A 12 dias do segundo turno, governo Lula anuncia pacote para MEIs com perdão de dívidas de R$ 12,6 bilhões e proposta de aumento do faturamento


Medidas também incluem auxílio de até R$ 5 mil, renegociação de débitos bancários e mudanças nas regras para pequenos empreendedores.


Pressionado devido as últimas pesquisas eleitorais que foram divulgadas desfavorável a sua reeleição, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta terça-feira (13) um conjunto de medidas voltadas aos microempreendedores individuais (MEIs). Essa medida tenta melhorar a imagem do governo perante o eleitor, uma vez que o presidente Lula está atrás das pesquisas eleitorais.

Entre as iniciativas estão a proposta de perdão de R$ 12,6 bilhões em dívidas tributárias, a criação de um auxílio financeiro e a ampliação do limite de faturamento anual da categoria.
Segundo informações divulgadas pelo governo, aproximadamente 3,6 milhões de empreendedores poderão ser contemplados com a proposta de remissão dos débitos federais. A medida ainda depende de aprovação do Congresso Nacional.


Confira as principais medidas


1. Perdão de dívidas tributárias
O governo pretende encaminhar ao Congresso um projeto para extinguir R$ 12,6 bilhões em débitos tributários acumulados por microempreendedores individuais. A iniciativa busca regularizar a situação fiscal de milhões de pequenos negócios.


2. Repasse de até R$ 5 mil

O pacote prevê o chamado Pix MEI, com a possibilidade de repasse de até R$ 5 mil para empreendedores investirem em melhorias nos próprios negócios. A proposta tem como objetivo estimular a produtividade e ampliar a capacidade de geração de renda.


3. Aumento do limite de faturamento
Outra medida prevê elevar gradualmente o teto de receita anual permitido para os MEIs.

A proposta estabelece os seguintes valores:


2026: R$ 81 mil, limite atualmente vigente;
2027: R$ 110 mil;
2028: R$ 140 mil.


A mudança depende da tramitação e aprovação da proposta legislativa. Até que isso ocorra, permanece válido o limite atual.


4. Renegociação de dívidas bancárias
O pacote também prevê medidas para facilitar a renegociação de débitos dos empreendedores com instituições financeiras, com descontos que podem chegar a pelo menos 90%, conforme as condições do programa anunciado.


5. Mudanças na emissão de notas fiscais
O governo anunciou ainda alterações nas regras de emissão de notas fiscais para determinadas operações realizadas por microempreendedores, especialmente nas vendas e prestações de serviços destinadas a consumidores pessoas físicas.
Medidas ainda dependem de regulamentação


Embora o anúncio reúna iniciativas que podem beneficiar pequenos negócios em todo o país, nem todas as medidas entram em vigor imediatamente.A remissão de dívidas e as mudanças no teto de faturamento dependem dos procedimentos legais necessários, enquanto outras iniciativas exigem regulamentação e definição das regras de acesso.


O pacote busca aliviar o endividamento e ampliar as condições de crescimento dos pequenos empreendedores brasileiros.


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Turismo da Paraíba registra alta em investimentos, ocupação hoteleira e vendas nos últimos quatro anos


A Paraíba registrou crescimento em diferentes indicadores do setor turístico nos últimos quatro anos.

Os dados apontam aumento nos investimentos destinados à promoção do estado, avanço na ocupação da rede hoteleira e expansão da presença do destino paraibano nas principais operadoras de viagens do país.

No período, o investimento em ações de promoção turística cresceu 489%, alcançando R$ 22,89 milhões. As iniciativas incluíram participação em ações de divulgação da Paraíba nos mercados nacional e internacional, que apresentaram crescimento de 122%.

Outro indicador apresentado é a ocupação hoteleira. Segundo os dados, a taxa de ocupação linear no estado superou 75% ao longo do período analisado.

O número de registros no Cadastur, sistema do Ministério do Turismo que reúne empresas e profissionais do setor, também apresentou expansão. O crescimento informado foi de 250% em quatro anos.

A participação dos municípios paraibanos no Mapa do Turismo Brasileiro aumentou 150% no mesmo intervalo. A ferramenta reúne municípios que possuem vocação turística e estrutura para desenvolver atividades relacionadas ao setor.



Capacitação de agentes

A qualificação de profissionais também apresentou crescimento. A rede de especialistas em turismo da Paraíba registrou aumento de 149% no número de agentes de viagens e operadores capacitados para comercializar o destino paraibano.

A estratégia de promoção também refletiu nas vendas realizadas por grandes operadoras nacionais. De acordo com os dados divulgados, a comercialização de produtos turísticos da Paraíba apresentou os seguintes índices de crescimento:

– Azul Viagens: 70%;
– CVC Viagens: 62%;
– FRT: 59%;
– Orinter: 48%;
– BWT: 227%;
– Cativa: 58%;
– Diversa: 215%.

Os números mostram aumento da presença do destino Paraíba no mercado nacional de viagens, em um período marcado pela ampliação dos investimentos em divulgação, participação em eventos do setor e capacitação de profissionais.

Os dados, entretanto, representam os indicadores apresentados para o período de quatro anos e não detalham, individualmente, a metodologia utilizada para o cálculo de cada percentual.

🗞️ Redação do papo informativo

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Proibição das bets ameaça retirar mais de R$ 1,4 bilhão do mercado de publicidade de TV e rádio
Setor de apostas foi um dos maiores anunciantes da televisão brasileira em 2025; TV aberta concentrou cerca de 85% dos investimentos

A proibição da exploração e da publicidade das apostas de quota fixa no Brasil deve provocar um impacto significativo no mercado de comunicação, especialmente nas emissoras de televisão. A Medida Provisória nº 1.394, publicada nesta sexta-feira (25), proibiu a publicidade, propaganda, marketing e patrocínio relacionados às bets em meios físicos e digitais.

Pela medida, os materiais publicitários e sinais de patrocínio existentes deverão ser retirados em até dez dias. A proibição também alcança apostas esportivas e jogos online.

O tamanho do mercado atingido ajuda a dimensionar o impacto. Levantamento da Tunad aponta que as empresas de apostas investiram R$ 1,44 bilhão em publicidade em TV aberta, TV paga e rádio durante 2025. A televisão aberta concentrou aproximadamente 85% desse volume.

Isso significa que, considerando apenas o investimento destinado à televisão aberta, o setor movimentou algo próximo de R$ 1,22 bilhão em publicidade ao longo de 2025.

O valor, entretanto, não deve ser interpretado como uma perda direta de R$ 1,22 bilhão para as emissoras. O levantamento mede o investimento publicitário das bets nos diferentes meios, e não necessariamente a receita líquida recebida por cada empresa de comunicação. Além disso, parte desse dinheiro era destinada a rádio, TV paga e outras plataformas.

Bets estavam entre os maiores anunciantes

A força financeira das casas de apostas transformou o setor em uma das principais categorias de anunciantes da televisão brasileira.

Dados da Tunad mostram que o mercado de TV linear — considerando televisão aberta e paga — movimentou R$ 24,5 bilhões em publicidade em 2025. As bets responderam por cerca de R$ 1,4 bilhão, colocando o segmento entre os principais investidores publicitários do país.

O investimento também apresentou forte relação com o calendário esportivo. Em junho de 2025, por exemplo, as bets desembolsaram aproximadamente R$ 164,5 milhões em mídia, o maior volume mensal do ano. Em janeiro, foram R$ 66,7 milhões.

Impacto vai além dos comerciais

A mudança também afeta contratos de patrocínio e ações comerciais vinculadas ao esporte. A MP determina que ficam proibidas as ações de comunicação, publicidade, marketing e patrocínio das empresas de apostas, independentemente do meio utilizado.

Na prática, emissoras, clubes, campeonatos, programas esportivos, eventos e outros segmentos que mantinham contratos comerciais com casas de apostas terão de se adaptar às novas regras.

O efeito econômico, portanto, não se limita aos intervalos comerciais. O mercado de apostas havia construído uma ampla presença no futebol e em outros conteúdos esportivos, tornando-se uma fonte relevante de recursos para diferentes setores da indústria de comunicação e entretenimento.



Um novo desafio para as emissoras

Com a saída das bets do mercado publicitário, as emissoras terão de buscar novos anunciantes para ocupar o espaço deixado pelas empresas de apostas.

Ainda não é possível calcular quanto cada emissora perderá individualmente. Também não há, neste momento, um levantamento consolidado que permita afirmar qual será a redução efetiva de receita de empresas como Globo, Record, SBT, Band e RedeTV!.

O que os números disponíveis mostram é que um mercado publicitário superior a R$ 1,4 bilhão por ano, considerando TV aberta, TV paga e rádio, deixa de existir para as bets dentro do modelo que estava em vigor até a publicação da medida.

Para a televisão aberta, que concentrava cerca de 85% desses investimentos, o impacto potencial é particularmente relevante.

Fonte: Tunad, Medida Provisória nº 1.394/2026 e dados de mercado.

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Bets terão operações encerradas a partir de 6 de outubro; veja como será a devolução do dinheiro



Uma Medida Provisória publicada nesta sexta-feira (25) estabelece novas regras para o mercado

de apostas de quota fixa no Brasil. A determinação interrompe a exploração, oferta, intermediação e publicidade das chamadas bets, abrangendo tanto as apostas esportivas quanto os jogos online.

A medida alcança plataformas que funcionam pela internet e também operações realizadas em estabelecimentos físicos. Empresas que possuem autorização ou concessão concedida por governos estaduais ou pelo Distrito Federal também estão incluídas nas novas regras.

As modalidades de loteria que já possuem previsão e autorização na legislação brasileira não entram na proibição.

Com a entrada em vigor da MP, as plataformas ficam impedidas de aceitar novos depósitos ou aportes dos usuários. A divulgação de publicidade, campanhas promocionais e patrocínios relacionados às apostas também passa a ser proibida.

As empresas terão até as 23h59 do dia 5 de outubro para retirar anúncios e materiais de patrocínio instalados em espaços físicos ou veiculados por meio de publicidade exterior.

Quando os sites e aplicativos serão bloqueados?

A Medida Provisória estabeleceu um calendário para o encerramento das atividades e a devolução dos valores que ainda estiverem nas contas dos apostadores.

– 25 de setembro: publicação da MP e início da proibição de novos aportes nas plataformas.
– Até 5 de outubro, às 23h59: usuários poderão solicitar voluntariamente o saque dos valores disponíveis em suas contas.
– A partir de 6 de outubro: sites e aplicativos de apostas deverão ser retirados do ar.
– 7 e 8 de outubro: as empresas deverão encaminhar às instituições financeiras os valores remanescentes, vinculados aos respectivos CPFs.
– De 9 a 14 de outubro: os bancos deverão processar a devolução dos recursos aos apostadores.
– A partir de 14 de outubro: valores cujo pagamento não possa ser concluído pelas instituições financeiras serão transferidos para a Caixa Econômica Federal, que ficará responsável pelo ressarcimento.



Como será feita a fiscalização?

A MP também cria mecanismos para identificar e interromper o funcionamento de plataformas consideradas irregulares.

O Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça participarão das ações de bloqueio. A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda, poderá utilizar um laboratório virtual para localizar serviços que estejam operando de forma irregular.

Depois da identificação, a SPA poderá comunicar a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que ficará responsável pelo bloqueio dos respectivos domínios.

As medidas de combate também poderão envolver a retirada de aplicativos das plataformas digitais e a interrupção dos meios de pagamento utilizados pelas empresas que estiverem atuando ilegalmente.

A MP ainda institui o Comitê Institucional de Fiscalização e Combate à Exploração Ilegal de Apostas, sob coordenação da Casa Civil. O objetivo será integrar órgãos públicos em ações de prevenção, fiscalização e repressão à exploração, oferta e publicidade irregular de apostas.

Multas podem chegar a R$ 2 bilhões

O descumprimento das novas determinações poderá resultar em penalidades para pessoas físicas e empresas. Entre as punições previstas estão advertências e multas que podem alcançar R$ 2 bilhões.

Para as empresas, também poderão ser aplicadas medidas como a suspensão parcial ou integral das atividades.

Governo propõe novos crimes relacionados às bets

Além da MP, o governo federal apresentou um Projeto de Lei com propostas para definir crimes relacionados às apostas de quota fixa.

Diferentemente da Medida Provisória, o projeto ainda precisa passar pela análise e aprovação do Congresso Nacional para que as novas regras penais possam entrar em vigor.

Entre as condutas previstas estão:

– Explorar apostas de quota fixa, mesmo quando houver autorização concedida por autoridade estrangeira: pena de reclusão de 4 a 6 anos.
– Divulgar apostas ou captar apostadores: reclusão de 2 a 4 anos, além de multa.
– Utilizar dados pessoais para atrair apostadores: reclusão de 2 a 4 anos e multa, com possibilidade de aumento da pena em situações específicas.
– Facilitar financeiramente a exploração de apostas: reclusão de 2 a 4 anos e multa.
– Fornecer aplicações de internet destinadas às apostas: reclusão de 2 a 4 anos e multa, com agravamento em situações envolvendo mecanismos para burlar controles de idade ou localização ou quando houver direcionamento a crianças e adolescentes.

Empresas não terão direito a indenização

A MP também determina a extinção das autorizações concedidas para a exploração das apostas de quota fixa.

Segundo o texto, a medida é fundamentada no interesse público e não gera direito a indenização por investimentos realizados, lucros que deixariam de ser obtidos ou expectativa de continuidade das operações.

Também não está prevista a restituição, integral ou parcial, dos valores pagos pelas empresas pelas respectivas outorgas.

Até o momento, 85 autorizações foram concedidas para a exploração de apostas de quota fixa no Brasil. Cada autorização teve custo de R$ 30 milhões, totalizando aproximadamente R$ 2,55 bilhões pagos pelas empresas.

As novas regras estabelecem, portanto, um cronograma para o encerramento das operações, a retirada de publicidade e a devolução dos recursos ainda existentes nas contas dos usuários.

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Especialistas avaliam que reajuste do Bolsa Família pode preservar votos de Lula, mas terá efeito limitado
Aumento de 15,04% no benefício, anunciado às vésperas do primeiro turno, é visto como uma medida com potencial maior de fortalecer a base petista do que conquistar novos eleitores

O reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve ter impacto eleitoral restrito, segundo especialistas ouvidos pelo Valor. A avaliação é de que a medida pode contribuir para manter o apoio entre beneficiários que já se identificam com o petista, mas dificilmente provocará uma mudança expressiva na preferência do eleitorado.

A atualização foi anunciada na quinta-feira (18), a 17 dias do primeiro turno. Com o aumento de 15,04%, o valor mínimo do programa passará de R$ 600 para R$ 691. Já o benefício médio será elevado de R$ 675 para R$ 777. Os pagamentos com os novos valores estão previstos para começar em 19 de outubro, seis dias antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

De acordo com o governo, a correção busca recompor a inflação acumulada desde a reformulação do programa, em 2023. O decreto também prevê mudanças nos benefícios adicionais. O Ministério do Planejamento estima impacto de R$ 5,8 bilhões nas contas públicas em 2026 e de R$ 22,7 bilhões em 2027.



Ao anunciar a medida, Lula afirmou que o governo está “cuidando de quem precisa” e relacionou o reajuste às ações de combate à fome e à pobreza.

Avaliação aponta fortalecimento da base petista

Para Maurício Moura, fundador do Instituto Ideia, o alcance eleitoral do reajuste tende a ser pequeno porque o Bolsa Família já atende um público que, em sua maioria, demonstra preferência por Lula.

Na avaliação do especialista, a medida pode ajudar a preservar o apoio ao presidente, mas não representa uma estratégia de ampliação significativa do eleitorado petista.

Moura também estabeleceu uma comparação com 2022, quando o então presidente Jair Bolsonaro ampliou o Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600. Segundo ele, naquele momento havia uma tentativa de conquistar eleitores menos alinhados ao grupo político de Bolsonaro. O cenário atual seria diferente, já que o Bolsa Família concentra beneficiários com maior identificação com Lula e o PT.

O especialista destacou ainda que, no Nordeste, região onde o presidente possui uma base eleitoral consolidada, a redução da abstenção pode ser mais importante para o resultado da disputa do que a conquista de novos votos por meio do reajuste.

Economista vê possibilidade de impacto em disputa acirrada

O economista Maurício Canêdo Pinheiro, professor associado da FCE/Uerj e autor de estudo sobre os efeitos eleitorais do Bolsa Família, considera que o aumento poderá ser percebido pelos beneficiários como uma melhora relevante na renda.

Para ele, uma elevação de 15% no benefício pode produzir uma percepção positiva entre os eleitores, especialmente em um cenário de inflação mais moderada.

O economista avalia que a medida pode ajudar Lula a reduzir eventuais perdas de apoio entre eleitores de baixa renda e nordestinos, mas não necessariamente provocar uma transferência ampla de votos para o presidente.

Canêdo Pinheiro ressalta que, em uma eleição equilibrada, mesmo uma alteração pequena na preferência do eleitorado pode ter consequências importantes. No entanto, o especialista afirma que não é possível determinar antecipadamente se o reajuste será decisivo para o resultado.

Candidatos criticam anúncio antes da eleição

O reajuste também provocou reação entre adversários de Lula.

Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, classificou o aumento como uma “merreca” e acusou o governo de tentar “comprar o voto do pobre”. Apesar das críticas, o senador declarou que, se eleito, pretende manter o Bolsa Família e o reajuste anunciado.

Flávio também procurou se diferenciar da iniciativa do deputado Zé Trovão (PL-SC), que apresentou uma representação contra o aumento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ação foi extinta no mesmo dia pelo ministro André Mendonça.

Renan Santos, candidato pelo partido Missão, também questionou o momento do reajuste e ingressou com uma ação no TSE, classificando a medida como eleitoreira.

Pesquisas mostram vantagem de Lula entre beneficiários

Levantamentos divulgados antes do anúncio do reajuste mostram que Lula ainda apresenta vantagem entre eleitores de baixa renda e beneficiários do programa social, embora a distância para Flávio tenha apresentado alterações.

Na pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (14), Lula registrou 51% das intenções de voto entre eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos nas três rodadas do levantamento. Flávio Bolsonaro passou de 29%, em 2 de setembro, para 32%.

Entre os eleitores nordestinos, Lula oscilou de 62% para 60%, enquanto Flávio permaneceu com 28%.

Já o Datafolha, em pesquisa divulgada na quinta-feira (17), apontou que Lula tinha 60% das intenções de voto entre beneficiários do Bolsa Família em um eventual segundo turno, contra 33% de Flávio. A maior parte das entrevistas, porém, foi realizada antes do anúncio do reajuste.

Sinalização política pode pesar mais que o ganho financeiro

O professor de Ciência Política da USP Sérgio Simoni Jr., que estudou os efeitos eleitorais do Bolsa Família em sua pesquisa de doutorado, interpreta o anúncio como uma possível mudança de estratégia do governo diante do cenário eleitoral.

Segundo o pesquisador, a administração federal vinha priorizando uma agenda de ajuste fiscal, mas passou a adotar uma postura de maior atenção ao eleitorado de baixa renda após pesquisas apontarem redução da vantagem de Lula sobre Flávio.

Simoni explica que programas de transferência de renda podem influenciar o comportamento eleitoral por dois caminhos: a melhora efetiva na situação financeira dos beneficiários e a percepção de que o governo demonstra compromisso com esse grupo.

Como os novos valores serão pagos próximos ao segundo turno, o efeito econômico direto será observado em um período curto. Nesse contexto, o professor avalia que a mensagem política transmitida pelo reajuste pode ter papel relevante, inclusive alcançando familiares e pessoas próximas dos beneficiários.

Ainda assim, os especialistas ouvidos pelo Valor não apontam o reajuste como garantia de mudança no cenário eleitoral. O efeito concreto da medida dependerá, entre outros fatores, da percepção dos eleitores e da evolução da disputa até a votação.

🗞️ Redação do papo informativo com informações do Valor econômico

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Dívida pública do Brasil ultrapassa R$ 9,2 trilhões após avanço de mais de R$ 200 bilhões em um mês

Crescimento do endividamento é impulsionado por gastos do governo e pelo peso dos juros, enquanto especialistas alertam para riscos nas contas públicas.


A dívida pública brasileira voltou a registrar forte crescimento e chegou ao patamar de R$ 9,27 trilhões em junho, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. Em apenas um mês, o estoque da dívida aumentou mais de R$ 200 bilhões, o equivalente a uma média próxima de R$ 8 bilhões por dia.

A dívida pública representa o total de recursos que o governo deve a investidores e instituições financeiras. Quando a arrecadação de impostos não é suficiente para cobrir as despesas da administração pública, o governo emite títulos do Tesouro Nacional para captar recursos e financiar compromissos como pagamento de servidores, benefícios previdenciários, programas sociais e outras despesas obrigatórias.

Os números mostram que o endividamento da União continua em trajetória de alta. Em maio, a dívida estava em R$ 9,03 trilhões, e a expectativa do Tesouro Nacional é que esse montante continue aumentando, podendo alcançar R$ 10,3 trilhões até o encerramento do ano.



Especialistas apontam que o crescimento da dívida não está relacionado apenas à realização de novas despesas. De acordo com o pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV), Rafael Barbosa, uma parcela significativa da alta registrada em junho foi provocada pelo pagamento dos juros incidentes sobre a própria dívida pública.

Já o professor de Economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Ecio de Farias Costa, avalia que a dificuldade em controlar o avanço dos gastos públicos pode elevar a percepção de risco do Brasil no mercado financeiro. Segundo ele, esse cenário leva investidores a exigir remunerações maiores para continuar financiando o governo, pressionando ainda mais as taxas de juros.

Além do aumento da dívida, as contas públicas seguem no vermelho. O governo federal encerrou o primeiro semestre do ano com déficit de R$ 92 bilhões, resultado considerado o segundo pior da série histórica iniciada em 1997. Somente em junho, o saldo negativo foi de R$ 48 bilhões.

O déficit ocorre quando o volume de despesas supera a arrecadação de receitas, ampliando a necessidade de financiamento por meio da emissão de novos títulos da dívida pública.

🗞️ Redação do papo informativo

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Santander projeta Paraíba com 3º maior crescimento industrial do Brasil em 2026 e liderança em 2027

Relatório aponta que Estado deve crescer acima das médias nacional e nordestina e manter desempenho consistente da indústria.

A Paraíba deve registrar o terceiro maior crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) industrial do Brasil em 2026 e assumir a liderança nacional em 2027. A projeção consta no relatório Brasil Macroeconomics, divulgado pelo banco Santander.

Segundo o estudo, a indústria paraibana deve crescer 4,7% em 2026, índice que fica atrás apenas de Tocantins (5,3%) e Piauí (5%). O desempenho também supera a média nacional, estimada em 1,7%, e a do Nordeste, de 2,1%.


Para 2027, o Santander projeta crescimento de 4,5% para a indústria da Paraíba. O percentual coloca o Estado entre os líderes do ranking nacional e representa um resultado três vezes maior que a média prevista para o país (1,5%) e mais que o dobro da estimativa para o Nordeste (1,9%).



O levantamento mostra ainda que a indústria paraibana mantém trajetória de crescimento nos últimos anos. Em 2025, o Estado registrou alta de 4,6% no PIB industrial, o terceiro melhor resultado do país. Desde 2021, as taxas de crescimento permanecem acima das médias nacional e regional.

Para o secretário de Estado da Fazenda, Marialvo Laureano, os números refletem a política de equilíbrio fiscal e os investimentos realizados pelo Governo da Paraíba nos últimos anos. Segundo ele, programas de incentivo, como o Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Industrial da Paraíba (Fain) e o Programa de Desenvolvimento do Estado da Paraíba (Prodes), contribuíram para ampliar a competitividade da indústria e atrair novos investimentos.

O relatório Brasil Macroeconomics, do Santander, reúne projeções para a economia brasileira e traz estimativas sobre o desempenho dos estados em indicadores como PIB, indústria, serviços, agropecuária, inflação e mercado de trabalho.

🗞️ Redação do papo informativo

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Vendas do varejo na Paraíba registram o segundo maior crescimento do Brasil em maio

Estado ficou atrás apenas do Distrito Federal e superou a média nacional, segundo dados divulgados pelo IBGE. Desempenho também foi positivo no comércio varejista ampliado.

A Paraíba registrou o segundo maior crescimento do volume de vendas do comércio varejista do Brasil em maio de 2026, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com abril deste ano, o volume de vendas no estado avançou 1,5%, ficando atrás apenas do Distrito Federal, que apresentou alta de 1,6%. O resultado também ficou muito acima da média nacional, que registrou crescimento de apenas 0,1% no período.

Na comparação com maio de 2025, o comércio varejista paraibano também apresentou desempenho positivo. O volume de vendas cresceu 0,6%, enquanto a média brasileira foi de 0,4%.

O levantamento mostra ainda que, no acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, a Paraíba registrou expansão de 1,9% no volume de vendas, superando novamente a média nacional, que ficou em 1,7%.

Comércio varejista ampliado também apresenta crescimento

Os números do comércio varejista ampliado — que inclui, além do varejo tradicional, os segmentos de veículos, motocicletas, peças, materiais de construção e atacado especializado em alimentos, bebidas e fumo — também apontam um desempenho superior ao restante do país.



Em maio, o volume de vendas do setor cresceu 1,5% na Paraíba, enquanto o Brasil registrou queda de 0,2%. Já a receita nominal do estado aumentou 1,8%, frente ao avanço de 0,4% observado nacionalmente.

Na comparação com maio de 2025, o comércio ampliado paraibano avançou 0,7%, enquanto o país apresentou retração de 0,6%.

No acumulado entre janeiro e maio de 2026, o crescimento foi de 1,6% na Paraíba, acima da média brasileira de 1,3%.

Já no acumulado dos últimos 12 meses, o estado registrou alta de 2,1% no volume de vendas do comércio varejista ampliado, desempenho significativamente superior ao crescimento de 0,1% verificado em todo o país.

Os dados reforçam o bom momento do comércio paraibano, que segue apresentando resultados acima da média nacional tanto no varejo tradicional quanto no varejo ampliado, demonstrando maior ritmo de crescimento da atividade econômica no estado.

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Varejo da Paraíba cresce acima da média nacional em 2026, mas perde ritmo em abril
Estado acumula alta de 2,3% no primeiro quadrimestre e supera o desempenho do país, porém registra queda de 1,9% nas vendas em abril após três meses consecutivos de expansão.


O comércio varejista da Paraíba iniciou 2026 com desempenho superior à média nacional, consolidando um crescimento acumulado de 2,3% no volume de vendas entre janeiro e abril, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado supera a média brasileira de 2,0% registrada no mesmo período e reforça a força do setor no estado.

Apesar do resultado positivo no acumulado do ano, o levantamento aponta uma desaceleração no curto prazo. Após três meses consecutivos de crescimento, o varejo paraibano registrou retração de 1,9% em abril na comparação com março, interrompendo a sequência de expansão observada no início de 2026.


A trajetória do setor ao longo do quadrimestre mostra a mudança de ritmo. Em janeiro, as vendas cresceram 1,0%; em fevereiro, avançaram 2,0%; em março, o crescimento foi de 0,5%; e, em abril, houve queda de 1,9%.



Na comparação com abril de 2025, o volume de vendas na Paraíba recuou 1,6%, enquanto a média nacional apresentou crescimento de 1,0%. O desempenho colocou o estado entre os resultados mais fracos do país nesse indicador específico.

Mesmo com a queda registrada em abril, os números de longo prazo seguem favoráveis. No acumulado dos últimos 12 meses, a Paraíba apresentou crescimento de 3,6% no volume de vendas, desempenho superior à média nacional de 1,5% e suficiente para manter o estado entre os dez melhores resultados do país.

Outro dado que chama atenção é a Receita Nominal de Vendas, que avançou 4,5% no primeiro quadrimestre. O índice ficou acima do crescimento do volume de vendas, indicando que os consumidores estão desembolsando mais dinheiro nas compras, reflexo da influência dos preços sobre o consumo.

Os dados reforçam a resiliência do varejo paraibano, que segue apresentando crescimento acima da média nacional, mesmo diante dos sinais de desaceleração observados no mês de abril.era a média brasileira de 2,0% registrada no mesmo período e reforça a força do setor no estado.

Apesar do resultado positivo no acumulado do ano, o levantamento aponta uma desaceleração no curto prazo. Após três meses consecutivos de crescimento, o varejo paraibano registrou retração de 1,9% em abril na comparação com março, interrompendo a sequência de expansão observada no início de 2026.

A trajetória do setor ao longo do quadrimestre mostra a mudança de ritmo. Em janeiro, as vendas cresceram 1,0%; em fevereiro, avançaram 2,0%; em março, o crescimento foi de 0,5%; e, em abril, houve queda de 1,9%.

Na comparação com abril de 2025, o volume de vendas na Paraíba recuou 1,6%, enquanto a média nacional apresentou crescimento de 1,0%. O desempenho colocou o estado entre os resultados mais fracos do país nesse indicador específico.

Mesmo com a queda registrada em abril, os números de longo prazo seguem favoráveis. No acumulado dos últimos 12 meses, a Paraíba apresentou crescimento de 3,6% no volume de vendas, desempenho superior à média nacional de 1,5% e suficiente para manter o estado entre os dez melhores resultados do país.

Outro dado que chama atenção é a Receita Nominal de Vendas, que avançou 4,5% no primeiro quadrimestre. O índice ficou acima do crescimento do volume de vendas, indicando que os consumidores estão desembolsando mais dinheiro nas compras, reflexo da influência dos preços sobre o consumo.

Os dados reforçam a resiliência do varejo paraibano, que segue apresentando crescimento acima da média nacional, mesmo diante dos sinais de desaceleração observados no mês de abril.

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Paraíba cresce acima da média nacional e entra para o grupo dos estados que mais avançam no Brasil, diz IBGE.


A Paraíba voltou a apresentar crescimento no setor de serviços e alcançou a 7ª maior alta do país em abril de 2026, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (11).

De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), o estado registrou avanço de 2,1% em relação ao mês de março, superando a média nacional, que foi de 1,2%. O resultado representa o segundo mês consecutivo de crescimento da atividade no estado.

No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, a Paraíba apresentou crescimento de 3,2% no volume de serviços em comparação com o mesmo período de 2025, desempenho acima da média brasileira de 2,2%.

Já na comparação entre abril de 2026 e abril do ano passado, o estado registrou alta de 5,3%, o quarto melhor resultado do país e mais que o dobro da média nacional, que ficou em 1,9%.

Os números também são positivos no acumulado dos últimos 12 meses. Nesse período, a Paraíba cresceu 4,7%, garantindo a quinta melhor colocação entre os estados brasileiros e superando a média nacional de 2,9%.

A receita nominal do setor de serviços também apresentou desempenho expressivo. Em abril, o crescimento foi de 3,2% em relação ao mês anterior e de 13,8% na comparação com abril de 2025, índices superiores aos registrados em todo o país.

Os dados reforçam o bom momento da economia paraibana, com o setor de serviços mantendo trajetória de expansão e resultados acima da média nacional. :::

🗞️ Redação do papo informativo

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