Trump mira o Brasil? Ex-presidente compartilha texto sobre eleição de 2026 e gera repercussão
Episódio ocorre dias após o republicano afirmar que o Brasil se tornou “perigoso politicamente”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou nesta terça-feira (23) um artigo que aponta a eleição presidencial brasileira como um dos próximos desafios políticos em sua agenda. A publicação ocorre dias após o republicano afirmar que o Brasil estaria se tornando “politicamente perigoso”.

O texto divulgado por Trump em sua rede social, a Truth Social, reproduz uma análise do site americano Newsmax, que afirma que as atenções agora se voltam para o Brasil, descrito como uma “potência política da região”. Segundo o artigo, a próxima eleição brasileira pode se tornar uma das disputas mais importantes do hemisfério.

A publicação afirma que Trump ainda teria quatro grandes desafios pela frente e cita Cuba, Nicarágua, Venezuela e Brasil. Sobre o país, o texto diz que a eleição brasileira já provoca debates sobre a integridade do sistema eleitoral e sobre se a disputa será conduzida de forma considerada livre e justa por todos os lados.

“Trump está realmente tornando as Américas grandes novamente”, diz o artigo compartilhado pelo republicano. O texto também afirma que, caso o Brasil siga uma tendência de aproximação com a direita, o cenário político da América Latina poderá passar por grandes mudanças.

Em entrevista ao site americano Axios, Trump afirmou que tem observado a situação brasileira e declarou que não é “fã” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Não sou fã dele, nem desgosto. Realmente não penso nele. Não estou nem aí. Mas agora ele é um tipo de pessoa diferente. Muito volátil. Eu vi como ele fez um discurso. Foi muito volátil, e tudo bem”, afirmou.

A declaração ocorreu após Trump dizer que o Brasil teria se tornado “um pouco difícil” e “politicamente perigoso”. O presidente americano também afirmou que passou bastante tempo com Lula durante a cúpula do G7, realizada em Evian, na França, mas não informou quais assuntos foram discutidos entre os dois.

O republicano foi questionado se havia tratado com Lula de temas como tarifas comerciais e a possibilidade de classificar facções brasileiras como organizações terroristas, assunto que provocou tensão diplomática entre os governos.

Durante as declarações, Trump também fez uma referência equivocada ao mencionar a suposta prisão de “Bolsonaro Júnior”. A fala aparentou ser uma referência a Eduardo Bolsonaro, mas o presidente americano confundiu o deputado com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

As falas de Trump provocaram reação de Lula. Durante uma entrevista coletiva em Genebra, o presidente brasileiro afirmou que o americano “não conhece o Brasil” e criticou possíveis manifestações sobre a política interna brasileira.

“Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania. Só espero isso”, declarou Lula.

O presidente brasileiro também defendeu o sistema eleitoral do país e afirmou que os Estados Unidos poderiam aprender com o modelo brasileiro.

“Os Estados Unidos poderiam aprender com o Brasil de eleições mais tranquilas, mais leves e menos conturbadas”, disse.

Lula ainda afirmou que, se Trump conhece o Brasil apenas pela relação com a família Bolsonaro, ele teria uma visão limitada do país. “Não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil são um problema do Brasil”, declarou.

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Lucas Ribeiro prevê escolha do vice até agosto e afirma buscar perfil “atuante” para composição
Lucas Ribeiro rebate declaração de Cícero Lucena sobre recuar na disputa eleitoral para governador do Estado

O governador da Paraíba e pré-candidato à reeleição, Lucas Ribeiro (PP), afirmou nesta sexta-feira (29) que a escolha do nome que irá compor sua chapa como vice-governador será feita com cautela e dentro do prazo previsto pela legislação eleitoral, que se encerra em 15 de agosto, período das convenções partidárias.

Em entrevista ao programa Correio Verdade, Lucas destacou que a definição será construída de forma estratégica e sem precipitação.

“Prazo nós temos, que é o prazo das convenções partidárias, acredito que até o dia 15 de agosto. Será alguém que tenha a contribuir e que acredite em nosso projeto”, declarou.

Segundo o governador, a escolha seguirá o ritmo das articulações políticas e não será antecipada apenas para atender agendas ou pressões do momento. “É uma questão que a gente também não pode decidir às pressas por conta de um momento ou de uma agenda que tenha que ser cumprida. A gente não vai decidir dessa forma”, afirmou durante agenda realizada na Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa.

O evento contou com a presença do Ministério da Saúde e marcou a entrega de 118 veículos destinados a 150 municípios paraibanos por meio do Novo PAC da Saúde.

Nos bastidores, partidos aliados já apresentaram nomes para ocupar a vaga de vice na chapa governista. Legendas como Republicanos, União Progressista e PT articulam indicações para a composição majoritária.

A possibilidade de uma mulher na vice também ganha força entre aliados do governador. Um dos nomes lembrados é o da ex-secretária de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade, Rafaela Camaraense (PDT). Outros nomes cotados são o deputado estadual Luciano Cartaxo (Republicanos), o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (Republicanos), e o vereador de João Pessoa Marcos Henriques (PT).

Lucas Ribeiro assumiu o comando do Governo da Paraíba em abril deste ano, após a renúncia do ex-governador João Azevêdo (PSB), que deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de outubro.

Filho da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), sobrinho do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) e neto do ex-prefeito de Campina Grande, Enivaldo Ribeiro, Lucas foi vereador e vice-prefeito de Campina Grande antes de chegar ao Governo do Estado. Ele também é mestre em Gestão Pública pela UFPB.

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