Gaeco contesta declarações de Ricardo Coutinho e afirma que Operação Calvário segue com processos em andamento

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), vinculado ao Ministério Público da Paraíba (MPPB), divulgou nesta segunda-feira (19) uma nota para contestar declarações do ex-governador Ricardo Coutinho (PT) sobre a Operação Calvário. O órgão defendeu a condução das investigações e afirmou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) favorável ao político não encerrou os demais processos relacionados ao caso.

A manifestação ocorreu após entrevista concedida por Ricardo Coutinho ao programa Correio Debate, do Sistema Correio, no dia 15 de outubro. No posicionamento, o Gaeco ressaltou que a atuação do Ministério Público deve ser pautada pela independência, pelo rigor técnico e pelo respeito aos direitos fundamentais.

Gaeco aponta denúncias em 15 casos

De acordo com a nota, as apurações da Operação Calvário reuniram diferentes tipos de elementos, incluindo gravações, documentos, registros financeiros, mensagens, contratos, relatórios de órgãos de fiscalização e exames periciais.

Segundo o Ministério Público, esse material resultou no oferecimento de denúncias contra Ricardo Coutinho em 15 casos. O órgão também contestou a interpretação de que as acusações teriam sido construídas exclusivamente com base nos depoimentos de colaboradores premiados.

O Gaeco destacou ainda que o episódio conhecido como “caixa de bebida” já era alvo de investigação antes da formalização dos acordos de colaboração premiada. Conforme a nota, naquele momento já haviam sido utilizados recursos como interceptações telefônicas, imagens de hotel e registros de hospedagem.

O que decidiu o STF sobre a Operação Calvário?

Outro ponto central da manifestação diz respeito à decisão do Supremo Tribunal Federal, de janeiro de 2026, que determinou o trancamento da acusação de organização criminosa especificamente em relação a Ricardo Coutinho.

Na ocasião, o entendimento foi de que não havia corroboração autônoma suficiente para sustentar aquela imputação. O Gaeco, porém, argumentou que a decisão não anulou integralmente as provas reunidas na Operação Calvário nem determinou o encerramento de todos os processos relacionados à investigação.

A nota também informa que o Ministério Público Federal apresentou recurso contra a decisão e que o julgamento permanecia pendente, conforme a manifestação divulgada pelo órgão.

Em setembro deste ano, segundo o Gaeco, pedidos de outros investigados para obter o mesmo benefício foram rejeitados pelo relator, sob o entendimento de que os casos não apresentavam identidade suficiente para receber a mesma solução judicial.

Ministério Público reafirma atuação

Ao final do posicionamento, o Gaeco afirmou que continuará atuando no combate à corrupção e ao crime organizado, sustentando que suas investigações devem observar as garantias legais e permanecer sujeitas ao controle do Poder Judiciário.

As acusações mencionadas na nota correspondem a imputações apresentadas pelo Ministério Público e devem ser distinguidas de eventuais condenações definitivas. A decisão do STF citada pelo órgão também possui alcance específico, limitado à acusação analisada em relação a Ricardo Coutinho.

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Homem é detido durante ato político de Ricardo Coutinho na Praça da Paz, em João Pessoa

Suspeito teria provocado uma confusão ao proferir xingamentos contra o ex-governador e o vereador Marcos Henriques durante a inauguração do comitê de campanha.

Um homem foi detido na noite desta sexta-feira (21) durante um evento político do ex-governador e candidato a deputado federal Ricardo Coutinho (PT), realizado na Praça da Paz, no bairro dos Bancários, em João Pessoa.


Segundo informações, o homem estava com uma faca e uma arma de fogo falsa quando foi contido durante a confusão. O episódio aconteceu durante a inauguração do comitê de campanha do petista.


Ainda conforme os relatos, o suspeito teria iniciado os tumultos após proferir xingamentos contra Ricardo Coutinho e o vereador de João Pessoa Marcos Henriques (PT), que também disputa uma vaga de deputado estadual.


A situação mobilizou a Guarda Municipal, que realizou a abordagem e conduziu o homem. A ocorrência deverá ser apurada pelas autoridades competentes.

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Ricardo Coutinho afirma ter apenas um nome para o Senado e evita tratar da disputa ao Governo


O ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, afirmou nesta quarta-feira (10) que, até o momento, possui apenas um candidato ao Senado em sua intenção de voto para as eleições de 2026. A declaração foi feita durante entrevista concedida à rádio Arapuan FM.

Segundo Ricardo, seu apoio está direcionado ao senador Veneziano Vital do Rêgo, destacando que não vê problema em optar por apenas um nome na disputa pelas duas vagas ao Senado.

“Eu tenho um candidato ao Senado, que é Veneziano. Tenho trabalhado pelo nome dele e não existe nada que obrigue alguém a votar nos dois candidatos”, declarou.

O ex-governador afirmou ainda que não se identifica com os discursos apresentados pelos demais pré-candidatos e, por isso, não se sente motivado a definir um segundo voto neste momento.

Durante a entrevista, Ricardo também voltou a afirmar que não pretende apoiar o governador João Azevêdo. Ele disse que uma eventual definição sobre um segundo voto ao Senado poderá passar por discussões com a direção nacional do PT e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para o ex-governador, o principal foco político atualmente é a eleição presidencial de 2026. Segundo ele, o cenário internacional e os desafios enfrentados pelo Brasil tornam a disputa pela Presidência sua maior preocupação no momento.

Ricardo Coutinho também declarou que não está entusiasmado com a disputa pelo Governo da Paraíba, reforçando que sua atenção está voltada principalmente para o cenário nacional e para a reeleição do presidente Lula.

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Ricardo Coutinho endurece discurso, rejeita apoio a Lucas Ribeiro e impõe condição ao governo: “Nem se o PT mandar”

O ex-governador da Paraíba e pré-candidato a deputado federal Ricardo Coutinho elevou o tom das críticas ao atual grupo governista e afirmou que não apoiará uma eventual candidatura do vice-governador Lucas Ribeiro ao Governo da Paraíba em 2026, mesmo que haja orientação do PT nesse sentido.


Durante entrevista, Ricardo declarou que não pretende caminhar politicamente com um governo que, segundo ele, utiliza estruturas de comunicação para disseminar ataques e informações falsas.

O ex-governador citou diretamente o secretário de Comunicação do Estado, Nonato Bandeira, ao acusar a existência de um suposto “gabinete do ódio” dentro da gestão estadual.

“Eu não posso votar por um governo que trabalha com gabinete do ódio. A Paraíba tem um gabinete do ódio instalado dentro da Secom, distribuindo matérias falsas e tentando ganhar debate através de fake news. Esse gabinete do ódio é comandado por Nonato Bandeira”, afirmou Ricardo.

O ex-governador também condicionou qualquer possibilidade de reaproximação política a uma mudança de postura do atual governo em relação ao secretário.

“Se ele não reprime Nonato Bandeira, dá a entender que concorda com isso que está sendo feito”, declarou.

As declarações acontecem em meio à repercussão envolvendo o leilão da PPP do saneamento da Cagepa, realizado recentemente pelo Governo da Paraíba. Ricardo Coutinho voltou a criticar o modelo adotado pelo Estado e classificou a operação como “suspeita”, além de afirmar que a medida poderá trazer prejuízos financeiros para a Paraíba.

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