Cabo Gilberto assina emenda que prevê jornada de trabalho de até 52 horas semanais
Deputado da Paraíba está entre os 176 signatários de proposta que altera o texto original da PEC sobre o fim da escala 6×1.

O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB) uniu-se a um grupo de 176 parlamentares para assinar uma emenda modificativa à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que debate a reformulação das jornadas de trabalho no Brasil. O texto alternativo propõe flexibilizações que, na prática, podem elevar a carga horária máxima permitida para até 52 horas por semana mediante acordos coletivos.


A emenda surge como um contraponto à proposta original da PEC 221/2019, que visa extinguir a escala 6×1 e fixar o teto do regime de trabalho em 36 horas semanais. O novo documento apresentado sugere fixar esse limite inicial em 40 horas semanais, abrindo espaço legal para ampliações.


De acordo com o texto assinado pelo congressista paraibano, empresas e sindicatos patronais e laborais teriam o aval para negociar aumentos de até 30% na jornada regular. Essa margem eleva o teto de prestação de serviços para as 52 horas semanais.


Transição e Exceções


Para mitigar o impacto econômico imediato nas empresas, a emenda prevê um período de transição longo, estipulado em 10 anos para a implementação total das novas regras.

O projeto também estabelece um regime diferenciado para os chamados setores essenciais — que englobam áreas como saúde, segurança pública e infraestrutura —, permitindo que essas categorias mantenham a jornada atual de até 44 horas semanais.


A proposta foca ainda em contrapartidas de desoneração fiscal para o setor produtivo e determina que as regras de flexibilização dependem de regulamentação futura por meio de lei complementar. O texto assinado por Cabo Gilberto segue agora para análise junto às comissões da Câmara dos Deputados, onde aguarda novas deliberações.

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“Nada anormal”, afirma Cabo Gilberto, após Flávio Bolsonaro pedir dinheiro do patrocínio a Daniel Vorcaro
Cabo Gilberto defende Flávio Bolsonaro em pedido de patrocínio ao Master: “nada de imoral”

O deputado federal da Paraíba e líder da oposição, Cabo Gilberto saiu em defesa do senador Flávio Bolsonaro após a repercussão envolvendo o pedido de patrocínio ao empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, para a produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, nesta quinta-feira (14), Cabo Gilberto afirmou que conversou diretamente com Flávio Bolsonaro sobre o caso e disse confiar na versão apresentada pelo senador. Segundo ele, o parlamentar teria informado que, à época das conversas para captação de recursos, não existiam informações públicas envolvendo o Banco Master em suspeitas investigadas atualmente.

“Representamos mais de 100 parlamentares da oposição na Câmara e confiamos integralmente na posição dele. Perguntei se existiam outras conversas e ele garantiu que não. Naquele momento, segundo Flávio, não havia conhecimento sobre qualquer envolvimento do Master com investigações”, declarou o deputado.

O parlamentar ressaltou ainda que a negociação para financiar o longa teria começado no fim de 2024, período em que os produtores buscavam investidores para viabilizar o projeto cinematográfico, estimado em mais de R$ 100 milhões. Cabo Gilberto defendeu que o caso seja analisado dentro do devido processo legal e afirmou que, até o momento, não vê irregularidades comprovadas.

O filme “Dark Horse” promete retratar a trajetória política de Jair Bolsonaro, desde sua ascensão nacional até a campanha presidencial. A produção conta com o ator Jim Caviezel no elenco e roteiro assinado por Mário Frias. A estreia está prevista para setembro de 2026.

A polêmica ganhou força após reportagens apontarem que cerca de R$ 61 milhões teriam sido destinados ao projeto por Daniel Vorcaro, empresário investigado por supostos desvios milionários no sistema financeiro nacional. Caso o orçamento total de R$ 134 milhões seja confirmado, o longa poderá se tornar a produção cinematográfica mais cara da história do Brasil.

Apesar da repercussão, Cabo Gilberto reforçou que, na avaliação dele, não há elementos que comprovem irregularidades envolvendo Flávio Bolsonaro. “Se houvesse conhecimento prévio de qualquer problema, aí sim seria algo grave. Mas, até agora, não existe nada concreto que identifique ilegalidade”, concluiu.

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