Toffoli suspende chapa de Renan Santos na corrida pela Presidência

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a suspensão das candidaturas de Renan Santos (Missão) à Presidência da República e de Aroldo Medina, candidato a vice na chapa. A decisão foi tomada no domingo (30) e tornou-se pública nesta segunda-feira (31).

Com a medida, a campanha de Renan fica impedida de realizar propaganda eleitoral pela internet, receber recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e contar com a participação do candidato em debates eleitorais.

A decisão foi tomada pelo ministro Dias Toffoli, que apontou irregularidades relacionadas ao registro de endereços de sites, blogs, redes sociais e aplicativos de mensagens utilizados pela campanha.

Em declaração à Jovem Pan, Renan Santos criticou a decisão e afirmou que pretende recorrer.



«“É uma decisão de ofício que derruba uma campanha inteira. Um absurdo.”»

De acordo com a decisão, a candidatura teria informado à Justiça Eleitoral, somente depois do pedido de registro, uma lista com 18 perfis utilizados em diferentes plataformas digitais. As informações foram apresentadas em 19 de agosto, enquanto o registro da candidatura havia sido protocolado no dia 7 do mesmo mês.

Entenda a decisão

O ministro Toffoli considerou que as contas e os canais digitais utilizados pela campanha precisam ser previamente informados à Justiça Eleitoral. A legislação eleitoral determina que perfis já existentes sejam declarados no momento do registro da candidatura.

No caso de novas contas, a comunicação à Justiça Eleitoral deve ocorrer em até 24 horas após a criação.

A decisão também estabelece que os perfis informados posteriormente ao registro não poderiam ser utilizados imediatamente para propaganda eleitoral. Segundo o entendimento apresentado pelo ministro, seria necessário aguardar 48 horas após a anotação das informações pela Justiça Eleitoral.

Esse período, conforme a decisão, permitiria que órgãos de fiscalização e demais envolvidos no processo eleitoral verificassem previamente os canais utilizados pelos candidatos, além de possibilitar a atuação das plataformas digitais sobre mecanismos de distribuição e recomendação de conteúdo.

Campanha tenta reverter decisão

A equipe jurídica de Renan Santos já trabalha para contestar a determinação. Segundo informações divulgadas pela Jovem Pan, a campanha prepara um mandado de segurança com o objetivo de derrubar a decisão de Toffoli e restabelecer as candidaturas.

A decisão ocorre apenas dois dias depois de o ministro retirar de pauta o processo que analisava o registro da candidatura de Renan Santos.

O caso ainda poderá sofrer novos desdobramentos na Justiça Eleitoral, especialmente diante da tentativa da campanha de reverter a suspensão.

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Renan Santos remove entulho usado como suposta barricada e defende endurecimento das leis penais na Paraíba

Candidato à Presidência pelo Missão também retirou supostas câmeras de monitoramento de facções durante agenda em Santa Rita, na Grande João Pessoa.

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) cumpriu agenda na Paraíba, nesta quarta-feira (19), e realizou ações voltadas à segurança pública.

Durante a visita a João Pessoa, capital do estado, o candidato contratou um trator para retirar lixo e entulho que, segundo ele, são usados por criminosos em uma comunidade no bairro do Grotão.

“Isso é um problema de João Pessoa, de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Salvador, de Recife, isso é um problema brasileiro. Nós vamos colocar estado de defesa em regiões tomadas pelo crime, por exemplo, o bairro do Grotão, em João Pessoa, e aí não só a polícia local, mas o auxílio da Polícia Federal que vai ser dado, e o governo federal vai atuar de maneira clara para prender e matar as lideranças do crime. Se elas não quiserem se entregar, vão acabar morrendo”, disse em entrevista.

Em seguida, o candidato foi à cidade de Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa, onde retirou câmeras de monitoramento instaladas em postes supostamente utilizadas pelo crime organizado. Ele subiu em um dos postes com uma escada e fez a retirada manualmente.

Até a última atualização desta reportagem, não havia informação oficial sobre a origem ou a finalidade dos equipamentos retirados.

Chegada ao aeroporto

Antes de retirar as barricadas e as câmeras, ainda pela manhã, na chegada dele ao aeroporto da capital, o candidato disse que fará operações conjuntas entre os governos federal e estaduais no que diz respeito à segurança pública.

Ele disse também, em entrevista para a TV Cabo Branco, que quer penas de 30 anos para assaltos, de celular, por exemplo, e a “eliminação” de lideranças criminosas.

“Haverá uma operação usando o governo federal e os governos estaduais em parceria com o aumento de penas, de modo a não apenas retirar ele dos bairros e cidades que eles costumam tomar, mas também eliminar suas lideranças, seja prendendo eles por muito tempo e se eles resistirem, passando fogo neles”, disse.



Ao avaliar a situação de outros estados também sobre a segurança pública, o candidato defendeu uma intervenção federal no Rio de Janeiro. Segundo Renan Santos, o estado foi completamente tomado pelo crime organizado.

“Agora, a situação no Rio de Janeiro é ainda mais grave. A gente está falando de uma cidade e de um estado que foram completamente tomados por um clima organizado. O Rio de Janeiro precisa de uma intervenção federal. O que nós vamos fazer no Rio de Janeiro é afastar inclusive as lideranças políticas”, afirmou.

Em relação a projetos de desenvolvimento do Nordeste, Renan Santos destacou a necessidade de gerar atividade econômica no interior para acabar com a dependência de assistência social.

“Nós precisamos levar frentes agrícolas, nós precisamos levar frentes de trabalho, isso vai gerar renda e renda vai fazer com que as pessoas não dependam na prática da assistência”, afirmou.

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Candidato do MBL, Renan Santos propõe acabar com as favelas do Brasil em até dez anos

A medida tem por finalidade acabar com as favelas do Brasil em até dez anos

O candidato do Movimento Brasil Livre (MBL) à Presidência da República, Renan Santos, afirmou que, se eleito, pretende acabar com as favelas no Brasil em um prazo de até dez anos. A proposta faz parte de seu plano de governo voltado para habitação e urbanização.


Segundo Renan, o objetivo não é remover moradores das comunidades, mas substituir as áreas irregulares por bairros planejados, com infraestrutura adequada, saneamento básico, pavimentação, serviços públicos e regularização fundiária.


Em declarações divulgadas nas redes sociais, o candidato defendeu que a existência de favelas representa um problema histórico do país e afirmou que o Estado deve garantir moradia digna para a população que vive nessas localidades.
A proposta, no entanto, gerou repercussão e dividiu opiniões. Enquanto apoiadores avaliam que a iniciativa busca ampliar a qualidade de vida das famílias e enfrentar o déficit habitacional, críticos questionam a viabilidade financeira do projeto e a complexidade de transformar milhares de comunidades espalhadas pelo país em um período de dez anos.


Até o momento, Renan Santos não detalhou todos os mecanismos de financiamento nem apresentou um cronograma completo de execução da proposta. O tema deve integrar o debate sobre políticas públicas de habitação durante a campanha eleitoral.

🗞️ Redação do papo informativo

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Patrimônio dos presidenciáveis surpreende: um deles declarou quase R$ 130 milhões. Confira!
Levantamento mostra patrimônio declarado por pré-candidatos à Presidência da República; Zema lidera lista com R$ 129,8 milhões


Um levantamento com base em dados declarados à Justiça Eleitoral mostra uma grande diferença patrimonial entre os nomes cotados para disputar a Presidência da República nas eleições de 2026.

Os valores consideram as últimas declarações de bens apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelos possíveis pré-candidatos em eleições anteriores e revelam patrimônios que variam de R$ 0 a quase R$ 130 milhões.

Na liderança aparece o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que declarou patrimônio de R$ 129,8 milhões. Empresário antes de ingressar na política, Zema possui o maior volume de bens entre os nomes atualmente cotados para a corrida presidencial.

Na segunda posição está o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com patrimônio declarado de R$ 24,8 milhões.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparece em seguida com R$ 7,4 milhões em bens declarados. Parte significativa do patrimônio do petista está concentrada em investimentos de previdência privada.

Entre outros nomes citados como possíveis candidatos, o senador Flávio Bolsonaro (PL) declarou patrimônio de R$ 1,74 milhão. Já o ex-deputado federal Cabo Daciolo informou não possuir bens em sua última declaração apresentada à Justiça Eleitoral.

Confira os valores declarados:

• Romeu Zema (Novo) — R$ 129,8 milhões

• Ronaldo Caiado (PSD) — R$ 24,8 milhões

• Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — R$ 7,4 milhões

• Flávio Bolsonaro (PL) — R$ 1,74 milhão

• Cabo Daciolo (Mobiliza) — R$ 0

Entre outros nomes que aparecem em cenários eleitorais para 2026, Ciro Gomes (PDT) declarou aproximadamente R$ 3 milhões em sua última prestação de contas eleitoral. Jair Bolsonaro (PL), atualmente inelegível até 2030 por decisão da Justiça Eleitoral, declarou cerca de R$ 2,3 milhões em bens em sua última candidatura presidencial.

Especialistas destacam que os números não permitem uma comparação totalmente precisa entre todos os pré-candidatos, já que as declarações foram apresentadas em anos diferentes e refletem momentos distintos da vida financeira de cada político.

A comparação oficial dos patrimônios somente ocorrerá após o registro das candidaturas para as eleições de 2026, quando todos os postulantes deverão apresentar novas declarações de bens ao Tribunal Superior Eleitoral.Os valores foram compilados a partir de dados públicos do TSE e de levantamentos realizados por plataformas de monitoramento político.

🗞️ Redação do papo informativo

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