Segundo o governador, a definição passará pela capacidade de gestão, articulação política e alinhamento com o projeto defendido pelo grupo para as eleições de 2026.
O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (Progressistas), afirmou nesta segunda-feira (25) que a escolha do candidato a vice-governador para a chapa governista nas eleições de outubro será baseada em critérios técnicos, políticos e de alinhamento com a atual gestão estadual.
Segundo o governador, o nome escolhido deverá contribuir não apenas durante a campanha eleitoral, mas também na condução administrativa do Estado.
“Uma pessoa que venha a somar, agregar, assumir uma missão não só na campanha, mas no governo, ajudando a fortalecer a gestão e acreditando no momento que a Paraíba vive”, declarou.
Durante a entrevista, Lucas Ribeiro também comentou sobre o nome do presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (Republicanos), apontado nos bastidores como possível integrante da chapa majoritária.
O governador elogiou a atuação política de Adriano, destacou a parceria institucional com o governo, mas evitou confirmar qualquer definição sobre a composição.
“Adriano é um grande nome, parceiro e aliado do governo, além de representar e defender a gestão da qual fazemos parte”, afirmou.
Presidente da Câmara afirmou que pontos são ‘inegociáveis’. Motta adiantou que proposta prevê, após 60 dias da promulgação da PEC, redução imediata de duas horas de trabalho e, após 12 meses, de mais duas horas.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou nesta segunda-feira (25) que a proposta de extinção da escala 6×1 deverá prever a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem diminuição de salários e com um período de transição de um ano.
A declaração foi dada após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Motta, a PEC deve estabelecer uma implementação gradual da nova carga horária, com corte inicial de duas horas após 60 dias da promulgação e redução de mais duas horas ao fim de 12 meses.
Em entrevista coletiva no Salão Verde da Câmara, o parlamentar afirmou que já existe consenso em torno dos principais pontos da proposta e destacou que três pilares são considerados “inegociáveis” nas discussões.
“Começamos essa discussão com questões que são inegociáveis e chegamos ao final desse trabalho com esses pilares bastante consolidados e mantidos”, disse.
Segundo ele, o texto do relator deve prever a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas.
“O primeiro ponto, tratando da redução da jornada de trabalho. Estamos garantindo que iremos reduzir de 44 horas para 40 horas semanais. Isso estará no texto do relator”, afirmou.
Motta também disse que o fim da escala 6×1 está assegurado.
“Também, para nós, é inegociável a questão do fim da escala 6×1. Estamos aqui garantindo que os trabalhadores brasileiros passarão a ter, com a aprovação dessa PEC, a redução da escala. Nós acabaremos com a escala 6×1 e garantiremos dois dias de folga para os trabalhadores.”
Ele acrescentou que as mudanças não terão impacto nos salários.
“Aquilo que também para nós é inegociável é fazer tanto a redução da escala quanto da jornada sem ter redução salarial. Esses três pontos são inegociáveis para a Câmara dos Deputados e para o governo.”
Transição de um ano
Apesar do alinhamento em torno dos principais pontos da proposta, Hugo Motta afirmou que o texto deverá incluir um período de adaptação para a redução da jornada de trabalho.
De acordo com o presidente da Câmara, a mudança será aplicada de forma gradual, com implementação escalonada ao longo de um ano.
“O relator trará o texto logo mais já fazendo, após 60 dias da promulgação da PEC, já faremos a redução de 2 horas imediatamente. Após 12 meses, mais 2 horas. A transição se dará em um ano.”
A proposta, no entanto, diverge do entendimento defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem se posicionado contra um período prolongado de transição.
Na última sexta-feira (22), Lula afirmou que a redução da jornada de trabalho deveria entrar em vigor de forma imediata, sem implementação gradual.
“Nós defendemos que a redução seja de uma vez. De 44 (horas) para 40 (horas) e fim de papo, sem reduzir salário. Não dá para aceitar ficar quatro anos para fazer meia hora por ano. Aí é brincar de fazer redução”, afirmou.
Em uma forte declaração durante o programa Paraíba Agora, o jornalista e comentarista político, Gutemberg Cardoso relembrou episódio de censura e forte interferência política sofrido por profissionais da imprensa paraibana na gestão de Ricardo Coutinho no governo da Paraíba.
O relato do comunicador detalhou como Ricardo Coutinho utilizava de sua influência para retaliar profissionais que faziam críticas ou questionamentos à sua administração.
”Quem ousasse questionar qualquer coisa do seu governo era trucidado”, relembrou Gutemberg Cardoso.
Segundo o relato de Gutemberg, diversos profissionais de destaque foram “ejetados” de suas funções no sistema correio de comunicação por pressão direta do Palácio do Governo da época.
Entre os jornalistas e comunicadores afetados pela retaliação política da época, foram citados: Marcelo José, Josival, Rui Dantas e Helder Moura.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, anunciou neste domingo (24) o convite feito à professora universitária Maísa Cartaxo para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Republicanos nas eleições de 2026.
O encontro ocorreu na sede da legenda, em João Pessoa, e contou com a presença de lideranças políticas do partido. Durante o anúncio, Hugo Motta destacou a trajetória pública e acadêmica de Maísa Cartaxo, afirmando que sua chegada fortalece a participação feminina na política paraibana.
Segundo o parlamentar, a professora possui experiência, reconhecimento e capacidade de contribuir para o debate político no estado e no país.
“Maísa fez um grande trabalho como primeira-dama em João Pessoa, é uma mulher muito respeitada na Universidade Federal da Paraíba e, com certeza, chega ao nosso partido para somar, agregar e fortalecer ainda mais a participação feminina na política”, declarou Hugo Motta.
Maísa Cartaxo aceitou oficialmente o convite e classificou a possível candidatura como um novo desafio. Ela também defendeu o fortalecimento da presença das mulheres nos espaços de poder e representação política.
” É um prazer estar aqui. Convite aceito. Realmente é um desafio, mas nós, mulheres, precisamos nos unir e fortalecer cada vez mais a nossa participação, ocupando espaços importantes”, afirmou.
Esposa do deputado estadual Luciano Cartaxo, Maísa passa a integrar o projeto político do Republicanos para as eleições de 2026, ampliando a presença de lideranças femininas na legenda.
Ex-deputada está detida em Roma desde julho, após ter sido alvo de um mandado de prisão internacional expedido a pedido do STF
A Justiça da Itália decidiu reverter a extradição da deputada federal Carla Zambelli ao Brasil, anulando a decisão que previa o envio da parlamentar às autoridades brasileiras. A medida representa uma reviravolta no caso e abre um novo capítulo na disputa jurídica envolvendo a congressista no exterior.
A defesa de Zambelli comemorou a decisão e afirmou que a Corte italiana reconheceu inconsistências no pedido apresentado pelo Brasil. Os advogados sustentam que a parlamentar sofre perseguição política e que seus direitos fundamentais não estariam sendo plenamente garantidos em território brasileiro.
Com a anulação da extradição, Carla Zambelli permanece na Itália enquanto o processo segue em análise pelas autoridades locais. O caso ganhou repercussão internacional e deve provocar novos embates políticos e jurídicos nos próximos dias.
Até o momento, autoridades brasileiras ainda podem recorrer da decisão ou apresentar novos elementos à Justiça italiana. O desdobramento é acompanhado de perto por aliados e opositores da deputada.
O ex-governador da Paraíba e pré-candidato a deputado federal Ricardo Coutinho elevou o tom das críticas ao atual grupo governista e afirmou que não apoiará uma eventual candidatura do vice-governador Lucas Ribeiro ao Governo da Paraíba em 2026, mesmo que haja orientação do PT nesse sentido.
Durante entrevista, Ricardo declarou que não pretende caminhar politicamente com um governo que, segundo ele, utiliza estruturas de comunicação para disseminar ataques e informações falsas.
O ex-governador citou diretamente o secretário de Comunicação do Estado, Nonato Bandeira, ao acusar a existência de um suposto “gabinete do ódio” dentro da gestão estadual.
“Eu não posso votar por um governo que trabalha com gabinete do ódio. A Paraíba tem um gabinete do ódio instalado dentro da Secom, distribuindo matérias falsas e tentando ganhar debate através de fake news. Esse gabinete do ódio é comandado por Nonato Bandeira”, afirmou Ricardo.
O ex-governador também condicionou qualquer possibilidade de reaproximação política a uma mudança de postura do atual governo em relação ao secretário.
“Se ele não reprime Nonato Bandeira, dá a entender que concorda com isso que está sendo feito”, declarou.
As declarações acontecem em meio à repercussão envolvendo o leilão da PPP do saneamento da Cagepa, realizado recentemente pelo Governo da Paraíba. Ricardo Coutinho voltou a criticar o modelo adotado pelo Estado e classificou a operação como “suspeita”, além de afirmar que a medida poderá trazer prejuízos financeiros para a Paraíba.
O partido Democracia Cristã decidiu abrir um processo disciplinar para expulsar Aldo Rebelo da legenda após uma crise interna envolvendo a pré-candidatura à Presidência da República em 2026. A sigla agora aposta no ex-ministro do STF Joaquim Barbosa como novo nome para a corrida ao Palácio do Planalto.
A crise começou depois que o DC anunciou a substituição de Aldo Rebelo por Joaquim Barbosa como principal aposta do partido para a eleição presidencial. Rebelo, que havia sido lançado oficialmente pela legenda no início do ano, reagiu publicamente contra a decisão e acusou a direção partidária de agir sem transparência.
Em nota oficial, o partido afirmou que as declarações do ex-ministro “não condizem com os valores democratas-cristãos” e acusou Aldo de promover ataques contra a direção nacional da sigla. O presidente do partido, João Caldas, determinou a abertura imediata do procedimento disciplinar, que deve resultar na expulsão do político e na comunicação formal à Justiça Eleitoral.
Mesmo diante da decisão, Aldo Rebelo afirmou que continuará defendendo sua pré-candidatura até a convenção nacional do partido. Ele também ameaçou judicializar o caso caso seja impedido de disputar internamente a indicação presidencial.
“A candidatura anunciada em um balão de ensaio de Joaquim Barbosa é uma afronta às decisões democráticas”, declarou Aldo em nota divulgada à imprensa.
A entrada de Joaquim Barbosa no partido provocou forte repercussão nos bastidores políticos. O ex-presidente do STF ganhou notoriedade nacional durante o julgamento do Mensalão e vinha sendo tratado pelo DC como um nome capaz de ampliar a visibilidade da legenda para 2026. Apesar disso, Barbosa ainda não confirmou oficialmente se aceitará disputar a Presidência.
Aldo Rebelo, por sua vez, possui longa trajetória política. Ex-presidente da Câmara dos Deputados e ex-ministro dos governos Lula e Dilma Rousseff, ele passou por partidos como PCdoB, PSB, Solidariedade, PDT e MDB antes de se filiar ao Democracia Cristã no fim de 2025.
A crise interna expôs uma divisão no partido e abriu um novo capítulo na corrida presidencial de 2026, que já começa a movimentar os bastidores da política nacional.
Decisão do Congresso amplia crise entre Planalto e Senado e expõe novo desgaste político do governo Lula em Brasília.
O Congresso Nacional derrubou nesta semana o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva relacionado às regras de doações, reacendendo o debate político em Brasília e gerando forte repercussão entre governistas e oposição.
Com a decisão dos parlamentares, passa a valer o trecho anteriormente barrado pelo Palácio do Planalto, permitindo a ampliação das possibilidades de doações dentro das novas regras aprovadas pelo Legislativo. A medida foi defendida por deputados e senadores sob o argumento de que fortalece iniciativas e garante maior participação de setores da sociedade em projetos e campanhas autorizadas por lei.
A derrubada do veto representa mais uma derrota política do governo no Congresso e evidencia o clima de tensão entre o Executivo e parte da base parlamentar. Líderes aliados de Lula criticaram a decisão e afirmaram que o veto tinha como objetivo evitar brechas que poderiam gerar distorções e favorecer grupos com maior poder econômico.
Já parlamentares da oposição comemoraram o resultado, classificando a votação como uma “vitória do Congresso” e um recado direto ao governo federal. Nos bastidores de Brasília, a movimentação também é interpretada como um sinal de desgaste na articulação política do Planalto.
A sessão que analisou os vetos presidenciais contou com intensa mobilização de deputados e senadores, além de negociações entre lideranças partidárias. O tema rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais e deve continuar no centro do debate político nos próximos dias.
Especialistas avaliam que a decisão pode impactar diretamente futuras campanhas e movimentações políticas no país, especialmente às vésperas do cenário eleitoral que começa a se desenhar para 2026.
Deputado da Paraíba está entre os 176 signatários de proposta que altera o texto original da PEC sobre o fim da escala 6×1.
O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB) uniu-se a um grupo de 176 parlamentares para assinar uma emenda modificativa à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que debate a reformulação das jornadas de trabalho no Brasil. O texto alternativo propõe flexibilizações que, na prática, podem elevar a carga horária máxima permitida para até 52 horas por semana mediante acordos coletivos.
A emenda surge como um contraponto à proposta original da PEC 221/2019, que visa extinguir a escala 6×1 e fixar o teto do regime de trabalho em 36 horas semanais. O novo documento apresentado sugere fixar esse limite inicial em 40 horas semanais, abrindo espaço legal para ampliações.
De acordo com o texto assinado pelo congressista paraibano, empresas e sindicatos patronais e laborais teriam o aval para negociar aumentos de até 30% na jornada regular. Essa margem eleva o teto de prestação de serviços para as 52 horas semanais.
Transição e Exceções
Para mitigar o impacto econômico imediato nas empresas, a emenda prevê um período de transição longo, estipulado em 10 anos para a implementação total das novas regras.
O projeto também estabelece um regime diferenciado para os chamados setores essenciais — que englobam áreas como saúde, segurança pública e infraestrutura —, permitindo que essas categorias mantenham a jornada atual de até 44 horas semanais.
A proposta foca ainda em contrapartidas de desoneração fiscal para o setor produtivo e determina que as regras de flexibilização dependem de regulamentação futura por meio de lei complementar. O texto assinado por Cabo Gilberto segue agora para análise junto às comissões da Câmara dos Deputados, onde aguarda novas deliberações.
O senador Flávio Bolsonaro confirmou ter se encontrado com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro em 2025, após a primeira prisão do empresário no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades envolvendo o extinto Banco Master. A informação foi divulgada inicialmente pelo portal Metrópoles e posteriormente confirmada pela CNN Brasil.
Após a repercussão do encontro, Flávio Bolsonaro afirmou que a reunião teve como objetivo encerrar negociações relacionadas ao possível patrocínio de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo o senador, o contato ocorreu após Vorcaro passar a cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. “Foi a virada de chave. Entendemos que a situação era mais grave”, declarou Flávio após reunião com lideranças do PL.
A declaração ocorreu depois que o portal Intercept Brasil divulgou mensagens trocadas entre o parlamentar e Daniel Vorcaro, nas quais Flávio solicitava apoio financeiro para a produção cinematográfica sobre Jair Bolsonaro.
O senador explicou que decidiu procurar o ex-banqueiro pessoalmente para encerrar qualquer tratativa relacionada ao projeto. Segundo ele, caso tivesse sido informado anteriormente sobre a gravidade das investigações, teria buscado outros apoiadores para financiar o filme.
Na última sexta-feira (15), em entrevista à CNN Brasil, Flávio Bolsonaro já havia admitido encontros presenciais com Vorcaro. O parlamentar afirmou que eventuais novos vazamentos de mensagens, vídeos ou registros de reuniões estariam ligados exclusivamente às negociações envolvendo o longa-metragem. Questionado sobre quantas vezes esteve com o empresário, respondeu apenas que foram “poucas vezes”.
Prisão de Vorcaro
Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez no dia 17 de novembro, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, durante uma das fases da Operação Compliance Zero. Pouco mais de dez dias depois, em 29 de novembro, ele foi colocado em liberdade mediante uso de tornozeleira eletrônica e cumprimento de medidas restritivas.
Entre as determinações judiciais impostas ao ex-banqueiro estavam a proibição de manter contato com outros investigados, a impossibilidade de deixar o município onde reside e a retenção do passaporte enquanto as investigações seguiam em andamento.