PoderData/Aya: Flávio Bolsonaro abre seis pontos de vantagem sobre Lula no segundo turno



Primeira pesquisa após o primeiro turno aponta senador com 53% dos votos válidos, contra 47% do presidente

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece na frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na primeira pesquisa de intenção de voto para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 realizada após a votação do primeiro turno.

De acordo com levantamento PoderData/Aya divulgado nesta quinta-feira (8), Flávio registra 53% dos votos válidos, enquanto Lula aparece com 47%. A diferença é de seis pontos percentuais.

Quando considerados os votos totais, incluindo brancos, nulos e eleitores que ainda não definiram o voto, Flávio aparece com 49%, contra 44% de Lula.

Diferença aumentou após o primeiro turno

O resultado ocorre poucos dias depois do primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro terminou a votação com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%. A vantagem registrada nas urnas foi de 1,87 ponto percentual.

A nova sondagem, portanto, mostra uma ampliação da distância entre os dois candidatos no cenário de segundo turno.



Pesquisa foi realizada antes das novas alianças

O levantamento ouviu 3 mil eleitores em todo o país entre os dias 5 e 7 de outubro. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos.

A pesquisa foi divulgada em meio às primeiras articulações políticas para o segundo turno. Nesta semana, partidos e lideranças começaram a anunciar apoio aos candidatos que permanecem na disputa.

A eleição presidencial será decidida em 25 de outubro, quando os eleitores escolherão entre Flávio Bolsonaro e Lula.

Importante: pesquisa eleitoral retrata a intenção de voto no período em que foi realizada e não representa previsão do resultado final da eleição.

🗞️ Redação do papo informativo

Republicanos anuncia apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno


Decisão muda posição adotada pela legenda no primeiro turno e fortalece candidatura do senador do PL na disputa contra Lula

O Republicanos anunciou, nesta quarta-feira (7), apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial de 2026. A decisão foi comunicada pelo presidente nacional da legenda, deputado Marcos Pereira, durante encontro realizado em Brasília.

No primeiro turno, o partido havia optado pela neutralidade. Agora, a direção nacional decidiu declarar apoio ao candidato do PL, ampliando a base política de Flávio na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A articulação para a aproximação contou principalmente com a participação do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), uma das principais lideranças nacionais da legenda. Ele participou do anúncio ao lado de outras figuras do partido, como o governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo.

Apesar da decisão nacional, o Republicanos não fechou questão sobre o apoio. Na prática, integrantes e diretórios que possuem posicionamentos diferentes poderão manter suas próprias alianças.



Paraíba e Pernambuco terão autonomia

O presidente nacional do Republicanos afirmou que serão respeitadas as particularidades políticas de estados como Paraíba e Pernambuco. As estruturas locais poderão manter suas posições no segundo turno, mesmo com a orientação nacional favorável a Flávio Bolsonaro.

A medida é especialmente relevante no Nordeste, onde setores do partido mantêm proximidade com o presidente Lula.

Com o apoio do Republicanos, Flávio Bolsonaro amplia o grupo de partidos e lideranças que já declararam adesão à sua candidatura. União Brasil, PP e Novo também anunciaram apoio ao senador para a segunda etapa da eleição.

O segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula está marcado para 25 de outubro.

🗞️ Redação do papo informativo

Mal termina eleição e Republicanos já articula sucessão de Adriano Galdino na ALPB

As articulações para a próxima legislatura da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB).

A legenda reuniu sua bancada eleita para discutir a composição da futura Mesa Diretora. Entre os nomes cotados para disputar a presidência da Casa no primeiro biênio, 2027-2028, está o de Wilson Santiago Filho, deputado estadual eleito pelo partido.

As articulações, no entanto, não param no primeiro biênio. O atual presidente da Assembleia, Adriano Galdino, também do Republicanos, estaria de olho na presidência da Casa no segundo biênio, 2029-2030, buscando permanecer no comando do Legislativo paraibano.

A movimentação acontece menos de uma semana após o encerramento do primeiro turno e em meio ao início do segundo turno para a Presidência da República. O que chama atenção é a rapidez com que o Republicanos começou a discutir a composição da próxima Mesa Diretora, antes mesmo da posse dos novos deputados.



Na prática, o partido já trabalha para manter o controle da Assembleia Legislativa da Paraíba na próxima legislatura, articulando nomes para os dois períodos da Mesa Diretora.

As conversas ainda estão em fase inicial e a composição definitiva dependerá das negociações entre os partidos e da formação da maioria necessária para eleger a Mesa. Entretanto, a movimentação mostra que a disputa pelo comando da ALPB já começou nos bastidores, poucos dias depois de os paraibanos definirem a nova composição da Casa.

🗞️ Redação do papo informativo

A derrota de Romero Rodrigues e a lição que as urnas deixaram para 2026



Por Ricardo Meneses

A derrota de Romero Rodrigues nas eleições do último domingo ainda repercute nas rodas de conversa da política paraibana. E, naturalmente, o resultado ganha uma dimensão ainda maior quando analisado a partir de Campina Grande, principal reduto eleitoral do ex-prefeito e deputado federal.

Os números ajudam a entender o tamanho do recuo.

Em 2022, Romero recebeu 69.292 votos em Campina Grande, o equivalente a 32,42% dos votos válidos para deputado federal no município. Quatro anos depois, em 2026, sua votação caiu para 51.973 votos, correspondentes a 22,78%.

Na prática, foram 17.319 votos a menos na cidade.

Mas o que explica essa queda?

O desgaste provocado pela indefinição de 2024

Um dos fatores que precisam ser considerados é o desgaste político provocado pela indefinição em torno da eleição municipal de 2024.

Naquele período, havia uma expectativa considerável em setores da oposição de que Romero Rodrigues disputasse novamente a Prefeitura de Campina Grande. Isso, porém, não aconteceu.

O espaço político da oposição acabou sendo ocupado por Jhony Bezerra, que se tornou o principal adversário do prefeito Bruno Cunha Lima na disputa municipal.

Mesmo sem vencer a eleição, Jhony saiu de 2024 fortalecido politicamente. A candidatura à Prefeitura lhe proporcionou visibilidade, estrutura política e uma base eleitoral própria.

Esse capital político foi levado para a eleição de 2026, quando Jhony disputou uma vaga para deputado federal e obteve aproximadamente 15 mil votos em Campina Grande.

Ou seja, a eleição municipal de 2024 produziu novos atores e novas forças políticas dentro da cidade. E, dois anos depois, esse cenário também passou a influenciar a disputa proporcional.

Parte dos apoios e votos que poderiam estar no campo de Romero passou a ser disputada por outras lideranças.



O chamado “fogo amigo”

Outro elemento importante está dentro do próprio grupo político de Romero.

Na eleição deste ano, alguns aliados também disputaram vagas para deputado federal, concorrendo diretamente pelo mesmo eleitorado de Romero em Campina Grande.

Entre eles estavam:

Carol Gomes: 7.037 votos
Alexandre do Sindicato: 4.185 votos
Nelson Gomes: 3.874 votos
Gerana Gouveia: 3.173 votos

Juntos, eles somaram 18.269 votos em Campina Grande.

É evidente que não se pode afirmar que todos esses votos seriam necessariamente destinados a Romero. Eleições proporcionais possuem dinâmicas próprias, e cada candidato constrói sua votação com base em relações políticas, grupos, segmentos e estratégias diferentes.

Ainda assim, o fenômeno revela algo importante: a base eleitoral que antes poderia estar mais concentrada em torno de Romero passou a ser disputada por outros nomes do seu próprio campo político.

É o chamado “fogo amigo” da política: aliados que, ao fortalecerem seus próprios projetos eleitorais, também acabam disputando espaço dentro da mesma base.

Ruy Carneiro e a expansão da disputa para o entorno de Campina

Outro episódio que merece atenção é a atuação do deputado estadual Fábio Ramalho, que levou Ruy Carneiro para dentro da região metropolitana de Campina Grande, estabelecendo alianças e dobradinhas em municípios vizinhos.

A estratégia merece ser observada porque mostra que a disputa pelo eleitorado campinense não ficou restrita aos limites territoriais da cidade.

Ruy Carneiro terminou a eleição com 102.885 votos, enquanto Romero Rodrigues alcançou 96.445.

A diferença foi de 6.440 votos favoráveis a Ruy.

O resultado demonstra que Romero, apesar de ainda possuir uma força eleitoral significativa, deixou de ter uma posição confortável diante de adversários que passaram a ocupar espaços tradicionalmente associados ao seu grupo.

A principal lição para Romero

Talvez a maior lição deixada pelas urnas para Romero Rodrigues seja justamente a necessidade de desconcentrar sua força eleitoral.

Durante anos, Campina Grande foi uma espécie de fortaleza política de Romero. E continua sendo. Mesmo com a queda, ele permanece como uma das principais lideranças eleitorais da cidade.

O problema é que, em uma eleição proporcional, depender excessivamente de um único reduto pode se transformar em vulnerabilidade.

Quanto mais concentrado está o voto, mais fácil é para os adversários identificarem onde está a força de determinado candidato — e, consequentemente, trabalharem para retirar parte desse eleitorado.

Foi o que a eleição deste ano demonstrou.

Romero ainda possui capital político, mas esse capital precisa ser ampliado territorialmente.

A partir de agora, o caminho mais estratégico talvez seja buscar uma presença mais forte em outras regiões da Paraíba, ampliar alianças, construir novas bases e reduzir a dependência do eleitorado campinense.

Recalcular a rota

A política também exige capacidade de interpretar derrotas.

Romero Rodrigues não saiu das urnas sem votos. Pelo contrário. Foram 96.445 votos em toda a Paraíba. O resultado, porém, acende um sinal de alerta para uma liderança que durante muito tempo teve Campina Grande como seu principal motor eleitoral.

A derrota pode representar menos um fim de ciclo e mais uma oportunidade de recalcular a rota.

O cenário de 2026 deixa uma mensagem clara: Campina Grande continua sendo fundamental para Romero, mas já não pode ser sua única grande aposta.

A concorrência aumentou, novos atores surgiram, antigos aliados passaram a disputar espaço e adversários perceberam que é possível avançar sobre territórios que antes pareciam consolidados.

Agora, caberá a Romero decidir o que fazer com essa mensagem das urnas.

Na política, quem não interpreta os sinais corre o risco de repetir os mesmos erros.

E a eleição de 2026 talvez tenha dado a Romero Rodrigues exatamente aquilo que todo político precisa de tempos em tempos: um motivo para parar, olhar para o mapa eleitoral e recalcular a rota.

🗞️ Redação do papo informativo

União Progressista abandona neutralidade e fecha apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno



União Brasil e PP passam a orientar suas bancadas a trabalhar pela eleição do candidato do PL contra Lula

A Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo Progressistas (PP), decidiu apoiar oficialmente Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial de 2026.

A definição foi anunciada nesta terça-feira (6), após uma reunião das executivas e das bancadas das duas legendas em Brasília. A decisão ocorreu por unanimidade, com o grupo estabelecendo o chamado “fechamento de questão” em torno da candidatura do senador.

Com a medida, as duas siglas deixam para trás a posição de neutralidade adotada durante o primeiro turno. Naquela fase da eleição, União Brasil e PP permitiram que seus integrantes apoiassem diferentes candidaturas conforme os acordos firmados em cada estado.

Agora, a orientação nacional da federação é pela eleição de Flávio Bolsonaro no confronto contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Decisão reúne principais lideranças

O anúncio foi feito após a reunião que contou com dirigentes e parlamentares dos dois partidos. Entre os nomes envolvidos na decisão estão os presidentes nacionais Antonio Rueda, do União Brasil, e Ciro Nogueira, do PP.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) foi uma das responsáveis por comunicar publicamente a decisão e destacou que o apoio foi aprovado de forma unânime.

O posicionamento também determina que a federação trabalhe de maneira coordenada pela candidatura do PL. O fechamento de questão pode resultar em punições internas para integrantes que desrespeitarem a orientação definida pela cúpula partidária.



Mudança acontece após o resultado do primeiro turno

A decisão ocorre dois dias depois do primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro terminou a apuração à frente de Lula e garantiu sua presença na segunda etapa da disputa.

A nova adesão fortalece a busca do candidato do PL por uma base mais ampla entre os partidos do chamado Centrão.

Além do União Brasil e do PP, a campanha de Flávio tenta atrair outras legendas. Republicanos e Podemos estão entre os partidos que mantêm conversas sobre uma possível adesão.

Nos últimos dias, o candidato também recebeu manifestações de apoio de nomes como Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Michel Temer, ampliando o movimento de alianças em torno da candidatura.

Apoio muda cenário político do segundo turno

A entrada formal da União Progressista na campanha representa um reforço importante para Flávio Bolsonaro na reta inicial do segundo turno.

A federação possui uma bancada expressiva no Congresso e reúne duas das principais forças partidárias do centro político brasileiro.

A eleição presidencial será decidida em 25 de outubro, quando Flávio Bolsonaro e Lula voltarão às urnas para disputar a Presidência da República.

🗞️ Redação do papo informativo

Lucas Ribeiro se encontra com Lula em Brasília e destaca parceria para manter investimentos na Paraíba



O governador reeleito da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), esteve em Brasília nesta segunda-feira (5), on

de participou de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após garantir a reeleição no primeiro turno, Lucas reafirmou o apoio à candidatura de Lula e destacou a importância da continuidade da parceria entre os governos estadual e federal.

Durante a agenda, o governador ressaltou projetos que estão sendo executados na Paraíba com participação do Governo Federal. Entre as iniciativas citadas estão a construção de três novos hospitais, sendo dois deles realizados em parceria com a União: o Hospital de Trauma do Sertão, em Patos, e o Hospital da Mulher do Sertão, em Sousa.

Lucas também mencionou investimentos relacionados à transposição do Rio São Francisco e a expansão da rede de Institutos Federais no estado.

Segundo o governador, a manutenção da articulação entre Paraíba e Governo Federal é importante para garantir a continuidade de projetos e políticas públicas em diferentes áreas.



“Estou aqui em Brasília com o presidente Lula para firmar nosso compromisso com a sua reeleição porque representa a continuidade de obras e projetos importantes para o nosso estado e para o nosso país”, afirmou Lucas em vídeo divulgado nas redes sociais.

A reunião ocorreu um dia depois da eleição estadual, na qual Lucas Ribeiro foi reeleito governador da Paraíba com 64,30% dos votos válidos, totalizando 1.470.252 votos.

Além de Lucas, participaram da articulação em Brasília o senador eleito João Azevêdo (PSB) e outras lideranças políticas que apoiam Lula no segundo turno da eleição presidencial.

Com a agenda, Lucas reforçou sua posição no segundo turno da disputa presidencial e destacou que pretende manter a cooperação institucional com o Governo Federal para dar continuidade aos investimentos e obras em andamento na Paraíba.

🗞️ Redação do papo informativo

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Caiado declara apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial

O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, decidiu apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

O anúncio oficial do apoio será realizado nesta terça-feira (6), em Goiânia. Flávio Bolsonaro deverá participar do ato ao lado de Caiado e do governador reeleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB).

Caiado terminou o primeiro turno na quinta colocação, com aproximadamente 2,6 milhões de votos, equivalentes a 2,18% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro, por sua vez, foi o candidato mais votado no primeiro turno, com 47,03%, e disputará o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que obteve 45,16%.

Antes de definir seu posicionamento, Caiado afirmou que aguardaria a definição do cenário eleitoral e conversaria com a direção do PSD. O partido, entretanto, decidiu manter neutralidade nacional, liberando diretórios estaduais, parlamentares e filiados para definirem individualmente seus apoios no segundo turno.

Em conversa com o SBT News, Caiado afirmou que apresentará a Flávio Bolsonaro um documento com propostas consideradas convergentes entre os dois projetos, citando áreas como segurança pública, saúde e inteligência artificial.

O apoio ocorre após Caiado ter feito críticas a Flávio durante a campanha do primeiro turno. Em julho, por exemplo, o então candidato do PSD afirmou que, caso Flávio chegasse ao segundo turno, Lula seria reeleito.

Além de Caiado, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) também declarou apoio a Flávio Bolsonaro após o primeiro turno.

Com a definição de Caiado, Flávio passa a contar formalmente com o apoio de mais um dos candidatos que disputaram o primeiro turno. A eleição presidencial será decidida no segundo turno, marcado para 25 de outubro.

🗞️ Redação do papo informativo

Flávio Bolsonaro amplia votação no Nordeste e supera desempenho de Jair Bolsonaro em 2022

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) ampliou a votação do grupo político bolsonarista no Nordeste nas eleições de 2026, superando em mais de 1,6 milhão de votos o resultado obtido por seu pai, Jair Bolsonaro (PL), no primeiro turno de 2022.

Levantamento com base nos resultados da votação mostra que Flávio recebeu 10.398.973 votos nos nove estados nordestinos, o equivalente a 30,85% dos votos válidos na região. Em 2022, Jair Bolsonaro havia obtido 8.787.394 votos, correspondentes a 26,97% dos válidos.

Na comparação direta entre os dois resultados, Flávio conquistou 1.611.579 votos a mais, um crescimento de aproximadamente 18,3% em relação à votação de Jair Bolsonaro no primeiro turno de 2022. A participação entre os votos válidos também aumentou em 3,88 pontos percentuais.

Crescimento ocorreu nos nove estados

O avanço não ficou concentrado em um único estado. Flávio Bolsonaro registrou votação superior à de Jair Bolsonaro em todos os nove estados do Nordeste.

Os maiores ganhos absolutos ocorreram na Bahia, onde Flávio recebeu cerca de 395 mil votos a mais que Jair em 2022, e no Ceará, com aproximadamente 379 mil votos adicionais.

O Maranhão também apresentou crescimento expressivo, com mais de 255 mil votos de diferença em relação ao resultado de Jair Bolsonaro.

Na Paraíba, Flávio Bolsonaro obteve 831.377 votos, superando os 717.416 votos registrados por Jair Bolsonaro em 2022. O acréscimo foi de 113.961 votos, equivalente a aproximadamente 15,9%.



Ceará e Piauí tiveram os maiores crescimentos proporcionais

Quando o critério utilizado é o crescimento percentual, os maiores avanços ocorreram no Ceará e no Piauí.

No Ceará, a votação de Flávio foi cerca de 27,5% maior que a obtida por Jair Bolsonaro em 2022. No Piauí, o crescimento ficou em aproximadamente 27,1%.

O Maranhão também apresentou alta significativa, de aproximadamente 25,9%.

Já Pernambuco teve o menor crescimento proporcional entre os estados nordestinos, com aproximadamente 6,6%, ainda assim registrando mais de 107 mil votos adicionais em relação ao resultado de Jair Bolsonaro em 2022.

Nordeste continua sendo território de maioria de Lula

Apesar do crescimento da votação de Flávio Bolsonaro, os números não significam que o candidato tenha ultrapassado Lula (PT) na região.

Lula terminou o primeiro turno de 2026 com 21.494.584 votos no Nordeste, equivalentes a 63,77% dos votos válidos. Flávio ficou com 10.398.973 votos, ou 30,85%.

A diferença entre os dois candidatos foi de 11.095.611 votos favoráveis a Lula. Com isso, o Nordeste foi a única região do país em que Lula terminou o primeiro turno à frente de Flávio.

Ainda assim, a distância entre os dois diminuiu em relação a 2022. Naquele ano, Lula terminou o primeiro turno com uma vantagem de aproximadamente 12,9 milhões de votos sobre Jair Bolsonaro no Nordeste. Em 2026, a diferença entre Lula e Flávio caiu para cerca de 11,1 milhões.

O que os números mostram

Os resultados apontam para um crescimento da votação de Flávio Bolsonaro no Nordeste em comparação com o desempenho de Jair Bolsonaro quatro anos antes.

O avanço, porém, não pode ser atribuído exclusivamente à transferência direta de votos de Lula. A análise dos resultados indica que houve também aumento do número de votos válidos na região e redução do espaço ocupado pelos demais candidatos à Presidência.

Outro fator apontado nas análises eleitorais foi a ausência de Ciro Gomes na disputa presidencial de 2026. No Ceará, por exemplo, Ciro havia obtido cerca de 6% dos votos em 2022, parcela que deixou de estar disponível para sua candidatura neste ano.

O crescimento também foi particularmente perceptível na área do Matopiba, região que reúne partes do Maranhão, Piauí e Bahia, além do Tocantins. A região é considerada uma das principais fronteiras de expansão do agronegócio brasileiro.

Números do Nordeste

Jair Bolsonaro – 2022: 8.787.394 votos
Flávio Bolsonaro – 2026: 10.398.973 votos

Aumento: 1.611.579 votos
Crescimento: 18,3%
Participação nos votos válidos: de 26,97% para 30,85%

Os dados mostram, portanto, que Flávio Bolsonaro ampliou de forma significativa a votação obtida por Jair Bolsonaro no Nordeste em 2022. O crescimento ocorreu nos nove estados da região, embora Lula tenha permanecido como o candidato mais votado em todos eles no primeiro turno de 2026.

🗞️ Redação do papo informativo

O revés de Vitor Ribeiro e a conta política para Bruno Cunha Lima



O candidato apoiado pelo prefeito Bruno Cunha Lima, Vitor Ribeiro, sofreu um revés eleitoral que já repercute nas rodas de conversa política de Campina Grande. A derrota do jovem candidato, apesar da intensa participação do prefeito em sua campanha, acabou atingindo diretamente o grupo político comandado por Bruno.

Durante a campanha, Bruno Cunha Lima assumiu pessoalmente a missão de impulsionar a candidatura de Vitor Ribeiro. Onde Vitor estava, o prefeito também aparecia. Bruno percorreu bairros da cidade ao lado do candidato, participou de visitas e chegou a bater de porta em porta, pedindo votos para aquele que era apresentado como seu principal nome para a Assembleia Legislativa da Paraíba.

Todo esse empenho, porém, não foi suficiente para garantir a eleição de Vitor.

Em Campina Grande, Vitor Ribeiro obteve 10.705 votos, ficando como o quinto candidato a deputado estadual mais votado na cidade. No total da Paraíba, alcançou 12.574 votos. Apesar de uma votação expressiva, o desempenho não foi suficiente para assegurar uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Um dos efeitos mais comentados dessa votação foi o impacto sobre Tovar Correia Lima, que também não conseguiu a reeleição. A força eleitoral de Vitor em Campina Grande acabou disputando espaço diretamente com outros nomes ligados ao mesmo campo político, evidenciando uma divisão de votos que, ao final, não foi suficiente para garantir a eleição de nenhum dos dois.

Mas o resultado de Vitor Ribeiro pode ser lido para além da derrota individual do candidato. Politicamente, a votação acende um sinal de alerta para Bruno Cunha Lima.

O prefeito colocou seu capital político à disposição da candidatura de Vitor. Por isso, o resultado inevitavelmente passa a ser interpretado como um teste à força eleitoral de Bruno na principal cidade do interior paraibano. A pergunta que fica é simples: se o prefeito ainda estivesse vivendo um momento de grande força política em Campina Grande, seria necessário tanto esforço para garantir a eleição de seu candidato?

A eleição de 2026 também deixou uma conta mais ampla para a família Cunha Lima.

O grupo entrou dividido em diferentes projetos na eleição majoritária e terminou o pleito acumulando derrotas importantes. Romero Rodrigues não conseguiu retornar ao cenário que pretendia, Tovar Correia Lima perdeu a reeleição e o candidato escolhido por Bruno Cunha Lima para a Assembleia Legislativa também ficou pelo caminho.

Até mesmo a votação de Cícero Lucena em Campina Grande merece atenção. O prefeito de João Pessoa contou com uma composição que tinha Diogo Cunha Lima, filho de Cássio Cunha Lima, em sua chapa, mas isso não se transformou em uma votação expressiva na cidade.

No caso de Efraim Filho, seu desempenho em Campina Grande também precisa ser analisado com cautela. A força do bolsonarismo na cidade parece ter exercido papel relevante em sua votação, assim como ajudou a impulsionar o deputado estadual Sargento Neto, que ampliou significativamente seu desempenho em comparação com a eleição anterior.

Isso mostra que parte do eleitorado de Campina Grande parece ter se movimentado muito mais por forças ideológicas e nacionais do que necessariamente seguindo as orientações das lideranças políticas locais.



A lição das urnas

A eleição de 2026 deixa, portanto, uma mensagem incômoda para Bruno Cunha Lima e para o grupo Cunha Lima: a máquina política, a presença do prefeito e o peso de uma família tradicional já não são, por si só, garantia de vitória eleitoral em Campina Grande.

O resultado não significa que Bruno tenha perdido completamente sua força política. Mas revela que essa força precisa ser novamente testada, reconstruída e, principalmente, convertida em votos.

Vitor Ribeiro não conseguiu chegar à Assembleia, apesar de ter recebido o apoio direto do prefeito. Tovar perdeu a reeleição. Romero sofreu uma derrota importante. E o grupo, que durante décadas teve enorme influência sobre o eleitorado campinense, terminou a eleição diante de um cenário que exige reflexão.

Mais do que uma derrota de candidatos, 2026 pode ter representado um ponto de inflexão para o grupo Cunha Lima em Campina Grande.

As urnas não decretaram o fim de uma liderança, mas deixaram um recado claro: o eleitor campinense está mais disputado, mais fragmentado e menos previsível. E, daqui para frente, Bruno Cunha Lima terá que provar novamente que consegue transformar sua liderança política em votos — não apenas para seus aliados, mas para o próprio projeto político da família Cunha Lima.

🗞️ Redação do papo informativo

Inácio Falcão e Tovar Correia Lima ficam fora da Assembleia Legislativa da Paraíba

Os deputados estaduais de Campina Grande, Inácio Falcão (PCdoB) e Tovar Correia Lima (MDB), não conseguiram lograr êxito na eleição deste ano para a Assembleia Legislativa da Paraíba.

Inácio Falcão, com forte atuação no município de Campina Grande, estava tentando o quarto mandato consecutivo. Na eleição passada, há quatro anos, Inácio Falcão foi eleito com 24.266 votos e, em Campina Grande, recebeu 13.516 votos.

Por sua vez, neste ano, Inácio perdeu cerca de 2 mil votos, obtendo 22.078 em todo o estado. Em Campina Grande, sua votação não foi tão afetada, pois obteve 12.381 votos, registrando uma leve queda. Inácio ficou na segunda suplência, enquanto o primeiro suplente foi Dr. Romualdo, que obteve 22.222 votos.



Tovar Correia Lima foi outro campinense derrotado nas urnas neste ano. Em 2022, Tovar obteve 23.577 votos, sendo 10.785 somente em Campina Grande.

Na eleição deste ano, Tovar, assim como Inácio, registrou uma pequena queda em sua votação. Obteve 23.152 votos em todo o estado. Em Campina Grande, perdeu cerca de 2 mil votos, alcançando pouco mais de 8 mil eleitores. Com o resultado, ficou na primeira suplência do MDB.

O recorte que chama atenção nesta eleição foi o crescimento dos concorrentes em Campina Grande. Inácio viu a vereadora Jô Oliveira ser eleita com uma expressiva votação na Rainha da Borborema, além do crescimento de outros candidatos do grupo do governador. Tovar Correia Lima, por sua vez, viu a ascensão de Vitor Ribeiro avançar sobre suas bases eleitorais e, mesmo assim, não conseguiu se eleger. A divisão dos votos contribuiu para fragilizar sua pretensão de permanecer na Assembleia Legislativa.

Campina Grande viu Romero, Tovar e Inácio Falcão perderem espaço no cenário eleitoral. Outro nome de peso que também não conseguiu lograr êxito foi Manoel Ludgério, que já contabiliza duas derrotas consecutivas nas disputas por uma vaga na Assembleia Legislativa. Diante desse cenário, fica a pergunta: o que está acontecendo com os políticos tradicionais de Campina Grande?

Jô Oliveira e Sargento Neto lograram êxito e serão os representantes da Rainha da Borborema na Assembleia Legislativa da Paraíba. Na Câmara Federal, permanecem Damião Feliciano e Aguinaldo Ribeiro, ambos políticos de Campina Grande, enquanto que Romero vai precisar recalcular a sua rota para um dia voltar a câmara federal. Já falam até em Romero disputar a prefeitura de Campina Grande, será?

🗞️ Redação do papo informativo