
Nova inspeção identificou falhas estruturais, circulação de trabalhadores em áreas assistenciais e riscos à segurança de pacientes e profissionais de enfermagem.
As atividades de enfermagem na Unidade de Terapia Intensiva 2 (UTI 2) e no Posto de Enfermagem 2 do Hospital Municipal Pedro I, em Campina Grande, permanecem interditadas eticamente pelo Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren-PB). A decisão foi mantida após uma nova inspeção realizada na última terça-feira (7), que constatou a continuidade de irregularidades consideradas graves.
Durante a fiscalização, a Comissão de Sindicância verificou que pacientes seguem internados em um ambiente onde ainda há intervenções estruturais em andamento. Foram identificadas tubulações e drenos do sistema de climatização expostos nos banheiros das enfermarias, ausência de tomadas elétricas nas cabeceiras dos leitos, proximidade inadequada entre a rede elétrica e a rede de gases medicinais, além da circulação de trabalhadores e materiais de construção em áreas assistenciais sem isolamento físico.
- Governo dos Estados Unidos concede green card a Eduardo Bolsonaro
- Hervázio Bezerra critica PSB e prevê nova filiação de Léo Bezerra: “Único partido que despreza um prefeito de capital”
- Adriano Galdino afirma que presidência da ALPB não será negociada na formação da chapa governista
- Rede Nacional confirma apoio a Lucas Ribeiro na Paraíba e reforça decisão da direção estadual
- Veneziano diz que eventual apoio de Léo Bezerra a Nabor enfraqueceria chapa de Cícero Lucena
A equipe também constatou acúmulo de resíduos das obras em áreas de circulação e a ausência de chuveiros elétricos nos banheiros destinados aos pacientes.
De acordo com o relatório técnico, as inconformidades descumprem normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Programa Nacional de Segurança do Paciente, da Lei do Exercício Profissional da Enfermagem e de resoluções do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), por colocarem em risco a segurança da assistência prestada.
“O Coren-PB atua para garantir que a assistência de enfermagem seja prestada em condições seguras. A interdição ética é uma medida de proteção ao paciente e aos profissionais, e somente será revista quando todas as inconformidades forem efetivamente corrigidas e comprovadas em nova inspeção”, afirmou o presidente do Coren-PB, Thiago Roniere.
A interdição ética parcial foi aplicada em novembro de 2025, após fiscalizações apontarem graves falhas estruturais e assistenciais nos setores do Centro de Material e Esterilização (CME), da UTI 2 e do Posto de Enfermagem 2. Na ocasião, foram identificados problemas no processamento de materiais, inadequações estruturais, falhas no controle de infecções e condições incompatíveis com a segurança da assistência.
Embora a direção do Hospital Pedro I tenha solicitado a desinterdição, alegando ter realizado adequações estruturais e organizacionais, o Coren-PB informou que a nova inspeção comprovou a permanência das irregularidades. Com isso, o pedido foi negado e a interdição ética dos setores permanece em vigor até que todas as falhas sejam corrigidas e validadas em uma nova avaliação técnica.





🗞️ Redação do papo informativo
CLIQUE AQUI E SIGA NOSSO CANAL NO WHATSAPP E FIQUE BEM INFORMADO





















Leave a Reply