Eleições 2026: novas pesquisas mostram disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro a seis dias do segundo turno

Levantamentos divulgados nesta segunda-feira (19) apontam vantagem numérica do candidato do PL, mas pesquisa BTG/Nexus mostra diferença inferior a um ponto percentual nos votos válidos.

A corrida presidencial de 2026 ganhou novos capítulos nesta segunda-feira (19), com a divulgação de pesquisas eleitorais que medem a intenção de voto para o segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Os levantamentos mostram um cenário competitivo, com diferenças importantes entre os resultados dos institutos.

As novas sondagens foram realizadas após o debate presidencial da Band, exibido na noite do domingo (18), e a seis dias da votação decisiva, marcada para 25 de outubro.

Três pesquisas divulgadas nesta segunda-feira

Os levantamentos de AtlasIntel/Bloomberg, PoderData/Aya e BTG Pactual/Nexus apresentam Flávio Bolsonaro numericamente à frente na simulação de votos válidos, embora a distância entre os candidatos varie de acordo com o instituto.

1. BTG Pactual/Nexus: diferença de apenas 0,6 ponto

A pesquisa BTG/Nexus apresenta o cenário mais equilibrado entre os três levantamentos divulgados hoje.

Votos válidos:

  • Flávio Bolsonaro (PL): 50,3%
  • Lula (PT): 49,7%

Na pesquisa anterior do instituto, divulgada em 13 de outubro, Flávio tinha 51,6%, enquanto Lula registrava 48,4%. A nova rodada indica redução da diferença numérica entre os dois candidatos.

Considerando todos os entrevistados, incluindo brancos, nulos e indecisos, Flávio aparece com 46,5%, contra 45,9% de Lula.

O levantamento ouviu 2.002 eleitores por telefone entre os dias 16 e 18 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

2. PoderData/Aya: Flávio chega a 52%

A pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta segunda-feira indica vantagem maior para o candidato do PL na comparação dos votos válidos.

Votos válidos:

  • Flávio Bolsonaro (PL): 52%
  • Lula (PT): 48%

Na rodada anterior, publicada na sexta-feira (16), os dois candidatos apareciam empatados, com 50% cada um nos votos válidos.

No cenário de votos totais, Flávio registra 49%, enquanto Lula soma 46%. Brancos e nulos representam 4%, e 2% dos entrevistados não souberam responder.

O instituto entrevistou 3.000 eleitores por telefone entre 16 e 18 de outubro, em 695 municípios brasileiros. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, com nível de confiança de 95%.

3. AtlasIntel/Bloomberg: senador tem 51,1%

O levantamento AtlasIntel/Bloomberg também divulgado nesta segunda-feira aponta Flávio Bolsonaro à frente de Lula na simulação de segundo turno.

Votos válidos:

  • Flávio Bolsonaro (PL): 51,1%
  • Lula (PT): 48,9%

A diferença entre os candidatos é de 2,2 pontos percentuais. Na pesquisa anterior, divulgada em 9 de outubro, a vantagem de Flávio era maior.

O levantamento ouviu 4.998 eleitores pela internet entre 13 e 18 de outubro. A margem de erro informada é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%.

O que diziam as pesquisas divulgadas desde sexta-feira?

Além dos levantamentos desta segunda-feira, outras pesquisas publicadas desde sexta-feira ajudam a acompanhar as mudanças no cenário eleitoral.

Sexta-feira (16) — CNT/MDA: Flávio Bolsonaro apareceu com 50,5% dos votos válidos, contra 49,5% de Lula. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Sexta-feira (16) — PoderData/Aya: o levantamento indicava empate nos votos válidos, com 50% para cada candidato.

Sábado (17) — Ipespe/Abrapel: Flávio registrou 51,2% dos votos válidos, enquanto Lula teve 48,8%. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais.

Os resultados mostram que a diferença numérica entre os candidatos varia conforme a metodologia, o período de coleta e a amostra de cada instituto.

Como interpretar os números?

É importante diferenciar liderança numérica de vantagem estatisticamente consolidada. Quando a diferença entre os candidatos está dentro da margem de erro, o resultado é considerado empate técnico.

Na pesquisa BTG/Nexus, por exemplo, a diferença de 0,6 ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos. No levantamento CNT/MDA, a diferença de um ponto também está dentro da margem de erro de 2,2 pontos.

Já o PoderData/Aya aponta quatro pontos de vantagem para Flávio nos votos válidos, diferença superior à margem de erro informada de 1,8 ponto. O AtlasIntel/Bloomberg apresenta diferença de 2,2 pontos, superior à margem de um ponto indicada pelo instituto.

Esses dados não garantem o resultado das urnas. Pesquisas eleitorais retratam as intenções de voto no período em que as entrevistas são realizadas e estão sujeitas às limitações estatísticas de cada levantamento.

Segundo turno será no próximo domingo

Lula e Flávio Bolsonaro disputam a Presidência da República no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Com a campanha entrando em sua reta final, os resultados dos próximos levantamentos poderão ajudar a identificar se o cenário permanece estável ou se haverá novas mudanças nas intenções de voto.

O Papo Informativo continuará acompanhando as pesquisas eleitorais e as movimentações dos candidatos até o dia da votação.

Papo Informativo — informação com responsabilidade.

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Erros nas pesquisas eleitorais aumentam desconfiança dos brasileiros; veja quais institutos mais se aproximaram das urnas em 2026


Levantamentos de Datafolha, Quaest e outros institutos divergiram do resultado do primeiro turno presidencial. Comparação mostra que algumas pesquisas conseguiram identificar a liderança de Flávio Bolsonaro, enquanto outras apontavam Lula numericamente à frente.

A confiança do eleitor brasileiro nas pesquisas eleitorais voltou ao centro do debate após o primeiro turno das eleições de 2026. A diferença entre as intenções de voto divulgadas por alguns institutos e o resultado das urnas levantou questionamentos sobre a capacidade desses levantamentos de antecipar o comportamento do eleitorado.

A discussão ganhou força porque, durante a campanha presidencial, diferentes pesquisas indicaram cenários distintos para a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Na reta final, parte dos levantamentos ainda mostrava Lula numericamente à frente, mas a votação terminou com o candidato do PL na primeira colocação.

O resultado oficial confirmou Flávio Bolsonaro com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A diferença foi de aproximadamente 1,87 ponto percentual, garantindo aos dois candidatos uma vaga no segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Datafolha e Quaest: Lula aparecia numericamente à frente

Entre os levantamentos que mais chamaram a atenção estão os do Datafolha e da Quaest, dois dos institutos mais conhecidos do país.

Na pesquisa Quaest divulgada em 3 de outubro, véspera da votação, Lula aparecia com 46% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 45%. O cenário era de empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

O resultado das urnas, porém, apresentou uma inversão: Flávio terminou o primeiro turno com 47,03%, e Lula, com 45,16%.

O Datafolha também apontava Lula numericamente à frente no levantamento divulgado na véspera da eleição. O instituto estimava 45% dos votos válidos para o petista e 42% para Flávio Bolsonaro.

Na apuração oficial, o candidato do PL ficou à frente, enquanto Lula terminou na segunda posição. A divergência alimentou críticas aos levantamentos, especialmente nas redes sociais.

É importante destacar que a margem de erro não funciona como garantia de que o resultado ficará dentro de determinada faixa. Ela expressa uma estimativa de incerteza amostral, considerando as condições estatísticas do levantamento. Além disso, pesquisas medem intenções de voto no período em que as entrevistas são realizadas, e não necessariamente a decisão final de todos os eleitores.



Quais institutos mais se aproximaram do resultado?

Um levantamento comparativo publicado pelo Placar das Pesquisas analisou as últimas pesquisas presidenciais divulgadas na janela de até dez dias antes da votação e comparou os números com o resultado oficial.

Entre os 17 institutos considerados nessa análise, os resultados apontaram diferenças relevantes de desempenho.

– Veritá: ficou na primeira posição do comparativo, com erro de 0,1 ponto percentual na diferença entre os dois primeiros colocados.
– Gerp: apareceu na segunda posição, com erro de 0,3 ponto percentual.
– Futura: ocupou a terceira colocação, também com erro de 0,3 ponto percentual.
– Palver: ficou na quinta posição, com erro de 2,2 pontos percentuais.
– Datafolha: apareceu na oitava posição, com erro de 4 pontos percentuais.
– Quaest: ficou na décima posição, com erro de 4,2 pontos percentuais.

O indicador utilizado nesse ranking mede a diferença entre a vantagem de um candidato sobre o outro na pesquisa e a vantagem registrada nas urnas. Portanto, ele não representa necessariamente o erro médio de todos os percentuais divulgados pelo instituto.

O resultado também evidencia que popularidade e tradição não são suficientes para garantir maior precisão em uma eleição específica. Institutos menos conhecidos podem obter resultados mais próximos em determinadas disputas, enquanto organizações consolidadas também estão sujeitas a divergências.

AtlasIntel, Paraná Pesquisas e Real Time Big Data

Outros nomes conhecidos do mercado também tiveram seus resultados comparados com as urnas.

A AtlasIntel, que utiliza entrevistas pela internet em sua metodologia, ficou atrás dos três primeiros colocados no levantamento do Placar das Pesquisas. Já a Paraná Pesquisas e a Real Time Big Data aparecem entre os institutos avaliados em análises mais amplas sobre a precisão dos levantamentos eleitorais.

Em um painel comparativo mais abrangente, que reúne disputas presidenciais, estaduais e para o Senado, Datafolha, Quaest, AtlasIntel, Real Time Big Data e Paraná Pesquisas aparecem entre os institutos com cobertura suficiente para integrar o ranking geral.

Esses resultados, entretanto, não devem ser confundidos com uma classificação exclusiva da eleição presidencial. O desempenho de um instituto pode variar conforme o estado, o cargo disputado, o tamanho da amostra, o período das entrevistas e a metodologia utilizada.

Por que as pesquisas podem divergir das urnas?

Não existe uma única explicação para todas as diferenças observadas em 2026. Entre os fatores que podem influenciar os resultados estão:

1. Mudanças de última hora: eleitores podem decidir o voto nos últimos dias da campanha, depois da realização das entrevistas.

2. Participação eleitoral: nem todos os entrevistados necessariamente comparecem às urnas. Estimar quem efetivamente votará é um dos desafios das pesquisas.

3. Metodologia: institutos podem utilizar entrevistas presenciais, telefônicas ou pela internet, além de diferentes critérios para selecionar e ponderar os entrevistados.

4. Distribuição do eleitorado: diferenças na composição da amostra e nos ajustes estatísticos podem afetar as estimativas.

5. Indecisos e votos em outros candidatos: a distribuição desses eleitores pode alterar a comparação entre os dois principais concorrentes.

Esses fatores ajudam a compreender possíveis divergências, mas não justificam automaticamente qualquer resultado. Para avaliar a qualidade de uma pesquisa, é necessário examinar sua metodologia, o registro eleitoral, o período de coleta, a amostra e o desempenho comparado com as urnas.

A desconfiança deve aumentar?

A diferença entre pesquisas e resultados oficiais pode abalar a credibilidade dos institutos, principalmente quando os números são apresentados ao público como se fossem previsões definitivas.

Por outro lado, uma pesquisa eleitoral é uma fotografia estatística de determinado momento. Ela não é uma contagem antecipada dos votos e não deve ser tratada como resultado garantido.

O caminho para recuperar a confiança passa pela transparência dos métodos, pela divulgação dos dados técnicos e pela comparação sistemática dos resultados com as urnas. Também é importante que o eleitor diferencie empate técnico, liderança numérica e vantagem estatisticamente significativa.

O primeiro turno de 2026 deixou uma lição importante: acompanhar apenas um instituto pode oferecer uma visão incompleta da disputa. Comparar diferentes levantamentos e observar a evolução dos números ao longo da campanha é uma maneira mais responsável de avaliar o cenário eleitoral.

Com o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a atenção volta-se agora para os novos levantamentos. Resta observar se as pesquisas conseguirão acompanhar as mudanças de intenção de voto até o dia 25 de outubro e se os resultados finais estarão mais próximos das estimativas divulgadas.

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Pesquisa Genial/Quaest mostra Lula com vantagem ampliada sobre Flávio Bolsonaro para 2026

Levantamento aponta crescimento do presidente nas intenções de voto e vantagem de oito pontos em eventual segundo turno contra o senador


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pela Presidência da República, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). O levantamento indica avanço de Lula nas intenções de voto e uma queda no desempenho do principal nome da oposição no cenário testado pelo instituto.

Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados respondem sem receber uma lista de candidatos, Lula aparece com 26% das intenções de voto, um crescimento de quatro pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. Flávio Bolsonaro registra 14%, mantendo o mesmo índice obtido em maio.

No cenário estimulado, Lula alcança 40% das intenções de voto, um ponto percentual acima da pesquisa anterior. Já Flávio Bolsonaro soma 28%, após recuar cinco pontos no mesmo período.



Entre os demais nomes avaliados, Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4% das intenções de voto, enquanto Renan Santos (Missão) registra 3%. Outros candidatos somam 4%, os indecisos representam 11% e 8% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco, nulo ou ainda não sabem em quem votar.

A pesquisa também simulou cenários de segundo turno. Na disputa contra Flávio Bolsonaro, Lula registra 45% das intenções de voto, enquanto o senador aparece com 37%, abrindo uma vantagem de oito pontos percentuais. No levantamento anterior, a diferença entre os dois era de apenas um ponto.

Nos demais confrontos testados, o presidente também aparece à frente. Contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, Lula tem 45% das intenções de voto, ante 36% do adversário. Em um eventual segundo turno contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o petista registra 45%, enquanto Zema alcança 35%.

Já em uma simulação contra Renan Santos, Lula aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o adversário registra 33%.

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores em 120 municípios brasileiros entre os dias 10 e 13 de julho. O levantamento possui nível de confiança de 95%, margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-7181/2026.

🗞️ Redação do papo informativo

POLÊMICA: Cícero Lucena faz acusações graves contra institutos de pesquisas na Paraíba
Cícero Lucena acusa institutos de pesquisas de manipulação de resultados

O ex-prefeito de Cícero Lucena e pré-candidato ao Governo da Paraíba intensificou as críticas contra institutos de pesquisa eleitoral e acusou algumas empresas de divulgarem levantamentos supostamente manipulados sobre a corrida estadual de 2026.

Em entrevista concedida ao Blog do Silvano Dias, neste sábado (9), o emedebista afirmou que já recorreu à Justiça Eleitoral para contestar pesquisas divulgadas recentemente e alegou que uma das empresas teria descumprido uma decisão judicial ao tornar os números públicos.

Segundo Cícero, determinados levantamentos estariam sendo usados para beneficiar adversários políticos, enquanto seus índices seriam reduzidos artificialmente.

“Existem pesquisas manipuladas e comercializadas para criar uma percepção favorável a outros candidatos e diminuir os nossos números”, declarou.

O pré-candidato também disse que algumas ações já tiveram decisões favoráveis no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba. De acordo com ele, um dos institutos ignorou uma determinação judicial que suspendia a divulgação da pesquisa.

“A mais recente teve a ousadia de desobedecer uma decisão do desembargador e acabou publicando o levantamento. Nós já tomamos as medidas cabíveis”, afirmou.

Durante a entrevista, Cícero ainda fez críticas indiretas ao uso da máquina pública em articulações políticas e mencionou recentes decisões da Justiça Eleitoral envolvendo a utilização de prédios públicos em atos de caráter político.

🗞️ Redação do papo informativo