Presidente teria comunicado à coordenação da campanha a decisão de não comparecer ao encontro marcado para quinta-feira (1º), segundo o jornalista Ricardo Amaral
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informou à coordenação de sua campanha que não pretende participar do debate entre candidatos à Presidência da República promovido pela TV Globo, marcado para quinta-feira (1º de outubro).
A informação foi divulgada pelo jornalista Ricardo Amaral, do Brasil 247. Segundo a publicação, a campanha de Lula ainda não havia comunicado oficialmente a decisão à emissora.
O debate está previsto para ocorrer às 21h de quinta-feira e reúne inicialmente quatro candidatos convidados pela Globo: Lula, Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD).
Caso a ausência de Lula seja confirmada, a emissora poderá avaliar a convocação de outro candidato para participar do debate. Entre os nomes que ficaram fora da lista inicial está Renan Santos (Missão).
A Globo havia restringido o convite a quatro candidatos, seguindo os critérios definidos para o encontro. A emissora informou anteriormente que poderia chamar um substituto em caso de ausência de algum dos convidados.
A participação de Lula vinha sendo discutida pela campanha, especialmente diante do formato do debate e da possibilidade de confronto direto com os demais candidatos. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, também afirmou nesta segunda-feira que a tendência seria Lula não comparecer ao encontro.
Até o momento, portanto, a ausência de Lula deve ser tratada como uma decisão comunicada internamente à campanha, mas ainda dependente da confirmação oficial junto à TV Globo.
Candidata a deputada estadual afirma que pretende apresentar a proposta à Assembleia Legislativa e defende mais investimentos nas regiões turísticas do estado
A ex-secretária de Estado do Turismo e candidata a deputada estadual, Rosália Lucas (PP), afirmou nesta segunda-feira (28) que pretende propor a criação de um Plano Estadual de Turismo para a Paraíba caso seja eleita para a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB).
A declaração foi dada durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM (95,3).
Segundo Rosália, a proposta teria como uma das prioridades o fortalecimento das Instâncias de Governança Regional (IGRs), com a criação de editais específicos para financiar projetos nas diferentes regiões turísticas do estado.
Entre as ações que poderiam ser contempladas estão investimentos em infraestrutura turística e sinalização. A candidata defendeu que as próprias IGRs participem da definição das prioridades e apresentem as principais demandas de cada região.
Rosália também destacou a atuação dos 14 fóruns de governança turística existentes na Paraíba. Para ela, o desenvolvimento do setor deve contar com a participação conjunta das instâncias regionais, dos municípios e do Governo do Estado.
A candidata citou experiências adotadas em estados como Minas Gerais, Pará e Paraná como referências para a elaboração de um modelo que, segundo ela, poderia ser adaptado à realidade paraibana.
A proposta, conforme Rosália, busca descentralizar os investimentos e ampliar a participação dos municípios na definição das políticas públicas voltadas ao turismo.
“Eu quero, vou propor ao governador e na Assembleia, um Plano Estadual do Turismo”, afirmou Rosália Lucas durante a entrevista.posta à Assembleia Legislativa e defende mais investimentos nas regiões turísticas do estado
O prefeito de Ingá, Jan da Lenha (PL), deixou o grupo político do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e declarou apoio ao projeto liderado pelo governador João Azevêdo (PSB).
A articulação foi conduzida em conversas entre Jan da Lenha e a senadora Daniella Ribeiro, que participa das movimentações políticas do grupo governista.
A mudança ocorre na reta final da eleição e representa mais uma adesão ao grupo de João Azevêdo, que vem ampliando sua articulação junto a prefeitos paraibanos.
A saída de Jan da Lenha representa mais uma perda de apoio para Veneziano na reta final da eleição. O senador vem sofrendo sucessivas baixas em sua base política, com prefeitos e lideranças deixando seu grupo e aderindo a João e Nabor.
A Paraíba registrou crescimento em diferentes indicadores do setor turístico nos últimos quatro anos.
Os dados apontam aumento nos investimentos destinados à promoção do estado, avanço na ocupação da rede hoteleira e expansão da presença do destino paraibano nas principais operadoras de viagens do país.
No período, o investimento em ações de promoção turística cresceu 489%, alcançando R$ 22,89 milhões. As iniciativas incluíram participação em ações de divulgação da Paraíba nos mercados nacional e internacional, que apresentaram crescimento de 122%.
Outro indicador apresentado é a ocupação hoteleira. Segundo os dados, a taxa de ocupação linear no estado superou 75% ao longo do período analisado.
O número de registros no Cadastur, sistema do Ministério do Turismo que reúne empresas e profissionais do setor, também apresentou expansão. O crescimento informado foi de 250% em quatro anos.
A participação dos municípios paraibanos no Mapa do Turismo Brasileiro aumentou 150% no mesmo intervalo. A ferramenta reúne municípios que possuem vocação turística e estrutura para desenvolver atividades relacionadas ao setor.
A qualificação de profissionais também apresentou crescimento. A rede de especialistas em turismo da Paraíba registrou aumento de 149% no número de agentes de viagens e operadores capacitados para comercializar o destino paraibano.
A estratégia de promoção também refletiu nas vendas realizadas por grandes operadoras nacionais. De acordo com os dados divulgados, a comercialização de produtos turísticos da Paraíba apresentou os seguintes índices de crescimento:
Os números mostram aumento da presença do destino Paraíba no mercado nacional de viagens, em um período marcado pela ampliação dos investimentos em divulgação, participação em eventos do setor e capacitação de profissionais.
Os dados, entretanto, representam os indicadores apresentados para o período de quatro anos e não detalham, individualmente, a metodologia utilizada para o cálculo de cada percentual.
Um homem de 40 anos, identificado como Francisco Miguel Neto, foi preso no sábado (26
) no município de Bom Sucesso, no Sertão da Paraíba. Ele é investigado pela Polícia Civil por uma série de desaparecimentos e homicídios ocorridos na Bahia e também é apontado como suspeito de crimes no município paraibano de Catolé do Rocha.
Segundo informações repassadas pela Polícia Civil, o homem teria afirmado, após ser levado à delegacia, ser responsável por mais de 60 homicídios. De acordo com o relato atribuído a ele, cerca de 30 mortes teriam ocorrido na Paraíba e outras 30 na Bahia e em Minas Gerais. A declaração, no entanto, integra os elementos da investigação e deverá ser apurada pelas autoridades.
A prisão ocorreu depois que equipes da Polícia Militar receberam informações sobre o paradeiro do suspeito. Policiais da Rádio Patrulha e da Força Tática, sob coordenação do oficial CPU da unidade, foram até uma residência em Bom Sucesso e localizaram Francisco escondido em um dos quartos do imóvel.
Após a confirmação dos mandados de prisão existentes contra ele, os policiais deram voz de prisão ao investigado. Francisco foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Catolé do Rocha, onde foram realizados os procedimentos previstos.
Francisco Miguel Neto é apontado pela investigação como o homem conhecido pelo apelido de “Galego”, que teria vivido em uma chácara situada na região dos bairros Xixá e Campo Verde, em Ibotirama, na Bahia.
O local passou a ser alvo das investigações depois do desaparecimento de várias pessoas entre fevereiro e abril de 2025. Durante as diligências, os investigadores encontraram os corpos de Ismael Santos Souza, Cleciene Sacramento dos Santos e Cristina dos Santos Nascimento.
Uma criança que também estava desaparecida foi localizada posteriormente. Segundo os registros da investigação, ela apresentava sinais de desidratação e desorientação.
Já Flávia Rodrigues Nascimento continua desaparecida, conforme as informações apresentadas no inquérito.
As investigações apontam Francisco como uma das pessoas de interesse no caso. Outros dois homens também teriam sido incluídos na apuração. Após os acontecimentos investigados em Ibotirama, Francisco teria deixado a cidade e passado a ser procurado pelas autoridades.
A Polícia Civil continua investigando os casos para esclarecer a participação do suspeito nos homicídios e desaparecimentos e verificar a eventual relação entre os crimes ocorridos na Bahia, na Paraíba e em Minas Gerais.
Setor de apostas foi um dos maiores anunciantes da televisão brasileira em 2025; TV aberta concentrou cerca de 85% dos investimentos
A proibição da exploração e da publicidade das apostas de quota fixa no Brasil deve provocar um impacto significativo no mercado de comunicação, especialmente nas emissoras de televisão. A Medida Provisória nº 1.394, publicada nesta sexta-feira (25), proibiu a publicidade, propaganda, marketing e patrocínio relacionados às bets em meios físicos e digitais.
Pela medida, os materiais publicitários e sinais de patrocínio existentes deverão ser retirados em até dez dias. A proibição também alcança apostas esportivas e jogos online.
O tamanho do mercado atingido ajuda a dimensionar o impacto. Levantamento da Tunad aponta que as empresas de apostas investiram R$ 1,44 bilhão em publicidade em TV aberta, TV paga e rádio durante 2025. A televisão aberta concentrou aproximadamente 85% desse volume.
Isso significa que, considerando apenas o investimento destinado à televisão aberta, o setor movimentou algo próximo de R$ 1,22 bilhão em publicidade ao longo de 2025.
O valor, entretanto, não deve ser interpretado como uma perda direta de R$ 1,22 bilhão para as emissoras. O levantamento mede o investimento publicitário das bets nos diferentes meios, e não necessariamente a receita líquida recebida por cada empresa de comunicação. Além disso, parte desse dinheiro era destinada a rádio, TV paga e outras plataformas.
Bets estavam entre os maiores anunciantes
A força financeira das casas de apostas transformou o setor em uma das principais categorias de anunciantes da televisão brasileira.
Dados da Tunad mostram que o mercado de TV linear — considerando televisão aberta e paga — movimentou R$ 24,5 bilhões em publicidade em 2025. As bets responderam por cerca de R$ 1,4 bilhão, colocando o segmento entre os principais investidores publicitários do país.
O investimento também apresentou forte relação com o calendário esportivo. Em junho de 2025, por exemplo, as bets desembolsaram aproximadamente R$ 164,5 milhões em mídia, o maior volume mensal do ano. Em janeiro, foram R$ 66,7 milhões.
Impacto vai além dos comerciais
A mudança também afeta contratos de patrocínio e ações comerciais vinculadas ao esporte. A MP determina que ficam proibidas as ações de comunicação, publicidade, marketing e patrocínio das empresas de apostas, independentemente do meio utilizado.
Na prática, emissoras, clubes, campeonatos, programas esportivos, eventos e outros segmentos que mantinham contratos comerciais com casas de apostas terão de se adaptar às novas regras.
O efeito econômico, portanto, não se limita aos intervalos comerciais. O mercado de apostas havia construído uma ampla presença no futebol e em outros conteúdos esportivos, tornando-se uma fonte relevante de recursos para diferentes setores da indústria de comunicação e entretenimento.
Com a saída das bets do mercado publicitário, as emissoras terão de buscar novos anunciantes para ocupar o espaço deixado pelas empresas de apostas.
Ainda não é possível calcular quanto cada emissora perderá individualmente. Também não há, neste momento, um levantamento consolidado que permita afirmar qual será a redução efetiva de receita de empresas como Globo, Record, SBT, Band e RedeTV!.
O que os números disponíveis mostram é que um mercado publicitário superior a R$ 1,4 bilhão por ano, considerando TV aberta, TV paga e rádio, deixa de existir para as bets dentro do modelo que estava em vigor até a publicação da medida.
Para a televisão aberta, que concentrava cerca de 85% desses investimentos, o impacto potencial é particularmente relevante.
Fonte: Tunad, Medida Provisória nº 1.394/2026 e dados de mercado.
Quatorze clubes da Série A do Campeonato Brasileiro estão se mobilizando e demonstrando forte apreensão contra a Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Lula, que proíbe o funcionamento e a publicidade das casas de apostas no país.
O cenário político e econômico do futebol brasileiro atingiu seu ponto de máxima fervura nas últimas semanas. A assinatura da Medida Provisória (MP) pelo governo federal, que proíbe o funcionamento e a publicidade das casas de apostas no país, desencadeou uma onda de revolta e pânico financeiro nos bastidores de 14 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro. Liderados pelas maiores potências financeiras do país, os clubes iniciaram uma forte mobilização política e jurídica contra o que classificam como um “colapso anunciado” do esporte nacional. O impacto estimado é avassalador: o mercado de apostas esportivas projetava injetar cerca de R$ 1,1 bilhão no futebol brasileiro na atual temporada. Sem esses recursos, as diretorias de gigantes como Flamengo, Corinthians, Palmeiras e São Paulo alertam para a incapacidade imediata de honrar compromissos básicos e folhas salariais bilionárias já nos próximos meses.
O Rombo Bilionário: Os Contratos em Risco
A dependência do futebol nacional em relação às “bets” é profunda. Quase a totalidade dos clubes da elite estampa marcas de apostas no espaço mais nobre de suas camisas. Veja os valores anuais estimados que estão sob risco iminente de congelamento ou rescisão:
Flamengo (Betano): R$ 268,5 milhões. A diretoria rubro-negra informou internamente que não possui um “plano B” imediato capaz de suprir a perda do maior contrato de patrocínio do país. Corinthians (Esportes da Sorte): R$ 150 milhões. O clube vive clima de forte apreensão nos bastidores sobre o pagamento de suas obrigações financeiras e parcelas de contratações recentes. Palmeiras (Sportingbet): R$ 100 milhões fixos. O contrato assinado recentemente para o biênio 2025/2026 foi diretamente atingido pela MP. São Paulo (Superbet): R$ 80 a R$ 90 milhões. O clube do Morumbi também não enxerga alternativas no mercado tradicional para substituir os valores acordados a curto prazo. Fluminense (Superbet): R$ 58 a R$ 86 milhões. A diretoria tricolor já recebeu notificações da empresa parceira sobre a possibilidade de rompimento contratual.
Nota: Botafogo (VBet), Cruzeiro (Betnacional), Vasco (Sportingbet), Atlético-MG (H2Bet), Santos (Novibet), Vitória (Bet7k), Grêmio (Pitaco), Remo (Vai de Bet) e Chapecoense (ZeroUm Bet) completam a lista de times com patrocínios máster diretamente asfixiados pela medida.
Diante do prejuízo histórico, os clubes e as federações estaduais decidiram deixar as rivalidades de lado para adotar uma estratégia de defesa coordenada em três frentes:
Processos contra a União por “Violência Jurídica”: Advogados especializados em direito esportivo já preparam ações judiciais coletivas e individuais contra o governo federal. Os clubes alegam que a MP fere o princípio da segurança jurídica ao quebrar contratos privados legítimos de forma abrupta, sem prever qualquer tipo de transição ou compensação financeira.
O Manifesto das “Dez Perguntas para Lula”: Sob a articulação de lideranças políticas do esporte, os clubes redigiram um documento técnico direcionado ao presidente da República. O texto questiona diretamente o impacto da medida na arrecadação de impostos federais, a perda de empregos no setor e a falta de diálogo prévio com a indústria do esporte.
Pressão por Regulamentação Estrita em vez de Banimento: O argumento central do futebol brasileiro é que a proibição total empurrará o mercado de apostas de volta para a ilegalidade e para o exterior, deixando de arrecadar tributos. Os clubes defendem que a fiscalização e punição a fraudes sejam endurecidas, mas que a atividade econômica legítima seja preservada.
Governo Recua e Sinaliza Abertura para Diálogo
A forte e uníssona reação do mundo do futebol surtiu o primeiro efeito político. Diante do risco real de paralisação de campeonatos e do fechamento de postos de trabalho, o governo federal sinalizou um recuo estratégico na rigidez da medida.
Nos próximos dias, uma reunião de emergência deve ser convocada em Brasília entre ministros de Estado, presidentes de federações e mandatários dos principais clubes. O objetivo do Palácio do Planalto é abrir um canal de negociação para mensurar a crise e tentar desenhar um modelo de transição que evite a falência técnica do esporte mais popular do país.
O ex-prefeito de Cabedelo Vitor Hugo (MDB) declarou, neste sábado (26), apoio à candidatura do deputado estadual Hervázio Bezerra (MDB), que busca a reeleição para a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB).
A decisão foi anunciada um dia após o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) manter o indeferimento do registro de candidatura de Vitor Hugo, que pretendia disputar uma vaga nas eleições deste ano.
Por meio das redes sociais, o ex-prefeito informou que levou cerca de 30 lideranças de João Pessoa para aderirem ao projeto político de Hervázio. Segundo Vitor Hugo, o grupo deverá atuar em apoio à campanha do deputado.
“Hoje pela manhã, levamos 30 lideranças de João Pessoa para o projeto do deputado estadual Hervázio”, afirmou. Ele também agradeceu aos apoiadores pela permanência no grupo e destacou a união em torno da candidatura.
Vitor Hugo ainda declarou que pretende participar da caminhada eleitoral ao lado de Hervázio e estabeleceu como meta a conquista de 50 mil votos para o deputado.
O anúncio ocorre após o ex-prefeito comunicar, na sexta-feira (25), que faria uma pausa em sua campanha. Na ocasião, Vitor Hugo afirmou que precisava se afastar temporariamente diante dos acontecimentos recentes e disse que confiava no tempo para esclarecer a situação.
Com o impedimento de sua candidatura, Vitor Hugo passa a concentrar sua atuação política no apoio a outros nomes do grupo durante o período eleitoral.
Júnior Maranhão reconheceu o envio de recursos pelo senador ao município, mas afirmou que o valor divulgado não corresponde ao montante efetivamente recebido pela Prefeitura.
O prefeito de Fagundes, Júnior Maranhão, contestou a informação de que o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) teria destinado cerca de R$ 12 milhões em recursos para o município.
A manifestação ocorreu após a divulgação de informações atribuindo ao senador o envio do montante para Fagundes. Segundo o prefeito, embora reconheça que Veneziano tenha destinado recursos à cidade durante o período em que esteve à frente da Prefeitura, o valor apresentado não corresponde à realidade.
Júnior Maranhão afirmou que os recursos efetivamente destinados pelo senador não alcançam os R$ 12 milhões divulgados.
Além de questionar o valor total apresentado, o prefeito afirmou que parte dos recursos e equipamentos anunciados ou prometidos para Fagundes não chegou à administração municipal.
Entre os itens mencionados por Júnior Maranhão estão coletores de lixo e equipamentos que seriam utilizados na manutenção e melhoria das estradas vicinais do município.
De acordo com o gestor, esses exemplos reforçam a divergência entre o que foi anunciado publicamente e aquilo que, segundo ele, efetivamente chegou à Prefeitura.
A declaração de Júnior Maranhão estabelece uma divergência pública em relação aos números divulgados sobre os recursos destinados por Veneziano a Fagundes.
O prefeito não negou a atuação do senador em relação ao envio de recursos para o município, mas questionou especificamente o montante de aproximadamente R$ 12 milhões apresentado na divulgação.
Até o momento, a discussão apresentada pelo gestor está concentrada na diferença entre os valores anunciados e os recursos que, segundo ele, foram efetivamente destinados e recebidos pelo município.
Senadora afirma que R$ 7,5 milhões foram destinados para a expansão e defende atração de empresas para fortalecer a economia local
As obras de expansão do Parque Tecnológico da Paraíba, em Campina Grande, estão avançando e a previsão é de que a nova estrutura seja inaugurada até o fim de 2026. A informação foi destacada pela senadora Daniella Ribeiro (PP) durante uma entrevista a uma emissora de rádio de Campina Grande, onde destacou que destinou R$ 7,5 milhões em recursos para a expansão do equipamento.
Durante uma fala sobre o projeto, a senadora ressaltou a importância de ampliar a estrutura para transformar Campina Grande em um ambiente ainda mais atrativo para empresas de tecnologia, startups e empreendimentos ligados à inovação.
Segundo Daniella, o objetivo é criar condições para que empresas se instalem na cidade e contribuam para a geração de empregos, circulação de recursos e permanência de profissionais qualificados na economia local.
“O parque, como eu disse, é o primeiro, então faz muitos, muitos anos, e a gente precisava dessa expansão”, afirmou a senadora.
O Parque Tecnológico da Paraíba foi criado em 1984 e a própria instituição o classifica entre os três primeiros parques tecnológicos criados no país. A expansão da estrutura vem sendo planejada há anos e ganhou uma etapa importante com a destinação de recursos federais.
Durante a fala, Daniella Ribeiro também fez um contraponto político ao abordar a demora para a disponibilização do terreno inicialmente previsto para a expansão.
A senadora afirmou que o terreno havia sido solicitado durante a gestão do ex-prefeito Romero Rodrigues e que, posteriormente, segundo ela, o processo teria ficado parado durante a administração de Bruno Cunha Lima.
“Infelizmente engavetou o terreno para que a gente pudesse construir a expansão. O meu recurso já tinha sido dado, parte minha, cinco milhões de reais, e parte de Aguinaldo, deputado, dois milhões e meio, já sendo para a execução da obra”, declarou.
Daniella afirmou ainda que, na avaliação dela, a situação provocou um atraso de aproximadamente dois anos na entrega do projeto.
Projeto foi lançado com recursos federais
A expansão do Parque Tecnológico também recebeu recursos do Governo Federal. Em novembro de 2023, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação anunciou R$ 13 milhões, por meio de edital da Finep, para a ampliação do empreendimento em Campina Grande.
Na ocasião, foi lançada a pedra fundamental da expansão, com a previsão de que a nova estrutura pudesse abrigar mais empresas de base tecnológica e outros integrantes do ecossistema de ciência, tecnologia e inovação.
A própria Fundação Parque Tecnológico registrou, em relatório referente a 2023, que a primeira fase da expansão correspondia à construção da sede administrativa do parque. O documento informa que a ordem de serviço havia sido expedida e que as atividades da obra estavam em andamento.
Atração de empresas é uma das prioridades
Para Daniella Ribeiro, a expansão deve servir não apenas para ampliar a estrutura física do parque, mas também para criar um ambiente capaz de atrair empresas e manter na cidade parte da riqueza produzida por profissionais e empreendedores locais.
“Quando a gente atrai empresas, a gente tem que ter um ambiente de ecossistema que seja favorável para essas empresas desejarem vir”, afirmou.
A senadora defendeu ainda a instalação de startups e empresas de diferentes portes no espaço.
“É um prédio que tá ficando lindo, vocês precisam ir lá conhecer, para que a gente possa atrair essas empresas e os nossos jovens, não só jovens, mas todos aqueles que, seja startups, seja empresas, venham para cá para Campina Grande e o nosso PIB fica aqui”, declarou.
A Fundação Parque Tecnológico tem ampliado, paralelamente, a atuação em projetos de ciência, tecnologia e inovação. Em 2026, por exemplo, a instituição abriu processos relacionados à implantação da Fábrica Solar e à instalação de infraestrutura para um supercomputador na UFCG.
A expectativa é que a nova estrutura amplie a capacidade de Campina Grande de receber empresas, projetos de pesquisa e iniciativas de inovação, fortalecendo a conexão entre universidades, setor produtivo, governo e empreendedores.