“Nada anormal”, afirma Cabo Gilberto, após Flávio Bolsonaro pedir dinheiro do patrocínio a Daniel Vorcaro

Cabo Gilberto defende Flávio Bolsonaro em pedido de patrocínio ao Master: “nada de imoral”

O deputado federal da Paraíba e líder da oposição, Cabo Gilberto saiu em defesa do senador Flávio Bolsonaro após a repercussão envolvendo o pedido de patrocínio ao empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, para a produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, nesta quinta-feira (14), Cabo Gilberto afirmou que conversou diretamente com Flávio Bolsonaro sobre o caso e disse confiar na versão apresentada pelo senador. Segundo ele, o parlamentar teria informado que, à época das conversas para captação de recursos, não existiam informações públicas envolvendo o Banco Master em suspeitas investigadas atualmente.

“Representamos mais de 100 parlamentares da oposição na Câmara e confiamos integralmente na posição dele. Perguntei se existiam outras conversas e ele garantiu que não. Naquele momento, segundo Flávio, não havia conhecimento sobre qualquer envolvimento do Master com investigações”, declarou o deputado.

O parlamentar ressaltou ainda que a negociação para financiar o longa teria começado no fim de 2024, período em que os produtores buscavam investidores para viabilizar o projeto cinematográfico, estimado em mais de R$ 100 milhões. Cabo Gilberto defendeu que o caso seja analisado dentro do devido processo legal e afirmou que, até o momento, não vê irregularidades comprovadas.

O filme “Dark Horse” promete retratar a trajetória política de Jair Bolsonaro, desde sua ascensão nacional até a campanha presidencial. A produção conta com o ator Jim Caviezel no elenco e roteiro assinado por Mário Frias. A estreia está prevista para setembro de 2026.

A polêmica ganhou força após reportagens apontarem que cerca de R$ 61 milhões teriam sido destinados ao projeto por Daniel Vorcaro, empresário investigado por supostos desvios milionários no sistema financeiro nacional. Caso o orçamento total de R$ 134 milhões seja confirmado, o longa poderá se tornar a produção cinematográfica mais cara da história do Brasil.

Apesar da repercussão, Cabo Gilberto reforçou que, na avaliação dele, não há elementos que comprovem irregularidades envolvendo Flávio Bolsonaro. “Se houvesse conhecimento prévio de qualquer problema, aí sim seria algo grave. Mas, até agora, não existe nada concreto que identifique ilegalidade”, concluiu.

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