PF prepara esquema especial de segurança para candidatos à Presidência nas eleições de 2026

Partidos poderão solicitar proteção após as convenções; operação terá centenas de agentes mobilizados e investimento estimado em R$ 95 milhões.

A partir de 20 de julho, os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026 poderão contar com escolta e proteção especial da Polícia Federal durante a campanha eleitoral. De acordo com a corporação, cerca de R$ 95 milhões serão destinados à estrutura de segurança, que terá capacidade para atender simultaneamente até dez candidatos em diferentes regiões do país.


A solicitação do serviço deverá ser feita oficialmente pelos partidos políticos e a proteção poderá ser iniciada após a definição dos nomes nas convenções partidárias. No caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve disputar a reeleição, a segurança seguirá um modelo integrado, com participação da Polícia Federal e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).


Estrutura de segurança


Para garantir o acompanhamento dos candidatos, a PF prevê o deslocamento de até 458 servidores especializados. Os agentes passaram por treinamentos realizados entre 2025 e 2026, com capacitações em áreas como direção defensiva, primeiros socorros, salvamento aquático e uso de drones.


Toda a operação será coordenada a partir de Brasília pela Sala Nacional de Comando e Controle, que terá acesso às agendas dos candidatos e acompanhará as movimentações das equipes de segurança em tempo real, permitindo respostas rápidas durante os compromissos de campanha.

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Paraíba é alvo de operação da PF contra esquema de lavagem de dinheiro ligado a apostas ilegais

Ação é realizada em seis estados e investiga organização criminosa suspeita de usar plataformas clandestinas, empresas de fachada e influenciadores digitais para movimentar recursos ilícitos

A Paraíba está entre os estados onde a Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (15), a Operação Slots, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro relacionado à exploração ilegal de apostas on-line. A ação conta com apoio técnico da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, e também é realizada nos estados do Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Sergipe.

Ao todo, os policiais cumprem 14 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária, expedidos pela 2ª Vara Criminal de Vitória (ES). A Justiça ainda determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores de até R$ 951,1 milhões, além da apreensão de um imóvel e de veículos de luxo, da suspensão das atividades das empresas investigadas e da proibição de divulgação de plataformas de apostas consideradas irregulares.



De acordo com a Polícia Federal, as investigações começaram após a identificação de indícios de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de drogas. No decorrer da apuração, os investigadores identificaram uma organização criminosa que, segundo a PF, utilizava empresas de fachada, plataformas clandestinas de apostas esportivas e influenciadores digitais para ocultar a origem dos recursos e promover os sites ilegais.

As investigações também apontam que as plataformas operavam sem autorização para funcionar no Brasil e utilizavam, de forma indevida, símbolos e referências visuais ligados ao Sistema de Gestão de Apostas (SIGAP), do Ministério da Fazenda, e ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), com o objetivo de transmitir credibilidade aos consumidores. Conforme a PF, os valores arrecadados com as apostas eram direcionados para empresas sem autorização legal para explorar esse tipo de atividade.

Até a última atualização desta reportagem, a Polícia Federal não havia informado quantos mandados foram cumpridos especificamente na Paraíba nem divulgado a identidade dos investigados no estado.

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PF mira Jaques Wagner e banqueiro Augusto Lima em nova fase da Operação Compliance Zero
Investigação chega à 9ª etapa e amplia apurações sobre supostas irregularidades financeiras e empresariais.


O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Congresso Nacional, e o banqueiro Augusto Ferreira Lima, proprietário do Banco Pleno, estão entre os alvos da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (18).

A investigação apura a suposta participação de agentes públicos e empresários em um esquema que envolveria fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça. As apurações estão relacionadas ao Banco Master e apontam para movimentações financeiras consideradas suspeitas pelos investigadores.

Ao todo, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em endereços localizados no Distrito Federal, São Paulo e Bahia. As medidas foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.

Além das buscas, o magistrado determinou uma série de medidas cautelares, incluindo a suspensão dos passaportes dos investigados, o uso de monitoramento eletrônico e a proibição de contato entre os alvos da operação.

Segundo a Polícia Federal, os fatos investigados podem configurar os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. As investigações seguem em andamento para apurar a extensão do suposto esquema e o envolvimento de cada um dos investigados.

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Virginia Fonseca estaria na mira de investigação da Polícia Federal, aponta revista
Virginia Fonseca volta ao centro das polêmicas após reportagem citar investigação da PF


Influenciadora também se manifestou após ser alvo de xingamentos no Maracanã e afirmou estar cansada de julgamentos públicos

A influenciadora e empresária Virginia Fonseca voltou a ser assunto nas redes sociais e na imprensa após uma reportagem da revista Piauí apontar que ela estaria sendo investigada pela Polícia Federal por movimentações financeiras consideradas atípicas em empresas ligadas ao seu grupo empresarial.

Segundo a publicação, a apuração teria sido iniciada a partir de Relatórios de Inteligência Financeira elaborados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), com base em comunicações realizadas por instituições bancárias. O objetivo seria esclarecer a origem e o destino de recursos movimentados por empresas associadas à influenciadora.

Entre os negócios citados estariam a Talismã Digital, empresa mantida por Virginia e pelo ex-marido, o cantor Zé Felipe, além da marca de cosméticos WePink. De acordo com a reportagem, investigadores analisam transações milionárias realizadas entre 2024 e 2025 que teriam gerado alertas automáticos nos sistemas de monitoramento financeiro.

Um dos pontos mencionados envolve a empresa AMP Pay Marketing e Negócios, apontada como uma das principais remetentes de recursos para empresas ligadas à influenciadora. Conforme a publicação, teriam sido realizados depósitos que somam R$ 17,7 milhões em cinco transferências via Pix.

Até o momento, não existe acusação formal nem denúncia apresentada contra Virginia Fonseca. O procedimento segue em fase de investigação, e a defesa da empresária afirma que não houve qualquer prática ilícita, sustentando que todas as movimentações financeiras possuem documentação e justificativa legal.

A repercussão ocorre cerca de um ano após Virginia prestar depoimento na CPI das Bets, realizada no Senado Federal. Embora seu nome tenha sido citado no relatório final da comissão, a influenciadora não foi indiciada, já que o parecer acabou rejeitado pela maioria dos parlamentares.

Nos últimos anos, a WePink também enfrentou questionamentos envolvendo reclamações de consumidores e ações movidas por órgãos de fiscalização. A empresa, por sua vez, nega irregularidades e afirma atuar em conformidade com a legislação brasileira.

Além da reportagem sobre a suposta investigação, Virginia também ganhou destaque após ser alvo de xingamentos durante uma partida amistosa da Seleção Brasileira no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, no último domingo (31).

Em suas redes sociais, a influenciadora lamentou os ataques e afirmou que a violência vai além das agressões físicas. “A violência não é apenas física. Ela também aparece na humilhação pública. No ataque coletivo e constrangimento transformado em espetáculo”, escreveu nos Stories do Instagram.

Em outro trecho da publicação, Virginia declarou estar cansada dos julgamentos constantes que enfrenta na internet e em espaços públicos. A situação relembra episódio semelhante vivido por ela durante sua estreia no Carnaval do Rio de Janeiro neste ano.

Redação do Papo Informativo

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