Ex-deputada está detida em Roma desde julho, após ter sido alvo de um mandado de prisão internacional expedido a pedido do STF
A Justiça da Itália decidiu reverter a extradição da deputada federal Carla Zambelli ao Brasil, anulando a decisão que previa o envio da parlamentar às autoridades brasileiras. A medida representa uma reviravolta no caso e abre um novo capítulo na disputa jurídica envolvendo a congressista no exterior.
A defesa de Zambelli comemorou a decisão e afirmou que a Corte italiana reconheceu inconsistências no pedido apresentado pelo Brasil. Os advogados sustentam que a parlamentar sofre perseguição política e que seus direitos fundamentais não estariam sendo plenamente garantidos em território brasileiro.
Com a anulação da extradição, Carla Zambelli permanece na Itália enquanto o processo segue em análise pelas autoridades locais. O caso ganhou repercussão internacional e deve provocar novos embates políticos e jurídicos nos próximos dias.
Até o momento, autoridades brasileiras ainda podem recorrer da decisão ou apresentar novos elementos à Justiça italiana. O desdobramento é acompanhado de perto por aliados e opositores da deputada.
O partido Democracia Cristã decidiu abrir um processo disciplinar para expulsar Aldo Rebelo da legenda após uma crise interna envolvendo a pré-candidatura à Presidência da República em 2026. A sigla agora aposta no ex-ministro do STF Joaquim Barbosa como novo nome para a corrida ao Palácio do Planalto.
A crise começou depois que o DC anunciou a substituição de Aldo Rebelo por Joaquim Barbosa como principal aposta do partido para a eleição presidencial. Rebelo, que havia sido lançado oficialmente pela legenda no início do ano, reagiu publicamente contra a decisão e acusou a direção partidária de agir sem transparência.
Em nota oficial, o partido afirmou que as declarações do ex-ministro “não condizem com os valores democratas-cristãos” e acusou Aldo de promover ataques contra a direção nacional da sigla. O presidente do partido, João Caldas, determinou a abertura imediata do procedimento disciplinar, que deve resultar na expulsão do político e na comunicação formal à Justiça Eleitoral.
Mesmo diante da decisão, Aldo Rebelo afirmou que continuará defendendo sua pré-candidatura até a convenção nacional do partido. Ele também ameaçou judicializar o caso caso seja impedido de disputar internamente a indicação presidencial.
“A candidatura anunciada em um balão de ensaio de Joaquim Barbosa é uma afronta às decisões democráticas”, declarou Aldo em nota divulgada à imprensa.
A entrada de Joaquim Barbosa no partido provocou forte repercussão nos bastidores políticos. O ex-presidente do STF ganhou notoriedade nacional durante o julgamento do Mensalão e vinha sendo tratado pelo DC como um nome capaz de ampliar a visibilidade da legenda para 2026. Apesar disso, Barbosa ainda não confirmou oficialmente se aceitará disputar a Presidência.
Aldo Rebelo, por sua vez, possui longa trajetória política. Ex-presidente da Câmara dos Deputados e ex-ministro dos governos Lula e Dilma Rousseff, ele passou por partidos como PCdoB, PSB, Solidariedade, PDT e MDB antes de se filiar ao Democracia Cristã no fim de 2025.
A crise interna expôs uma divisão no partido e abriu um novo capítulo na corrida presidencial de 2026, que já começa a movimentar os bastidores da política nacional.
Decisão do Congresso amplia crise entre Planalto e Senado e expõe novo desgaste político do governo Lula em Brasília.
O Congresso Nacional derrubou nesta semana o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva relacionado às regras de doações, reacendendo o debate político em Brasília e gerando forte repercussão entre governistas e oposição.
Com a decisão dos parlamentares, passa a valer o trecho anteriormente barrado pelo Palácio do Planalto, permitindo a ampliação das possibilidades de doações dentro das novas regras aprovadas pelo Legislativo. A medida foi defendida por deputados e senadores sob o argumento de que fortalece iniciativas e garante maior participação de setores da sociedade em projetos e campanhas autorizadas por lei.
A derrubada do veto representa mais uma derrota política do governo no Congresso e evidencia o clima de tensão entre o Executivo e parte da base parlamentar. Líderes aliados de Lula criticaram a decisão e afirmaram que o veto tinha como objetivo evitar brechas que poderiam gerar distorções e favorecer grupos com maior poder econômico.
Já parlamentares da oposição comemoraram o resultado, classificando a votação como uma “vitória do Congresso” e um recado direto ao governo federal. Nos bastidores de Brasília, a movimentação também é interpretada como um sinal de desgaste na articulação política do Planalto.
A sessão que analisou os vetos presidenciais contou com intensa mobilização de deputados e senadores, além de negociações entre lideranças partidárias. O tema rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais e deve continuar no centro do debate político nos próximos dias.
Especialistas avaliam que a decisão pode impactar diretamente futuras campanhas e movimentações políticas no país, especialmente às vésperas do cenário eleitoral que começa a se desenhar para 2026.
Lula e Vorcaro: encontro fora da agenda, do tipo sigiloso, em dezembro de 2024.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria aconselhado o banqueiro Daniel Vorcaro a não vender o Banco Master ao BTG Pactual durante uma reunião realizada no Palácio do Planalto, em dezembro de 2024. A informação foi divulgada pelo portal Poder360 neste domingo (17).
Segundo a publicação, Vorcaro relatou a Lula que o banco de investimento controlado por André Esteves teria interesse em adquirir o Banco Master por um valor simbólico. O empresário teria questionado o presidente sobre a possibilidade de deixar o mercado financeiro ou continuar à frente da instituição.
Ainda de acordo com a reportagem, Lula criticou o então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, além de fazer comentários sobre André Esteves. O encontro também contou com a presença de Gabriel Galípolo, que na época se preparava para assumir oficialmente a presidência do Banco Central.
O Poder360 afirma que o principal conselho dado por Lula foi para que Vorcaro seguisse no comando do Banco Master. A presença de Galípolo na reunião também teria sido interpretada pelo banqueiro como um sinal de apoio à continuidade das operações da instituição financeira.
Já uma reportagem publicada pelo UOL revelou que Daniel Vorcaro chegou a estudar uma negociação envolvendo os ativos do Banco Master e o BTG Pactual no início de 2025. O plano previa que o BTG assumisse a gestão do banco por um “valor simbólico”, em uma operação que envolveria o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Apesar das conversas iniciais entre as duas instituições, a proposta acabou sendo descartada por Vorcaro, que posteriormente decidiu abrir negociações com o Banco de Brasília (BRB).
Os advogados de Daniel Vorcaro informaram que não irão comentar o caso. Até o momento, o Palácio do Planalto e o Banco Central do Brasil também não se pronunciaram oficialmente sobre o assunto.
A reunião realizada no dia 4 de dezembro contou com a presença do então ministro da Casa Civil, Rui Costa; do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira; do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; do banqueiro Daniel Vorcaro; e de Augusto Lima, que na época ocupava o cargo de CEO do Banco Master.
O próprio Palácio do Planalto já havia confirmado anteriormente a realização do encontro, assim como a lista de participantes presentes na reunião.
Joaquim Barbosa volta ao cenário político e pode disputar a Presidência da República em 2026
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, voltou ao centro das discussões políticas nacionais após se filiar ao partido Democracia Cristã (DC), legenda que já articula oficialmente sua pré-candidatura à Presidência da República nas eleições de 2026.
A movimentação recoloca Joaquim Barbosa no cenário eleitoral depois de anos afastado da política partidária. Em 2018, o ex-presidente do STF chegou a ser apontado como possível candidato pelo PSB, mas desistiu da disputa antes do início oficial da campanha.
Agora, o DC aposta no nome de Barbosa como uma alternativa ligada ao discurso de combate à corrupção, defesa da ética na política e renovação do sistema político brasileiro. O ex-ministro ganhou notoriedade nacional durante o julgamento do Mensalão, no STF, tornando-se uma das figuras mais conhecidas do Judiciário brasileiro.
Nos bastidores, dirigentes do partido acreditam que Joaquim Barbosa pode atrair eleitores insatisfeitos tanto com a esquerda quanto com a direita tradicional, ocupando um espaço de terceira via no cenário nacional.
Apesar da articulação, a possível candidatura ainda enfrenta obstáculos importantes. O Democracia Cristã possui estrutura reduzida em comparação aos grandes partidos, além de pouco tempo de televisão e baixa representação no Congresso Nacional.
Além disso, já existem divergências internas dentro da própria legenda sobre o lançamento do nome de Barbosa. Alguns setores do partido demonstram resistência à candidatura e questionam a viabilidade eleitoral do ex-ministro.
Mesmo assim, aliados afirmam que Joaquim Barbosa demonstra disposição para voltar ao debate público e participar ativamente das discussões sobre o futuro político do país.
A entrada do ex-ministro no tabuleiro eleitoral pode movimentar ainda mais a corrida presidencial de 2026, que já começa a ganhar força nos bastidores da política brasileira.
Governo Lula zera imposto sobre compras internacionais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta terça-feira (12) uma medida provisória que extingue a chamada “taxa das blusinhas”, imposto de importação de 20% aplicado sobre compras internacionais de até US$ 50 em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.
O anúncio foi realizado no Palácio do Planalto. A cobrança fazia parte do programa Remessa Conforme, em vigor desde agosto de 2024 após aprovação do Congresso Nacional.
De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, a revogação da taxa passa a valer já nesta quarta-feira (13).
CBF envia pré-lista para a Copa 2026 com Neymar e paraibanos; Confira os destaques
A preparação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México, entrou em uma fase decisiva nesta segunda-feira (11). A Confederação Brasileira de Futebol encaminhou à FIFA a pré-lista de atletas aptos a defender o Brasil no torneio.
O principal assunto em torno da relação é a presença de Neymar. O atacante do Santos aparece entre os nomes enviados, mas ainda não há confirmação sobre sua inclusão na convocação definitiva da Seleção.
Entre os atletas lembrados na pré-lista estão dois jogadores paraibanos que vêm ganhando espaço nas últimas convocações: o atacante Matheus Cunha e o lateral-esquerdo Douglas Santos. Ambos seguem na expectativa de garantir presença no Mundial.
A lista final com os 26 convocados será anunciada pelo técnico Carlo Ancelotti na próxima segunda-feira (18), em evento marcado para o Museu do Amanhã, às 17h.
Além dos nomes já consolidados, a relação também conta com jovens promessas. A situação física de Neymar segue sendo monitorada pela comissão técnica, enquanto jogadores importantes como Rodrygo e Éder Militão estão fora devido a lesões. Já Estêvão ainda é dúvida por questões físicas.
Mesmo mantida em sigilo, parte da pré-lista já circula nos bastidores da Granja Comary. No gol, nomes como Alisson Becker e Ederson seguem como referências, enquanto Hugo Souza e Carlos Miguel aparecem como opções.
Na defesa, Marquinhos e Gabriel Magalhães lideram o setor, acompanhado por atletas em ascensão, como Beraldo e Vitinho.
No meio-campo, Casemiro e Bruno Guimarães aparecem ao lado de Lucas Paquetá e da surpresa Gabriel Sara.
Já no ataque, Vinícius Júnior desponta como principal referência ofensiva da equipe. A disputa por vagas segue intensa, especialmente diante das baixas por lesão, que podem abrir espaço para jogadores como Andrey Santos e Endrick ganharem protagonismo no grupo comandado por Ancelotti.
A pré-lista enviada à FIFA atende exigências burocráticas da entidade, mas o treinador ainda poderá escolher qualquer atleta incluído entre os 55 nomes para formar a relação definitiva da Copa do Mundo.
Pré-lista da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo 2026
Político vai disputar eleições de 2026, mas para o governo do Ceará. Anúncio oficial será no sábado (16/5)
O ex-governador do Ceará Ciro Gomes decidiu não entrar na disputa pela Presidência da República em 2026. Em vez disso, o político deve concentrar esforços em uma nova candidatura ao governo cearense. A oficialização da decisão está prevista para o próximo sábado (16).
O convite para retornar ao cenário nacional partiu do presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, durante reunião realizada em março deste ano.
Ao voltar a dialogar com os tucanos, Ciro afirmou que chegou a avaliar a possibilidade de disputar o Palácio do Planalto, motivado pela preocupação com o atual cenário político e econômico do país.
A articulação liderada por Aécio buscava construir uma candidatura alternativa à polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, apontado como possível nome do PL para a corrida presidencial.
Ao longo da carreira, Ciro já concorreu quatro vezes à Presidência da República. Em 2022, quando disputou o cargo pelo PDT, teve o pior desempenho de sua trajetória eleitoral, encerrando a votação na quarta colocação, com cerca de 3% dos votos válidos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (7) que teve uma reunião positiva com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o norte-americano, o encontro abordou temas importantes da relação entre os dois países, especialmente comércio e tarifas.
Em publicação nas redes sociais, Trump destacou que a conversa foi produtiva e informou que representantes do Brasil e dos Estados Unidos deverão continuar as negociações sobre assuntos considerados estratégicos.
“Acabei de finalizar minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico presidente do Brasil. Conversamos sobre diversos temas, incluindo comércio e tarifas”, escreveu.
O republicano também afirmou que novas reuniões poderão ocorrer nos próximos meses, caso haja necessidade de avançar nas tratativas entre as duas nações.
Já o governo brasileiro ressaltou o clima de diálogo durante o encontro. Em publicação oficial, destacou a parceria histórica entre Brasil e Estados Unidos e classificou a reunião como marcada pelo respeito mútuo.
“O Brasil e os Estados Unidos mantêm relações diplomáticas e de amizade há mais de dois séculos. Durante mais de três horas de conversa, os chefes de Estado discutiram pautas relevantes para os dois países e para o cenário internacional”, informou a nota divulgada pelo governo.