Comissão do Senado aprova projeto com “jabutis” que podem aumentar a conta de luz

A proposta recebeu parecer favorável na Comissão de Infraestrutura do Senado após a inclusão de dispositivos conhecidos como “jabutis”, que, segundo especialistas, podem elevar os custos da energia elétrica. O texto ainda precisa ser analisado e votado pelo plenário da Casa antes de seguir a tramitação.

A aprovação de um projeto na Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado Federal reacendeu o debate sobre os chamados “jabutis” no Congresso Nacional. A expressão ganhou destaque porque o texto aprovado passou a incluir medidas que, segundo especialistas do setor elétrico, podem aumentar os custos da geração de energia e, futuramente, refletir na conta de luz dos brasileiros.

Apesar da repercussão, é importante esclarecer que o projeto ainda não foi aprovado pelo Senado em definitivo. Até o momento, ele passou apenas pela Comissão de Infraestrutura e ainda depende de votação no plenário da Casa.

O que é um “jabuti”?

No meio político, “jabuti” é o nome dado a um trecho incluído em um projeto de lei que não tem relação direta com o tema principal da proposta.

A expressão surgiu da frase popular: “jabuti não sobe em árvore; se apareceu lá, alguém o colocou”. Na prática, significa que um assunto foi inserido durante a tramitação de um projeto, mesmo não fazendo parte de seu objetivo original.



O que prevê o projeto?

O Projeto de Lei nº 5.017/2019 foi apresentado originalmente pelo então senador Luis Carlos Heinze (PP-RS).

A proposta inicial tinha como objetivo ampliar benefícios na tarifa de energia elétrica para atividades como irrigação, aquicultura e sistemas de abastecimento de água, buscando reduzir os custos para esses setores.

Durante a tramitação no Senado, porém, o relator da matéria na Comissão de Infraestrutura, senador Hermes Klann (PL-SC), apresentou um substitutivo — uma nova versão do texto — que passou a incluir dispositivos determinando a contratação obrigatória de novas usinas termelétricas movidas a gás natural e de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

Esses dispositivos são os chamados “jabutis”, por tratarem de um tema diferente da proposta original.

Por que isso preocupa?

Especialistas e entidades do setor elétrico afirmam que obrigar a contratação dessas usinas pode elevar os custos da geração de energia, principalmente se houver alternativas mais baratas disponíveis no mercado.

Como esses custos fazem parte da composição das tarifas de energia elétrica, existe a possibilidade de que eles sejam repassados aos consumidores ao longo dos próximos anos.

Por esse motivo, o texto passou a ser alvo de críticas de representantes do setor elétrico e de entidades que defendem uma maior competitividade na contratação de energia.

A conta de luz vai aumentar imediatamente?

Não.

A aprovação na Comissão de Infraestrutura não altera imediatamente a tarifa de energia.

Caso o projeto seja aprovado definitivamente e sancionado, eventuais impactos dependerão da regulamentação e da implementação das medidas previstas no texto.

O projeto já virou lei?

Ainda não.

A tramitação segue as seguintes etapas:

– O projeto foi aprovado na Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado;
– Agora, precisa ser analisado e votado pelo Plenário do Senado Federal;
– Se o plenário aprovar um texto diferente daquele que veio da Câmara dos Deputados, a proposta retorna para nova análise dos deputados;
– Somente após a conclusão da tramitação no Congresso Nacional é que o projeto poderá seguir para sanção ou veto do presidente da República.

Ou seja, o projeto ainda pode sofrer alterações antes de se tornar lei.

Conclusão

A discussão em torno dos chamados “jabutis” vai além do setor elétrico e envolve também o processo legislativo. Enquanto defensores afirmam que as medidas fortalecem investimentos na infraestrutura energética do país, críticos argumentam que a contratação obrigatória de determinadas usinas pode aumentar os custos do sistema e, consequentemente, pressionar as contas de luz pagas pelos consumidores.

Como a proposta ainda será analisada pelo plenário do Senado, o texto poderá ser mantido, alterado ou até rejeitado antes de concluir sua tramitação no Congresso Nacional.

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Alexandre de Moraes assume presidência interina do STF durante recesso do Judiciário

Ministro substitui Edson Fachin a partir desta sexta-feira (17) e ficará à frente da Corte durante parte do plantão de julho.

O ministro Alexandre de Moraes assume, a partir desta sexta-feira (17), a presidência interina do Supremo Tribunal Federal (STF), substituindo o ministro Edson Fachin no comando da Corte durante o recesso do Judiciário. O plantão de julho é dividido entre o presidente e o vice-presidente do STF.

Mesmo durante o período de recesso, alguns ministros seguem desempenhando atividades específicas. Permanecem em exercício Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Nunes Marques, André Mendonça e Flávio Dino. Já o ministro Dias Toffoli continua atuando em reclamações cíveis e criminais, petições, inquéritos e mandados de segurança, enquanto Cristiano Zanin permanece responsável por inquéritos, ações penais e processos relacionados por prevenção.



Os ministros Cármen Lúcia e Luiz Fux estão de férias durante todo o mês de julho.

Conforme estabelece a Portaria nº 124, os prazos processuais permanecem suspensos entre os dias 2 e 31 de julho. Os prazos que tiverem início ou término nesse período serão automaticamente prorrogados para o primeiro dia útil após o recesso.

Durante a suspensão dos prazos, o atendimento ao público e o funcionamento da Secretaria do STF ocorrem das 13h às 18h.

Na última ocasião em que presidiu interinamente o Supremo, em janeiro, Alexandre de Moraes determinou a abertura, de ofício, de um inquérito sigiloso para investigar um suposto vazamento de dados fiscais de ministros da Corte e de seus familiares envolvendo a Receita Federal e o Coaf.

🗞️ Redação do papo informativo

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MP denuncia empresário e médica por homicídio de engenheiro após festa Soul João, em Lagoa Seca

Segundo a denúncia, empresário teria efetuado os disparos, enquanto a namorada é acusada de instigar o crime e prestar auxílio; Ministério Público também pede indenização mínima de R$ 200 mil à família da vítima.



O Ministério Público da Paraíba (MPPB) denunciou, nesta quinta-feira (16), o empresário Christian Medeiros Veiga Dantas Costa e a médica Larissa Maria Leal de Freitas pelo homicídio qualificado do engenheiro civil Rubens Fernandes da Costa Filho, conhecido como “Rubinho”. O crime ocorreu após a festa Soul João, em Lagoa Seca, no Agreste paraibano.

De acordo com a denúncia, Christian é apontado como o autor dos disparos que mataram a vítima. Já Larissa foi denunciada como partícipe, sob a acusação de ter instigado o namorado a cometer o homicídio e prestado auxílio material para a prática do crime.

O Ministério Público enquadrou o caso como homicídio qualificado, alegando que o crime foi cometido por motivo fútil, com emprego de meio que resultou em perigo comum e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, conforme previsto no Código Penal.

Além da acusação pelo homicídio, Christian também foi denunciado por lesão corporal, em razão das agressões contra a noiva e a cunhada de Rubens no mesmo dia do crime, e por porte ilegal de arma de fogo.



A denúncia foi apresentada pela promotora de Justiça Luciara Lima Simeão Moura, da 8ª Promotoria de Justiça de Campina Grande.

O MPPB também solicitou à Justiça que os denunciados sejam condenados ao pagamento de indenização por danos morais em valor não inferior a R$ 200 mil, pelos prejuízos emocionais, psicológicos e materiais causados aos familiares da vítima.

O processo tramita em segredo de Justiça.

Relembre o caso

Rubens Fernandes da Costa Filho, de 29 anos, foi morto a tiros na manhã de 21 de junho, no estacionamento do local onde era realizada a festa Soul João, em Lagoa Seca.

Christian Medeiros foi preso em flagrante após o crime. Rubens era ex-companheiro de Larissa Freitas, atual namorada do empresário.

O inquérito policial foi encaminhado ao Ministério Público no dia 7 de julho. Na mesma data, os promotores Luciara Moura e Lean Xerez, do Núcleo do Tribunal do Júri, receberam familiares da vítima na sede do MPPB, em Campina Grande. Durante o encontro, os parentes relataram os fatos e pediram justiça pela morte do engenheiro.

🗞️ Redação do papo informativo

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Morre o jornalista Renato Machado aos 83 anos

Ex-apresentador do Bom Dia Brasil, Jornal da Globo e Jornal Nacional, Renato Machado construiu uma carreira de mais de 40 anos na TV Globo e marcou gerações de telespectadores.

O jornalista Renato Machado morreu na manhã desta quinta-feira (16), aos 83 anos, na Clínica São Vicente, localizada na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada.

Considerado um dos principais nomes do telejornalismo brasileiro, Renato Machado dedicou mais de quatro décadas à TV Globo, onde atuou como apresentador, editor, correspondente internacional e repórter especial. Ao longo da carreira, esteve à frente de importantes telejornais, como o Bom Dia Brasil, o Jornal da Globo e o RJTV, além de integrar a bancada do Jornal Nacional. Seu trabalho também lhe rendeu uma indicação ao Emmy Internacional.


Entre 1996 e 2010, comandou o Bom Dia Brasil como apresentador e editor-chefe, período em que liderou uma reformulação no formato do telejornal. Ao lado de Leilane Neubarth e, posteriormente, de Renata Vasconcellos, ajudou a modernizar a atração, adotando um estilo mais dinâmico, com maior interação entre os apresentadores, entradas ao vivo de repórteres e comentaristas e melhor aproveitamento do estúdio.

Em nota, a Clínica São Vicente lamentou a morte do jornalista e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e admiradores. Renato Machado deixa um legado de profissionalismo e credibilidade, sendo lembrado como um dos grandes nomes da história do jornalismo brasileiro.

🗞️ Redação do papo informativo

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Paraíba é alvo de operação da PF contra esquema de lavagem de dinheiro ligado a apostas ilegais

Ação é realizada em seis estados e investiga organização criminosa suspeita de usar plataformas clandestinas, empresas de fachada e influenciadores digitais para movimentar recursos ilícitos

A Paraíba está entre os estados onde a Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (15), a Operação Slots, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro relacionado à exploração ilegal de apostas on-line. A ação conta com apoio técnico da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, e também é realizada nos estados do Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Sergipe.

Ao todo, os policiais cumprem 14 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária, expedidos pela 2ª Vara Criminal de Vitória (ES). A Justiça ainda determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores de até R$ 951,1 milhões, além da apreensão de um imóvel e de veículos de luxo, da suspensão das atividades das empresas investigadas e da proibição de divulgação de plataformas de apostas consideradas irregulares.



De acordo com a Polícia Federal, as investigações começaram após a identificação de indícios de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas. No decorrer da apuração, os investigadores identificaram uma organização criminosa que, segundo a PF, utilizava empresas de fachada, plataformas clandestinas de apostas esportivas e influenciadores digitais para ocultar a origem dos recursos e promover os sites ilegais.

As investigações também apontam que as plataformas operavam sem autorização para funcionar no Brasil e utilizavam, de forma indevida, símbolos e referências visuais ligados ao Sistema de Gestão de Apostas (SIGAP), do Ministério da Fazenda, e ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), com o objetivo de transmitir credibilidade aos consumidores. Conforme a PF, os valores arrecadados com as apostas eram direcionados para empresas sem autorização legal para explorar esse tipo de atividade.

Até a última atualização desta reportagem, a Polícia Federal não havia informado quantos mandados foram cumpridos especificamente na Paraíba nem divulgado a identidade dos investigados no estado.

🗞️ Redação do papo informativo

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Jovem Pan negocia entrada na TV aberta com aquisição de participação em emissora

Grupo deve adquirir 50% da Rede Mais Família e ampliar presença nacional com rede de afiliadas

A Jovem Pan está em fase avançada de negociações para ampliar sua atuação na televisão aberta. O grupo deve adquirir 50% da operação da Rede Mais Família, emissora pertencente ao empresário Rinaldi Faria, em um movimento que pode fortalecer sua presença no mercado televisivo nacional.

As conversas entre Rinaldi Faria, o vice-presidente do Grupo Jovem Pan, Marcelo Carvalho, e Tutinha, presidente da empresa, ocorrem há vários meses. Ao longo desse período, o modelo da parceria passou por ajustes até chegar ao formato atual, que prevê a participação societária da Jovem Pan na operação da emissora.


Pelo acordo em discussão, Rinaldi Faria continuará vinculado ao projeto durante o período de transição e permanecerá participando dos resultados da operação por um prazo previamente estabelecido. Os valores envolvidos na negociação não foram divulgados.

Com a aquisição, a Jovem Pan passará a contar com uma estrutura nacional de televisão aberta e uma rede de afiliadas distribuídas pelo país, ampliando sua capacidade de distribuição de conteúdo.

Além do fortalecimento no jornalismo, área em que a empresa já atua, o objetivo é desenvolver uma programação diversificada, com atrações de entretenimento, dramaturgia, realities e novos formatos para ampliar sua participação no mercado de TV aberta.

As informações sobre a negociação foram divulgadas pelo colunista Flávio Ricco, do Portal LeoDias.

🗞️ Redação do papo informativo

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Professor demitido da UFCG por decisão do MEC também atuava como diácono e respondeu a processo por assédio em 2017

Antônio Lisboa Leitão de Souza foi desligado após processo administrativo disciplinar; defesa afirma que recorrerá da decisão


O professor Antônio Lisboa Leitão de Souza, demitido pelo Ministério da Educação (MEC) após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que apurou denúncias de assédio sexual e moral contra estudantes da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), também exerce a função de diácono na Diocese de Campina Grande e já respondeu a um processo por assédio sexual em 2017.

Além da carreira acadêmica, Antônio Lisboa foi ordenado diácono da Diocese de Campina Grande em 2015. Em maio deste ano, ele foi transferido da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário para a Paróquia de Nossa Senhora das Dores e São Lucas.



Processo de 2017

Em 2017, o professor respondeu a um processo por assédio sexual envolvendo duas mulheres. Na ocasião, a Justiça concedeu a suspensão condicional do processo, mecanismo previsto na legislação que interrompe o andamento da ação mediante o cumprimento de condições determinadas pelo Judiciário.

Conforme a decisão judicial, Antônio Lisboa cumpriu prestação de serviços à comunidade e compareceu regularmente em juízo durante o período estabelecido. Ao final do prazo, sem registro de descumprimento das condições impostas, a Justiça declarou extinta a punibilidade e determinou o arquivamento do processo.

Demissão publicada pelo MEC

A demissão do professor foi oficializada pelo Ministério da Educação e publicada no Diário Oficial da União na terça-feira (14). Segundo a portaria, o Processo Administrativo Disciplinar concluiu que Antônio Lisboa praticou condutas de conotação sexual e assédio moral contra estudantes da UFCG, utilizando-se da posição que ocupava na instituição.

Em nota, a defesa do professor informou que recebeu a decisão “com perplexidade”, alegando que pedidos apresentados durante a tramitação do PAD não teriam sido apreciados. Os advogados também afirmam que Antônio Lisboa foi absolvido pela Justiça Criminal de Campina Grande em processo relacionado aos mesmos fatos e que irão recorrer ao Poder Judiciário para tentar reverter a demissão.

Procurada, a Comissão Permanente de Processo Administrativo Disciplinar (CPPAD) da UFCG informou que o procedimento permanece sob sigilo e ainda não houve trânsito em julgado na esfera administrativa. Segundo a comissão, o acesso aos autos poderá ser disponibilizado após o levantamento do sigilo.

🗞️ Redação do papo informativo

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Pesquisa Genial/Quaest mostra Lula com vantagem ampliada sobre Flávio Bolsonaro para 2026

Levantamento aponta crescimento do presidente nas intenções de voto e vantagem de oito pontos em eventual segundo turno contra o senador


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pela Presidência da República, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). O levantamento indica avanço de Lula nas intenções de voto e uma queda no desempenho do principal nome da oposição no cenário testado pelo instituto.

Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados respondem sem receber uma lista de candidatos, Lula aparece com 26% das intenções de voto, um crescimento de quatro pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. Flávio Bolsonaro registra 14%, mantendo o mesmo índice obtido em maio.

No cenário estimulado, Lula alcança 40% das intenções de voto, um ponto percentual acima da pesquisa anterior. Já Flávio Bolsonaro soma 28%, após recuar cinco pontos no mesmo período.



Entre os demais nomes avaliados, Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4% das intenções de voto, enquanto Renan Santos (Missão) registra 3%. Outros candidatos somam 4%, os indecisos representam 11% e 8% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco, nulo ou ainda não sabem em quem votar.

A pesquisa também simulou cenários de segundo turno. Na disputa contra Flávio Bolsonaro, Lula registra 45% das intenções de voto, enquanto o senador aparece com 37%, abrindo uma vantagem de oito pontos percentuais. No levantamento anterior, a diferença entre os dois era de apenas um ponto.

Nos demais confrontos testados, o presidente também aparece à frente. Contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, Lula tem 45% das intenções de voto, ante 36% do adversário. Em um eventual segundo turno contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o petista registra 45%, enquanto Zema alcança 35%.

Já em uma simulação contra Renan Santos, Lula aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o adversário registra 33%.

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores em 120 municípios brasileiros entre os dias 10 e 13 de julho. O levantamento possui nível de confiança de 95%, margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-7181/2026.

🗞️ Redação do papo informativo

O terror fardado: Revelações sobre o período de chumbo em Campina Grande
Entenda como o clima de medo e o autoritarismo transformaram o dia a dia de Campina Grande na década de 70.

O podcast papo informativo é rico em histórias de Campina Grande e da Paraíba, no episódio com o professor Hermano Nepomuceno, pudemos conhecer uma interessante história que jamais deve ser esquecida pelo povo campinense, o período obscuro da ditadura militar que deixou sua marca na rainha da borborema.

O relato do professor Hermano Nepomuceno no podcast Papo Informativo traz uma contribuição fundamental para a preservação da memória histórica de Campina Grande.

O período da Ditadura Militar (1964-1985) deixou cicatrizes profundas em todo o Brasil, mas relatos recentes trazem à tona a realidade sombria vivida em cidades do interior, como Campina Grande, onde a repressão agiu com força total longe dos grandes centros.

O “Fleury” de Campina Grande


Um dos pontos mais marcantes do episódio é a atuação do Major Antônio Paulo Câmara , descrito por Hermano Nepomuceno como um “Fleury fardado”, o major é apontado como o responsável por instaurar um verdadeiro regime de terror na cidade. Ele transformou o quartel do exército, localizado na Rua 15 de Novembro, em um centro de tortura e interrogatórios violentos, controlando desde reuniões estudantis até espetáculos teatrais.

Imagem extraída do episódio com o professor Hermano Nepomuceno

A repressão contra a classe trabalhadora


A violência institucionalizada não poupou lideranças populares e sindicais. Em 1970, dirigentes dos sindicatos dos comerciários, bancários, metalúrgicos e sapateiros foram presos. Entre as figuras que enfrentaram a crueldade do regime, destaca-se o nome do ex-vereador José Peba, um sindicalista comunista que foi brutalmente torturado, tornando-se um símbolo da resistência local.

O sequestro da professora Maura Pires Ramos, ocorrido à luz do dia na Escola Estadual da Liberdade, ilustra como o medo foi disseminado em todos os setores da sociedade.

Métodos de tortura e locais de exceção


O episódio com o professor Hermano Nepomuceno detalhou que o horror não se limitava aos quartéis. O regime utilizava “granjas” cedidas por apoiadores para a realização de torturas longe da vista do público. Os métodos relatados, como choques elétricos e torturas físicas, comprovam a brutalidade sistêmica aplicada contra quem se opunha ao governo militar.

A importância da memória


Mesmo com a extinção da Comissão da Verdade em 2014, o trabalho de resgate histórico realizado por figuras como o professor Fábio Freitas permanece fundamental. A luta contra o esquecimento é essencial para que episódios como o da “morte acidental” do Major Câmara — que, segundo os relatos, gerou um sentimento de alívio na população  — não sejam os únicos registros sobre esse passado obscuro.

“Na democracia você pode criticar, você pode falar, você pode discordar. Isso é importante”, ressalta o professor  Hermano que ao final, destacou que a liberdade e o respeito mútuo são os pilares que impedem o retorno desses dias sombrios.

Confira a entrevista completa em nosso canal no YouTube. Link abaixo! Se você não é inscrito, inscreva-se e ative o sininho de notificação 😉

Lucas Ribeiro cria conselho político com representantes de 14 partidos para definir estratégias da campanha de 2026

Colegiado reunirá lideranças da base aliada para participar das decisões sobre o projeto eleitoral, incluindo a definição da chapa majoritária.

O governador da Paraíba e pré-candidato à reeleição, Lucas Ribeiro (PP), anunciou a criação de um Conselho Político formado por representantes dos 14 partidos que compõem sua base aliada. O grupo terá a missão de discutir e deliberar sobre as principais estratégias da campanha para as eleições de 2026.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (14), durante entrevista ao programa Correio Verdade. Segundo Lucas Ribeiro, o conselho foi criado para garantir a participação das legendas nas decisões relacionadas ao projeto político do grupo.

“Criamos esse conselho, representado por um membro de cada partido, que vai opinar em todas as decisões, sejam elas eleitorais, de planejamento ou de outras questões que passaremos a discutir a partir de agora”, afirmou.

Entre os temas que deverão ser debatidos pelo colegiado está a definição do candidato a vice-governador na chapa governista, uma das decisões mais aguardadas no processo de articulação política para o pleito de 2026.

O Conselho Político reúne dirigentes e lideranças partidárias responsáveis por alinhar estratégias e fortalecer a unidade da base aliada. Integram o grupo representantes da Federação União Progressista (União Brasil e Progressistas), PSB, Republicanos, Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), PDT, Rede, PRD, Agir, Mobiliza, Democracia Cristã (DC), Solidariedade e Cidadania.

A expectativa é que o colegiado atue de forma permanente na construção do projeto político governista até as eleições marcadas para outubro de 2026.

🗞️ Redação do papo informativo

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