Trump afirmou que os Estados Unidos responderão com força máxima caso o Irã tente atentar contra sua vida e declarou que as Forças Armadas americanas já estão preparadas para uma eventual ofensiva.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país responderá com força máxima caso o Irã tente assassiná-lo. A declaração foi publicada nesta sexta-feira na rede social Truth Social.
Na publicação, Trump escreveu que “1.000 mísseis estão prontos para o disparo e apontados para a República Islâmica do Irã”, acrescentando que milhares de outros seriam lançados em seguida caso o governo iraniano concretize qualquer tentativa de atentado contra o presidente norte-americano.
O chefe da Casa Branca também afirmou que já autorizou medidas de resposta e declarou que as Forças Armadas dos Estados Unidos estão preparadas para agir imediatamente. Segundo ele, uma eventual ofensiva americana teria como objetivo destruir completamente alvos em território iraniano.
A declaração ocorre em meio à escalada das tensões entre Washington e Teerã, que vêm trocando acusações e ameaças nos últimos meses.
Secom afirma que senador atuou contra os interesses nacionais ao defender pressão externa sobre o país durante reunião com autoridades norte-americanas.
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) acusou o senador Flávio Bolsonaro de cometer “traição à pátria” após sua participação em uma audiência realizada nos Estados Unidos para discutir as tarifas aplicadas a produtos brasileiros.
Em nota divulgada nesta terça-feira (7), o governo federal afirmou que o parlamentar ultrapassou os limites da oposição ao criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Supremo Tribunal Federal (STF) diante de autoridades norte-americanas. Segundo a Secom, a atitude representou um posicionamento contrário aos interesses do Brasil.
Divergir do governo é legítimo. Convocar uma potência estrangeira a pressionar o próprio país é traição à Pátria. Há uma diferença essencial entre fazer oposição ao governo e fazer oposição ao país e ao povo brasileiro”, destacou a nota oficial.
Flávio Bolsonaro participou da audiência promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, órgão responsável pelas negociações comerciais do governo norte-americano. Durante o encontro, o senador fez um discurso em inglês, no qual criticou decisões do STF e também direcionou ataques às administrações do presidente Lula e do Partido dos Trabalhadores (PT).
O parlamentar afirmou ainda que a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros ocorreria em um momento desfavorável para o país e avaliou que a medida poderia favorecer politicamente o presidente Lula em um ano eleitoral.
De acordo com a Presidência da República, o governo brasileiro mantém negociações com autoridades dos Estados Unidos desde julho de 2025 para tentar reverter as tarifas comerciais. A Secom ressaltou que, enquanto Flávio participava da audiência, representantes de ministérios e do Palácio do Planalto realizavam reuniões técnicas em busca de uma solução para o impasse.
Na nota, o governo também criticou o conteúdo do discurso do senador, afirmando que ele não contestou os argumentos apresentados pelos Estados Unidos para justificar as tarifas. Segundo a Secom, essa postura contribuiu para fortalecer medidas consideradas prejudiciais aos empresários e trabalhadores brasileiros.
Presidente dos Estados Unidos afirmou que expulsão de Folarin Balogun foi injusta, questionou a atuação do árbitro brasileiro e disse ter conversado com Gianni Infantino sobre o caso.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou duramente o árbitro brasileiro Raphael Claus ao comentar a expulsão do atacante Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026. Em entrevista concedida nesta segunda-feira (6), no Salão Oval da Casa Branca, Trump classificou a atuação do árbitro como “horrível”, questionou sua decisão e revelou que pediu à Fifa uma revisão do caso.
Durante a entrevista, Trump afirmou que Claus tomou uma decisão equivocada ao aplicar o cartão vermelho e chegou a insinuar que o histórico do árbitro deveria ser analisado.
“Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o histórico dele… Não quero criar polêmicas, mas é muito suspeito”, declarou.
O presidente norte-americano também criticou o uso do VAR em lances revisados em câmera lenta. Segundo ele, esse tipo de análise pode distorcer a percepção do contato entre os jogadores.
“Eles dizem que não se deve revisar esse tipo de lance em câmera lenta porque tudo parece muito diferente. Em velocidade normal, eram apenas dois jogadores correndo e se chocando”, afirmou.
Trump voltou a defender que a expulsão foi injusta e disse que, na sua avaliação, o lance sequer deveria ter sido marcado como falta.
“Eu vi a jogada. Aquilo não foi falta. Nem sequer foi uma infração. Eram dois jogadores correndo em velocidade máxima que simplesmente colidiram”, declarou.
Raphael Claus expulsou Balogun na vitória dos Estados Unidos por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, pela fase de 16 avos de final da Copa do Mundo. Após recomendação do árbitro de vídeo (VAR), o brasileiro revisou o lance e aplicou o cartão vermelho direto ao atacante por atingir o tornozelo do zagueiro Tarik Muharemovic com as travas da chuteira.
Pelas regras da Fifa, Balogun deveria cumprir suspensão automática na partida seguinte, contra a Bélgica, pelas oitavas de final. No entanto, a entidade decidiu suspender a punição por um período probatório de um ano, permitindo que o atacante permanecesse à disposição da seleção norte-americana.
Trump confirmou que conversou com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para solicitar uma revisão do caso, mas negou ter interferido na decisão da entidade.
“Eu apenas pedi uma revisão porque não achei que foi falta”, afirmou o presidente dos Estados Unidos.
Episódio ocorre dias após o republicano afirmar que o Brasil se tornou “perigoso politicamente”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou nesta terça-feira (23) um artigo que aponta a eleição presidencial brasileira como um dos próximos desafios políticos em sua agenda. A publicação ocorre dias após o republicano afirmar que o Brasil estaria se tornando “politicamente perigoso”.
O texto divulgado por Trump em sua rede social, a Truth Social, reproduz uma análise do site americano Newsmax, que afirma que as atenções agora se voltam para o Brasil, descrito como uma “potência política da região”. Segundo o artigo, a próxima eleição brasileira pode se tornar uma das disputas mais importantes do hemisfério.
A publicação afirma que Trump ainda teria quatro grandes desafios pela frente e cita Cuba, Nicarágua, Venezuela e Brasil. Sobre o país, o texto diz que a eleição brasileira já provoca debates sobre a integridade do sistema eleitoral e sobre se a disputa será conduzida de forma considerada livre e justa por todos os lados.
“Trump está realmente tornando as Américas grandes novamente”, diz o artigo compartilhado pelo republicano. O texto também afirma que, caso o Brasil siga uma tendência de aproximação com a direita, o cenário político da América Latina poderá passar por grandes mudanças.
Em entrevista ao site americano Axios, Trump afirmou que tem observado a situação brasileira e declarou que não é “fã” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Não sou fã dele, nem desgosto. Realmente não penso nele. Não estou nem aí. Mas agora ele é um tipo de pessoa diferente. Muito volátil. Eu vi como ele fez um discurso. Foi muito volátil, e tudo bem”, afirmou.
A declaração ocorreu após Trump dizer que o Brasil teria se tornado “um pouco difícil” e “politicamente perigoso”. O presidente americano também afirmou que passou bastante tempo com Lula durante a cúpula do G7, realizada em Evian, na França, mas não informou quais assuntos foram discutidos entre os dois.
O republicano foi questionado se havia tratado com Lula de temas como tarifas comerciais e a possibilidade de classificar facções brasileiras como organizações terroristas, assunto que provocou tensão diplomática entre os governos.
Durante as declarações, Trump também fez uma referência equivocada ao mencionar a suposta prisão de “Bolsonaro Júnior”. A fala aparentou ser uma referência a Eduardo Bolsonaro, mas o presidente americano confundiu o deputado com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
As falas de Trump provocaram reação de Lula. Durante uma entrevista coletiva em Genebra, o presidente brasileiro afirmou que o americano “não conhece o Brasil” e criticou possíveis manifestações sobre a política interna brasileira.
“Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania. Só espero isso”, declarou Lula.
O presidente brasileiro também defendeu o sistema eleitoral do país e afirmou que os Estados Unidos poderiam aprender com o modelo brasileiro.
“Os Estados Unidos poderiam aprender com o Brasil de eleições mais tranquilas, mais leves e menos conturbadas”, disse.
Lula ainda afirmou que, se Trump conhece o Brasil apenas pela relação com a família Bolsonaro, ele teria uma visão limitada do país. “Não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil são um problema do Brasil”, declarou.
Lula critica fala de autoridade dos EUA sobre facções brasileiras e defende soberania nacional
Durante agenda da Petrobras em Sergipe, nesta sexta-feira (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou declarações de autoridades dos Estados Unidos sobre a possibilidade de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. O petista também rejeitou qualquer hipótese de intervenção estrangeira em território nacional e defendeu a soberania do Brasil.
Em seu primeiro pronunciamento público sobre o tema, Lula afirmou ter recebido com preocupação as declarações do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
“Hoje eu estou muito triste. Fiquei triste com a notícia de que o secretário dos Estados Unidos, um tal de Marco Rubio, disse que nossos criminosos são terroristas e que os americanos poderiam fazer intervenção”, declarou.
O presidente destacou que o Brasil tem adotado medidas para fortalecer o combate ao crime organizado e citou iniciativas legislativas voltadas ao enfrentamento das facções criminosas. Segundo ele, grupos como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) representam uma ameaça à população brasileira, especialmente nas comunidades mais vulneráveis.
“Comando Vermelho e PCC são terroristas para as comunidades brasileiras, para as famílias e para quem vive nas periferias. São organizações que aterrorizam bairros, cidades e cidadãos. Vamos combatê-los aqui dentro”, afirmou.
Lula ressaltou, porém, que as facções brasileiras não se enquadram no mesmo perfil de organizações terroristas internacionalmente combatidas pelos Estados Unidos. O presidente também mencionou o tráfico ilegal de armas e afirmou que parte significativa do armamento utilizado pelo crime organizado no Brasil tem origem em território norte-americano.
Ao comentar a possibilidade de qualquer interferência externa, Lula reforçou que o país não aceitará ameaças à sua autonomia.
“Não aceitamos ser tratados como moleques. Não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta. O Brasil é um país soberano e merece respeito”, disse.
O presidente ainda manifestou preocupação com possíveis interesses estrangeiros nas riquezas naturais brasileiras, citando minerais estratégicos, terras raras, ouro, diamantes, a Amazônia e as reservas de água doce do país.
“Temos muitos recursos valiosos. Daqui a pouco vão dizer que a Amazônia é deles. Não é. A Amazônia pertence ao Brasil”, declarou.
Lula também relembrou conversa mantida com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que as relações entre os países devem ser pautadas pelo respeito mútuo, pela defesa da democracia e pela preservação da integridade territorial das nações.
“Eu trato um país pequeno com o mesmo respeito que trato a China, a Rússia e os Estados Unidos. Quero ser respeitado para também respeitar. Não brinquem com a soberania do Brasil nem com a nossa democracia”, concluiu.
O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na tarde de terça-feira (26/5), na Casa Branca.
O encontro aconteceu no Salão Oval, como é chamado o principal escritório do presidente norte-americano dentro da Casa Branca. Flávio estava acompanhado do irmão Eduardo Bolsonaro.
O encontro foi presenciado ainda pelo jornalista e influenciador Paulo Figueiredo, que posou para foto ao lado de Trump, Flávio e Eduardo dentro do Salão Oval da Casa Branca.
Flávio foi ao encontro de Trump usando um terno azul e uma gravata listrada amarela e verde, cores da bandeira do Brasil. Ele também fez questão de usar o broche de senador brasileiro.
Segundo Figueiredo, o encontro durou mais de uma hora e meia. O influenciador disse que ele, Flávio e Eduardo chegaram à Casa Branca por volta das 15h e deixaram o local às 16h40.
“Ficamos bastante tempo com Trump”, disse Figueiredo.
O influenciador contou que Flávio entregou camisas da Seleção Brasileira de presente para Trump, assessores e familiares do presidente norte-americano. “Foram mais de 10”, contou.
A reunião não tinha sido incluída na agenda oficial de Trump divulgada pela Casa Branca. No período da tarde, a agenda previa apenas reuniões políticas internas do presidente dos EUA.
A intenção do senador é usar a reunião com Trump para tentar ofuscar a crise de imagem na qual mergulhou nos últimos dias, após vir à tona sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.
O filho mais velho de Jair Bolsonaro também pretende usar a foto ao lado do presidente norte-americano para demonstrar que tem prestígio no cenário internacional e que sua candidatura é para valer.
A ideia é ainda usar o encontro para reforçar a narrativa de que, apesar da crise do caso Master, Flávio é visto pela Casa Branca como um candidato competitivo na disputa eleitoral de 2026 no Brasil.
A agenda entre Trump e o filho mais velho de Jair Bolsonaro aconteceu cerca de 20 dias depois de o presidente norte-americano receber o presidente Lula na Casa Branca e elogiar o petista.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (7) que teve uma reunião positiva com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o norte-americano, o encontro abordou temas importantes da relação entre os dois países, especialmente comércio e tarifas.
Em publicação nas redes sociais, Trump destacou que a conversa foi produtiva e informou que representantes do Brasil e dos Estados Unidos deverão continuar as negociações sobre assuntos considerados estratégicos.
“Acabei de finalizar minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico presidente do Brasil. Conversamos sobre diversos temas, incluindo comércio e tarifas”, escreveu.
O republicano também afirmou que novas reuniões poderão ocorrer nos próximos meses, caso haja necessidade de avançar nas tratativas entre as duas nações.
Já o governo brasileiro ressaltou o clima de diálogo durante o encontro. Em publicação oficial, destacou a parceria histórica entre Brasil e Estados Unidos e classificou a reunião como marcada pelo respeito mútuo.
“O Brasil e os Estados Unidos mantêm relações diplomáticas e de amizade há mais de dois séculos. Durante mais de três horas de conversa, os chefes de Estado discutiram pautas relevantes para os dois países e para o cenário internacional”, informou a nota divulgada pelo governo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou às 12h20 (horário de Brasília) à Casa Branca para sua reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O encontro estava marcado para as 12h (Brasília).
Os dois têm uma reunião a portas fechadas e na sequência almoçarão juntos. Depois, o presidente Lula retornará para a Embaixada do Brasil em Washington onde falará com a imprensa.
O governo Lula pediu para que a imprensa não fosse autorizada a acompanhar a reunião e para que os chefes de Estado só se encontrem com os jornalistas após a conversa. No momento, a imprensa aguarda do lado de fora do Salão Oval.
A expectativa é que Lula e Trump conversem sobre segurança pública, o Pix, tarifas comerciais, minerais críticos e sobre tensões internacionais.
O encontro entre os dois mandatários estava previsto para acontecer em março, mas foi reagendado para agora devido à guerra do Irã. Na última sexta-feira (1), eles conversaram brevemente por telefone.
Os dois já se reuniram em outras ocasiões e tiveram conversas consideradas bem sucedidas, diferente do que aconteceu em encontros de Trump com outros chefes de Estado, como o sul-africano Cyril Ramaphosa e o ucraniano Volodymyr Zelenskyi.
Esta é a quinta vez que Lula vai aos Estados Unidos. Em seus outros mandatos, o brasileiro também já foi recebido por George W. Bush e por Barack Obama.