G1 corrige reportagem sobre proposta de Daniella Marques para o Bolsa Família

O portal G1 corrigiu, nesta segunda-feira (19), uma reportagem sobre as declarações de Daniella Marques, integrante da equipe econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), a respeito das regras do Bolsa Família. A versão inicial do texto apresentava de forma incorreta o funcionamento da proposta de transição para os beneficiários do programa.

A reportagem original afirmava que, em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, os beneficiários seriam retirados do programa após 24 meses, mesmo que não tivessem conseguido emprego. Após a revisão, o portal esclareceu que a proposta prevê um período de transição para quem conseguir trabalho formal ou decidir abrir o próprio negócio.

Entenda a proposta

Em entrevista à rádio CBN Bahia, Daniella Marques defendeu um modelo que permita aos beneficiários buscar oportunidades de emprego e empreendedorismo sem perder imediatamente a proteção financeira.

A ideia apresentada prevê um período de dois anos durante o qual as famílias continuariam recebendo o benefício, com possibilidade de retorno automático ao programa caso a tentativa de inserção no mercado de trabalho ou de abertura de um negócio não dê certo.

Atualmente, a regra de proteção do Bolsa Família permite que famílias que ultrapassem o limite de renda estabelecido permaneçam temporariamente no programa, recebendo 50% do benefício, conforme os critérios vigentes. Para os casos abrangidos pela regra atual, o período pode chegar a 18 meses.

A proposta defendida pela equipe de Flávio Bolsonaro busca ampliar esse prazo para dois anos.

Debate político em torno do benefício

O tema ganhou repercussão na reta final da campanha presidencial, colocando as políticas de assistência social no centro da discussão entre os grupos políticos.

Daniella Marques também mencionou a oferta de crédito, capacitação profissional e apoio ao empreendedorismo como instrumentos para facilitar a entrada dos beneficiários no mercado de trabalho.

A correção feita pelo G1 esclarece a diferença entre o desligamento automático após dois anos e a proposta de um período de transição associado à busca por autonomia financeira.

Papo Informativo — Informação com responsabilidade e compromisso com os fatos.

Eleições 2026: novas pesquisas mostram disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro a seis dias do segundo turno

Levantamentos divulgados nesta segunda-feira (19) apontam vantagem numérica do candidato do PL, mas pesquisa BTG/Nexus mostra diferença inferior a um ponto percentual nos votos válidos.

A corrida presidencial de 2026 ganhou novos capítulos nesta segunda-feira (19), com a divulgação de pesquisas eleitorais que medem a intenção de voto para o segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Os levantamentos mostram um cenário competitivo, com diferenças importantes entre os resultados dos institutos.

As novas sondagens foram realizadas após o debate presidencial da Band, exibido na noite do domingo (18), e a seis dias da votação decisiva, marcada para 25 de outubro.

Três pesquisas divulgadas nesta segunda-feira

Os levantamentos de AtlasIntel/Bloomberg, PoderData/Aya e BTG Pactual/Nexus apresentam Flávio Bolsonaro numericamente à frente na simulação de votos válidos, embora a distância entre os candidatos varie de acordo com o instituto.

1. BTG Pactual/Nexus: diferença de apenas 0,6 ponto

A pesquisa BTG/Nexus apresenta o cenário mais equilibrado entre os três levantamentos divulgados hoje.

Votos válidos:

  • Flávio Bolsonaro (PL): 50,3%
  • Lula (PT): 49,7%

Na pesquisa anterior do instituto, divulgada em 13 de outubro, Flávio tinha 51,6%, enquanto Lula registrava 48,4%. A nova rodada indica redução da diferença numérica entre os dois candidatos.

Considerando todos os entrevistados, incluindo brancos, nulos e indecisos, Flávio aparece com 46,5%, contra 45,9% de Lula.

O levantamento ouviu 2.002 eleitores por telefone entre os dias 16 e 18 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

2. PoderData/Aya: Flávio chega a 52%

A pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta segunda-feira indica vantagem maior para o candidato do PL na comparação dos votos válidos.

Votos válidos:

  • Flávio Bolsonaro (PL): 52%
  • Lula (PT): 48%

Na rodada anterior, publicada na sexta-feira (16), os dois candidatos apareciam empatados, com 50% cada um nos votos válidos.

No cenário de votos totais, Flávio registra 49%, enquanto Lula soma 46%. Brancos e nulos representam 4%, e 2% dos entrevistados não souberam responder.

O instituto entrevistou 3.000 eleitores por telefone entre 16 e 18 de outubro, em 695 municípios brasileiros. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, com nível de confiança de 95%.

3. AtlasIntel/Bloomberg: senador tem 51,1%

O levantamento AtlasIntel/Bloomberg também divulgado nesta segunda-feira aponta Flávio Bolsonaro à frente de Lula na simulação de segundo turno.

Votos válidos:

  • Flávio Bolsonaro (PL): 51,1%
  • Lula (PT): 48,9%

A diferença entre os candidatos é de 2,2 pontos percentuais. Na pesquisa anterior, divulgada em 9 de outubro, a vantagem de Flávio era maior.

O levantamento ouviu 4.998 eleitores pela internet entre 13 e 18 de outubro. A margem de erro informada é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%.

O que diziam as pesquisas divulgadas desde sexta-feira?

Além dos levantamentos desta segunda-feira, outras pesquisas publicadas desde sexta-feira ajudam a acompanhar as mudanças no cenário eleitoral.

Sexta-feira (16) — CNT/MDA: Flávio Bolsonaro apareceu com 50,5% dos votos válidos, contra 49,5% de Lula. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Sexta-feira (16) — PoderData/Aya: o levantamento indicava empate nos votos válidos, com 50% para cada candidato.

Sábado (17) — Ipespe/Abrapel: Flávio registrou 51,2% dos votos válidos, enquanto Lula teve 48,8%. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais.

Os resultados mostram que a diferença numérica entre os candidatos varia conforme a metodologia, o período de coleta e a amostra de cada instituto.

Como interpretar os números?

É importante diferenciar liderança numérica de vantagem estatisticamente consolidada. Quando a diferença entre os candidatos está dentro da margem de erro, o resultado é considerado empate técnico.

Na pesquisa BTG/Nexus, por exemplo, a diferença de 0,6 ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos. No levantamento CNT/MDA, a diferença de um ponto também está dentro da margem de erro de 2,2 pontos.

Já o PoderData/Aya aponta quatro pontos de vantagem para Flávio nos votos válidos, diferença superior à margem de erro informada de 1,8 ponto. O AtlasIntel/Bloomberg apresenta diferença de 2,2 pontos, superior à margem de um ponto indicada pelo instituto.

Esses dados não garantem o resultado das urnas. Pesquisas eleitorais retratam as intenções de voto no período em que as entrevistas são realizadas e estão sujeitas às limitações estatísticas de cada levantamento.

Segundo turno será no próximo domingo

Lula e Flávio Bolsonaro disputam a Presidência da República no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Com a campanha entrando em sua reta final, os resultados dos próximos levantamentos poderão ajudar a identificar se o cenário permanece estável ou se haverá novas mudanças nas intenções de voto.

O Papo Informativo continuará acompanhando as pesquisas eleitorais e as movimentações dos candidatos até o dia da votação.

Papo Informativo — informação com responsabilidade.

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André Janones é internado na UTI após episódio de arritmia cardíaca

Deputado federal está clinicamente estável e permanece sob monitoramento médico em hospital de São Paulo. Mal-estar ocorreu após debate presidencial realizado pela Band.

O deputado federal André Janones foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após apresentar um episódio de arritmia cardíaca. O problema de saúde ocorreu depois do debate presidencial promovido pela Rede Bandeirantes, na noite do domingo (18).

De acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira (19), o parlamentar apresenta quadro clínico estável, mas continua sob acompanhamento médico e monitoramento contínuo dos batimentos cardíacos.

O atendimento está sendo realizado pela equipe da cardiologista Ludhmila Hajjar, responsável pelos cuidados com o deputado durante a internação.

Janones esteve em São Paulo para acompanhar o debate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputam o segundo turno das eleições presidenciais.

Até o momento, as informações divulgadas indicam que o parlamentar permanece sob observação na unidade de terapia intensiva. Novos detalhes sobre sua recuperação deverão ser apresentados conforme a evolução do quadro clínico e mediante autorização para divulgação.

Fonte: Metrópoles.

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Famosos lamentam morte de Benito di Paula, ícone da música brasileira, aos 84 anos

Cantor, compositor e pianista morreu neste domingo (18), em São Paulo. Artista enfrentava um câncer há cerca de um ano e deixou um legado marcante na música popular brasileira.

A morte de Benito di Paula, aos 84 anos, neste domingo (18), provocou comoção e manifestações de pesar. O cantor, compositor e pianista estava internado no Hospital 9 de Julho, em São Paulo, onde tratava um câncer há aproximadamente um ano. A informação foi divulgada neste domingo.

Reconhecido por sua contribuição à música popular brasileira (MPB), Benito construiu uma carreira marcada pela originalidade e por uma maneira própria de interpretar o samba. Sua voz característica e o piano se tornaram marcas registradas de sua trajetória artística.

Uma trajetória que marcou gerações

Ao longo de décadas de carreira, Benito di Paula conquistou admiradores em diferentes partes do país. Seu trabalho ficou conhecido pela combinação do samba com elementos românticos, criando uma sonoridade que o diferenciou de outros artistas de sua geração.

Entre as músicas que ajudaram a consolidar seu nome estão sucessos que permaneceram na memória do público e atravessaram gerações. Seu repertório e sua identidade musical contribuíram para manter sua presença entre os grandes nomes da música brasileira.

Legado permanece vivo

A partida do artista representa uma perda importante para a cultura nacional. Suas composições, interpretações e apresentações ajudaram a construir uma trajetória reconhecida pelo público e por admiradores da música popular.

As homenagens e manifestações de carinho refletem a importância de Benito di Paula para diferentes gerações de brasileiros. Sua obra permanece como parte da história da música nacional.

Até a publicação desta matéria, informações sobre o velório e o sepultamento ainda não haviam sido divulgadas.

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Erros nas pesquisas eleitorais aumentam desconfiança dos brasileiros; veja quais institutos mais se aproximaram das urnas em 2026


Levantamentos de Datafolha, Quaest e outros institutos divergiram do resultado do primeiro turno presidencial. Comparação mostra que algumas pesquisas conseguiram identificar a liderança de Flávio Bolsonaro, enquanto outras apontavam Lula numericamente à frente.

A confiança do eleitor brasileiro nas pesquisas eleitorais voltou ao centro do debate após o primeiro turno das eleições de 2026. A diferença entre as intenções de voto divulgadas por alguns institutos e o resultado das urnas levantou questionamentos sobre a capacidade desses levantamentos de antecipar o comportamento do eleitorado.

A discussão ganhou força porque, durante a campanha presidencial, diferentes pesquisas indicaram cenários distintos para a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Na reta final, parte dos levantamentos ainda mostrava Lula numericamente à frente, mas a votação terminou com o candidato do PL na primeira colocação.

O resultado oficial confirmou Flávio Bolsonaro com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A diferença foi de aproximadamente 1,87 ponto percentual, garantindo aos dois candidatos uma vaga no segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Datafolha e Quaest: Lula aparecia numericamente à frente

Entre os levantamentos que mais chamaram a atenção estão os do Datafolha e da Quaest, dois dos institutos mais conhecidos do país.

Na pesquisa Quaest divulgada em 3 de outubro, véspera da votação, Lula aparecia com 46% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 45%. O cenário era de empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

O resultado das urnas, porém, apresentou uma inversão: Flávio terminou o primeiro turno com 47,03%, e Lula, com 45,16%.

O Datafolha também apontava Lula numericamente à frente no levantamento divulgado na véspera da eleição. O instituto estimava 45% dos votos válidos para o petista e 42% para Flávio Bolsonaro.

Na apuração oficial, o candidato do PL ficou à frente, enquanto Lula terminou na segunda posição. A divergência alimentou críticas aos levantamentos, especialmente nas redes sociais.

É importante destacar que a margem de erro não funciona como garantia de que o resultado ficará dentro de determinada faixa. Ela expressa uma estimativa de incerteza amostral, considerando as condições estatísticas do levantamento. Além disso, pesquisas medem intenções de voto no período em que as entrevistas são realizadas, e não necessariamente a decisão final de todos os eleitores.



Quais institutos mais se aproximaram do resultado?

Um levantamento comparativo publicado pelo Placar das Pesquisas analisou as últimas pesquisas presidenciais divulgadas na janela de até dez dias antes da votação e comparou os números com o resultado oficial.

Entre os 17 institutos considerados nessa análise, os resultados apontaram diferenças relevantes de desempenho.

– Veritá: ficou na primeira posição do comparativo, com erro de 0,1 ponto percentual na diferença entre os dois primeiros colocados.
– Gerp: apareceu na segunda posição, com erro de 0,3 ponto percentual.
– Futura: ocupou a terceira colocação, também com erro de 0,3 ponto percentual.
– Palver: ficou na quinta posição, com erro de 2,2 pontos percentuais.
– Datafolha: apareceu na oitava posição, com erro de 4 pontos percentuais.
– Quaest: ficou na décima posição, com erro de 4,2 pontos percentuais.

O indicador utilizado nesse ranking mede a diferença entre a vantagem de um candidato sobre o outro na pesquisa e a vantagem registrada nas urnas. Portanto, ele não representa necessariamente o erro médio de todos os percentuais divulgados pelo instituto.

O resultado também evidencia que popularidade e tradição não são suficientes para garantir maior precisão em uma eleição específica. Institutos menos conhecidos podem obter resultados mais próximos em determinadas disputas, enquanto organizações consolidadas também estão sujeitas a divergências.

AtlasIntel, Paraná Pesquisas e Real Time Big Data

Outros nomes conhecidos do mercado também tiveram seus resultados comparados com as urnas.

A AtlasIntel, que utiliza entrevistas pela internet em sua metodologia, ficou atrás dos três primeiros colocados no levantamento do Placar das Pesquisas. Já a Paraná Pesquisas e a Real Time Big Data aparecem entre os institutos avaliados em análises mais amplas sobre a precisão dos levantamentos eleitorais.

Em um painel comparativo mais abrangente, que reúne disputas presidenciais, estaduais e para o Senado, Datafolha, Quaest, AtlasIntel, Real Time Big Data e Paraná Pesquisas aparecem entre os institutos com cobertura suficiente para integrar o ranking geral.

Esses resultados, entretanto, não devem ser confundidos com uma classificação exclusiva da eleição presidencial. O desempenho de um instituto pode variar conforme o estado, o cargo disputado, o tamanho da amostra, o período das entrevistas e a metodologia utilizada.

Por que as pesquisas podem divergir das urnas?

Não existe uma única explicação para todas as diferenças observadas em 2026. Entre os fatores que podem influenciar os resultados estão:

1. Mudanças de última hora: eleitores podem decidir o voto nos últimos dias da campanha, depois da realização das entrevistas.

2. Participação eleitoral: nem todos os entrevistados necessariamente comparecem às urnas. Estimar quem efetivamente votará é um dos desafios das pesquisas.

3. Metodologia: institutos podem utilizar entrevistas presenciais, telefônicas ou pela internet, além de diferentes critérios para selecionar e ponderar os entrevistados.

4. Distribuição do eleitorado: diferenças na composição da amostra e nos ajustes estatísticos podem afetar as estimativas.

5. Indecisos e votos em outros candidatos: a distribuição desses eleitores pode alterar a comparação entre os dois principais concorrentes.

Esses fatores ajudam a compreender possíveis divergências, mas não justificam automaticamente qualquer resultado. Para avaliar a qualidade de uma pesquisa, é necessário examinar sua metodologia, o registro eleitoral, o período de coleta, a amostra e o desempenho comparado com as urnas.

A desconfiança deve aumentar?

A diferença entre pesquisas e resultados oficiais pode abalar a credibilidade dos institutos, principalmente quando os números são apresentados ao público como se fossem previsões definitivas.

Por outro lado, uma pesquisa eleitoral é uma fotografia estatística de determinado momento. Ela não é uma contagem antecipada dos votos e não deve ser tratada como resultado garantido.

O caminho para recuperar a confiança passa pela transparência dos métodos, pela divulgação dos dados técnicos e pela comparação sistemática dos resultados com as urnas. Também é importante que o eleitor diferencie empate técnico, liderança numérica e vantagem estatisticamente significativa.

O primeiro turno de 2026 deixou uma lição importante: acompanhar apenas um instituto pode oferecer uma visão incompleta da disputa. Comparar diferentes levantamentos e observar a evolução dos números ao longo da campanha é uma maneira mais responsável de avaliar o cenário eleitoral.

Com o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a atenção volta-se agora para os novos levantamentos. Resta observar se as pesquisas conseguirão acompanhar as mudanças de intenção de voto até o dia 25 de outubro e se os resultados finais estarão mais próximos das estimativas divulgadas.

Papo Informativo — informação, política e os principais acontecimentos do Brasil e da Paraíba.

Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados tecnicamente em nova pesquisa Quaest a menos de duas semanas da eleição

A nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta segunda-feira (21), aponta um cenário de forte equilíbrio entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa de segundo turno pela Presidência da República.

Segundo o levantamento, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente, com 42% das intenções de voto, enquanto Lula registra 41%. A diferença de apenas um ponto percentual está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos para mais ou para menos, caracterizando empate técnico.

O resultado representa uma mudança em relação à rodada anterior da Quaest. No levantamento divulgado em 14 de setembro, Flávio aparecia com 42%, contra 40% de Lula. Agora, o senador manteve o mesmo percentual, enquanto o presidente oscilou positivamente um ponto.

Primeiro turno também mostra disputa acirrada

A pesquisa também aponta uma diferença reduzida entre os dois principais nomes no primeiro turno. Lula aparece com 37%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 33%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, os candidatos também ficam tecnicamente empatados no limite da margem.

Na sequência aparecem Augusto Cury, com 6%; Ronaldo Caiado, com 4%; Renan Santos, com 3%; e Romeu Zema, com 1%. Samara Martins também registra 1%. Outros candidatos não pontuaram na pesquisa estimulada.



Pesquisa ouviu 2 mil eleitores

O levantamento foi realizado presencialmente entre os dias 17 e 20 de setembro, com 2.004 eleitores. A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal O Globo, possui nível de confiança de 95%, margem de erro de dois pontos percentuais e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06004/2026.

Os números retratam o cenário encontrado no período em que as entrevistas foram realizadas e não representam uma previsão do resultado eleitoral.

🗞️ Redação do papo informativo

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Especialistas avaliam que reajuste do Bolsa Família pode preservar votos de Lula, mas terá efeito limitado
Aumento de 15,04% no benefício, anunciado às vésperas do primeiro turno, é visto como uma medida com potencial maior de fortalecer a base petista do que conquistar novos eleitores

O reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve ter impacto eleitoral restrito, segundo especialistas ouvidos pelo Valor. A avaliação é de que a medida pode contribuir para manter o apoio entre beneficiários que já se identificam com o petista, mas dificilmente provocará uma mudança expressiva na preferência do eleitorado.

A atualização foi anunciada na quinta-feira (18), a 17 dias do primeiro turno. Com o aumento de 15,04%, o valor mínimo do programa passará de R$ 600 para R$ 691. Já o benefício médio será elevado de R$ 675 para R$ 777. Os pagamentos com os novos valores estão previstos para começar em 19 de outubro, seis dias antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

De acordo com o governo, a correção busca recompor a inflação acumulada desde a reformulação do programa, em 2023. O decreto também prevê mudanças nos benefícios adicionais. O Ministério do Planejamento estima impacto de R$ 5,8 bilhões nas contas públicas em 2026 e de R$ 22,7 bilhões em 2027.



Ao anunciar a medida, Lula afirmou que o governo está “cuidando de quem precisa” e relacionou o reajuste às ações de combate à fome e à pobreza.

Avaliação aponta fortalecimento da base petista

Para Maurício Moura, fundador do Instituto Ideia, o alcance eleitoral do reajuste tende a ser pequeno porque o Bolsa Família já atende um público que, em sua maioria, demonstra preferência por Lula.

Na avaliação do especialista, a medida pode ajudar a preservar o apoio ao presidente, mas não representa uma estratégia de ampliação significativa do eleitorado petista.

Moura também estabeleceu uma comparação com 2022, quando o então presidente Jair Bolsonaro ampliou o Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600. Segundo ele, naquele momento havia uma tentativa de conquistar eleitores menos alinhados ao grupo político de Bolsonaro. O cenário atual seria diferente, já que o Bolsa Família concentra beneficiários com maior identificação com Lula e o PT.

O especialista destacou ainda que, no Nordeste, região onde o presidente possui uma base eleitoral consolidada, a redução da abstenção pode ser mais importante para o resultado da disputa do que a conquista de novos votos por meio do reajuste.

Economista vê possibilidade de impacto em disputa acirrada

O economista Maurício Canêdo Pinheiro, professor associado da FCE/Uerj e autor de estudo sobre os efeitos eleitorais do Bolsa Família, considera que o aumento poderá ser percebido pelos beneficiários como uma melhora relevante na renda.

Para ele, uma elevação de 15% no benefício pode produzir uma percepção positiva entre os eleitores, especialmente em um cenário de inflação mais moderada.

O economista avalia que a medida pode ajudar Lula a reduzir eventuais perdas de apoio entre eleitores de baixa renda e nordestinos, mas não necessariamente provocar uma transferência ampla de votos para o presidente.

Canêdo Pinheiro ressalta que, em uma eleição equilibrada, mesmo uma alteração pequena na preferência do eleitorado pode ter consequências importantes. No entanto, o especialista afirma que não é possível determinar antecipadamente se o reajuste será decisivo para o resultado.

Candidatos criticam anúncio antes da eleição

O reajuste também provocou reação entre adversários de Lula.

Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, classificou o aumento como uma “merreca” e acusou o governo de tentar “comprar o voto do pobre”. Apesar das críticas, o senador declarou que, se eleito, pretende manter o Bolsa Família e o reajuste anunciado.

Flávio também procurou se diferenciar da iniciativa do deputado Zé Trovão (PL-SC), que apresentou uma representação contra o aumento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ação foi extinta no mesmo dia pelo ministro André Mendonça.

Renan Santos, candidato pelo partido Missão, também questionou o momento do reajuste e ingressou com uma ação no TSE, classificando a medida como eleitoreira.

Pesquisas mostram vantagem de Lula entre beneficiários

Levantamentos divulgados antes do anúncio do reajuste mostram que Lula ainda apresenta vantagem entre eleitores de baixa renda e beneficiários do programa social, embora a distância para Flávio tenha apresentado alterações.

Na pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (14), Lula registrou 51% das intenções de voto entre eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos nas três rodadas do levantamento. Flávio Bolsonaro passou de 29%, em 2 de setembro, para 32%.

Entre os eleitores nordestinos, Lula oscilou de 62% para 60%, enquanto Flávio permaneceu com 28%.

Já o Datafolha, em pesquisa divulgada na quinta-feira (17), apontou que Lula tinha 60% das intenções de voto entre beneficiários do Bolsa Família em um eventual segundo turno, contra 33% de Flávio. A maior parte das entrevistas, porém, foi realizada antes do anúncio do reajuste.

Sinalização política pode pesar mais que o ganho financeiro

O professor de Ciência Política da USP Sérgio Simoni Jr., que estudou os efeitos eleitorais do Bolsa Família em sua pesquisa de doutorado, interpreta o anúncio como uma possível mudança de estratégia do governo diante do cenário eleitoral.

Segundo o pesquisador, a administração federal vinha priorizando uma agenda de ajuste fiscal, mas passou a adotar uma postura de maior atenção ao eleitorado de baixa renda após pesquisas apontarem redução da vantagem de Lula sobre Flávio.

Simoni explica que programas de transferência de renda podem influenciar o comportamento eleitoral por dois caminhos: a melhora efetiva na situação financeira dos beneficiários e a percepção de que o governo demonstra compromisso com esse grupo.

Como os novos valores serão pagos próximos ao segundo turno, o efeito econômico direto será observado em um período curto. Nesse contexto, o professor avalia que a mensagem política transmitida pelo reajuste pode ter papel relevante, inclusive alcançando familiares e pessoas próximas dos beneficiários.

Ainda assim, os especialistas ouvidos pelo Valor não apontam o reajuste como garantia de mudança no cenário eleitoral. O efeito concreto da medida dependerá, entre outros fatores, da percepção dos eleitores e da evolução da disputa até a votação.

🗞️ Redação do papo informativo com informações do Valor econômico

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Pesquisa vira cenário e coloca Flávio Bolsonaro à frente de Lula em disputa pelo 2º turno

Pesquisa PoderData divulgada nesta quinta-feira (3) aponta empate técnico na corrida pela Presidência e mostra disputa acirrada entre os principais candidatos.


Senador aparece com 45% contra 44% do presidente na nova pesquisa PoderData; resultado representa uma inversão em relação ao levantamento anterior e mantém a disputa pela Presidência totalmente aberta.

A corrida presidencial ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (3). A mais recente pesquisa PoderData/Aya mostra Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula em uma simulação de segundo turno, mas a diferença é tão pequena que os dois permanecem tecnicamente empatados.

O senador do PL aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o presidente registra 44%. Como a margem de erro é de 1,8 ponto percentual, a vantagem de um ponto não permite apontar um líder isolado na disputa.



O resultado chama atenção principalmente pela inversão em relação ao levantamento anterior. No fim de agosto, Lula tinha 45%, contra 44% de Flávio Bolsonaro. Agora, os números se inverteram.

A pesquisa também testou outros possíveis confrontos de segundo turno. Lula aparece com 44% contra 42% de Romeu Zema e repete os mesmos números diante de Ronaldo Caiado. Já contra Renan Santos, o presidente registra 44%, ante 39%.

Os dados indicam, portanto, uma eleição marcada por disputas apertadas e cenários ainda abertos, especialmente no confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Como foi feita a pesquisa

O levantamento PoderData/Aya ouviu 3.000 pessoas em 716 municípios das 27 unidades da Federação, entre 30 de agosto e 2 de setembro.

A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE sob o número BR-07561/2026.

Fonte: CNN.

🗞️ Redação do papo informativo

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TSE determina que Pablo Marçal não faça campanha nem participe de debates

Decisão unânime do TSE atende a pedido de liminar apresentado pelo Ministério Público Eleitoral.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, nesta quinta-feira (20), a suspensão das atividades de campanha do candidato à Presidência da República Pablo Marçal (PRTB). A decisão impede que ele participe de debates, realize atos de campanha e apareça no horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão.

A medida foi aprovada por unanimidade pelos ministros da Corte, que acolheram um pedido liminar apresentado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). A suspensão permanecerá em vigor até que o TSE analise definitivamente o registro de candidatura de Marçal.

Segundo o Ministério Público Eleitoral, o candidato está com os direitos políticos comprometidos e permanece inelegível até 2032 em razão de uma condenação da Justiça Eleitoral de São Paulo.

A condenação está relacionada às eleições municipais de 2024. Na ocasião, Marçal teria oferecido a gravação de vídeos para candidatos a vereador e prefeito em troca de contribuições financeiras.



Outro argumento apresentado pelo órgão eleitoral envolve a situação partidária do candidato. Conforme o MPE, Marçal não estava filiado ao PRTB dentro do prazo exigido pela legislação eleitoral, encerrado em abril deste ano para a chamada janela partidária.

De acordo com a manifestação apresentada ao TSE, naquele período Marçal ainda estava vinculado ao União Brasil.

Apesar da decisão liminar, o tribunal ainda não estabeleceu uma data para o julgamento definitivo do registro de candidatura. Até essa análise, permanecem válidas as restrições impostas pela decisão desta quinta-feira.

A reportagem procurou a assessoria de Pablo Marçal para obter um posicionamento sobre a decisão. Até a publicação, não houve resposta. O espaço permanece aberto para manifestação.

🗞️ Redação do papo informativo

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Disputa apertada! Quaest mostra Lula e Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados no 2º turno

Presidente tem 43% das intenções de voto contra 40% do senador do PL; margem de erro da pesquisa mantém cenário indefinido para 2026

Uma nova pesquisa do instituto Quaest, divulgada nesta sexta-feira (14), aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) em um possível segundo turno da eleição presidencial de 2026. Lula registra 43% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 40%.


Mesmo com a vantagem numérica de Lula, o cenário é considerado de empate técnico, já que a diferença entre os candidatos está dentro da margem de erro da pesquisa.
O levantamento foi contratado pela TV Globo e ouviu 2.004 eleitores de forma presencial entre os dias 10 e 13 de agosto. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06773/2026.


Primeiro turno


No cenário de primeiro turno com estímulo — quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados —, Lula também lidera, com 38% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 31%.


Na sequência, Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) empatam com 4% cada. Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) registram 2%, e Samara Martins (UP) marca 1%.

Segundo turno


A pesquisa Quaest também simulou outros possíveis confrontos de segundo turno. Diante de Ronaldo Caiado, Lula aparece com 44% das intenções de voto, contra 37% do governador de Goiás. Já em um eventual duelo com Renan Santos, o presidente teria 44%, contra 36% do representante da Missão.


No confronto com Romeu Zema, Lula registra o melhor desempenho entre os cenários testados: 45% contra 34% do governador de Minas Gerais.


Em todos os quatro cenários de segundo turno avaliados pela Quaest, Lula aparece numericamente à frente. Ainda assim, é a disputa contra Flávio Bolsonaro que apresenta o resultado mais apertado, dentro da margem de erro da pesquisa.

🗞️ Redação do papo informativo

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