes da televisão brasileira.

Dados da Tunad mostram que o mercado de TV linear — considerando televisão aberta e paga — movimentou R$ 24,5 bilhões em publicidade em 2025. As bets responderam por cerca de R$ 1,4 bilhão, colocando o segmento entre os principais investidores publicitários do país.

O investimento também apresentou forte relação com o calendário esportivo. Em junho de 2025, por exemplo, as bets desembolsaram aproximadamente R$ 164,5 milhões em mídia, o maior volume mensal do ano. Em janeiro, foram R$ 66,7 milhões.

Impacto vai além dos comerciais

A mudança também afeta contratos de patrocínio e ações comerciais vinculadas ao esporte. A MP determina que ficam proibidas as ações de comunicação, publicidade, marketing e patrocínio das empresas de apostas, independentemente do meio utilizado.

Na prática, emissoras, clubes, campeonatos, programas esportivos, eventos e outros segmentos que mantinham contratos comerciais com casas de apostas terão de se adaptar às novas regras.

O efeito econômico, portanto, não se limita aos intervalos comerciais. O mercado de apostas havia construído uma ampla presença no futebol e em outros conteúdos esportivos, tornando-se uma fonte relevante de recursos para diferentes setores da indústria de comunicação e entretenimento.



Um novo desafio para as emissoras

Com a saída das bets do mercado publicitário, as emissoras terão de buscar novos anunciantes para ocupar o espaço deixado pelas empresas de apostas.

Ainda não é possível calcular quanto cada emissora perderá individualmente. Também não há, neste momento, um levantamento consolidado que permita afirmar qual será a redução efetiva de receita de empresas como Globo, Record, SBT, Band e RedeTV!.

O que os números disponíveis mostram é que um mercado publicitário superior a R$ 1,4 bilhão por ano, considerando TV aberta, TV paga e rádio, deixa de existir para as bets dentro do modelo que estava em vigor até a publicação da medida.

Para a televisão aberta, que concentrava cerca de 85% desses investimentos, o impacto potencial é particularmente relevante.

Fonte: Tunad, Medida Provisória nº 1.394/2026 e dados de mercado.

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Bets terão operações encerradas a partir de 6 de outubro; veja como será a devolução do dinheiro



Uma Medida Provisória publicada nesta sexta-feira (25) estabelece novas regras para o mercado

de apostas de quota fixa no Brasil. A determinação interrompe a exploração, oferta, intermediação e publicidade das chamadas bets, abrangendo tanto as apostas esportivas quanto os jogos online.

A medida alcança plataformas que funcionam pela internet e também operações realizadas em estabelecimentos físicos. Empresas que possuem autorização ou concessão concedida por governos estaduais ou pelo Distrito Federal também estão incluídas nas novas regras.

As modalidades de loteria que já possuem previsão e autorização na legislação brasileira não entram na proibição.

Com a entrada em vigor da MP, as plataformas ficam impedidas de aceitar novos depósitos ou aportes dos usuários. A divulgação de publicidade, campanhas promocionais e patrocínios relacionados às apostas também passa a ser proibida.

As empresas terão até as 23h59 do dia 5 de outubro para retirar anúncios e materiais de patrocínio instalados em espaços físicos ou veiculados por meio de publicidade exterior.

Quando os sites e aplicativos serão bloqueados?

A Medida Provisória estabeleceu um calendário para o encerramento das atividades e a devolução dos valores que ainda estiverem nas contas dos apostadores.

– 25 de setembro: publicação da MP e início da proibição de novos aportes nas plataformas.
– Até 5 de outubro, às 23h59: usuários poderão solicitar voluntariamente o saque dos valores disponíveis em suas contas.
– A partir de 6 de outubro: sites e aplicativos de apostas deverão ser retirados do ar.
– 7 e 8 de outubro: as empresas deverão encaminhar às instituições financeiras os valores remanescentes, vinculados aos respectivos CPFs.
– De 9 a 14 de outubro: os bancos deverão processar a devolução dos recursos aos apostadores.
– A partir de 14 de outubro: valores cujo pagamento não possa ser concluído pelas instituições financeiras serão transferidos para a Caixa Econômica Federal, que ficará responsável pelo ressarcimento.



Como será feita a fiscalização?

A MP também cria mecanismos para identificar e interromper o funcionamento de plataformas consideradas irregulares.

O Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça participarão das ações de bloqueio. A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda, poderá utilizar um laboratório virtual para localizar serviços que estejam operando de forma irregular.

Depois da identificação, a SPA poderá comunicar a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que ficará responsável pelo bloqueio dos respectivos domínios.

As medidas de combate também poderão envolver a retirada de aplicativos das plataformas digitais e a interrupção dos meios de pagamento utilizados pelas empresas que estiverem atuando ilegalmente.

A MP ainda institui o Comitê Institucional de Fiscalização e Combate à Exploração Ilegal de Apostas, sob coordenação da Casa Civil. O objetivo será integrar órgãos públicos em ações de prevenção, fiscalização e repressão à exploração, oferta e publicidade irregular de apostas.

Multas podem chegar a R$ 2 bilhões

O descumprimento das novas determinações poderá resultar em penalidades para pessoas físicas e empresas. Entre as punições previstas estão advertências e multas que podem alcançar R$ 2 bilhões.

Para as empresas, também poderão ser aplicadas medidas como a suspensão parcial ou integral das atividades.

Governo propõe novos crimes relacionados às bets

Além da MP, o governo federal apresentou um Projeto de Lei com propostas para definir crimes relacionados às apostas de quota fixa.

Diferentemente da Medida Provisória, o projeto ainda precisa passar pela análise e aprovação do Congresso Nacional para que as novas regras penais possam entrar em vigor.

Entre as condutas previstas estão:

– Explorar apostas de quota fixa, mesmo quando houver autorização concedida por autoridade estrangeira: pena de reclusão de 4 a 6 anos.
– Divulgar apostas ou captar apostadores: reclusão de 2 a 4 anos, além de multa.
– Utilizar dados pessoais para atrair apostadores: reclusão de 2 a 4 anos e multa, com possibilidade de aumento da pena em situações específicas.
– Facilitar financeiramente a exploração de apostas: reclusão de 2 a 4 anos e multa.
– Fornecer aplicações de internet destinadas às apostas: reclusão de 2 a 4 anos e multa, com agravamento em situações envolvendo mecanismos para burlar controles de idade ou localização ou quando houver direcionamento a crianças e adolescentes.

Empresas não terão direito a indenização

A MP também determina a extinção das autorizações concedidas para a exploração das apostas de quota fixa.

Segundo o texto, a medida é fundamentada no interesse público e não gera direito a indenização por investimentos realizados, lucros que deixariam de ser obtidos ou expectativa de continuidade das operações.

Também não está prevista a restituição, integral ou parcial, dos valores pagos pelas empresas pelas respectivas outorgas.

Até o momento, 85 autorizações foram concedidas para a exploração de apostas de quota fixa no Brasil. Cada autorização teve custo de R$ 30 milhões, totalizando aproximadamente R$ 2,55 bilhões pagos pelas empresas.

As novas regras estabelecem, portanto, um cronograma para o encerramento das operações, a retirada de publicidade e a devolução dos recursos ainda existentes nas contas dos usuários.

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Dívida pública do Brasil ultrapassa R$ 9,2 trilhões após avanço de mais de R$ 200 bilhões em um mês

Crescimento do endividamento é impulsionado por gastos do governo e pelo peso dos juros, enquanto especialistas alertam para riscos nas contas públicas.


A dívida pública brasileira voltou a registrar forte crescimento e chegou ao patamar de R$ 9,27 trilhões em junho, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. Em apenas um mês, o estoque da dívida aumentou mais de R$ 200 bilhões, o equivalente a uma média próxima de R$ 8 bilhões por dia.

A dívida pública representa o total de recursos que o governo deve a investidores e instituições financeiras. Quando a arrecadação de impostos não é suficiente para cobrir as despesas da administração pública, o governo emite títulos do Tesouro Nacional para captar recursos e financiar compromissos como pagamento de servidores, benefícios previdenciários, programas sociais e outras despesas obrigatórias.

Os números mostram que o endividamento da União continua em trajetória de alta. Em maio, a dívida estava em R$ 9,03 trilhões, e a expectativa do Tesouro Nacional é que esse montante continue aumentando, podendo alcançar R$ 10,3 trilhões até o encerramento do ano.



Especialistas apontam que o crescimento da dívida não está relacionado apenas à realização de novas despesas. De acordo com o pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV), Rafael Barbosa, uma parcela significativa da alta registrada em junho foi provocada pelo pagamento dos juros incidentes sobre a própria dívida pública.

Já o professor de Economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Ecio de Farias Costa, avalia que a dificuldade em controlar o avanço dos gastos públicos pode elevar a percepção de risco do Brasil no mercado financeiro. Segundo ele, esse cenário leva investidores a exigir remunerações maiores para continuar financiando o governo, pressionando ainda mais as taxas de juros.

Além do aumento da dívida, as contas públicas seguem no vermelho. O governo federal encerrou o primeiro semestre do ano com déficit de R$ 92 bilhões, resultado considerado o segundo pior da série histórica iniciada em 1997. Somente em junho, o saldo negativo foi de R$ 48 bilhões.

O déficit ocorre quando o volume de despesas supera a arrecadação de receitas, ampliando a necessidade de financiamento por meio da emissão de novos títulos da dívida pública.

🗞️ Redação do papo informativo

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Petróleo dispara mais de 6% após nova escalada militar entre EUA e Irã

Retomada dos confrontos militares e aumento das tensões no estreito de Hormuz elevaram o temor de interrupções no fornecimento global, impulsionando a alta da commodity nos mercados internacionais.

O mercado internacional de petróleo voltou a registrar forte alta nesta quarta-feira (29), impulsionado pela retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã. Após quatro dias sem confrontos diretos, novos ataques na região reacenderam as preocupações dos investidores com possíveis impactos no fornecimento global de energia.

O barril do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, chegou a subir 6,25%, sendo negociado a US$ 87,21 no contrato para outubro. Já o contrato de setembro alcançou US$ 89,97, avanço de 5,88%.

Nos Estados Unidos, o petróleo WTI (West Texas Intermediate) também registrou valorização expressiva. O contrato de setembro atingiu US$ 84,12, com alta de 6,15%, enquanto o de outubro era negociado a US$ 81,50.



A reação do mercado ocorreu após a televisão estatal iraniana informar que uma área próxima à cidade de Piranshahr, na fronteira com o Iraque, foi alvo de bombardeios atribuídos aos Estados Unidos. Segundo autoridades iranianas, um míssil atingiu uma região desabitada e não houve registro de vítimas.

Os novos ataques interromperam um período de relativa calmaria entre os dois países. Desde o último sábado (25), não havia confrontos diretos, cenário que havia contribuído para a queda do preço do petróleo nos últimos dias.

Outro fator que pressionou as cotações foi a recusa do Irã à proposta apresentada por Omã para a administração conjunta do estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo. O governo iraniano reafirmou que pretende manter o controle sobre a região.

Em meio ao aumento da tensão, a Guarda Revolucionária do Irã informou ter interceptado três petroleiros no estreito de Hormuz, alegando que as embarcações navegavam por uma rota considerada insegura e irregular. A informação, entretanto, ainda não foi confirmada de forma independente.

Também nesta quarta-feira, as Forças Armadas da Jordânia anunciaram que seus sistemas de defesa aérea interceptaram cinco mísseis iranianos que, segundo o governo jordaniano, tinham como destino o território do país.

A combinação dos novos confrontos militares e das incertezas sobre a segurança da principal rota de exportação de petróleo do mundo aumentou o temor de interrupções no abastecimento global, provocando a forte valorização da commodity nos mercados internacionais.

🗞️ Redação do papo informativo

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Santander projeta Paraíba com 3º maior crescimento industrial do Brasil em 2026 e liderança em 2027

Relatório aponta que Estado deve crescer acima das médias nacional e nordestina e manter desempenho consistente da indústria.

A Paraíba deve registrar o terceiro maior crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) industrial do Brasil em 2026 e assumir a liderança nacional em 2027. A projeção consta no relatório Brasil Macroeconomics, divulgado pelo banco Santander.

Segundo o estudo, a indústria paraibana deve crescer 4,7% em 2026, índice que fica atrás apenas de Tocantins (5,3%) e Piauí (5%). O desempenho também supera a média nacional, estimada em 1,7%, e a do Nordeste, de 2,1%.


Para 2027, o Santander projeta crescimento de 4,5% para a indústria da Paraíba. O percentual coloca o Estado entre os líderes do ranking nacional e representa um resultado três vezes maior que a média prevista para o país (1,5%) e mais que o dobro da estimativa para o Nordeste (1,9%).



O levantamento mostra ainda que a indústria paraibana mantém trajetória de crescimento nos últimos anos. Em 2025, o Estado registrou alta de 4,6% no PIB industrial, o terceiro melhor resultado do país. Desde 2021, as taxas de crescimento permanecem acima das médias nacional e regional.

Para o secretário de Estado da Fazenda, Marialvo Laureano, os números refletem a política de equilíbrio fiscal e os investimentos realizados pelo Governo da Paraíba nos últimos anos. Segundo ele, programas de incentivo, como o Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Industrial da Paraíba (Fain) e o Programa de Desenvolvimento do Estado da Paraíba (Prodes), contribuíram para ampliar a competitividade da indústria e atrair novos investimentos.

O relatório Brasil Macroeconomics, do Santander, reúne projeções para a economia brasileira e traz estimativas sobre o desempenho dos estados em indicadores como PIB, indústria, serviços, agropecuária, inflação e mercado de trabalho.

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Vendas do varejo na Paraíba registram o segundo maior crescimento do Brasil em maio

Estado ficou atrás apenas do Distrito Federal e superou a média nacional, segundo dados divulgados pelo IBGE. Desempenho também foi positivo no comércio varejista ampliado.

A Paraíba registrou o segundo maior crescimento do volume de vendas do comércio varejista do Brasil em maio de 2026, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com abril deste ano, o volume de vendas no estado avançou 1,5%, ficando atrás apenas do Distrito Federal, que apresentou alta de 1,6%. O resultado também ficou muito acima da média nacional, que registrou crescimento de apenas 0,1% no período.

Na comparação com maio de 2025, o comércio varejista paraibano também apresentou desempenho positivo. O volume de vendas cresceu 0,6%, enquanto a média brasileira foi de 0,4%.

O levantamento mostra ainda que, no acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, a Paraíba registrou expansão de 1,9% no volume de vendas, superando novamente a média nacional, que ficou em 1,7%.

Comércio varejista ampliado também apresenta crescimento

Os números do comércio varejista ampliado — que inclui, além do varejo tradicional, os segmentos de veículos, motocicletas, peças, materiais de construção e atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo — também apontam um desempenho superior ao restante do país.



Em maio, o volume de vendas do setor cresceu 1,5% na Paraíba, enquanto o Brasil registrou queda de 0,2%. Já a receita nominal do estado aumentou 1,8%, frente ao avanço de 0,4% observado nacionalmente.

Na comparação com maio de 2025, o comércio ampliado paraibano avançou 0,7%, enquanto o país apresentou retração de 0,6%.

No acumulado entre janeiro e maio de 2026, o crescimento foi de 1,6% na Paraíba, acima da média brasileira de 1,3%.

Já no acumulado dos últimos 12 meses, o estado registrou alta de 2,1% no volume de vendas do comércio varejista ampliado, desempenho significativamente superior ao crescimento de 0,1% verificado em todo o país.

Os dados reforçam o bom momento do comércio paraibano, que segue apresentando resultados acima da média nacional tanto no varejo tradicional quanto no varejo ampliado, demonstrando maior ritmo de crescimento da atividade econômica no estado.

🗞️ Redação do papo informativo

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Comissão do Senado aprova projeto com “jabutis” que podem aumentar a conta de luz

A proposta recebeu parecer favorável na Comissão de Infraestrutura do Senado após a inclusão de dispositivos conhecidos como “jabutis”, que, segundo especialistas, podem elevar os custos da energia elétrica. O texto ainda precisa ser analisado e votado pelo plenário da Casa antes de seguir a tramitação.

A aprovação de um projeto na Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado Federal reacendeu o debate sobre os chamados “jabutis” no Congresso Nacional. A expressão ganhou destaque porque o texto aprovado passou a incluir medidas que, segundo especialistas do setor elétrico, podem aumentar os custos da geração de energia e, futuramente, refletir na conta de luz dos brasileiros.

Apesar da repercussão, é importante esclarecer que o projeto ainda não foi aprovado pelo Senado em definitivo. Até o momento, ele passou apenas pela Comissão de Infraestrutura e ainda depende de votação no plenário da Casa.

O que é um “jabuti”?

No meio político, “jabuti” é o nome dado a um trecho incluído em um projeto de lei que não tem relação direta com o tema principal da proposta.

A expressão surgiu da frase popular: “jabuti não sobe em árvore; se apareceu lá, alguém o colocou”. Na prática, significa que um assunto foi inserido durante a tramitação de um projeto, mesmo não fazendo parte de seu objetivo original.



O que prevê o projeto?

O Projeto de Lei nº 5.017/2019 foi apresentado originalmente pelo então senador Luis Carlos Heinze (PP-RS).

A proposta inicial tinha como objetivo ampliar benefícios na tarifa de energia elétrica para atividades como irrigação, aquicultura e sistemas de abastecimento de água, buscando reduzir os custos para esses setores.

Durante a tramitação no Senado, porém, o relator da matéria na Comissão de Infraestrutura, senador Hermes Klann (PL-SC), apresentou um substitutivo — uma nova versão do texto — que passou a incluir dispositivos determinando a contratação obrigatória de novas usinas termelétricas movidas a gás natural e de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

Esses dispositivos são os chamados “jabutis”, por tratarem de um tema diferente da proposta original.

Por que isso preocupa?

Especialistas e entidades do setor elétrico afirmam que obrigar a contratação dessas usinas pode elevar os custos da geração de energia, principalmente se houver alternativas mais baratas disponíveis no mercado.

Como esses custos fazem parte da composição das tarifas de energia elétrica, existe a possibilidade de que eles sejam repassados aos consumidores ao longo dos próximos anos.

Por esse motivo, o texto passou a ser alvo de críticas de representantes do setor elétrico e de entidades que defendem uma maior competitividade na contratação de energia.

A conta de luz vai aumentar imediatamente?

Não.

A aprovação na Comissão de Infraestrutura não altera imediatamente a tarifa de energia.

Caso o projeto seja aprovado definitivamente e sancionado, eventuais impactos dependerão da regulamentação e da implementação das medidas previstas no texto.

O projeto já virou lei?

Ainda não.

A tramitação segue as seguintes etapas:

– O projeto foi aprovado na Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado;
– Agora, precisa ser analisado e votado pelo Plenário do Senado Federal;
– Se o plenário aprovar um texto diferente daquele que veio da Câmara dos Deputados, a proposta retorna para nova análise dos deputados;
– Somente após a conclusão da tramitação no Congresso Nacional é que o projeto poderá seguir para sanção ou veto do presidente da República.

Ou seja, o projeto ainda pode sofrer alterações antes de se tornar lei.

Conclusão

A discussão em torno dos chamados “jabutis” vai além do setor elétrico e envolve também o processo legislativo. Enquanto defensores afirmam que as medidas fortalecem investimentos na infraestrutura energética do país, críticos argumentam que a contratação obrigatória de determinadas usinas pode aumentar os custos do sistema e, consequentemente, pressionar as contas de luz pagas pelos consumidores.

Como a proposta ainda será analisada pelo plenário do Senado, o texto poderá ser mantido, alterado ou até rejeitado antes de concluir sua tramitação no Congresso Nacional.

🗞️ Redação do papo informativo

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Varejo da Paraíba cresce acima da média nacional em 2026, mas perde ritmo em abril
Estado acumula alta de 2,3% no primeiro quadrimestre e supera o desempenho do país, porém registra queda de 1,9% nas vendas em abril após três meses consecutivos de expansão.


O comércio varejista da Paraíba iniciou 2026 com desempenho superior à média nacional, consolidando um crescimento acumulado de 2,3% no volume de vendas entre janeiro e abril, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado supera a média brasileira de 2,0% registrada no mesmo período e reforça a força do setor no estado.

Apesar do resultado positivo no acumulado do ano, o levantamento aponta uma desaceleração no curto prazo. Após três meses consecutivos de crescimento, o varejo paraibano registrou retração de 1,9% em abril na comparação com março, interrompendo a sequência de expansão observada no início de 2026.


A trajetória do setor ao longo do quadrimestre mostra a mudança de ritmo. Em janeiro, as vendas cresceram 1,0%; em fevereiro, avançaram 2,0%; em março, o crescimento foi de 0,5%; e, em abril, houve queda de 1,9%.



Na comparação com abril de 2025, o volume de vendas na Paraíba recuou 1,6%, enquanto a média nacional apresentou crescimento de 1,0%. O desempenho colocou o estado entre os resultados mais fracos do país nesse indicador específico.

Mesmo com a queda registrada em abril, os números de longo prazo seguem favoráveis. No acumulado dos últimos 12 meses, a Paraíba apresentou crescimento de 3,6% no volume de vendas, desempenho superior à média nacional de 1,5% e suficiente para manter o estado entre os dez melhores resultados do país.

Outro dado que chama atenção é a Receita Nominal de Vendas, que avançou 4,5% no primeiro quadrimestre. O índice ficou acima do crescimento do volume de vendas, indicando que os consumidores estão desembolsando mais dinheiro nas compras, reflexo da influência dos preços sobre o consumo.

Os dados reforçam a resiliência do varejo paraibano, que segue apresentando crescimento acima da média nacional, mesmo diante dos sinais de desaceleração observados no mês de abril.era a média brasileira de 2,0% registrada no mesmo período e reforça a força do setor no estado.

Apesar do resultado positivo no acumulado do ano, o levantamento aponta uma desaceleração no curto prazo. Após três meses consecutivos de crescimento, o varejo paraibano registrou retração de 1,9% em abril na comparação com março, interrompendo a sequência de expansão observada no início de 2026.

A trajetória do setor ao longo do quadrimestre mostra a mudança de ritmo. Em janeiro, as vendas cresceram 1,0%; em fevereiro, avançaram 2,0%; em março, o crescimento foi de 0,5%; e, em abril, houve queda de 1,9%.

Na comparação com abril de 2025, o volume de vendas na Paraíba recuou 1,6%, enquanto a média nacional apresentou crescimento de 1,0%. O desempenho colocou o estado entre os resultados mais fracos do país nesse indicador específico.

Mesmo com a queda registrada em abril, os números de longo prazo seguem favoráveis. No acumulado dos últimos 12 meses, a Paraíba apresentou crescimento de 3,6% no volume de vendas, desempenho superior à média nacional de 1,5% e suficiente para manter o estado entre os dez melhores resultados do país.

Outro dado que chama atenção é a Receita Nominal de Vendas, que avançou 4,5% no primeiro quadrimestre. O índice ficou acima do crescimento do volume de vendas, indicando que os consumidores estão desembolsando mais dinheiro nas compras, reflexo da influência dos preços sobre o consumo.

Os dados reforçam a resiliência do varejo paraibano, que segue apresentando crescimento acima da média nacional, mesmo diante dos sinais de desaceleração observados no mês de abril.

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Paraíba cresce acima da média nacional e entra para o grupo dos estados que mais avançam no Brasil, diz IBGE.


A Paraíba voltou a apresentar crescimento no setor de serviços e alcançou a 7ª maior alta do país em abril de 2026, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (11).

De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), o estado registrou avanço de 2,1% em relação ao mês de março, superando a média nacional, que foi de 1,2%. O resultado representa o segundo mês consecutivo de crescimento da atividade no estado.

No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, a Paraíba apresentou crescimento de 3,2% no volume de serviços em comparação com o mesmo período de 2025, desempenho acima da média brasileira de 2,2%.

Já na comparação entre abril de 2026 e abril do ano passado, o estado registrou alta de 5,3%, o quarto melhor resultado do país e mais que o dobro da média nacional, que ficou em 1,9%.

Os números também são positivos no acumulado dos últimos 12 meses. Nesse período, a Paraíba cresceu 4,7%, garantindo a quinta melhor colocação entre os estados brasileiros e superando a média nacional de 2,9%.

A receita nominal do setor de serviços também apresentou desempenho expressivo. Em abril, o crescimento foi de 3,2% em relação ao mês anterior e de 13,8% na comparação com abril de 2025, índices superiores aos registrados em todo o país.

Os dados reforçam o bom momento da economia paraibana, com o setor de serviços mantendo trajetória de expansão e resultados acima da média nacional. :::

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