Governo dos Estados Unidos concede green card a Eduardo Bolsonaro
Ex-deputado passa a ter residência permanente nos EUA e poderá viver e trabalhar legalmente no país.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) recebeu do governo dos Estados Unidos o green card, documento que concede residência permanente e autoriza estrangeiros a morar, trabalhar e estudar legalmente em território americano por tempo indeterminado. A informação foi divulgada inicialmente pela Folha de S.Paulo e confirmada por aliados do ex-parlamentar.


Eduardo vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Com a concessão da residência permanente, ele passa a ter direitos semelhantes aos de um cidadão norte-americano, embora o green card não conceda direito ao voto nem represente a obtenção da cidadania dos EUA.


Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, o documento foi concedido na categoria EB-1A, destinada a pessoas consideradas de habilidades extraordinárias em áreas específicas. O próprio Eduardo afirmou que o processo para obtenção da residência permanente foi iniciado há cerca de um ano.


A concessão ocorre em meio ao cenário jurídico enfrentado pelo ex-deputado no Brasil. No mês passado, Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso de processo, decisão que ainda pode ser objeto de recurso.


Desde que passou a residir nos Estados Unidos, Eduardo tem afirmado que deixou o Brasil por considerar que sofre perseguição política e declarou que só cogita retornar ao país caso haja mudanças no cenário jurídico envolvendo sua situação.

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Trump critica árbitro brasileiro Raphael Claus e revela que pediu à Fifa revisão de cartão vermelho na Copa

Presidente dos Estados Unidos afirmou que expulsão de Folarin Balogun foi injusta, questionou a atuação do árbitro brasileiro e disse ter conversado com Gianni Infantino sobre o caso.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou duramente o árbitro brasileiro Raphael Claus ao comentar a expulsão do atacante Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2026. Em entrevista concedida nesta segunda-feira (6), no Salão Oval da Casa Branca, Trump classificou a atuação do árbitro como “horrível”, questionou sua decisão e revelou que pediu à Fifa uma revisão do caso.

Durante a entrevista, Trump afirmou que Claus tomou uma decisão equivocada ao aplicar o cartão vermelho e chegou a insinuar que o histórico do árbitro deveria ser analisado.

“Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o histórico dele… Não quero criar polêmicas, mas é muito suspeito”, declarou.


O presidente norte-americano também criticou o uso do VAR em lances revisados em câmera lenta. Segundo ele, esse tipo de análise pode distorcer a percepção do contato entre os jogadores.

“Eles dizem que não se deve revisar esse tipo de lance em câmera lenta porque tudo parece muito diferente. Em velocidade normal, eram apenas dois jogadores correndo e se chocando”, afirmou.

Trump voltou a defender que a expulsão foi injusta e disse que, na sua avaliação, o lance sequer deveria ter sido marcado como falta.

“Eu vi a jogada. Aquilo não foi falta. Nem sequer foi uma infração. Eram dois jogadores correndo em velocidade máxima que simplesmente colidiram”, declarou.

Raphael Claus expulsou Balogun na vitória dos Estados Unidos por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, pela fase de 16 avos de final da Copa do Mundo. Após recomendação do árbitro de vídeo (VAR), o brasileiro revisou o lance e aplicou o cartão vermelho direto ao atacante por atingir o tornozelo do zagueiro Tarik Muharemovic com as travas da chuteira.

Pelas regras da Fifa, Balogun deveria cumprir suspensão automática na partida seguinte, contra a Bélgica, pelas oitavas de final. No entanto, a entidade decidiu suspender a punição por um período probatório de um ano, permitindo que o atacante permanecesse à disposição da seleção norte-americana.

Trump confirmou que conversou com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para solicitar uma revisão do caso, mas negou ter interferido na decisão da entidade.

“Eu apenas pedi uma revisão porque não achei que foi falta”, afirmou o presidente dos Estados Unidos.

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Trump mira o Brasil? Ex-presidente compartilha texto sobre eleição de 2026 e gera repercussão
Episódio ocorre dias após o republicano afirmar que o Brasil se tornou “perigoso politicamente”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou nesta terça-feira (23) um artigo que aponta a eleição presidencial brasileira como um dos próximos desafios políticos em sua agenda. A publicação ocorre dias após o republicano afirmar que o Brasil estaria se tornando “politicamente perigoso”.

O texto divulgado por Trump em sua rede social, a Truth Social, reproduz uma análise do site americano Newsmax, que afirma que as atenções agora se voltam para o Brasil, descrito como uma “potência política da região”. Segundo o artigo, a próxima eleição brasileira pode se tornar uma das disputas mais importantes do hemisfério.

A publicação afirma que Trump ainda teria quatro grandes desafios pela frente e cita Cuba, Nicarágua, Venezuela e Brasil. Sobre o país, o texto diz que a eleição brasileira já provoca debates sobre a integridade do sistema eleitoral e sobre se a disputa será conduzida de forma considerada livre e justa por todos os lados.

“Trump está realmente tornando as Américas grandes novamente”, diz o artigo compartilhado pelo republicano. O texto também afirma que, caso o Brasil siga uma tendência de aproximação com a direita, o cenário político da América Latina poderá passar por grandes mudanças.

Em entrevista ao site americano Axios, Trump afirmou que tem observado a situação brasileira e declarou que não é “fã” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Não sou fã dele, nem desgosto. Realmente não penso nele. Não estou nem aí. Mas agora ele é um tipo de pessoa diferente. Muito volátil. Eu vi como ele fez um discurso. Foi muito volátil, e tudo bem”, afirmou.

A declaração ocorreu após Trump dizer que o Brasil teria se tornado “um pouco difícil” e “politicamente perigoso”. O presidente americano também afirmou que passou bastante tempo com Lula durante a cúpula do G7, realizada em Evian, na França, mas não informou quais assuntos foram discutidos entre os dois.

O republicano foi questionado se havia tratado com Lula de temas como tarifas comerciais e a possibilidade de classificar facções brasileiras como organizações terroristas, assunto que provocou tensão diplomática entre os governos.

Durante as declarações, Trump também fez uma referência equivocada ao mencionar a suposta prisão de “Bolsonaro Júnior”. A fala aparentou ser uma referência a Eduardo Bolsonaro, mas o presidente americano confundiu o deputado com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

As falas de Trump provocaram reação de Lula. Durante uma entrevista coletiva em Genebra, o presidente brasileiro afirmou que o americano “não conhece o Brasil” e criticou possíveis manifestações sobre a política interna brasileira.

“Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania. Só espero isso”, declarou Lula.

O presidente brasileiro também defendeu o sistema eleitoral do país e afirmou que os Estados Unidos poderiam aprender com o modelo brasileiro.

“Os Estados Unidos poderiam aprender com o Brasil de eleições mais tranquilas, mais leves e menos conturbadas”, disse.

Lula ainda afirmou que, se Trump conhece o Brasil apenas pela relação com a família Bolsonaro, ele teria uma visão limitada do país. “Não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil são um problema do Brasil”, declarou.

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Donald Trump elogia encontro com Luiz Inácio Lula da Silva, chama presidente brasileiro de “dinâmico” e anuncia novas reuniões

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (7) que teve uma reunião positiva com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o norte-americano, o encontro abordou temas importantes da relação entre os dois países, especialmente comércio e tarifas.

Em publicação nas redes sociais, Trump destacou que a conversa foi produtiva e informou que representantes do Brasil e dos Estados Unidos deverão continuar as negociações sobre assuntos considerados estratégicos.


“Acabei de finalizar minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico presidente do Brasil. Conversamos sobre diversos temas, incluindo comércio e tarifas”, escreveu.

O republicano também afirmou que novas reuniões poderão ocorrer nos próximos meses, caso haja necessidade de avançar nas tratativas entre as duas nações.

Já o governo brasileiro ressaltou o clima de diálogo durante o encontro. Em publicação oficial, destacou a parceria histórica entre Brasil e Estados Unidos e classificou a reunião como marcada pelo respeito mútuo.

“O Brasil e os Estados Unidos mantêm relações diplomáticas e de amizade há mais de dois séculos. Durante mais de três horas de conversa, os chefes de Estado discutiram pautas relevantes para os dois países e para o cenário internacional”, informou a nota divulgada pelo governo.

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