MP-Procon autua Cagepa por rompimento de reservatório que causou morte e prejuízos em Campina Grande

Companhia terá 10 dias úteis para apresentar defesa. Órgão aponta possíveis violações ao Código de Defesa do Consumidor e cita falhas identificadas em investigação da Polícia Civil.

O Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio do MP-Procon, autuou a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) por supostas violações às normas de proteção e defesa do consumidor em decorrência do rompimento de um reservatório da Estação de Tratamento de Água (ETA) da Prata, em Campina Grande.
A companhia foi intimada e terá 10 dias úteis para apresentar defesa.

Caso as irregularidades sejam confirmadas ao fim do processo administrativo, o MP-Procon poderá aplicar multa, cujos recursos serão destinados ao Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério Público.


O rompimento da estrutura ocorreu em 8 de novembro de 2025. Construído na década de 1960 e com capacidade para armazenar cerca de 2 milhões de litros de água, o reservatório cedeu, provocando uma forte enxurrada que atingiu imóveis e vias da região.


O acidente resultou na morte de uma idosa de 62 anos, que estava acamada em sua residência, além de deixar pessoas feridas e causar prejuízos materiais de grande proporção.


Segundo o MP-Procon, três casas tiveram suas estruturas completamente destruídas, outros três estabelecimentos comerciais foram arrasados e mais de 20 imóveis sofreram danos estruturais. A força da água também arrastou diversos veículos e interrompeu o abastecimento em 40 bairros de Campina Grande, além dos municípios de Lagoa Seca, São Sebastião de Lagoa de Roça, Areial e Montadas.


Relatório da Polícia Civil


Na autuação, o MP-Procon cita o relatório conclusivo da Polícia Civil, que apontou que o desabamento do reservatório ocorreu em razão de falhas no projeto e na execução da estrutura, agravadas pela deterioração do solo que sustentava a base do equipamento.


O relatório também informa que a Cagepa realizou uma vistoria aproximadamente seis meses antes do acidente, mas a inspeção não teria identificado problemas estruturais que, segundo a investigação, já indicavam risco de colapso.


Fundamentação da autuação
Na portaria que instaurou o procedimento, assinada pelo promotor de Justiça e diretor regional do MP-Procon em Campina Grande, Osvaldo Lopes Barbosa, o órgão destaca que concessionárias de serviços públicos podem ser responsabilizadas objetivamente pelos danos causados aos consumidores quando há falhas na prestação do serviço.


O MP-Procon também sustenta que, além dos clientes da Cagepa, moradores e demais pessoas atingidas pelo rompimento podem ser considerados consumidores para fins de reparação dos danos, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor.

🗞️ Redação do papo informativo

CLIQUE AQUI E SIGA NOSSO CANAL NO WHATSAPP E FIQUE BEM INFORMADO

Lucas Ribeiro rebate oposição e nega privatização da Cagepa: “A Paraíba segue pra frente”
Lucas Ribeiro rebate fake news

O governador em exercício da Paraíba, Lucas Ribeiro, utilizou as redes sociais para rebater informações divulgadas por setores da oposição sobre uma suposta privatização da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa).


Na publicação, Lucas afirmou que a Cagepa continuará sendo patrimônio do povo paraibano e criticou o que classificou como “fake news” espalhadas para tentar confundir a população sobre o modelo adotado pelo Governo do Estado para ampliar investimentos no saneamento.

“A Cagepa é um patrimônio da Paraíba. E continuará sendo. Um patrimônio assim como tantos outros, que nós vamos defender daqueles que querem ver a Paraíba andando pra trás. Enquanto nós seguimos em frente. Sempre!”, declarou.


A fala do governador ocorre em meio ao debate sobre a Parceria Público-Privada (PPP) estruturada para ampliar os serviços de esgotamento sanitário no estado. Diferente do que vem sendo alegado por adversários políticos, o modelo não prevê a venda da Cagepa, mas sim uma parceria com a iniciativa privada para acelerar investimentos e ampliar a cobertura dos serviços.


O Governo da Paraíba sustenta que a estatal permanece pública, mantendo o controle das operações e do patrimônio, enquanto a PPP funcionaria como mecanismo de modernização e expansão da infraestrutura de saneamento em diversas cidades paraibanas.


Aliados da gestão estadual afirmam que a oposição tenta transformar o tema em pauta política com o objetivo de desgastar o governo, enquanto integrantes da base governista defendem que o projeto representa avanço para o desenvolvimento do estado e melhoria da qualidade de vida da população.


A discussão sobre o futuro da Cagepa deve continuar movimentando os bastidores políticos da Paraíba nos próximos meses, especialmente diante do cenário pré-eleitoral e das disputas entre governo e oposição.

Confira o vídeo!

🗞️ Redação do papo informativo notícias

CLIQUE AQUI E SIGA NOSSO CANAL NO WHATSAPP E FIQUE BEM INFORMADO