Operação investiga suspeitos de planejar atentado em Brasília durante as eleições

Mandados de busca e apreensão são cumpridos em cinco estados contra investigados por integrar grupos extremistas em redes sociais.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta terça-feira (4), uma operação para investigar pessoas suspeitas de integrar grupos em redes sociais que discutiam a realização de um atentado a bomba durante os debates do segundo turno das eleições deste ano, em Brasília.

Ao todo, oito mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Os alvos da operação têm entre 19 e 31 anos de idade.

Segundo as investigações, além de supostamente planejarem ações violentas, os integrantes dos grupos também compartilhavam conteúdos de ódio direcionados contra mulheres.



Entre os investigados está um seminarista ligado a um mosteiro localizado em Pernambuco. De acordo com a apuração, ele participava ativamente das conversas sobre a organização de uma rede extremista com atuação em diferentes estados. Durante a operação, policiais realizaram buscas no alojamento utilizado pelo suspeito.

As investigações apontam que os grupos discutiam estratégias para invasão de prédios públicos, definição de possíveis alvos, recrutamento de participantes, treinamento tático e análise de mapas. Também teriam sido compartilhadas plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de edifícios localizados na região central de Brasília, incluindo o Palácio do Planalto.

A investigação é conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), vinculado ao Ministério da Justiça, que auxilia na identificação e no monitoramento das atividades realizadas no ambiente virtual.

As autoridades seguem analisando o material apreendido para identificar outros possíveis envolvidos e verificar a extensão da atuação do grupo.

🗞️ Redação do papo informativo

CLIQUE AQUI E SIGA NOSSO CANAL NO WHATSAPP E FIQUE BEM INFORMADO

Avante confirma candidatura de Augusto Cury à Presidência da República

Convenção nacional realizada em São Paulo confirma o escritor e psiquiatra na corrida pelo Palácio do Planalto; vice ainda será anunciado pelo partido.

O partido Avante oficializou, nesta segunda-feira (3), a candidatura do escritor e psiquiatra Augusto Cury à Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão foi confirmada durante a convenção nacional da legenda, realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).


Com a homologação, Augusto Cury passa a integrar oficialmente a disputa pelo Palácio do Planalto. O Avante, no entanto, ainda não definiu quem será o candidato a vice-presidente na chapa.


Durante seu discurso aos convencionais, Cury apresentou uma das principais propostas de sua candidatura: a adoção do sistema semipresidencialista no Brasil. Segundo ele, o modelo permitiria uma divisão das responsabilidades do Poder Executivo, com o presidente atuando nas decisões estratégicas e institucionais, enquanto um primeiro-ministro ficaria responsável pela administração do governo.


O candidato também comentou as negociações que mantinha com o partido Novo para uma possível aliança com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema. De acordo com Augusto Cury, as conversas não avançaram e, neste momento, a formação de uma chapa conjunta entre as duas legendas está descartada.


A oficialização acontece na reta final das convenções partidárias, etapa obrigatória do processo eleitoral. O calendário da Justiça Eleitoral estabelece que as convenções podem ser realizadas até a próxima quarta-feira (5), enquanto o prazo para registro das candidaturas termina em 15 de agosto.


Com a definição do nome de Augusto Cury, o cenário da disputa pela Presidência da República ganha mais um concorrente na corrida eleitoral de 2026, que deverá reunir candidatos de diferentes correntes políticas em uma das eleições mais disputadas dos últimos anos.

🗞️ Redação do papo informativo

CLIQUE AQUI E SIGA NOSSO CANAL NO WHATSAPP E FIQUE BEM INFORMADO

Candidato do MBL, Renan Santos propõe acabar com as favelas do Brasil em até dez anos

A medida tem por finalidade acabar com as favelas do Brasil em até dez anos

O candidato do Movimento Brasil Livre (MBL) à Presidência da República, Renan Santos, afirmou que, se eleito, pretende acabar com as favelas no Brasil em um prazo de até dez anos. A proposta faz parte de seu plano de governo voltado para habitação e urbanização.


Segundo Renan, o objetivo não é remover moradores das comunidades, mas substituir as áreas irregulares por bairros planejados, com infraestrutura adequada, saneamento básico, pavimentação, serviços públicos e regularização fundiária.


Em declarações divulgadas nas redes sociais, o candidato defendeu que a existência de favelas representa um problema histórico do país e afirmou que o Estado deve garantir moradia digna para a população que vive nessas localidades.
A proposta, no entanto, gerou repercussão e dividiu opiniões. Enquanto apoiadores avaliam que a iniciativa busca ampliar a qualidade de vida das famílias e enfrentar o déficit habitacional, críticos questionam a viabilidade financeira do projeto e a complexidade de transformar milhares de comunidades espalhadas pelo país em um período de dez anos.


Até o momento, Renan Santos não detalhou todos os mecanismos de financiamento nem apresentou um cronograma completo de execução da proposta. O tema deve integrar o debate sobre políticas públicas de habitação durante a campanha eleitoral.

🗞️ Redação do papo informativo

CLIQUE AQUI E SIGA NOSSO CANAL NO WHATSAPP E FIQUE BEM INFORMADO

PL oficializa candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência; definição do vice fica para os próximos dias

Convenção em São Paulo reuniu lideranças da direita, teve participação de Javier Milei e contou com a presença de políticos da Paraíba.

O Partido Liberal (PL) oficializou, neste sábado (25), durante convenção nacional realizada em São Paulo, a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República nas eleições de 2026. Apesar da homologação do nome do parlamentar, a legenda ainda não anunciou quem será o candidato a vice-presidente na chapa.


Em seu primeiro discurso como candidato, Flávio Bolsonaro afirmou que pretende dar continuidade ao legado político do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele também direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que o Brasil foi “sequestrado” e prometendo “libertar o país desse cativeiro”.


O senador ainda defendeu o endurecimento da legislação penal e declarou esperar receber a faixa presidencial das mãos do pai, Jair Bolsonaro, na cerimônia de posse prevista para janeiro de 2027.


A escolha do vice permanece em aberto e deve ser definida nas próximas articulações do partido. O PL busca ampliar sua aliança para a disputa eleitoral, enquanto negocia o apoio de outras legendas de centro e direita.
A convenção reuniu familiares, aliados e lideranças políticas de todo o país.

O evento contou com a exibição de um vídeo produzido com inteligência artificial simulando um pronunciamento de Jair Bolsonaro e teve a participação do presidente da Argentina, Javier Milei, que discursou e dividiu o palco com Flávio Bolsonaro.


Esta será a primeira disputa de Flávio Bolsonaro pela Presidência da República. Ele foi eleito senador pelo Rio de Janeiro em 2018, após exercer quatro mandatos consecutivos como deputado estadual. Em 2016, concorreu à Prefeitura do Rio de Janeiro, terminando a eleição na quarta colocação.


A convenção também contou com a presença de lideranças paraibanas, entre elas o senador Efraim Filho, pré-candidato ao Governo da Paraíba pelo PL; o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga, pré-candidato ao Senado; o deputado federal Cabo Gilberto Silva; o deputado estadual Sargento Neto; e o vereador de João Pessoa, Fábio Lopes.

🗞️ Redação do papo informativo

CLIQUE AQUI E SIGA NOSSO CANAL NO WHATSAPP E FIQUE BEM INFORMADO

Eleições: convenções partidárias começam nesta segunda; veja o que muda

Legenda têm até 5 de agosto para definir candidatos, formalizar coligações e registrar as chapas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O período de convenções partidárias para as eleições de 2026 começa nesta segunda-feira (20). A etapa é considerada uma das mais importantes do calendário eleitoral, pois é nesse momento que os partidos oficializam os candidatos que disputarão os cargos em eleição.

As convenções poderão ser realizadas até o dia 5 de agosto. Após a definição dos nomes, os partidos devem encaminhar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o registro das candidaturas e os respectivos números por meio do Módulo Externo do Sistema de Candidaturas (CANDex), disponível pela internet.

Durante as convenções, além da escolha dos candidatos, também são definidas as coligações partidárias e confirmados os números de urna. As legendas podem manter o número utilizado na eleição anterior, e os candidatos que concorrerem ao mesmo cargo também têm o direito de permanecer com o número já utilizado anteriormente.



Nas eleições de 2026, os brasileiros escolherão presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores, dois senadores por estado, deputados federais e deputados estaduais — ou distritais, no caso do Distrito Federal.

As convenções estaduais serão responsáveis pela escolha dos candidatos aos governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas. Já as convenções nacionais definirão as candidaturas à Presidência da República e eventuais coligações em âmbito nacional.

Partidos que já anunciaram datas para as convenções nacionais

PDT – 20 de julho

PL – 25 de julho

PSD – 26 de julho

MDB – 27 de julho

Novo – 27 de julho

PCdoB – 30 de julho

PSTU – 31 de julho

PV – 31 de julho

Missão – 1º de agosto

PCO – 1º de agosto

PSB – 2 de agosto

PT – 2 de agosto

🗞️ Redação do papo informativo

CLIQUE AQUI E SIGA NOSSO CANAL NO WHATSAPP E FIQUE BEM INFORMADO

Pesquisa Genial/Quaest mostra Lula com vantagem ampliada sobre Flávio Bolsonaro para 2026

Levantamento aponta crescimento do presidente nas intenções de voto e vantagem de oito pontos em eventual segundo turno contra o senador


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pela Presidência da República, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). O levantamento indica avanço de Lula nas intenções de voto e uma queda no desempenho do principal nome da oposição no cenário testado pelo instituto.

Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados respondem sem receber uma lista de candidatos, Lula aparece com 26% das intenções de voto, um crescimento de quatro pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. Flávio Bolsonaro registra 14%, mantendo o mesmo índice obtido em maio.

No cenário estimulado, Lula alcança 40% das intenções de voto, um ponto percentual acima da pesquisa anterior. Já Flávio Bolsonaro soma 28%, após recuar cinco pontos no mesmo período.



Entre os demais nomes avaliados, Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4% das intenções de voto, enquanto Renan Santos (Missão) registra 3%. Outros candidatos somam 4%, os indecisos representam 11% e 8% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco, nulo ou ainda não sabem em quem votar.

A pesquisa também simulou cenários de segundo turno. Na disputa contra Flávio Bolsonaro, Lula registra 45% das intenções de voto, enquanto o senador aparece com 37%, abrindo uma vantagem de oito pontos percentuais. No levantamento anterior, a diferença entre os dois era de apenas um ponto.

Nos demais confrontos testados, o presidente também aparece à frente. Contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, Lula tem 45% das intenções de voto, ante 36% do adversário. Em um eventual segundo turno contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o petista registra 45%, enquanto Zema alcança 35%.

Já em uma simulação contra Renan Santos, Lula aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o adversário registra 33%.

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores em 120 municípios brasileiros entre os dias 10 e 13 de julho. O levantamento possui nível de confiança de 95%, margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-7181/2026.

🗞️ Redação do papo informativo

Senado aprova projeto que estabelece novas regras para concessão da Justiça gratuita

Proposta busca tornar mais rigorosos os critérios para a concessão da Justiça gratuita, direcionando o benefício a pessoas que comprovem não ter condições de arcar com os custos do processo.

O Plenário do Senado Federal aprovou o Projeto de Lei (PL) nº 2.239/2022, que altera o Código de Processo Civil (CPC) para estabelecer critérios mais objetivos na concessão da gratuidade da Justiça. A proposta exige a comprovação da condição de vulnerabilidade econômica para a obtenção do benefício.

O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo relator, senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Como sofreu alterações em relação à versão aprovada pela Câmara dos Deputados, o projeto retorna para nova análise dos deputados antes de seguir para eventual sanção presidencial.

O que é a gratuidade da Justiça?

A gratuidade da Justiça é um benefício previsto na legislação brasileira que isenta pessoas sem condições financeiras do pagamento de despesas relacionadas ao processo judicial, como custas, taxas, honorários periciais e outros custos necessários para o acesso ao Poder Judiciário.

O que muda com o projeto?

Atualmente, o Código de Processo Civil estabelece que a declaração de insuficiência de recursos apresentada pelo interessado possui presunção de veracidade, salvo quando houver contestação ou indícios de que a pessoa possui capacidade financeira.

Com a proposta aprovada pelo Senado, a concessão do benefício passará a depender do cumprimento de critérios objetivos previstos em lei. A intenção, segundo os defensores da medida, é reduzir fraudes e garantir que a gratuidade seja destinada apenas a quem realmente necessita.

Quais serão os critérios?

Se o projeto for aprovado definitivamente, o interessado deverá comprovar que atende a pelo menos um dos requisitos previstos na legislação. Entre eles estão:

– renda líquida mensal de até dois salários mínimos, calculada pela média dos últimos três meses;
– inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico);
– assistência jurídica prestada pela Defensoria Pública;
– isenção da apresentação da Declaração Anual do Imposto de Renda.

Na prática, a simples declaração de hipossuficiência deixará de ser suficiente, sendo necessária a apresentação de documentos que comprovem a situação econômica do requerente.

Grupos terão direito garantido

O projeto também mantém proteção especial para grupos considerados mais vulneráveis. Nesses casos, a gratuidade da Justiça será assegurada desde que a condição esteja devidamente caracterizada.



Estão entre os beneficiários:

– mulheres vítimas de violência doméstica;
– familiares de vítimas de crimes que resultaram em morte, em ações de reparação civil;
– integrantes de comunidades indígenas;
– integrantes de comunidades quilombolas;
– pessoas assistidas pela Defensoria Pública.

Objetivo é combater fraudes

De acordo com a justificativa da proposta, o objetivo é tornar a concessão da gratuidade da Justiça mais eficiente, direcionando o benefício às pessoas que realmente não possuem condições de arcar com as despesas processuais.

Os parlamentares favoráveis ao projeto argumentam que a definição de critérios objetivos pode reduzir pedidos considerados indevidos e contribuir para o melhor funcionamento do sistema de Justiça.

Projeto ainda não entrou em vigor

Apesar da aprovação pelo Senado, as novas regras ainda não têm validade.

Como o texto foi modificado durante a tramitação, ele precisa ser novamente apreciado pela Câmara dos Deputados. Somente após aprovação pelas duas Casas do Congresso Nacional e eventual sanção presidencial é que as mudanças poderão entrar em vigor.

Até lá, continuam valendo as regras atuais do Código de Processo Civil, segundo as quais a declaração de insuficiência de recursos permanece como base para a concessão da gratuidade da Justiça, podendo ser contestada quando houver elementos que indiquem capacidade financeira do solicitante.

🗞️ Redação do papo informativo

CLIQUE AQUI E SIGA NOSSO CANAL NO WHATSAPP E FIQUE BEM INFORMADO

Caminhoneiros promovem paralisações em rodovias e portos para pressionar Senado a votar a MP do Frete

Manifestações ocorreram em Santos, Itajaí, Suape e na BR-040; categoria cobra votação da medida provisória que prevê mudanças no piso mínimo do frete e pode perder a validade nesta semana.

Caminhoneiros realizaram, nesta segunda-feira (13), paralisações em diferentes regiões do país para pressionar o Senado Federal a votar a Medida Provisória (MP) nº 1.343, conhecida como MP do Frete. Os principais atos ocorreram no Porto de Santos (SP), em Itajaí (SC), no Porto de Suape (PE) e na BR-040, no município de Luziânia (GO).

A mobilização foi motivada pela demora na análise da proposta, que pode perder a validade caso não seja votada pelo Senado até esta quinta-feira (16). A categoria cobra a apreciação da medida, considerada importante para o transporte rodoviário de cargas.

No Porto de Santos, maior complexo portuário do Hemisfério Sul, houve um bloqueio parcial em um dos acessos à margem direita. Segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS), a interrupção durou menos de uma hora e os manifestantes permitiam a passagem de veículos quando solicitados.



Em nota, a APS informou que as operações portuárias transcorreram normalmente e que não houve impactos significativos no trânsito interno do porto, com as vias sendo totalmente liberadas após o protesto.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que acompanha as manifestações em rodovias federais, mas afirmou que não registrou interdições provocadas pelos caminhoneiros.

A MP nº 1.343 propõe alterações na Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, criando mecanismos de fiscalização do frete e estabelecendo um piso salarial nacional de R$ 5 mil para trabalhadores celetistas do setor. Caso a medida não seja votada dentro do prazo, ela perderá a validade no Congresso Nacional.

🗞️ Redação do papo informativo

Governo Lula acusa Flávio Bolsonaro de “traição à pátria” após audiência nos Estados Unidos sobre tarifas ao Brasil

Secom afirma que senador atuou contra os interesses nacionais ao defender pressão externa sobre o país durante reunião com autoridades norte-americanas.

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) acusou o senador Flávio Bolsonaro de cometer “traição à pátria” após sua participação em uma audiência realizada nos Estados Unidos para discutir as tarifas aplicadas a produtos brasileiros.

Em nota divulgada nesta terça-feira (7), o governo federal afirmou que o parlamentar ultrapassou os limites da oposição ao criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Supremo Tribunal Federal (STF) diante de autoridades norte-americanas. Segundo a Secom, a atitude representou um posicionamento contrário aos interesses do Brasil.

Divergir do governo é legítimo. Convocar uma potência estrangeira a pressionar o próprio país é traição à Pátria. Há uma diferença essencial entre fazer oposição ao governo e fazer oposição ao país e ao povo brasileiro”, destacou a nota oficial.

Flávio Bolsonaro participou da audiência promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, órgão responsável pelas negociações comerciais do governo norte-americano. Durante o encontro, o senador fez um discurso em inglês, no qual criticou decisões do STF e também direcionou ataques às administrações do presidente Lula e do Partido dos Trabalhadores (PT).

O parlamentar afirmou ainda que a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros ocorreria em um momento desfavorável para o país e avaliou que a medida poderia favorecer politicamente o presidente Lula em um ano eleitoral.

De acordo com a Presidência da República, o governo brasileiro mantém negociações com autoridades dos Estados Unidos desde julho de 2025 para tentar reverter as tarifas comerciais. A Secom ressaltou que, enquanto Flávio participava da audiência, representantes de ministérios e do Palácio do Planalto realizavam reuniões técnicas em busca de uma solução para o impasse.

Na nota, o governo também criticou o conteúdo do discurso do senador, afirmando que ele não contestou os argumentos apresentados pelos Estados Unidos para justificar as tarifas. Segundo a Secom, essa postura contribuiu para fortalecer medidas consideradas prejudiciais aos empresários e trabalhadores brasileiros.

🗞️ Redação do papo informativo

CLIQUE AQUI E SIGA NOSSO CANAL NO WHATSAPP E FIQUE BEM INFORMADO

Hugo Motta instala comissão especial para analisar PEC que reduz maioridade penal para 16 anos

Proposta volta a avançar na Câmara dos Deputados e passará por debates, audiências públicas e votação antes de seguir para o plenário.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, determinou a criação da comissão especial que ficará responsável por analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos nos casos de crimes graves.

Com a medida, a proposta avança mais uma etapa no Congresso Nacional, após ter sua admissibilidade aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no mês de junho.



A comissão especial terá a missão de aprofundar a discussão sobre o tema, promovendo audiências públicas, ouvindo especialistas e debatendo possíveis alterações no texto da proposta. Ao final dos trabalhos, os integrantes do colegiado deverão votar um parecer recomendando a aprovação ou a rejeição da PEC.

A proposta altera o artigo 228 da Constituição Federal, estabelecendo que jovens de 16 e 17 anos poderão responder criminalmente como adultos em casos de crimes considerados graves. Atualmente, menores de 18 anos são considerados inimputáveis perante a legislação penal e respondem conforme as regras do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Agora, os partidos deverão indicar os deputados que irão compor a comissão. O colegiado terá um prazo inicial de 10 sessões do plenário para receber emendas ao texto e poderá funcionar por até 40 sessões antes da conclusão do parecer. Após essa etapa, a PEC poderá ser encaminhada para votação no plenário da Câmara dos Deputados.

🗞️ Redação do papo informativo

CLIQUE AQUI E SIGA NOSSO CANAL NO WHATSAPP E FIQUE BEM INFORMADO