Mudança de rumo: prefeito de Cabedelo deve deixar grupo de Veneziano e se alinhar a João Azevêdo

Mudança de posicionamento político deve levar Evilásio Cavalcanti a deixar o apoio a Veneziano e reforçar a chapa governista.

O cenário político em Cabedelo pode passar por uma reconfiguração nos próximos dias. O prefeito Evilásio Cavalcanti (Avante) está prestes a anunciar apoio à candidatura de João Azevêdo ao Senado, em um movimento articulado pelo candidato Nabor Wanderley (Republicanos).

Até então, Evilásio havia manifestado apoio à reeleição do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB). No entanto, as negociações conduzidas por Nabor ganharam força e abriram caminho para uma mudança de posicionamento do gestor municipal.



Entre os fatores que contribuíram para a possível mudança está a insatisfação de parte da base aliada do prefeito na Câmara Municipal de Cabedelo com a permanência do apoio a Veneziano. Além disso, o fato de o senador contar com o respaldo do ex-prefeito Vitor Hugo Castelliano (MDB), adversário político de Evilásio, também pesou nas discussões.

Outro aspecto relevante é que o prefeito e vereadores aliados já integram a base política de Nabor Wanderley, que compõe a chapa de João Azevêdo. A expectativa é de que o anúncio oficial do novo alinhamento político seja feito nos próximos dias, consolidando o apoio do grupo ao projeto liderado pelo ex-governador.

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TRE-PB nega pedido do PL e libera carreatas de Lucas Ribeiro antes do início da campanha

Justiça Eleitoral não identifica provas de propaganda antecipada e mantém processo em andamento para análise do mérito.

A Justiça Eleitoral da Paraíba negou, nesta quinta-feira (6), o pedido de liminar apresentado pelo Partido Liberal (PL) para impedir a realização de carreatas pelo governador Lucas Ribeiro (PP) antes do início oficial da campanha eleitoral, previsto para o próximo dia 16 de agosto.

A decisão foi proferida pela juíza Renata Barros de Assunção Paiva, do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). O PL sustentou que um evento institucional realizado por Lucas Ribeiro no município de Teixeira, no Sertão paraibano, em dezembro de 2025, teria sido utilizado para promover uma carreata, caracterizando suposta propaganda eleitoral antecipada.

Na ação, o partido também alegou que um vídeo da solenidade voltou a ser divulgado nas redes sociais do governador durante o período pré-eleitoral, o que, segundo a legenda, reforçaria a prática de propaganda irregular.


Ao analisar o pedido, porém, a magistrada concluiu que não havia provas suficientes para comprovar uma nova divulgação do conteúdo ou uma intensificação recente de sua circulação. Segundo a decisão, o material apresentado não demonstra republicação do vídeo nem apresenta dados que indiquem aumento de alcance ou engajamento nas redes sociais.

Em trecho da decisão, a juíza destacou que o evento ocorreu em 15 de dezembro de 2025, cerca de oito meses antes do ajuizamento da ação, dentro de uma solenidade oficial cuja legalidade não foi contestada. Ela ressaltou ainda que a alegação de que o vídeo voltou a circular em julho de 2026 não foi acompanhada de elementos concretos que comprovassem a reativação da publicação.

Com isso, o TRE-PB indeferiu o pedido de urgência formulado pelo PL. Apesar da decisão, o processo segue em tramitação e o mérito da ação ainda será apreciado pelo tribunal, após manifestação do Ministério Público Eleitoral (MPE).

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Lucas Ribeiro escolhe Eduardo Carneiro como vice e reforça espaço de João Pessoa na chapa governista

Deputado estadual do Progressistas deixa a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa para compor a chapa ao Governo da Paraíba, em decisão considerada estratégica para ampliar a presença da base governista na Capital e em outras regiões do estado.

O governador Lucas Ribeiro (Progressistas) definiu o deputado estadual Eduardo Carneiro (Progressistas) como candidato a vice-governador na chapa que disputará o Governo da Paraíba nas eleições de 2026. A escolha, construída após articulações políticas, fortalece a participação de João Pessoa na composição majoritária e amplia a representatividade da Capital no projeto governista.

Natural de João Pessoa, Eduardo Carneiro iniciou sua trajetória política como vereador da Capital, onde exerceu dois mandatos. Atualmente, ocupa uma cadeira na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) e está entre os parlamentares mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto para a reeleição.

Com a definição para a chapa majoritária, Eduardo Carneiro deixa de disputar um novo mandato de deputado estadual para assumir o desafio de concorrer ao cargo de vice-governador ao lado de Lucas Ribeiro.

Administrador de empresas e com atuação no setor da construção civil antes de ingressar na política, Eduardo construiu uma base eleitoral sólida na Grande João Pessoa. Além da Capital, mantém forte presença política no Litoral Sul, Brejo Paraibano e Vale do Piancó, onde conta com o apoio de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e outras lideranças.

Nos bastidores, a indicação é vista como um movimento estratégico para ampliar a capilaridade da chapa governista e fortalecer a presença do grupo em regiões consideradas decisivas para a eleição estadual.



Na Capital, Eduardo Carneiro também integra, ao lado do irmão, o vereador Fábio Carneiro, um dos principais grupos de oposição à atual gestão municipal. Fábio exerce a função de vice-líder da oposição na Câmara Municipal de João Pessoa.

A escolha de Eduardo Carneiro reforça a aposta de Lucas Ribeiro em uma composição que busca equilibrar representatividade regional e fortalecimento político, consolidando João Pessoa como peça importante na estratégia eleitoral da chapa governista.

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Flávio Bolsonaro confirma Alfredo Gaspar como candidato a vice em chapa pura do PL à Presidência

Deputado federal por Alagoas foi anunciado como companheiro de chapa durante convenção do partido; escolha ocorre após negociações frustradas com legendas aliadas.

O Partido Liberal (PL) confirmou nesta quarta-feira (5) o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a disputa pela Presidência da República nas eleições de 2026.

O anúncio foi feito durante a convenção nacional da legenda e consolida uma chapa formada exclusivamente por integrantes do PL. A definição ocorreu no último dia do prazo para homologação das candidaturas e das coligações partidárias.

Ex-promotor de Justiça e ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas, Alfredo Gaspar exerce atualmente mandato na Câmara dos Deputados e ganhou destaque nacional por atuar como relator da comissão parlamentar que investiga irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A escolha do parlamentar representa uma mudança na estratégia inicial da campanha de Flávio Bolsonaro, que buscava compor a chapa com um nome de outro partido para ampliar a base de apoio político. As negociações, no entanto, não avançaram, e legendas do chamado Centrão optaram por não integrar formalmente a candidatura presidencial do PL.



Durante o evento, Alfredo Gaspar afirmou que pretende contribuir com uma agenda voltada ao combate à corrupção, ao enfrentamento do crime organizado e à recuperação da economia brasileira. Já Flávio Bolsonaro destacou a experiência do deputado e afirmou que a escolha fortalece o projeto político da legenda para a eleição presidencial.

Com a homologação da chapa, Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar passam a disputar oficialmente a Presidência e a Vice-Presidência da República pelo PL nas eleições de 2026.

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MDB oficializa Cícero Lucena como candidato ao Governo da Paraíba

Convenção também confirmou Diogo Cunha Lima como vice na chapa e homologou as candidaturas de Veneziano Vital e André Gadelha ao Senado Federal.

O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) oficializou, na tarde desta quarta-feira (5), a candidatura do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, ao Governo da Paraíba nas eleições de 2026. A homologação ocorreu durante a convenção estadual do partido, realizada na capital paraibana.

No mesmo evento, o PSD confirmou o nome de Diogo Cunha Lima como candidato a vice-governador, compondo a chapa majoritária que disputará o Palácio da Redenção.

A convenção também definiu os nomes que representarão a coligação na disputa pelas vagas ao Senado Federal. Foram homologadas as candidaturas do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que buscará a reeleição, e de André Gadelha (MDB).



Durante o discurso aos convencionais, Cícero Lucena afirmou que sua candidatura é motivada pelo compromisso de promover melhorias na vida da população paraibana. Segundo ele, os cargos públicos devem ser encarados como instrumentos para servir à sociedade, e não como objetivo pessoal.

“Não é para ter cargo, não é para ter poder. O poder que nós queremos é mudar a vida das pessoas para melhor. Deus já me deu oportunidade de ocupar muitos cargos, nunca me envaideci por eles, a não ser pela razão de realizar, porque são passageiros; o que fica são nossas práticas, atitudes e nossas ações. Me coloco nesse desafio”, declarou o candidato.

Com a homologação da chapa, Cícero Lucena passa a integrar oficialmente a disputa pelo Governo da Paraíba nas eleições de 2026, enquanto a campanha entra na fase de preparação para o período eleitoral.

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Lucas Ribeiro oficializa candidatura ao Governo da Paraíba e afirma que gestão não dará espaço ao crime organizado

Convenção oficializa candidatura à reeleição, mas chapa governista segue sem definição do nome para vice-governador.

O governador Lucas Ribeiro (PP) teve a candidatura à reeleição oficializada na noite desta quarta-feira (5), durante a convenção conjunta do PP, Republicanos e PSB, realizada no Centro de Convenções de João Pessoa. O evento, no entanto, terminou sem a definição do nome que irá compor a chapa como candidato a vice-governador.


Em seu pronunciamento, Lucas fez críticas às administrações passadas e rebateu o discurso da oposição sobre a necessidade de mudança no comando do Estado. Segundo ele, a Paraíba vive um momento diferente, marcado por avanços na gestão pública e no desenvolvimento econômico.
O governador também destacou que não aceitará qualquer tipo de influência de organizações criminosas na administração estadual.


“Há quem diga que a Paraíba precisa mudar. Mas mudar para quê? Voltar ao tempo em que faltava combustível para as viaturas porque recursos eram destinados ao pagamento de empréstimos? O que eles querem é colocar facções criminosas dentro do governo. Eu nego!”, declarou.
Ao defender os resultados de sua gestão, Lucas Ribeiro afirmou que a Paraíba ocupa posição de destaque no Nordeste em crescimento econômico, além de ser referência nacional no tratamento do câncer e manter as contas públicas em equilíbrio fiscal.

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Operação investiga suspeitos de planejar atentado em Brasília durante as eleições

Mandados de busca e apreensão são cumpridos em cinco estados contra investigados por integrar grupos extremistas em redes sociais.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta terça-feira (4), uma operação para investigar pessoas suspeitas de integrar grupos em redes sociais que discutiam a realização de um atentado a bomba durante os debates do segundo turno das eleições deste ano, em Brasília.

Ao todo, oito mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Os alvos da operação têm entre 19 e 31 anos de idade.

Segundo as investigações, além de supostamente planejarem ações violentas, os integrantes dos grupos também compartilhavam conteúdos de ódio direcionados contra mulheres.



Entre os investigados está um seminarista ligado a um mosteiro localizado em Pernambuco. De acordo com a apuração, ele participava ativamente das conversas sobre a organização de uma rede extremista com atuação em diferentes estados. Durante a operação, policiais realizaram buscas no alojamento utilizado pelo suspeito.

As investigações apontam que os grupos discutiam estratégias para invasão de prédios públicos, definição de possíveis alvos, recrutamento de participantes, treinamento tático e análise de mapas. Também teriam sido compartilhadas plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de edifícios localizados na região central de Brasília, incluindo o Palácio do Planalto.

A investigação é conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), vinculado ao Ministério da Justiça, que auxilia na identificação e no monitoramento das atividades realizadas no ambiente virtual.

As autoridades seguem analisando o material apreendido para identificar outros possíveis envolvidos e verificar a extensão da atuação do grupo.

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CNJ muda regimento e retira aposentadoria compulsória do rol de punições máximas

Mudança segue decisão do STF e prevê que casos mais graves poderão resultar na perda definitiva do cargo após análise da Suprema Corte.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, nesta terça-feira (4), uma alteração em seu regimento interno que muda a punição mais severa aplicada a magistrados em processos disciplinares. Com a nova regra, a aposentadoria compulsória deixa de ser a sanção máxima e passa a ser substituída pela disponibilidade com proposta de perda do cargo.

A mudança adequa as normas do CNJ ao entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu não ser mais cabível aplicar a aposentadoria compulsória como penalidade máxima para juízes que cometam infrações disciplinares.

Como passa a funcionar

Quando um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) concluir pela aplicação da punição mais grave, o magistrado será afastado imediatamente de suas funções e permanecerá em disponibilidade, recebendo remuneração proporcional ao tempo de serviço até a conclusão do processo judicial.

Se a decisão tiver sido tomada por tribunais ou órgãos disciplinares inferiores, ela ainda deverá ser analisada pelo CNJ. Após a confirmação da penalidade, a Advocacia-Geral da União (AGU) será responsável por ajuizar uma ação no STF pedindo a perda definitiva do cargo.

A exoneração do magistrado somente ocorrerá após decisão final do Supremo, quando não houver mais possibilidade de recursos. A partir desse momento, o juiz deixará de receber qualquer remuneração.

As novas regras serão aplicadas aos processos disciplinares em andamento e aos que forem instaurados daqui em diante. No entanto, a alteração não permite reabrir casos já encerrados nem modifica punições de magistrados que foram aposentados compulsoriamente no passado.

Demais punições permanecem

O regimento continua prevendo outras sanções disciplinares, como advertência, censura, remoção compulsória, disponibilidade sem perda do cargo e demissão de juízes não vitalícios, que segue dispensando análise do CNJ e julgamento pelo STF.

Conselheiros fizeram ressalvas

Apesar da aprovação unânime, alguns conselheiros demonstraram preocupação com a concentração da competência no STF para decidir sobre a perda do cargo de magistrados.

Segundo eles, a medida poderá aumentar ainda mais o número de processos na Suprema Corte. Ainda assim, reconheceram que a alteração apenas cumpre determinação do próprio STF, cabendo ao CNJ adequar seu regimento às novas regras.



Debate ganhou força no STF

A discussão sobre o fim da aposentadoria compulsória como punição máxima ganhou destaque após julgamento da Primeira Turma do STF.

Durante a análise do tema, o ministro Flávio Dino afirmou que a aposentadoria compulsória “não pune de forma efetiva”, já que o magistrado deixa o cargo, mas continua recebendo remuneração proporcional ao tempo de serviço.

Conhecida por críticos como “punição-prêmio”, a medida vinha sendo alvo de questionamentos por permitir que juízes afastados por infrações disciplinares continuassem recebendo proventos.

O debate ocorre em meio ao aumento da cobrança por mecanismos mais rígidos de fiscalização e responsabilização da magistratura, especialmente após investigações envolvendo suspeitas de venda de decisões judiciais e outras denúncias relacionadas à conduta de integrantes do Judiciário. Paralelamente, o STF também discute medidas voltadas à transparência, ética e à revisão de regras sobre remuneração de magistrados.

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Avante confirma candidatura de Augusto Cury à Presidência da República

Convenção nacional realizada em São Paulo confirma o escritor e psiquiatra na corrida pelo Palácio do Planalto; vice ainda será anunciado pelo partido.

O partido Avante oficializou, nesta segunda-feira (3), a candidatura do escritor e psiquiatra Augusto Cury à Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão foi confirmada durante a convenção nacional da legenda, realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).


Com a homologação, Augusto Cury passa a integrar oficialmente a disputa pelo Palácio do Planalto. O Avante, no entanto, ainda não definiu quem será o candidato a vice-presidente na chapa.


Durante seu discurso aos convencionais, Cury apresentou uma das principais propostas de sua candidatura: a adoção do sistema semipresidencialista no Brasil. Segundo ele, o modelo permitiria uma divisão das responsabilidades do Poder Executivo, com o presidente atuando nas decisões estratégicas e institucionais, enquanto um primeiro-ministro ficaria responsável pela administração do governo.


O candidato também comentou as negociações que mantinha com o partido Novo para uma possível aliança com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema. De acordo com Augusto Cury, as conversas não avançaram e, neste momento, a formação de uma chapa conjunta entre as duas legendas está descartada.


A oficialização acontece na reta final das convenções partidárias, etapa obrigatória do processo eleitoral. O calendário da Justiça Eleitoral estabelece que as convenções podem ser realizadas até a próxima quarta-feira (5), enquanto o prazo para registro das candidaturas termina em 15 de agosto.


Com a definição do nome de Augusto Cury, o cenário da disputa pela Presidência da República ganha mais um concorrente na corrida eleitoral de 2026, que deverá reunir candidatos de diferentes correntes políticas em uma das eleições mais disputadas dos últimos anos.

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Artur Bolinha critica escolha de Nayana Pontes como vice de Efraim e diz que decisão passa imagem de “arranjo familiar”

O empresário Artur Bolinha manifestou críticas à indicação da advogada Nayana Pontes, esposa do deputado federal Cabo Gilberto Silva, para compor como pré-candidata a vice-governadora na chapa encabeçada pelo senador Efraim Filho na disputa pelo Governo da Paraíba.

Durante declaração pública, Bolinha afirmou que a escolha causa desconforto por envolver um vínculo familiar direto com um dos principais líderes do grupo político. Segundo ele, a decisão contraria discursos defendidos anteriormente pelo próprio Cabo Gilberto sobre a necessidade de evitar a concentração de espaços políticos.


Apesar das críticas, o empresário ressaltou que Nayana Pontes possui trajetória consolidada dentro do movimento de direita e reúne qualidades para exercer a função. No entanto, avaliou que a legenda deveria aproveitar o momento para ampliar a participação de outras lideranças.


Para Bolinha, quando figuras já consolidadas ocupam posições de destaque por meio de familiares, o grupo deixa de fortalecer novos nomes e limita o crescimento do próprio projeto político. Na avaliação dele, essa estratégia pode transmitir ao eleitorado a percepção de que as decisões estão restritas ao núcleo familiar.


O empresário também alertou que escolhas dessa natureza podem reduzir a competitividade da chapa liderada por Efraim Filho. Segundo ele, decisões consideradas equivocadas ao longo da campanha têm potencial para enfraquecer um projeto que, em sua visão, possui condições de disputar o governo de forma competitiva.


Ao concluir, Bolinha afirmou que a composição pode passar à população a imagem de um “arranjo familiar”, o que, na avaliação dele, tende a gerar desgaste político e refletir negativamente no desempenho eleitoral da chapa.

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