Homem de 64 anos é encontrado morto com marcas de violência dentro de casa em Campina Grande

Vítima morava sozinha e foi encontrada pela irmã; Polícia Civil investiga autoria e motivação do crime.

Um homem de 64 anos foi encontrado morto dentro da própria residência na tarde desta terça-feira (28), no bairro Liberdade, em Campina Grande.

A vítima foi identificada como Júlio Cesar Marcelino, de 64 anos, vigilante da Prefeitura de Campina Grande. De acordo com a Polícia Militar, ele morava sozinho e foi encontrado pela irmã, que havia ido até a casa para realizar uma faxina.

O corpo estava na sala da residência e apresentava sinais de violência, com perfurações provocadas por golpes de faca na região do pescoço.

As primeiras informações da Polícia Civil apontam que o homicídio pode ter ocorrido entre a madrugada de domingo e a segunda-feira, mas o crime só foi descoberto nesta terça-feira.



Segundo a polícia, a vítima era usuária de drogas. A informação integra as linhas de investigação e será analisada pelos investigadores. Até o momento, porém, não há qualquer confirmação de que essa condição tenha relação com a motivação do homicídio.

A área foi isolada para o trabalho da Polícia Científica, que realizou a perícia no imóvel. Imagens de câmeras de monitoramento da região deverão auxiliar na identificação do autor do crime.

A Polícia Civil informou que a autoria e a motivação do homicídio permanecem desconhecidas e seguem sendo investigadas.

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Gaeco denuncia delegado e agentes da Polícia Civil por ligação com o narcotráfico e pede perda dos cargos

Primeira denúncia da Operação Perfidus aponta que policiais integravam organização criminosa voltada ao desvio de drogas, lavagem de dinheiro e favorecimento ao tráfico; Ministério Público também pede indenização de R$ 1 milhão.

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB), apresentou nesta sexta-feira (24) a primeira denúncia no âmbito da Operação Perfidus. Entre os denunciados estão o delegado da Polícia Civil Braz Morroni e os agentes Everton Silva, conhecido como “Bomba”, e Eduardo Jorge, o “Mão Branca”, que permanecem presos no Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa.


Segundo o Ministério Público, os três integrariam uma organização criminosa formada por agentes públicos e particulares com atuação diretamente ligada ao narcotráfico. A denúncia sustenta que o grupo operava de forma estruturada, com divisão de funções, utilizando métodos semelhantes aos de uma organização empresarial para desviar entorpecentes, comercializar drogas e ocultar os lucros obtidos por meio de um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro.


As investigações apontam que o esquema funcionava em três frentes principais. A primeira consistia no desvio de drogas apreendidas durante operações policiais, utilizando a estrutura do Estado. A segunda envolvia a logística de distribuição dos entorpecentes em parceria com redes criminosas. Já a terceira era voltada à movimentação e ocultação de recursos financeiros, por meio de empresas de fachada e contas bancárias utilizadas para receber e transferir valores ilícitos.


O Gaeco denunciou os três policiais pelos crimes de furto qualificado, abuso de autoridade, falsificação de documento público e fraude processual majorada. Além das condenações criminais, o Ministério Público requereu à Justiça a perda dos cargos públicos dos denunciados e o pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.

Operação Perfidus

Deflagrada em 2 de junho, a Operação Perfidus investiga um suposto esquema de tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas. Além do delegado Braz Morroni de Paiva Júnior e dos agentes Everton Rychelyson da Silva Aires (“Bomba”) e Eduardo Jorge Ferreira do Egito (“Mão Branca”), também foram alvos da operação:


João Wicttor Alves de Lima, apontado como traficante;


Brendo Roberth Fernandes Sobral, apontado como traficante;


Paulo Ricardo Barbosa de Souza, conhecido como “Galinha”, apontado como traficante;


José Alexandrino de Lira Júnior, o “Júnior Lira”, apontado como integrante de uma facção criminosa do Rio Grande do Norte;


Vanessa Dantas Fernandes, apontada como integrante da mesma organização criminosa;


Dankennedy Vieira Brito da Silva, conhecido como “Babau”, apontado como integrante de uma facção com atuação na Paraíba.

De acordo com a investigação, parte das drogas apreendidas em operações policiais era desviada e revendida ilegalmente para integrantes de organizações criminosas, inclusive dentro de unidades prisionais da Paraíba.

Os lucros obtidos com a comercialização dos entorpecentes seriam repartidos entre os integrantes do grupo.
A Operação Perfidus é resultado de mais de um ano de investigação conduzida em conjunto pela Polícia Civil da Paraíba e pelo Gaeco. Ao todo, foram cumpridos oito dos nove mandados de prisão expedidos pela Justiça, além de 24 mandados de busca e apreensão. Também foi determinado o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões em bens e valores dos investigados.

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Operação na Paraíba prende quatro suspeitos de integrar facção criminosa do Rio de Janeiro

Ação da Polícia Civil ocorreu na zona rural de Galante, em Campina Grande, e resultou na apreensão de armas, munições, rádios comunicadores e outros materiais ligados ao grupo investigado.

Quatro homens suspeitos de integrar uma facção criminosa originária do Rio de Janeiro foram presos durante uma operação realizada pela Polícia Civil da Paraíba, na quinta-feira (23), na zona rural de Galante, distrito de Campina Grande. Conforme as investigações, o grupo atuava principalmente nos municípios de Aroeiras e Gado Bravo.


A operação foi coordenada pelo Grupo Tático Especial (GTE) da 11ª Delegacia Seccional, com o apoio da Delegacia de Polícia Civil de Aroeiras, após o trabalho investigativo apontar um imóvel que estaria sendo utilizado como base pelos suspeitos.


Segundo a Polícia Civil, as equipes foram recebidas a tiros ao chegarem ao local e reagiram à agressão. Dois investigados foram presos ainda durante a ação. Outros dois conseguiram fugir por uma área de mata e atravessaram um açude, mas acabaram localizados horas depois com o auxílio da Polícia Militar.


Os dois suspeitos capturados após a fuga apresentavam ferimentos e foram encaminhados ao Hospital Municipal de Fagundes, onde permanecem sob custódia policial. Até a última atualização, não havia informações oficiais sobre o estado de saúde deles.


Ainda de acordo com a corporação, um dos presos possuía um mandado de prisão preventiva em aberto por envolvimento em um homicídio ocorrido neste ano no município de Gado Bravo.


Durante a operação, os policiais apreenderam duas pistolas calibre 9 milímetros, munições, rádios comunicadores, roupas camufladas, toucas do tipo balaclava e aparelhos eletrônicos que, segundo a investigação, eram utilizados pela organização criminosa.


Também foram encontrados uma motocicleta, capacetes e vestimentas que, conforme a Polícia Civil, teriam sido usados na execução do homicídio investigado. A principal linha de investigação aponta que o crime foi motivado pela disputa entre facções pelo controle do tráfico de drogas na região.


A Polícia Civil informou que as investigações continuam com o objetivo de identificar outros integrantes da organização criminosa e aprofundar a apuração sobre a atuação do grupo na Paraíba.

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Polícia prende suspeito de participação em assalto com Pix de R$ 46 mil; investigado é filho de diarista da família em Campina Grande

De acordo com a Polícia Civil, o homem de 23 anos confessou envolvimento no crime. Durante a ação, uma mãe e duas filhas foram mantidas reféns por cerca de duas horas e obrigadas a realizar transferências bancárias.

Um homem de 23 anos foi preso nesta quarta-feira (22), suspeito de integrar o grupo responsável por um assalto a uma residência no bairro das Malvinas, em Campina Grande. Conforme a Polícia Civil, o investigado é filho da diarista que trabalhava no imóvel alvo da ação criminosa e admitiu participação no crime durante depoimento.

O assalto aconteceu na noite de 8 de julho, quando uma mãe e suas duas filhas chegaram em casa e foram surpreendidas por criminosos que já haviam invadido a residência. As vítimas permaneceram sob o poder dos assaltantes por aproximadamente duas horas.



Segundo a investigação, durante o período em que estiveram reféns, as mulheres foram obrigadas a realizar diversas transferências via Pix, que somaram R$ 46 mil. Além do dinheiro, os criminosos levaram cinco aparelhos celulares, uma caminhonete, dinheiro em espécie e outros objetos de valor.

O suspeito foi localizado e preso em sua residência, também situada no bairro das Malvinas. Após ser interrogado, ele confessou participação no assalto e foi autuado pelos crimes de roubo majorado, extorsão mediante restrição da liberdade das vítimas e lavagem de dinheiro.

Ainda nesta quarta-feira, outro investigado apontado como integrante da ação criminosa também foi preso, desta vez em João Pessoa.

Após o roubo, os suspeitos utilizaram a caminhonete da família para fugir. O veículo foi encontrado poucas horas depois nas proximidades da residência, mas os demais bens levados pelos criminosos ainda não foram recuperados.

As investigações também apontaram a participação de outras pessoas na movimentação do dinheiro obtido durante o crime. No dia seguinte ao assalto, duas mulheres foram presas em flagrante, em Santa Rita, suspeitas de receber parte dos valores transferidos pelas vítimas. Conforme a Polícia Civil, elas teriam ficado com uma comissão, enquanto o restante do dinheiro foi encaminhado para outras contas bancárias indicadas pelos autores.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos na ação e recuperar os bens subtraídos da família.

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Justiça torna empresário e médica réus pela morte do engenheiro Rubinho após festa de São João na Paraíba

Ao receber a denúncia do Ministério Público, a juíza Flávia de Souza Baptista determinou que o processo tramite em segredo de Justiça e concedeu prazo para que os acusados apresentem defesa.

A Justiça de Campina Grande recebeu, nesta terça-feira (21), a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra o empresário Christian Medeiros Veiga Dantas Costa e a médica Larissa Maria Leal de Freitas. Com a decisão, os dois passam à condição de réus no processo que apura o assassinato do engenheiro civil Rubens Fernandes da Costa Filho, conhecido como Rubinho, morto após uma festa de São João em Lagoa Seca.

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PF deflagra operação contra grupo investigado por fabricar moeda falsa na Paraíba e em outros estados

Ao todo, a operação cumpre 24 mandados judiciais, sendo 14 de busca e apreensão e 10 de prisão preventiva. Na Paraíba, as ações da Polícia Federal foram realizadas nos municípios de João Pessoa e Mogeiro.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (22), a Operação No Fake, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de fabricar e distribuir cédulas falsas em diversos estados do país. A ação foi realizada simultaneamente na Paraíba, em Pernambuco e em Santa Catarina, por determinação da Justiça Federal.

Ao todo, estão sendo cumpridos 24 mandados judiciais, dos quais 14 são de busca e apreensão e 10 de prisão preventiva. Na Paraíba, as diligências ocorreram nos municípios de João Pessoa e Mogeiro.

Também foram alvo da operação as cidades de Paulista, Abreu e Lima, Caruaru e Igarassu, em Pernambuco, além de Lages, em Santa Catarina.



Segundo as investigações, o grupo criminoso mantinha um laboratório clandestino destinado à produção de dinheiro falsificado. A comercialização das cédulas ocorria por meio de redes sociais, aplicativos de mensagens, plataformas digitais e serviços postais, permitindo a distribuição do material para diferentes regiões do Brasil.

Além da fabricação de moeda falsa, os investigados também são suspeitos da prática de outros crimes, entre eles organização criminosa, receptação qualificada, adulteração de veículos automotores, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de dinheiro.



De acordo com a Polícia Federal, a Operação No Fake busca interromper a fabricação e a circulação de cédulas falsas, desmantelar a estrutura da organização criminosa, responsabilizar os envolvidos e reduzir os impactos causados à economia e à segurança pública.

As investigações continuam para identificar outros integrantes do grupo e aprofundar a apuração sobre a extensão das atividades criminosas.

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Paraguaia é presa em Campina Grande suspeita de integrar logística do tráfico entre Paraíba e RN

Suspeita, apontada como integrante de uma facção criminosa do Rio Grande do Norte, foi detida durante ação da Polícia Militar; drogas, arma de fogo e uma segunda mulher com mandado de prisão também foram encontradas.

Uma mulher de nacionalidade paraguaia foi presa na última sexta-feira (17), em Campina Grande, suspeita de atuar na logística do tráfico de drogas entre os estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte. A ação foi realizada pela Polícia Militar da Paraíba (PMPB).

Durante a operação, os policiais apreenderam uma arma de fogo e porções de maconha, crack e cocaína no imóvel onde a suspeita estava.

Segundo as investigações, a mulher seria integrante de uma facção criminosa com atuação no Rio Grande do Norte e teria a função de fazer a ligação entre traficantes dos dois estados, além de prestar apoio logístico aos integrantes do grupo criminoso.



A prisão foi resultado de um trabalho de inteligência desenvolvido pelo Departamento de Inteligência (DEINTEL) da Polícia Militar, que repassou as informações à equipe da Força Tática do 2º Batalhão para o cumprimento da ação.

No mesmo local, uma segunda mulher também foi presa. De acordo com a PM, ela possuía um mandado de prisão temporária expedido pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.

As duas suspeitas foram encaminhadas à delegacia, juntamente com o material apreendido, para os procedimentos cabíveis.

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Cozinha solidária de paróquia é alvo de furto e tem botijões de gás levados em Campina Grande. Confira o vídeo!

Crime ocorreu na madrugada desta sexta-feira (17) e pode comprometer a distribuição de refeições para famílias em situação de vulnerabilidade. Polícia investiga o caso.

A cozinha da pastoral social da Paróquia de Santo Antônio, em Campina Grande, foi alvo de um furto na madrugada desta sexta-feira (17). Criminosos invadiram o local e levaram três botijões de gás de cozinha, utilizados na preparação de refeições e sopas distribuídas gratuitamente a famílias em situação de vulnerabilidade social.


De acordo com a paróquia, o crime foi percebido nas primeiras horas da manhã, quando responsáveis pelo espaço encontraram o portão de acesso arrombado. Além do prejuízo material, o furto pode comprometer temporariamente as ações da cozinha solidária, que atende dezenas de pessoas por meio da pastoral social.


Os botijões abasteciam os fogões utilizados pelos voluntários que, semanalmente, preparam alimentos destinados a famílias carentes da comunidade.


O caso foi registrado na Polícia Civil, que deve utilizar imagens de câmeras de segurança da região para tentar identificar os responsáveis pelo furto. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.


Em nota, membros da comunidade lamentaram o ocorrido e destacaram que o crime atinge diretamente um trabalho voltado ao combate à fome e à assistência de pessoas em situação de vulnerabilidade.

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MP denuncia empresário e médica por homicídio de engenheiro após festa Soul João, em Lagoa Seca

Segundo a denúncia, empresário teria efetuado os disparos, enquanto a namorada é acusada de instigar o crime e prestar auxílio; Ministério Público também pede indenização mínima de R$ 200 mil à família da vítima.



O Ministério Público da Paraíba (MPPB) denunciou, nesta quinta-feira (16), o empresário Christian Medeiros Veiga Dantas Costa e a médica Larissa Maria Leal de Freitas pelo homicídio qualificado do engenheiro civil Rubens Fernandes da Costa Filho, conhecido como “Rubinho”. O crime ocorreu após a festa Soul João, em Lagoa Seca, no Agreste paraibano.

De acordo com a denúncia, Christian é apontado como o autor dos disparos que mataram a vítima. Já Larissa foi denunciada como partícipe, sob a acusação de ter instigado o namorado a cometer o homicídio e prestado auxílio material para a prática do crime.

O Ministério Público enquadrou o caso como homicídio qualificado, alegando que o crime foi cometido por motivo fútil, com emprego de meio que resultou em perigo comum e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, conforme previsto no Código Penal.

Além da acusação pelo homicídio, Christian também foi denunciado por lesão corporal, em razão das agressões contra a noiva e a cunhada de Rubens no mesmo dia do crime, e por porte ilegal de arma de fogo.



A denúncia foi apresentada pela promotora de Justiça Luciara Lima Simeão Moura, da 8ª Promotoria de Justiça de Campina Grande.

O MPPB também solicitou à Justiça que os denunciados sejam condenados ao pagamento de indenização por danos morais em valor não inferior a R$ 200 mil, pelos prejuízos emocionais, psicológicos e materiais causados aos familiares da vítima.

O processo tramita em segredo de Justiça.

Relembre o caso

Rubens Fernandes da Costa Filho, de 29 anos, foi morto a tiros na manhã de 21 de junho, no estacionamento do local onde era realizada a festa Soul João, em Lagoa Seca.

Christian Medeiros foi preso em flagrante após o crime. Rubens era ex-companheiro de Larissa Freitas, atual namorada do empresário.

O inquérito policial foi encaminhado ao Ministério Público no dia 7 de julho. Na mesma data, os promotores Luciara Moura e Lean Xerez, do Núcleo do Tribunal do Júri, receberam familiares da vítima na sede do MPPB, em Campina Grande. Durante o encontro, os parentes relataram os fatos e pediram justiça pela morte do engenheiro.

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Paraíba é alvo de operação da PF contra esquema de lavagem de dinheiro ligado a apostas ilegais

Ação é realizada em seis estados e investiga organização criminosa suspeita de usar plataformas clandestinas, empresas de fachada e influenciadores digitais para movimentar recursos ilícitos

A Paraíba está entre os estados onde a Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (15), a Operação Slots, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro relacionado à exploração ilegal de apostas on-line. A ação conta com apoio técnico da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, e também é realizada nos estados do Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Sergipe.

Ao todo, os policiais cumprem 14 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária, expedidos pela 2ª Vara Criminal de Vitória (ES). A Justiça ainda determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores de até R$ 951,1 milhões, além da apreensão de um imóvel e de veículos de luxo, da suspensão das atividades das empresas investigadas e da proibição de divulgação de plataformas de apostas consideradas irregulares.



De acordo com a Polícia Federal, as investigações começaram após a identificação de indícios de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas. No decorrer da apuração, os investigadores identificaram uma organização criminosa que, segundo a PF, utilizava empresas de fachada, plataformas clandestinas de apostas esportivas e influenciadores digitais para ocultar a origem dos recursos e promover os sites ilegais.

As investigações também apontam que as plataformas operavam sem autorização para funcionar no Brasil e utilizavam, de forma indevida, símbolos e referências visuais ligados ao Sistema de Gestão de Apostas (SIGAP), do Ministério da Fazenda, e ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), com o objetivo de transmitir credibilidade aos consumidores. Conforme a PF, os valores arrecadados com as apostas eram direcionados para empresas sem autorização legal para explorar esse tipo de atividade.

Até a última atualização desta reportagem, a Polícia Federal não havia informado quantos mandados foram cumpridos especificamente na Paraíba nem divulgado a identidade dos investigados no estado.

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