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Deputado federal está clinicamente estável e permanece sob monitoramento médico em hospital de São Paulo. Mal-estar ocorreu após debate presidencial realizado pela Band.
O deputado federal André Janones foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, após apresentar um episódio de arritmia cardíaca. O problema de saúde ocorreu depois do debate presidencial promovido pela Rede Bandeirantes, na noite do domingo (18).
De acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira (19), o parlamentar apresenta quadro clínico estável, mas continua sob acompanhamento médico e monitoramento contínuo dos batimentos cardíacos.
O atendimento está sendo realizado pela equipe da cardiologista Ludhmila Hajjar, responsável pelos cuidados com o deputado durante a internação.
Janones esteve em São Paulo para acompanhar o debate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputam o segundo turno das eleições presidenciais.
Até o momento, as informações divulgadas indicam que o parlamentar permanece sob observação na unidade de terapia intensiva. Novos detalhes sobre sua recuperação deverão ser apresentados conforme a evolução do quadro clínico e mediante autorização para divulgação.
Fonte: Metrópoles.
Papo Informativo — informação com responsabilidade.

Suspeito fugiu ao perceber a aproximação dos policiais. Além do armamento e dos entorpecentes, foram recolhidas munições, uma balança de precisão e duas facas.
Uma ação da Polícia Militar resultou na apreensão de um fuzil calibre 7,62 e de materiais relacionados ao tráfico de drogas, na noite do domingo (18), em Campina Grande, na Paraíba. A ocorrência foi registrada no bairro Catolé de Zé Ferreira, durante uma operação policial.
Segundo informações repassadas pela Polícia Militar ao papo informativo, os agentes realizavam patrulhamento quando perceberam um homem em atitude suspeita. Ao notar a presença da equipe, ele correu e entrou em um barraco.
Os policiais foram até o imóvel e encontraram o armamento, além de substâncias entorpecentes e outros objetos. Entre os materiais recolhidos estavam munições, uma balança utilizada para pesagem e duas facas.
O suspeito conseguiu escapar e não havia sido localizado até a divulgação das informações.
Todo o material apreendido foi encaminhado à Cidade da Polícia, em Campina Grande, onde ficou à disposição das autoridades responsáveis pelos procedimentos legais.
A ocorrência integra as ações de segurança realizadas na cidade para combater atividades criminosas.
Fonte: Informações da Polícia Militar.
Papo Informativo — informação com responsabilidade.

Cantor, compositor e pianista morreu neste domingo (18), em São Paulo. Artista enfrentava um câncer há cerca de um ano e deixou um legado marcante na música popular brasileira.
A morte de Benito di Paula, aos 84 anos, neste domingo (18), provocou comoção e manifestações de pesar. O cantor, compositor e pianista estava internado no Hospital 9 de Julho, em São Paulo, onde tratava um câncer há aproximadamente um ano. A informação foi divulgada neste domingo.
Reconhecido por sua contribuição à música popular brasileira (MPB), Benito construiu uma carreira marcada pela originalidade e por uma maneira própria de interpretar o samba. Sua voz característica e o piano se tornaram marcas registradas de sua trajetória artística.
Ao longo de décadas de carreira, Benito di Paula conquistou admiradores em diferentes partes do país. Seu trabalho ficou conhecido pela combinação do samba com elementos românticos, criando uma sonoridade que o diferenciou de outros artistas de sua geração.
Entre as músicas que ajudaram a consolidar seu nome estão sucessos que permaneceram na memória do público e atravessaram gerações. Seu repertório e sua identidade musical contribuíram para manter sua presença entre os grandes nomes da música brasileira.
A partida do artista representa uma perda importante para a cultura nacional. Suas composições, interpretações e apresentações ajudaram a construir uma trajetória reconhecida pelo público e por admiradores da música popular.
As homenagens e manifestações de carinho refletem a importância de Benito di Paula para diferentes gerações de brasileiros. Sua obra permanece como parte da história da música nacional.
Até a publicação desta matéria, informações sobre o velório e o sepultamento ainda não haviam sido divulgadas.
Papo Informativo — Informação com credibilidade.

Empresária diz ter presenciado encontros entre o filho do presidente e integrantes do alto escalão federal; declarações foram dadas em entrevista à CNN Brasil
A empresária e lobista Roberta Luchsinger afirmou que Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teria se encontrado diversas vezes com ministros do governo federal. As declarações foram feitas em entrevista à CNN Brasil neste sábado (17).
Segundo Roberta, os encontros aconteciam com frequência e envolviam conversas sobre diferentes assuntos, incluindo pautas relacionadas a políticas públicas. Ela também contestou declarações atribuídas ao presidente Lula sobre a existência de reuniões entre seu filho e integrantes do primeiro escalão do governo.
Durante a entrevista, a empresária mencionou o ex-ministro da Educação Camilo Santana e afirmou que Lulinha teria visitado a residência dele no Ceará. Roberta também relatou ter participado de conversas com ministros para tratar de temas de interesse público.
Investigação apura suspeitas de tráfico de influência
Roberta Luchsinger e Lulinha são investigados pela Polícia Federal em procedimentos que apuram suspeitas de tráfico de influência e possíveis irregularidades envolvendo a relação com integrantes do governo federal.
As apurações buscam esclarecer se houve tentativa de utilizar contatos com autoridades públicas para favorecer interesses empresariais. A existência de encontros, por si só, não comprova a prática de irregularidades.
A empresária declarou ainda que pretende colaborar com as investigações por meio de um possível acordo de delação premiada. Segundo ela, poderá apresentar informações adicionais às autoridades, inclusive detalhes que não estariam registrados nas conversas de WhatsApp analisadas no curso das apurações.
As declarações de Roberta foram feitas em meio ao aumento da repercussão política do caso. Os fatos relatados ainda precisam ser avaliados pelas autoridades responsáveis, e eventuais responsabilidades dependem da apuração das circunstâncias e das provas reunidas.
Fonte: CNN Brasil.
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O deputado federal Aguinaldo Ribeiro participou, nesta sexta-feira (16), da sessão de promulgação da emenda constitucional que põe fim à escala 6×1 e estabelece o direito a dois dias de descanso semanal remunerados. A cerimônia contou com a presença do presidente Lula, do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
Ao comentar a mudança, Aguinaldo classificou a ocasião como um momento histórico para os trabalhadores da Paraíba e de todo o Brasil. O parlamentar destacou que acompanhou a tramitação da proposta e participou das articulações para sua construção e aprovação no Congresso Nacional.
“Nós tivemos aqui, tanto participando ao longo de todo esse tempo da construção dessas duas propostas de emenda constitucional, quanto também da aprovação e agora vivendo esse momento histórico que é a promulgação”, afirmou.
Em publicação nas redes sociais, o deputado ressaltou que a ampliação do descanso representa mais qualidade de vida e mais tempo para os trabalhadores conviverem com suas famílias. Aguinaldo também celebrou a oportunidade de acompanhar a formalização da conquista ao lado dos representantes dos poderes Executivo e Legislativo.
O parlamentar atribuiu o protagonismo da conquista aos brasileiros beneficiados pela mudança. “Mas de parabéns mesmo, estão vocês, trabalhadores e trabalhadoras da Paraíba e do nosso Brasil”, declarou.
Durante a mesma sessão, também foi promulgada a emenda constitucional que estabelece a aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. Aguinaldo destacou sua participação na construção e na aprovação dessa proposta, que classificou como outra conquista histórica para a categoria.
Papo informativo – informação com credibilidade

Artista estava descansando em um caminhão quando foi surpreendido por quatro homens armados. Vaqueiro Nathan Queiroz também teve pertences roubados; ninguém ficou ferido.
O cantor MC Gui foi vítima de um assalto na madrugada desta sexta-feira (16), em Campina Grande, no Agreste da Paraíba. O artista estava no município para participar de um evento de vaquejada e descansava em um caminhão quando o veículo foi invadido por homens armados.
De acordo com relatos divulgados pelas próprias vítimas nas redes sociais, a ação criminosa aconteceu por volta das 3h, em um parque de vaquejada. Quatro suspeitos teriam entrado no veículo e anunciado o assalto, levando objetos pessoais dos ocupantes.
Entre os itens roubados estão um relógio pertencente a MC Gui, além de uma corrente e uma aliança do vaqueiro Nathan Queiroz, conhecido como Capa Loka, que também estava no local.
Vítimas não ficaram feridas
Após o ocorrido, MC Gui publicou um vídeo nas redes sociais para tranquilizar os fãs. O cantor informou que ele, Nathan e as demais pessoas que estavam no caminhão não sofreram ferimentos.
Nathan Queiroz também relatou a situação e afirmou que um dos criminosos chegou a apontar uma arma durante a abordagem. Apesar das ameaças, não teria ocorrido agressão física contra as vítimas.
Segundo o relato do cantor, os suspeitos ainda teriam pedido que ele e o vaqueiro divulgassem informações sobre o assalto nas redes sociais.
MC Gui cancela participação e deixa Campina Grande
Abalado emocionalmente com a situação, o artista decidiu cancelar sua participação na programação da vaquejada e deixar Campina Grande.
A passagem do cantor pela cidade tinha como objetivo participar do evento, mas o episódio acabou interrompendo os planos. Mesmo diante do susto, ele destacou que estava fisicamente bem após a abordagem.
Suspeitos não haviam sido identificados
Até a última atualização das informações divulgadas, os responsáveis pelo assalto não haviam sido identificados ou presos. Também não havia confirmação sobre a recuperação dos objetos levados.
O caso aconteceu durante a madrugada e ganhou repercussão após as vítimas compartilharem relatos nas redes sociais.
O Papo Informativo continuará acompanhando as informações sobre a ocorrência.
Fonte: informações divulgadas pelas vítimas nas redes sociais.

Advogado rompe com o grupo do prefeito Bruno Cunha Lima e afirma que adesão política não envolve negociação por cargo no Governo do Estado.
O advogado Aécio Melo decidiu deixar o comando da Procuradoria-Geral de Campina Grande e aderir ao grupo político liderado pelo governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP). A movimentação representa mais um desdobramento do cenário político na Rainha da Borborema após as eleições estaduais.
A aproximação foi consolidada durante um encontro com o ex-prefeito de Campina Grande Enivaldo Ribeiro, avô do governador. O superintendente do Procon estadual, Félix Neto, também participou da reunião.
A saída de Aécio ocorre em meio ao afastamento do grupo político do prefeito Bruno Cunha Lima (União Brasil), com quem o advogado estava ligado administrativamente desde o início da gestão municipal.
Aécio explica decisão
Ao comentar a mudança, Aécio Melo afirmou que sua adesão ao grupo dos Ribeiro não está relacionada a negociações para assumir uma secretaria ou outro cargo na estrutura do Governo da Paraíba.
O advogado também relatou que permanecia à frente da Procuradoria havia cerca de um ano e dez meses sem uma nomeação efetiva para o cargo. Segundo ele, a permanência ocorreu em consideração ao prefeito e ao grupo político, mas a estrutura não recebeu a valorização que considerava necessária.
Aécio informou que sua saída já havia sido comunicada e que estava providenciando a desocupação do gabinete.
Mudança movimenta cenário político em Campina Grande
A decisão chama atenção por envolver um integrante da administração de Bruno Cunha Lima que agora passa a integrar o campo político ligado ao governador Lucas Ribeiro.
A expectativa é que a Prefeitura de Campina Grande escolha um novo procurador-geral para assumir oficialmente a função. A nomeação deverá ser divulgada no Semanário Oficial do Município.
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Após percorrer capitais nordestinas, o Congresso Nacional de Educação (CONEDU) retornou a Campina Grande, cidade onde nasceu há 12 anos, movimentando o turismo de eventos e fortalecendo o protagonismo da Paraíba no cenário nacional. A 12ª edição, realizada de 8 a 11 de outubro, no Centro de Convenções, reuniu aproximadamente 15 mil participantes e 120 palestrantes.
Na manhã desta quinta-feira (15), Dia do Professor, a ex-secretária de Turismo e Desenvolvimento Econômico da Paraíba, Rosália Lucas, encontrou-se com o CEO do CONEDU, Allysson Veiga, e o diretor do Centro de Convenções, Divaildo Junior, para celebrar os resultados do evento.
Após as duas primeiras edições em Campina Grande, o congresso percorreu capitais nordestinas e ampliou sua dimensão. O retorno à cidade de origem foi viabilizado pela articulação e captação realizadas por Rosália Lucas, em 2025, enquanto estava à frente da Secretária de Turismo e Desenvolvimento Econômico e com o apoio do Governo do Estado, durante as gestões de João Azevêdo e Lucas Ribeiro.
O evento seria realizado no Rio de Janeiro, mas o calendário foi alterado e o congresso veio para a Paraíba como resultado das negociações e captação do evento.
“A nossa volta para Campina Grande só foi possível pelo apoio de Rosália Lucas e do governo do Estado, além de dispor de uma estrutura como o Centro de Convenções, um espaço que não deixa a desejar a nenhuma estrutura do Brasil, e assim tivemos a oportunidade de realizar o CONEDU em Campina, a única cidade do interior do Nordeste a receber o evento”, disse Allyson Veiga.
Para Rosália, o resultado demonstra a importância da captação de grandes eventos para o desenvolvimento econômico. “Trazer o CONEDU de volta para Campina Grande foi uma conquista muito significativa. Estamos falando de um evento que nasceu aqui, ganhou o Nordeste e, depois de tantos anos, retornou às suas origens com uma dimensão extraordinária. Foram aproximadamente 15 mil pessoas participando do congresso e é uma conquista que muito nos orgulha e demonstra a importância de investir na captação de grandes eventos para movimentar nossa economia”, destacou Rosália Lucas.
A realização também evidenciou o potencial do Centro de Convenções para impulsionar setores como hotelaria, gastronomia, transporte, comércio e serviços. “Desde que o Centro de Convenções foi inaugurado temos conseguido manter um ritmo acelerado de trabalho, no mínimo um evento de grande porte a cada 15 dias. Em um mês conseguimos realizar três eventos de grande porte com uma movimentação de mais de 80 mil pessoas somando o público de todos esses eventos. Isso prova principalmente a modernidade do equipamento e a sua capacidade de atendimento aos mais diferentes públicos e a eficiência em atender todos com a mesma excelência”, comemorou Divaildo Junior.
Em 2027, o CONEDU se mantém na Paraíba sendo realizado no Centro de Convenções da capital João Pessoa.
Papo informativo – informação com credibilidade

Levantamentos de Datafolha, Quaest e outros institutos divergiram do resultado do primeiro turno presidencial. Comparação mostra que algumas pesquisas conseguiram identificar a liderança de Flávio Bolsonaro, enquanto outras apontavam Lula numericamente à frente.
A confiança do eleitor brasileiro nas pesquisas eleitorais voltou ao centro do debate após o primeiro turno das eleições de 2026. A diferença entre as intenções de voto divulgadas por alguns institutos e o resultado das urnas levantou questionamentos sobre a capacidade desses levantamentos de antecipar o comportamento do eleitorado.
A discussão ganhou força porque, durante a campanha presidencial, diferentes pesquisas indicaram cenários distintos para a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Na reta final, parte dos levantamentos ainda mostrava Lula numericamente à frente, mas a votação terminou com o candidato do PL na primeira colocação.
O resultado oficial confirmou Flávio Bolsonaro com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A diferença foi de aproximadamente 1,87 ponto percentual, garantindo aos dois candidatos uma vaga no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Datafolha e Quaest: Lula aparecia numericamente à frente
Entre os levantamentos que mais chamaram a atenção estão os do Datafolha e da Quaest, dois dos institutos mais conhecidos do país.
Na pesquisa Quaest divulgada em 3 de outubro, véspera da votação, Lula aparecia com 46% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 45%. O cenário era de empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.
O resultado das urnas, porém, apresentou uma inversão: Flávio terminou o primeiro turno com 47,03%, e Lula, com 45,16%.
O Datafolha também apontava Lula numericamente à frente no levantamento divulgado na véspera da eleição. O instituto estimava 45% dos votos válidos para o petista e 42% para Flávio Bolsonaro.
Na apuração oficial, o candidato do PL ficou à frente, enquanto Lula terminou na segunda posição. A divergência alimentou críticas aos levantamentos, especialmente nas redes sociais.
É importante destacar que a margem de erro não funciona como garantia de que o resultado ficará dentro de determinada faixa. Ela expressa uma estimativa de incerteza amostral, considerando as condições estatísticas do levantamento. Além disso, pesquisas medem intenções de voto no período em que as entrevistas são realizadas, e não necessariamente a decisão final de todos os eleitores.
Quais institutos mais se aproximaram do resultado?
Um levantamento comparativo publicado pelo Placar das Pesquisas analisou as últimas pesquisas presidenciais divulgadas na janela de até dez dias antes da votação e comparou os números com o resultado oficial.
Entre os 17 institutos considerados nessa análise, os resultados apontaram diferenças relevantes de desempenho.
– Veritá: ficou na primeira posição do comparativo, com erro de 0,1 ponto percentual na diferença entre os dois primeiros colocados.
– Gerp: apareceu na segunda posição, com erro de 0,3 ponto percentual.
– Futura: ocupou a terceira colocação, também com erro de 0,3 ponto percentual.
– Palver: ficou na quinta posição, com erro de 2,2 pontos percentuais.
– Datafolha: apareceu na oitava posição, com erro de 4 pontos percentuais.
– Quaest: ficou na décima posição, com erro de 4,2 pontos percentuais.
O indicador utilizado nesse ranking mede a diferença entre a vantagem de um candidato sobre o outro na pesquisa e a vantagem registrada nas urnas. Portanto, ele não representa necessariamente o erro médio de todos os percentuais divulgados pelo instituto.
O resultado também evidencia que popularidade e tradição não são suficientes para garantir maior precisão em uma eleição específica. Institutos menos conhecidos podem obter resultados mais próximos em determinadas disputas, enquanto organizações consolidadas também estão sujeitas a divergências.
AtlasIntel, Paraná Pesquisas e Real Time Big Data
Outros nomes conhecidos do mercado também tiveram seus resultados comparados com as urnas.
A AtlasIntel, que utiliza entrevistas pela internet em sua metodologia, ficou atrás dos três primeiros colocados no levantamento do Placar das Pesquisas. Já a Paraná Pesquisas e a Real Time Big Data aparecem entre os institutos avaliados em análises mais amplas sobre a precisão dos levantamentos eleitorais.
Em um painel comparativo mais abrangente, que reúne disputas presidenciais, estaduais e para o Senado, Datafolha, Quaest, AtlasIntel, Real Time Big Data e Paraná Pesquisas aparecem entre os institutos com cobertura suficiente para integrar o ranking geral.
Esses resultados, entretanto, não devem ser confundidos com uma classificação exclusiva da eleição presidencial. O desempenho de um instituto pode variar conforme o estado, o cargo disputado, o tamanho da amostra, o período das entrevistas e a metodologia utilizada.
Por que as pesquisas podem divergir das urnas?
Não existe uma única explicação para todas as diferenças observadas em 2026. Entre os fatores que podem influenciar os resultados estão:
1. Mudanças de última hora: eleitores podem decidir o voto nos últimos dias da campanha, depois da realização das entrevistas.
2. Participação eleitoral: nem todos os entrevistados necessariamente comparecem às urnas. Estimar quem efetivamente votará é um dos desafios das pesquisas.
3. Metodologia: institutos podem utilizar entrevistas presenciais, telefônicas ou pela internet, além de diferentes critérios para selecionar e ponderar os entrevistados.
4. Distribuição do eleitorado: diferenças na composição da amostra e nos ajustes estatísticos podem afetar as estimativas.
5. Indecisos e votos em outros candidatos: a distribuição desses eleitores pode alterar a comparação entre os dois principais concorrentes.
Esses fatores ajudam a compreender possíveis divergências, mas não justificam automaticamente qualquer resultado. Para avaliar a qualidade de uma pesquisa, é necessário examinar sua metodologia, o registro eleitoral, o período de coleta, a amostra e o desempenho comparado com as urnas.
A desconfiança deve aumentar?
A diferença entre pesquisas e resultados oficiais pode abalar a credibilidade dos institutos, principalmente quando os números são apresentados ao público como se fossem previsões definitivas.
Por outro lado, uma pesquisa eleitoral é uma fotografia estatística de determinado momento. Ela não é uma contagem antecipada dos votos e não deve ser tratada como resultado garantido.
O caminho para recuperar a confiança passa pela transparência dos métodos, pela divulgação dos dados técnicos e pela comparação sistemática dos resultados com as urnas. Também é importante que o eleitor diferencie empate técnico, liderança numérica e vantagem estatisticamente significativa.
O primeiro turno de 2026 deixou uma lição importante: acompanhar apenas um instituto pode oferecer uma visão incompleta da disputa. Comparar diferentes levantamentos e observar a evolução dos números ao longo da campanha é uma maneira mais responsável de avaliar o cenário eleitoral.
Com o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a atenção volta-se agora para os novos levantamentos. Resta observar se as pesquisas conseguirão acompanhar as mudanças de intenção de voto até o dia 25 de outubro e se os resultados finais estarão mais próximos das estimativas divulgadas.
Papo Informativo — informação, política e os principais acontecimentos do Brasil e da Paraíba.

Proposta prevê maior integração entre forças policiais, mudanças no combate ao crime organizado e novas regras para a atuação dos municípios na segurança pública.
O Senado Federal deve analisar nesta quinta-feira (15) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, identificada como PEC 18/2025. A votação está prevista para a sessão plenária da tarde, a partir das 14h, em Brasília.
A matéria teve sua tramitação concluída na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na quarta-feira (14) e foi incluída na pauta do plenário após os senadores aprovarem um calendário especial para acelerar a análise. A proposta poderá ser votada em dois turnos no mesmo dia.
O que prevê a proposta?
Entre os principais pontos da PEC está a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição Federal, com o objetivo de fortalecer a cooperação entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios.
O texto também prevê medidas mais rigorosas contra integrantes de facções criminosas e milícias, ampliação das atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), regras para a criação de polícias municipais e mecanismos de financiamento das políticas de segurança pública.
Outro aspecto previsto é o reforço da proteção às vítimas de crimes e às pessoas que denunciam organizações criminosas, incluindo seus familiares.
Votação exige apoio mínimo de 49 senadores
Por se tratar de uma proposta de alteração da Constituição, a PEC precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores em cada um dos dois turnos de votação.
A iniciativa é uma das principais propostas do governo federal para a área da segurança pública. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também condicionou a criação de um Ministério da Segurança Pública à aprovação da medida.
Caso o texto seja aprovado sem alterações em relação à versão já votada pela Câmara dos Deputados, poderá seguir para promulgação.
Papo Informativo — informação, política e os principais acontecimentos do Brasil e da Paraíba.