Caminhoneiros promovem paralisações em rodovias e portos para pressionar Senado a votar a MP do Frete

Manifestações ocorreram em Santos, Itajaí, Suape e na BR-040; categoria cobra votação da medida provisória que prevê mudanças no piso mínimo do frete e pode perder a validade nesta semana.

Caminhoneiros realizaram, nesta segunda-feira (13), paralisações em diferentes regiões do país para pressionar o Senado Federal a votar a Medida Provisória (MP) nº 1.343, conhecida como MP do Frete. Os principais atos ocorreram no Porto de Santos (SP), em Itajaí (SC), no Porto de Suape (PE) e na BR-040, no município de Luziânia (GO).

A mobilização foi motivada pela demora na análise da proposta, que pode perder a validade caso não seja votada pelo Senado até esta quinta-feira (16). A categoria cobra a apreciação da medida, considerada importante para o transporte rodoviário de cargas.

No Porto de Santos, maior complexo portuário do Hemisfério Sul, houve um bloqueio parcial em um dos acessos à margem direita. Segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS), a interrupção durou menos de uma hora e os manifestantes permitiam a passagem de veículos quando solicitados.



Em nota, a APS informou que as operações portuárias transcorreram normalmente e que não houve impactos significativos no trânsito interno do porto, com as vias sendo totalmente liberadas após o protesto.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que acompanha as manifestações em rodovias federais, mas afirmou que não registrou interdições provocadas pelos caminhoneiros.

A MP nº 1.343 propõe alterações na Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, criando mecanismos de fiscalização do frete e estabelecendo um piso salarial nacional de R$ 5 mil para trabalhadores celetistas do setor. Caso a medida não seja votada dentro do prazo, ela perderá a validade no Congresso Nacional.

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Governo Lula acusa Flávio Bolsonaro de “traição à pátria” após audiência nos Estados Unidos sobre tarifas ao Brasil

Secom afirma que senador atuou contra os interesses nacionais ao defender pressão externa sobre o país durante reunião com autoridades norte-americanas.

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) acusou o senador Flávio Bolsonaro de cometer “traição à pátria” após sua participação em uma audiência realizada nos Estados Unidos para discutir as tarifas aplicadas a produtos brasileiros.

Em nota divulgada nesta terça-feira (7), o governo federal afirmou que o parlamentar ultrapassou os limites da oposição ao criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Supremo Tribunal Federal (STF) diante de autoridades norte-americanas. Segundo a Secom, a atitude representou um posicionamento contrário aos interesses do Brasil.

Divergir do governo é legítimo. Convocar uma potência estrangeira a pressionar o próprio país é traição à Pátria. Há uma diferença essencial entre fazer oposição ao governo e fazer oposição ao país e ao povo brasileiro”, destacou a nota oficial.

Flávio Bolsonaro participou da audiência promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, órgão responsável pelas negociações comerciais do governo norte-americano. Durante o encontro, o senador fez um discurso em inglês, no qual criticou decisões do STF e também direcionou ataques às administrações do presidente Lula e do Partido dos Trabalhadores (PT).

O parlamentar afirmou ainda que a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros ocorreria em um momento desfavorável para o país e avaliou que a medida poderia favorecer politicamente o presidente Lula em um ano eleitoral.

De acordo com a Presidência da República, o governo brasileiro mantém negociações com autoridades dos Estados Unidos desde julho de 2025 para tentar reverter as tarifas comerciais. A Secom ressaltou que, enquanto Flávio participava da audiência, representantes de ministérios e do Palácio do Planalto realizavam reuniões técnicas em busca de uma solução para o impasse.

Na nota, o governo também criticou o conteúdo do discurso do senador, afirmando que ele não contestou os argumentos apresentados pelos Estados Unidos para justificar as tarifas. Segundo a Secom, essa postura contribuiu para fortalecer medidas consideradas prejudiciais aos empresários e trabalhadores brasileiros.

🗞️ Redação do papo informativo

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Hugo Motta instala comissão especial para analisar PEC que reduz maioridade penal para 16 anos

Proposta volta a avançar na Câmara dos Deputados e passará por debates, audiências públicas e votação antes de seguir para o plenário.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, determinou a criação da comissão especial que ficará responsável por analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos nos casos de crimes graves.

Com a medida, a proposta avança mais uma etapa no Congresso Nacional, após ter sua admissibilidade aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no mês de junho.



A comissão especial terá a missão de aprofundar a discussão sobre o tema, promovendo audiências públicas, ouvindo especialistas e debatendo possíveis alterações no texto da proposta. Ao final dos trabalhos, os integrantes do colegiado deverão votar um parecer recomendando a aprovação ou a rejeição da PEC.

A proposta altera o artigo 228 da Constituição Federal, estabelecendo que jovens de 16 e 17 anos poderão responder criminalmente como adultos em casos de crimes considerados graves. Atualmente, menores de 18 anos são considerados inimputáveis perante a legislação penal e respondem conforme as regras do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Agora, os partidos deverão indicar os deputados que irão compor a comissão. O colegiado terá um prazo inicial de 10 sessões do plenário para receber emendas ao texto e poderá funcionar por até 40 sessões antes da conclusão do parecer. Após essa etapa, a PEC poderá ser encaminhada para votação no plenário da Câmara dos Deputados.

🗞️ Redação do papo informativo

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Fim do sonho do hexa: Brasil é eliminado da Copa do Mundo de 2026 pela Noruega

Haaland decide, Neymar descontou de pênalti, e pentacampeão cai nas oitavas em Nova Jersey


A Seleção Brasileira se despediu do Mundial de 2026 neste domingo (5), derrotada por 2 a 1 pela Noruega, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nas oitavas de final. Erling Haaland marcou os dois gols da partida, aos 34 e 44 minutos do segundo tempo, enquanto Neymar descontou nos acréscimos, batendo pênalti.

Como foi o jogo

No primeiro tempo, Matheus Cunha foi derrubado na área e, após revisão do VAR, o árbitro marcou pênalti para o Brasil, mas Bruno Guimarães bateu na esquerda do goleiro Nyland, que defendeu. O goleiro norueguês teve atuação decisiva ao longo de toda a partida.

No segundo tempo, o técnico Carlo Ancelotti mexeu no time, colocando Endrick na vaga de Matheus Cunha. Mesmo com o Brasil crescendo no jogo, Haaland abriu o placar ao ganhar no jogo aéreo de Bruno Guimarães, cabeceando forte após cruzamento de Schjelderup.

Já nos acréscimos, o atacante norueguês ampliou ao receber na entrada da área e finalizar rasteiro e cruzado, sem chances para Alisson.  Neymar ainda descontou de pênalti, mas não foi suficiente.

Consequências para o Brasil
– Esta é a pior campanha brasileira desde 1990, quando o Brasil caiu nas oitavas para a Argentina.
– A Seleção chega ao maior período sem títulos de sua história: em 2030 completará 28 anos sem ser campeã.
– A Noruega nunca perdeu para o Brasil em Copas do Mundo — agora são cinco confrontos, com três derrotas e dois empates para os brasileiros.

E a Noruega?
A Noruega segue viva na competição e vai enfrentar o vencedor de México x Inglaterra, com a partida pelas quartas de final marcada para sábado (11), em Miami.

🗞️ Redação do papo informativo

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Flávio Bolsonaro visita Jair após crise familiar envolvendo vídeo de Michelle
Senador esteve com o pai em Brasília após publicação de vídeo da ex-primeira-dama que expôs divergências sobre articulações políticas

O senador Flávio Bolsonaro visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta sexta-feira (26), na residência em Brasília onde ele cumpre prisão domiciliar. O encontro aconteceu dois dias após Michelle Bolsonaro publicar um vídeo em que revelou desentendimentos com o filho do ex-presidente, aumentando a tensão dentro do grupo político ligado ao PL.

Segundo informações divulgadas pela jornalista Débora Bergamasco, Flávio, mesmo com compromissos previstos para o dia, conseguiu reservar um momento para conversar com Jair Bolsonaro. O acesso foi permitido porque o senador está registrado como advogado entre os profissionais autorizados a visitar o ex-presidente durante o cumprimento da prisão domiciliar.



Durante a conversa, os dois teriam tratado do episódio envolvendo o vídeo publicado por Michelle e dos próximos passos diante da repercussão do caso.

“Eles estiveram juntos, conversaram para passar a limpo o que aconteceu, o que foi esse vídeo e pegar a orientação de Jair Bolsonaro sobre como continuar conduzindo essa história”, afirmou Bergamasco durante o programa CNN 360º.

A divulgação do vídeo teria surpreendido Flávio Bolsonaro e sua equipe de pré-campanha. Conforme a apuração, ele não teria sido informado previamente sobre a publicação e também não ficou confirmado se Jair Bolsonaro tinha conhecimento antecipado do conteúdo divulgado pela ex-primeira-dama.

No vídeo publicado na quarta-feira (26), Michelle Bolsonaro relatou um conflito com Flávio envolvendo divergências sobre apoios políticos no Ceará. Segundo ela, a discussão começou após uma ligação entre os dois e teria se intensificado durante a conversa.

A ex-primeira-dama afirmou ainda que teria sido tratada de forma desrespeitosa e relatou que Flávio teria questionado sua participação em decisões políticas. O episódio gerou repercussão entre aliados e integrantes do partido.

🗞️ Redação do papo informativo com informações da CNN Brasil

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Trump mira o Brasil? Ex-presidente compartilha texto sobre eleição de 2026 e gera repercussão
Episódio ocorre dias após o republicano afirmar que o Brasil se tornou “perigoso politicamente”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou nesta terça-feira (23) um artigo que aponta a eleição presidencial brasileira como um dos próximos desafios políticos em sua agenda. A publicação ocorre dias após o republicano afirmar que o Brasil estaria se tornando “politicamente perigoso”.

O texto divulgado por Trump em sua rede social, a Truth Social, reproduz uma análise do site americano Newsmax, que afirma que as atenções agora se voltam para o Brasil, descrito como uma “potência política da região”. Segundo o artigo, a próxima eleição brasileira pode se tornar uma das disputas mais importantes do hemisfério.

A publicação afirma que Trump ainda teria quatro grandes desafios pela frente e cita Cuba, Nicarágua, Venezuela e Brasil. Sobre o país, o texto diz que a eleição brasileira já provoca debates sobre a integridade do sistema eleitoral e sobre se a disputa será conduzida de forma considerada livre e justa por todos os lados.

“Trump está realmente tornando as Américas grandes novamente”, diz o artigo compartilhado pelo republicano. O texto também afirma que, caso o Brasil siga uma tendência de aproximação com a direita, o cenário político da América Latina poderá passar por grandes mudanças.

Em entrevista ao site americano Axios, Trump afirmou que tem observado a situação brasileira e declarou que não é “fã” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Não sou fã dele, nem desgosto. Realmente não penso nele. Não estou nem aí. Mas agora ele é um tipo de pessoa diferente. Muito volátil. Eu vi como ele fez um discurso. Foi muito volátil, e tudo bem”, afirmou.

A declaração ocorreu após Trump dizer que o Brasil teria se tornado “um pouco difícil” e “politicamente perigoso”. O presidente americano também afirmou que passou bastante tempo com Lula durante a cúpula do G7, realizada em Evian, na França, mas não informou quais assuntos foram discutidos entre os dois.

O republicano foi questionado se havia tratado com Lula de temas como tarifas comerciais e a possibilidade de classificar facções brasileiras como organizações terroristas, assunto que provocou tensão diplomática entre os governos.

Durante as declarações, Trump também fez uma referência equivocada ao mencionar a suposta prisão de “Bolsonaro Júnior”. A fala aparentou ser uma referência a Eduardo Bolsonaro, mas o presidente americano confundiu o deputado com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

As falas de Trump provocaram reação de Lula. Durante uma entrevista coletiva em Genebra, o presidente brasileiro afirmou que o americano “não conhece o Brasil” e criticou possíveis manifestações sobre a política interna brasileira.

“Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania. Só espero isso”, declarou Lula.

O presidente brasileiro também defendeu o sistema eleitoral do país e afirmou que os Estados Unidos poderiam aprender com o modelo brasileiro.

“Os Estados Unidos poderiam aprender com o Brasil de eleições mais tranquilas, mais leves e menos conturbadas”, disse.

Lula ainda afirmou que, se Trump conhece o Brasil apenas pela relação com a família Bolsonaro, ele teria uma visão limitada do país. “Não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil são um problema do Brasil”, declarou.

🗞️ Redação do papo informativo

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Da Copa de 1954 a 2026: conheça os paraibanos que já disputaram a Copa do Mundo

Da Copa de 1954 a 2026: conheça os paraibanos que já disputaram a Copa do Mundo

A convocação de dois jogadores nascidos na Paraíba para a Copa do Mundo de 2026 colocou o estado novamente em evidência no cenário do futebol mundial. Pela primeira vez na história, dois paraibanos disputarão a mesma edição do Mundial defendendo a Seleção Brasileira: o lateral-esquerdo Douglas Santos e o atacante Matheus Cunha.

Com a presença da dupla, a Paraíba passa a somar sete atletas que já participaram da principal competição do futebol mundial ao longo da história. Entre eles estão campeões do mundo, ídolos da Seleção Brasileira e até um jogador que representou Portugal.

Os paraibanos que já disputaram Copas do Mundo

Índio

Natural da Paraíba, foi o primeiro atleta do estado a disputar uma Copa do Mundo. O atacante integrou a Seleção Brasileira no Mundial de 1954, realizado na Suíça.

Júnior

Considerado um dos maiores laterais da história do futebol brasileiro, disputou as Copas de 1982 e 1986. Foi um dos principais nomes da lendária geração comandada por Telê Santana.

Mazinho

Nascido em Santa Rita, fez parte da Seleção Brasileira campeã da Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos. Seu nome está eternamente ligado ao tetracampeonato brasileiro.

Hulk

Natural de Campina Grande, tornou-se um dos maiores jogadores da história da Paraíba. O atacante defendeu a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2014, disputada em solo brasileiro.

Otávio

Nascido em João Pessoa, atuou pela Seleção de Portugal na Copa do Mundo do Catar. Foi o primeiro paraibano a disputar um Mundial por uma seleção estrangeira.

Douglas Santos

O lateral-esquerdo nascido em João Pessoa foi convocado para defender o Brasil na Copa do Mundo de 2026. Campeão olímpico em 2016, chega ao Mundial após consolidar carreira no futebol europeu.

Matheus Cunha

Também natural de João Pessoa, o atacante vive o melhor momento da carreira e conquistou vaga na Seleção Brasileira para o Mundial de 2026. Será sua primeira participação em Copas do Mundo.

Feito histórico para a Paraíba

A convocação de Douglas Santos e Matheus Cunha marcou um capítulo inédito para o futebol paraibano. Nunca antes dois jogadores nascidos no estado haviam disputado a mesma Copa do Mundo pela Seleção Brasileira. O feito reforça a importância da Paraíba na formação de talentos e coloca o estado em destaque no maior evento esportivo do planeta.

Mais de sete décadas após a participação de Índio em 1954, a história continua sendo escrita por uma nova geração de atletas paraibanos que sonha em colocar o nome do estado no topo do futebol mundial.

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Rombo dos Correios dispara e ultrapassa R$ 3 bilhões nos primeiros meses do ano
Estatal registra prejuízo de R$ 3,2 bilhões no primeiro trimestre de 2026, pressionada pelo aumento de despesas operacionais e pelos desafios do mercado de logística e entregas no país.


Os Correios registraram um prejuízo de R$ 3,2 bilhões no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados pela estatal. O resultado representa um agravamento da situação financeira da empresa e acende um alerta sobre a sustentabilidade das operações diante dos desafios enfrentados pelo setor postal.

De acordo com o balanço, o aumento das despesas operacionais, a queda de receitas em alguns segmentos e os custos relacionados à manutenção da estrutura da empresa contribuíram para o resultado negativo. O déficit é um dos maiores já registrados pela estatal para o período.

A direção dos Correios afirma que tem adotado medidas para reduzir gastos, ampliar a eficiência operacional e buscar novas fontes de receita. Entre as estratégias estão investimentos em logística, modernização de processos e ampliação de serviços voltados ao comércio eletrônico.

Especialistas apontam que a empresa enfrenta uma concorrência cada vez maior no mercado de entregas, além de mudanças no comportamento dos consumidores e desafios relacionados à universalização dos serviços postais em todo o país.

O desempenho financeiro dos Correios tem sido acompanhado de perto pelo governo federal, que busca alternativas para equilibrar as contas da estatal sem comprometer a prestação dos serviços à população.

Os próximos resultados financeiros serão determinantes para avaliar se as medidas adotadas pela empresa serão suficientes para conter o avanço dos prejuízos e recuperar a capacidade de investimento da estatal.

🗞️ Redação do papo informativo

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Após encontro com Lula, Hugo Motta afirma que PEC do fim da escala 6×1 propõe jornada de 40 horas sem redução salarial e transição gradual de um ano

Presidente da Câmara afirmou que pontos são ‘inegociáveis’. Motta adiantou que proposta prevê, após 60 dias da promulgação da PEC, redução imediata de duas horas de trabalho e, após 12 meses, de mais duas horas.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou nesta segunda-feira (25) que a proposta de extinção da escala 6×1 deverá prever a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem diminuição de salários e com um período de transição de um ano.

A declaração foi dada após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Motta, a PEC deve estabelecer uma implementação gradual da nova carga horária, com corte inicial de duas horas após 60 dias da promulgação e redução de mais duas horas ao fim de 12 meses.

Em entrevista coletiva no Salão Verde da Câmara, o parlamentar afirmou que já existe consenso em torno dos principais pontos da proposta e destacou que três pilares são considerados “inegociáveis” nas discussões.

“Começamos essa discussão com questões que são inegociáveis e chegamos ao final desse trabalho com esses pilares bastante consolidados e mantidos”, disse.

Segundo ele, o texto do relator deve prever a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas.

“O primeiro ponto, tratando da redução da jornada de trabalho. Estamos garantindo que iremos reduzir de 44 horas para 40 horas semanais. Isso estará no texto do relator”, afirmou.

Motta também disse que o fim da escala 6×1 está assegurado.

“Também, para nós, é inegociável a questão do fim da escala 6×1. Estamos aqui garantindo que os trabalhadores brasileiros passarão a ter, com a aprovação dessa PEC, a redução da escala. Nós acabaremos com a escala 6×1 e garantiremos dois dias de folga para os trabalhadores.”

Ele acrescentou que as mudanças não terão impacto nos salários.

“Aquilo que também para nós é inegociável é fazer tanto a redução da escala quanto da jornada sem ter redução salarial. Esses três pontos são inegociáveis para a Câmara dos Deputados e para o governo.”

Transição de um ano

Apesar do alinhamento em torno dos principais pontos da proposta, Hugo Motta afirmou que o texto deverá incluir um período de adaptação para a redução da jornada de trabalho.

De acordo com o presidente da Câmara, a mudança será aplicada de forma gradual, com implementação escalonada ao longo de um ano.

“O relator trará o texto logo mais já fazendo, após 60 dias da promulgação da PEC, já faremos a redução de 2 horas imediatamente. Após 12 meses, mais 2 horas. A transição se dará em um ano.”

A proposta, no entanto, diverge do entendimento defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem se posicionado contra um período prolongado de transição.

Na última sexta-feira (22), Lula afirmou que a redução da jornada de trabalho deveria entrar em vigor de forma imediata, sem implementação gradual.

“Nós defendemos que a redução seja de uma vez. De 44 (horas) para 40 (horas) e fim de papo, sem reduzir salário. Não dá para aceitar ficar quatro anos para fazer meia hora por ano. Aí é brincar de fazer redução”, afirmou.

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Reviravolta internacional: Justiça italiana barra extradição de Carla Zambelli e impõe derrota ao Brasil
Ex-deputada está detida em Roma desde julho, após ter sido alvo de um mandado de prisão internacional expedido a pedido do STF

A Justiça da Itália decidiu reverter a extradição da deputada federal Carla Zambelli ao Brasil, anulando a decisão que previa o envio da parlamentar às autoridades brasileiras. A medida representa uma reviravolta no caso e abre um novo capítulo na disputa jurídica envolvendo a congressista no exterior.

A defesa de Zambelli comemorou a decisão e afirmou que a Corte italiana reconheceu inconsistências no pedido apresentado pelo Brasil. Os advogados sustentam que a parlamentar sofre perseguição política e que seus direitos fundamentais não estariam sendo plenamente garantidos em território brasileiro.

Com a anulação da extradição, Carla Zambelli permanece na Itália enquanto o processo segue em análise pelas autoridades locais. O caso ganhou repercussão internacional e deve provocar novos embates políticos e jurídicos nos próximos dias.

Até o momento, autoridades brasileiras ainda podem recorrer da decisão ou apresentar novos elementos à Justiça italiana. O desdobramento é acompanhado de perto por aliados e opositores da deputada.