PF prepara esquema especial de segurança para candidatos à Presidência nas eleições de 2026

Partidos poderão solicitar proteção após as convenções; operação terá centenas de agentes mobilizados e investimento estimado em R$ 95 milhões.

A partir de 20 de julho, os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026 poderão contar com escolta e proteção especial da Polícia Federal durante a campanha eleitoral. De acordo com a corporação, cerca de R$ 95 milhões serão destinados à estrutura de segurança, que terá capacidade para atender simultaneamente até dez candidatos em diferentes regiões do país.


A solicitação do serviço deverá ser feita oficialmente pelos partidos políticos e a proteção poderá ser iniciada após a definição dos nomes nas convenções partidárias. No caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve disputar a reeleição, a segurança seguirá um modelo integrado, com participação da Polícia Federal e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).


Estrutura de segurança


Para garantir o acompanhamento dos candidatos, a PF prevê o deslocamento de até 458 servidores especializados. Os agentes passaram por treinamentos realizados entre 2025 e 2026, com capacitações em áreas como direção defensiva, primeiros socorros, salvamento aquático e uso de drones.


Toda a operação será coordenada a partir de Brasília pela Sala Nacional de Comando e Controle, que terá acesso às agendas dos candidatos e acompanhará as movimentações das equipes de segurança em tempo real, permitindo respostas rápidas durante os compromissos de campanha.

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Eleições: convenções partidárias começam nesta segunda; veja o que muda

Legenda têm até 5 de agosto para definir candidatos, formalizar coligações e registrar as chapas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O período de convenções partidárias para as eleições de 2026 começa nesta segunda-feira (20). A etapa é considerada uma das mais importantes do calendário eleitoral, pois é nesse momento que os partidos oficializam os candidatos que disputarão os cargos em eleição.

As convenções poderão ser realizadas até o dia 5 de agosto. Após a definição dos nomes, os partidos devem encaminhar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o registro das candidaturas e os respectivos números por meio do Módulo Externo do Sistema de Candidaturas (CANDex), disponível pela internet.

Durante as convenções, além da escolha dos candidatos, também são definidas as coligações partidárias e confirmados os números de urna. As legendas podem manter o número utilizado na eleição anterior, e os candidatos que concorrerem ao mesmo cargo também têm o direito de permanecer com o número já utilizado anteriormente.



Nas eleições de 2026, os brasileiros escolherão presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores, dois senadores por estado, deputados federais e deputados estaduais — ou distritais, no caso do Distrito Federal.

As convenções estaduais serão responsáveis pela escolha dos candidatos aos governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas. Já as convenções nacionais definirão as candidaturas à Presidência da República e eventuais coligações em âmbito nacional.

Partidos que já anunciaram datas para as convenções nacionais

PDT – 20 de julho

PL – 25 de julho

PSD – 26 de julho

MDB – 27 de julho

Novo – 27 de julho

PCdoB – 30 de julho

PSTU – 31 de julho

PV – 31 de julho

Missão – 1º de agosto

PCO – 1º de agosto

PSB – 2 de agosto

PT – 2 de agosto

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PSOL da Paraíba oficializa apoio à reeleição de Veneziano Vital do Rêgo ao Senado

Anúncio foi feito pelo pré-candidato ao Governo da Paraíba, Olímpio Rocha, que destacou a convergência de pautas entre o partido e o senador para as eleições de 2026.

O pré-candidato ao Governo da Paraíba pelo PSOL, Olímpio Rocha, anunciou nesta quinta-feira (16), por meio das redes sociais, que o diretório estadual do partido oficializou apoio à reeleição do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) nas eleições de 2026.

Na publicação, Olímpio afirmou que a decisão foi tomada em razão da convergência entre as pautas defendidas pelo PSOL e a atuação do parlamentar no Senado.

“Hoje o PSOL Paraíba oficializa seu apoio à reeleição do senador Veneziano Vital do Rêgo. Para nós, é uma alegria caminhar ao lado de quem tem defendido pautas importantes para o povo brasileiro”, escreveu.



Segundo o pré-candidato, a aliança política também está fundamentada na defesa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e em bandeiras como o fim da escala de trabalho 6×1, a oposição à anistia dos envolvidos nos atos antidemocráticos e a ampliação de políticas de inclusão social.

“Seguimos juntos na defesa do presidente Lula, do fim da escala 6×1, contra a anistia aos golpistas e por mais inclusão social, justiça e oportunidades para todos os paraibanos e brasileiros”, publicou.

Ao concluir a mensagem, Olímpio Rocha reafirmou o apoio à candidatura de Veneziano e defendeu a união das forças políticas de esquerda para as eleições do próximo ano.

“Tamo junto, Vené! Vamos enfrentar a extrema direita e seguir fortalecendo um projeto democrático e popular para o Brasil”, finalizou.

A manifestação ocorre em meio às articulações para as eleições de 2026 e representa o posicionamento oficial do PSOL da Paraíba em favor da candidatura de Veneziano Vital do Rêgo à reeleição para o Senado Federal.

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Comissão do Senado aprova projeto com “jabutis” que podem aumentar a conta de luz

A proposta recebeu parecer favorável na Comissão de Infraestrutura do Senado após a inclusão de dispositivos conhecidos como “jabutis”, que, segundo especialistas, podem elevar os custos da energia elétrica. O texto ainda precisa ser analisado e votado pelo plenário da Casa antes de seguir a tramitação.

A aprovação de um projeto na Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado Federal reacendeu o debate sobre os chamados “jabutis” no Congresso Nacional. A expressão ganhou destaque porque o texto aprovado passou a incluir medidas que, segundo especialistas do setor elétrico, podem aumentar os custos da geração de energia e, futuramente, refletir na conta de luz dos brasileiros.

Apesar da repercussão, é importante esclarecer que o projeto ainda não foi aprovado pelo Senado em definitivo. Até o momento, ele passou apenas pela Comissão de Infraestrutura e ainda depende de votação no plenário da Casa.

O que é um “jabuti”?

No meio político, “jabuti” é o nome dado a um trecho incluído em um projeto de lei que não tem relação direta com o tema principal da proposta.

A expressão surgiu da frase popular: “jabuti não sobe em árvore; se apareceu lá, alguém o colocou”. Na prática, significa que um assunto foi inserido durante a tramitação de um projeto, mesmo não fazendo parte de seu objetivo original.



O que prevê o projeto?

O Projeto de Lei nº 5.017/2019 foi apresentado originalmente pelo então senador Luis Carlos Heinze (PP-RS).

A proposta inicial tinha como objetivo ampliar benefícios na tarifa de energia elétrica para atividades como irrigação, aquicultura e sistemas de abastecimento de água, buscando reduzir os custos para esses setores.

Durante a tramitação no Senado, porém, o relator da matéria na Comissão de Infraestrutura, senador Hermes Klann (PL-SC), apresentou um substitutivo — uma nova versão do texto — que passou a incluir dispositivos determinando a contratação obrigatória de novas usinas termelétricas movidas a gás natural e de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

Esses dispositivos são os chamados “jabutis”, por tratarem de um tema diferente da proposta original.

Por que isso preocupa?

Especialistas e entidades do setor elétrico afirmam que obrigar a contratação dessas usinas pode elevar os custos da geração de energia, principalmente se houver alternativas mais baratas disponíveis no mercado.

Como esses custos fazem parte da composição das tarifas de energia elétrica, existe a possibilidade de que eles sejam repassados aos consumidores ao longo dos próximos anos.

Por esse motivo, o texto passou a ser alvo de críticas de representantes do setor elétrico e de entidades que defendem uma maior competitividade na contratação de energia.

A conta de luz vai aumentar imediatamente?

Não.

A aprovação na Comissão de Infraestrutura não altera imediatamente a tarifa de energia.

Caso o projeto seja aprovado definitivamente e sancionado, eventuais impactos dependerão da regulamentação e da implementação das medidas previstas no texto.

O projeto já virou lei?

Ainda não.

A tramitação segue as seguintes etapas:

– O projeto foi aprovado na Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado;
– Agora, precisa ser analisado e votado pelo Plenário do Senado Federal;
– Se o plenário aprovar um texto diferente daquele que veio da Câmara dos Deputados, a proposta retorna para nova análise dos deputados;
– Somente após a conclusão da tramitação no Congresso Nacional é que o projeto poderá seguir para sanção ou veto do presidente da República.

Ou seja, o projeto ainda pode sofrer alterações antes de se tornar lei.

Conclusão

A discussão em torno dos chamados “jabutis” vai além do setor elétrico e envolve também o processo legislativo. Enquanto defensores afirmam que as medidas fortalecem investimentos na infraestrutura energética do país, críticos argumentam que a contratação obrigatória de determinadas usinas pode aumentar os custos do sistema e, consequentemente, pressionar as contas de luz pagas pelos consumidores.

Como a proposta ainda será analisada pelo plenário do Senado, o texto poderá ser mantido, alterado ou até rejeitado antes de concluir sua tramitação no Congresso Nacional.

🗞️ Redação do papo informativo

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Pesquisa Genial/Quaest mostra Lula com vantagem ampliada sobre Flávio Bolsonaro para 2026

Levantamento aponta crescimento do presidente nas intenções de voto e vantagem de oito pontos em eventual segundo turno contra o senador


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pela Presidência da República, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). O levantamento indica avanço de Lula nas intenções de voto e uma queda no desempenho do principal nome da oposição no cenário testado pelo instituto.

Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados respondem sem receber uma lista de candidatos, Lula aparece com 26% das intenções de voto, um crescimento de quatro pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. Flávio Bolsonaro registra 14%, mantendo o mesmo índice obtido em maio.

No cenário estimulado, Lula alcança 40% das intenções de voto, um ponto percentual acima da pesquisa anterior. Já Flávio Bolsonaro soma 28%, após recuar cinco pontos no mesmo período.



Entre os demais nomes avaliados, Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4% das intenções de voto, enquanto Renan Santos (Missão) registra 3%. Outros candidatos somam 4%, os indecisos representam 11% e 8% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco, nulo ou ainda não sabem em quem votar.

A pesquisa também simulou cenários de segundo turno. Na disputa contra Flávio Bolsonaro, Lula registra 45% das intenções de voto, enquanto o senador aparece com 37%, abrindo uma vantagem de oito pontos percentuais. No levantamento anterior, a diferença entre os dois era de apenas um ponto.

Nos demais confrontos testados, o presidente também aparece à frente. Contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, Lula tem 45% das intenções de voto, ante 36% do adversário. Em um eventual segundo turno contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o petista registra 45%, enquanto Zema alcança 35%.

Já em uma simulação contra Renan Santos, Lula aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o adversário registra 33%.

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores em 120 municípios brasileiros entre os dias 10 e 13 de julho. O levantamento possui nível de confiança de 95%, margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-7181/2026.

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Lucas Ribeiro cria conselho político com representantes de 14 partidos para definir estratégias da campanha de 2026

Colegiado reunirá lideranças da base aliada para participar das decisões sobre o projeto eleitoral, incluindo a definição da chapa majoritária.

O governador da Paraíba e pré-candidato à reeleição, Lucas Ribeiro (PP), anunciou a criação de um Conselho Político formado por representantes dos 14 partidos que compõem sua base aliada. O grupo terá a missão de discutir e deliberar sobre as principais estratégias da campanha para as eleições de 2026.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (14), durante entrevista ao programa Correio Verdade. Segundo Lucas Ribeiro, o conselho foi criado para garantir a participação das legendas nas decisões relacionadas ao projeto político do grupo.

“Criamos esse conselho, representado por um membro de cada partido, que vai opinar em todas as decisões, sejam elas eleitorais, de planejamento ou de outras questões que passaremos a discutir a partir de agora”, afirmou.

Entre os temas que deverão ser debatidos pelo colegiado está a definição do candidato a vice-governador na chapa governista, uma das decisões mais aguardadas no processo de articulação política para o pleito de 2026.

O Conselho Político reúne dirigentes e lideranças partidárias responsáveis por alinhar estratégias e fortalecer a unidade da base aliada. Integram o grupo representantes da Federação União Progressista (União Brasil e Progressistas), PSB, Republicanos, Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), PDT, Rede, PRD, Agir, Mobiliza, Democracia Cristã (DC), Solidariedade e Cidadania.

A expectativa é que o colegiado atue de forma permanente na construção do projeto político governista até as eleições marcadas para outubro de 2026.

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Caminhoneiros promovem paralisações em rodovias e portos para pressionar Senado a votar a MP do Frete

Manifestações ocorreram em Santos, Itajaí, Suape e na BR-040; categoria cobra votação da medida provisória que prevê mudanças no piso mínimo do frete e pode perder a validade nesta semana.

Caminhoneiros realizaram, nesta segunda-feira (13), paralisações em diferentes regiões do país para pressionar o Senado Federal a votar a Medida Provisória (MP) nº 1.343, conhecida como MP do Frete. Os principais atos ocorreram no Porto de Santos (SP), em Itajaí (SC), no Porto de Suape (PE) e na BR-040, no município de Luziânia (GO).

A mobilização foi motivada pela demora na análise da proposta, que pode perder a validade caso não seja votada pelo Senado até esta quinta-feira (16). A categoria cobra a apreciação da medida, considerada importante para o transporte rodoviário de cargas.

No Porto de Santos, maior complexo portuário do Hemisfério Sul, houve um bloqueio parcial em um dos acessos à margem direita. Segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS), a interrupção durou menos de uma hora e os manifestantes permitiam a passagem de veículos quando solicitados.



Em nota, a APS informou que as operações portuárias transcorreram normalmente e que não houve impactos significativos no trânsito interno do porto, com as vias sendo totalmente liberadas após o protesto.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que acompanha as manifestações em rodovias federais, mas afirmou que não registrou interdições provocadas pelos caminhoneiros.

A MP nº 1.343 propõe alterações na Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, criando mecanismos de fiscalização do frete e estabelecendo um piso salarial nacional de R$ 5 mil para trabalhadores celetistas do setor. Caso a medida não seja votada dentro do prazo, ela perderá a validade no Congresso Nacional.

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Defesa de Flávio Bolsonaro critica decisão de Moraes que suspende visitas a Jair Bolsonaro por 90 dias

Advogados afirmam que a medida viola direitos constitucionais, restringe o contato entre familiares e impede a comunicação entre advogado e cliente.

A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL) contestou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a suspensão, por 90 dias, das visitas do parlamentar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em nota divulgada nesta segunda-feira (13), os advogados classificaram a medida como ilegal e inconstitucional.

Segundo a defesa, a decisão desrespeita direitos previstos na Constituição, na Lei de Execução Penal e no Estatuto da Advocacia. Os advogados argumentam que Flávio Bolsonaro não é apenas filho do ex-presidente, mas também integra sua equipe de defesa, o que garantiria o direito de comunicação com o cliente.

A restrição foi determinada após Alexandre de Moraes entender que Flávio descumpriu uma decisão anterior ao ler, durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, uma carta escrita por Jair Bolsonaro. Para o ministro, a divulgação do conteúdo representou uma forma indireta de utilização das redes sociais pelo ex-presidente, conduta vedada pelas medidas cautelares impostas a ele.



Com a decisão, Flávio Bolsonaro ficará impedido de visitar o pai até meados de outubro, período que inclui o primeiro turno das eleições de 2026, marcado para o dia 4 de outubro.

Além da suspensão das visitas, Moraes determinou que a defesa de Jair Bolsonaro apresente esclarecimentos ao STF, no prazo de 48 horas, sobre a elaboração e a divulgação da carta. O ministro busca apurar se o ex-presidente tinha conhecimento de que o texto seria lido e compartilhado durante a transmissão.

Na decisão, Alexandre de Moraes também afirmou que o conteúdo divulgado poderá ser analisado pelo Ministério Público Eleitoral para verificar a existência de eventual propaganda eleitoral antecipada.

Em nota, a defesa de Flávio Bolsonaro sustenta que a medida retira direitos assegurados pela legislação brasileira, entre eles o de receber visitas de familiares e o de manter comunicação com o mundo exterior. Os advogados afirmam ainda que adotarão as medidas judiciais cabíveis para tentar reverter a decisão.

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Hugo Motta defende vice do Republicanos na chapa de Lucas Ribeiro e prevê definição até 5 de agosto

Presidente da Câmara afirma que partido possui nomes preparados para compor a chapa governista e diz que escolha será feita durante as articulações para as convenções partidárias.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), afirmou que defende a indicação de um nome do Republicanos para ocupar a vaga de vice-governador na chapa encabeçada por Lucas Ribeiro (PP) nas eleições estaduais da Paraíba. A declaração foi dada no último sábado (11), durante entrevista à imprensa.

Segundo Motta, a definição do candidato a vice deverá ocorrer até o dia 5 de agosto, prazo previsto para a realização das convenções partidárias e oficialização das candidaturas.



O parlamentar destacou que o Republicanos possui quadros com experiência e capacidade para integrar a chapa majoritária.

“Será um nome que agregue à chapa, agregue politicamente, agregue com experiência, com técnica e com força política. O Republicanos tem, sim, nomes que reúnem essas condições para estar ao lado do nosso governador Lucas Ribeiro na disputa eleitoral”, afirmou.

Embora reconheça a importância dos partidos que integram a base governista, Hugo Motta defendeu que a vaga de vice permaneça com o Republicanos, ressaltando que o escolhido deverá estar alinhado ao projeto político do grupo.

De acordo com o presidente da Câmara, a decisão será construída por meio de diálogo entre os partidos aliados, levando em consideração fatores como pesquisas eleitorais e a estratégia para fortalecer a chapa.

“O nosso prazo legal é até a convenção, que será no dia 5 de agosto. Até lá, os partidos vão se reunir, os nomes que estão sendo colocados estarão à mesa e faremos um debate imparcial, levando em consideração pesquisas e defendendo aquilo que é melhor para que a chapa como um todo seja vitoriosa”, declarou.

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Moraes avalia se divulgação de carta de Bolsonaro por Flávio descumpriu medidas cautelares

Ministro do STF deverá analisar se a publicação da mensagem nas redes sociais do senador configurou uso indireto das plataformas pelo ex-presidente, o que é vedado pelas restrições judiciais.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deverá analisar nos próximos dias se a divulgação de uma carta escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e publicada nas redes sociais do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) representou descumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-chefe do Executivo.

A avaliação se concentra na possibilidade de que a publicação tenha caracterizado o uso indireto das redes sociais por Bolsonaro, hipótese vedada pelas restrições determinadas pelo STF. A decisão poderá definir se houve violação das medidas em vigor e se haverá necessidade de adoção de novas providências judiciais.

A carta foi divulgada por Flávio Bolsonaro no início da semana. No texto, o ex-presidente manifesta apoio à pré-candidatura do filho e faz um apelo por união entre seus aliados, dando à mensagem ampla repercussão política.



O caso ocorre em um contexto de restrições impostas pelo Supremo ao ex-presidente, entre elas a proibição de utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros. Esse entendimento já havia sido reforçado por Alexandre de Moraes em decisões anteriores relacionadas ao cumprimento das medidas cautelares.

Nos últimos meses, o ministro analisou episódios envolvendo a circulação de declarações de Bolsonaro em perfis de apoiadores e aliados. Em diferentes decisões, Moraes ressaltou que a reprodução sistemática de manifestações do ex-presidente por terceiros poderia representar uma tentativa de contornar as determinações judiciais.

Com base nesse histórico, o novo episódio deverá ser examinado para verificar se a publicação da carta constituiu apenas a divulgação de um documento ou se serviu como meio para que Bolsonaro transmitisse mensagens políticas ao público por intermédio de outra pessoa.

Até o momento, Alexandre de Moraes não se manifestou sobre o caso. A expectativa é de que a análise seja realizada nos próximos dias, quando o ministro decidirá se houve ou não descumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente.

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