O deputado federal Aguinaldo Ribeiro voltou a destacar sua atuação na destinação de recursos para obras em Campina Grande durante o período em que comandou o Ministério das Cidades, no governo Dilma Rousseff. Em sua fala, o parlamentar afirmou que o ex-prefeito Romero Rodrigues não teria reconhecido sua participação na viabilização dos investimentos realizados no município.
Aguinaldo citou uma das obras executadas durante a gestão de Romero e afirmou que, embora o então prefeito estivesse à frente da administração municipal, os recursos para o empreendimento teriam sido destinados pelo governo federal durante sua passagem pelo ministério.
“Faltou o Romero me fazer justiça, porque ele era o prefeito, mas o dinheiro que mandou foi eu quando era ministro do governo Dilma”, declarou.
O deputado também mencionou o conjunto Acácio Figueiredo e o major Veneziano, como outros exemplos de investimentos que, contaram com recursos federais destinados durante sua gestão no Ministério das Cidades.
“Várias outras obras também, como o conjunto Acácio Figueiredo e o major Veneziano, que foram investimentos feitos com dinheiro do governo federal na época em que eu era ministro das Cidades”, afirmou.
Ao relembrar sua atuação no governo federal, Aguinaldo defendeu a importância de manter sua representação política em Brasília e pediu o apoio dos eleitores de Campina Grande.
“Então aqui eu queria finalizar pedindo a vocês a confiança para continuar como representante de Campina Grande, da minha terra em Brasília”, concluiu.
Operação da Polícia Federal cumpre sete mandados na Paraíba, apreende R$ 220 mil e afasta secretário de João Pessoa; investigação apura suposta troca de apoio político por vantagens oferecidas a integrantes de facção criminosa.
O deputado estadual Caio Roberto (MDB) está entre os alvos de uma operação deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (29), na Paraíba. A investigação apura uma suposta articulação envolvendo agentes políticos e integrantes de uma facção criminosa que teria influência territorial em comunidades do estado.
A operação resultou na apreensão de R$ 220 mil em dinheiro. Também houve o afastamento cautelar de Júnior Pires, secretário-chefe do Procon de João Pessoa, por determinação judicial.
Em nota, a Prefeitura de João Pessoa afirmou que ainda não havia sido oficialmente comunicada sobre a decisão que determinou o afastamento do servidor. A administração municipal declarou que está à disposição das autoridades e que irá colaborar com as investigações, destacando ainda o respeito ao devido processo legal.
Ao todo, a Polícia Federal cumpre sete mandados de busca e apreensão. As medidas foram autorizadas pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).
De acordo com as informações divulgadas sobre a operação, a investigação busca esclarecer como integrantes de uma organização criminosa teriam utilizado o controle sobre determinadas áreas para estabelecer acordos relacionados à atividade político-eleitoral.
A suspeita é de que o domínio territorial teria sido utilizado para facilitar a entrada de candidatos em comunidades durante o período de campanha.
Em contrapartida, os investigadores apuram possíveis vantagens oferecidas ao grupo, entre elas pagamentos a uma liderança criminosa, financiamento de despesas de um centro comunitário e negociações relacionadas à indicação para cargos ou empregos na administração pública.
Até a publicação desta reportagem, a defesa do deputado Caio Roberto não havia sido localizada para se manifestar sobre o caso.
As investigações seguem em andamento, e os fatos ainda são objeto de apuração pelas autoridades.
O deputado federal Aguinaldo Ribeiro assumiu novos compromissos com Campina Grande e, entre eles, está o de contribuir para viabilizar a construção e, futuramente, a manutenção do Hospital Público Veterinário, uma reivindicação antiga de quem atua na causa animal no município.
O compromisso foi destacado pela vereadora Waléria Assunção, que lembrou a participação de Aguinaldo na viabilização de um dos maiores empreendimentos habitacionais da história de Campina Grande, o Complexo Aluízio Campos.
Quando esteve à frente do Ministério das Cidades, Aguinaldo participou diretamente do processo que garantiu recursos federais para o empreendimento. Em dezembro de 2013, como ministro, anunciou a contratação de cerca de 4 mil unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida para Campina Grande. O Aluízio Campos foi posteriormente concluído com 4.100 moradias, sendo 3.012 casas e 1.088 apartamentos.
“Quando um recurso chega, um projeto pode sair do papel. E o Aluízio Campos é um exemplo disso”, afirmou Waléria ao relacionar a participação de Aguinaldo no empreendimento ao novo compromisso assumido com a cidade.
Agora, a articulação deverá se voltar também para o Hospital Público Veterinário. A proposta é garantir uma estrutura pública voltada ao atendimento dos animais e fortalecer as políticas de proteção animal em Campina Grande.
Ao anunciar o compromisso, Waléria reafirmou seu apoio a Aguinaldo. “Acredito em quem conhece Campina, conhece as nossas necessidades e está disposto a ajudar a transformar projetos em realidade”, declarou.
A vereadora afirmou ainda que pretende acompanhar o projeto de perto, cobrar seu andamento e atuar, ao lado de Aguinaldo, na busca pelos recursos necessários em Brasília para que o Hospital Público Veterinário possa sair do papel.
Além do Hospital Veterinário, Aguinaldo também já assumiu o compromisso de trabalhar para que Campina Grande seja beneficiada pelo Redata, ampliando as possibilidades de atração de novos investimentos ligados à tecnologia e à infraestrutura digital.
Presidente teria comunicado à coordenação da campanha a decisão de não comparecer ao encontro marcado para quinta-feira (1º), segundo o jornalista Ricardo Amaral
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informou à coordenação de sua campanha que não pretende participar do debate entre candidatos à Presidência da República promovido pela TV Globo, marcado para quinta-feira (1º de outubro).
A informação foi divulgada pelo jornalista Ricardo Amaral, do Brasil 247. Segundo a publicação, a campanha de Lula ainda não havia comunicado oficialmente a decisão à emissora.
O debate está previsto para ocorrer às 21h de quinta-feira e reúne inicialmente quatro candidatos convidados pela Globo: Lula, Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD).
Caso a ausência de Lula seja confirmada, a emissora poderá avaliar a convocação de outro candidato para participar do debate. Entre os nomes que ficaram fora da lista inicial está Renan Santos (Missão).
A Globo havia restringido o convite a quatro candidatos, seguindo os critérios definidos para o encontro. A emissora informou anteriormente que poderia chamar um substituto em caso de ausência de algum dos convidados.
A participação de Lula vinha sendo discutida pela campanha, especialmente diante do formato do debate e da possibilidade de confronto direto com os demais candidatos. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, também afirmou nesta segunda-feira que a tendência seria Lula não comparecer ao encontro.
Até o momento, portanto, a ausência de Lula deve ser tratada como uma decisão comunicada internamente à campanha, mas ainda dependente da confirmação oficial junto à TV Globo.
Candidata a deputada estadual afirma que pretende apresentar a proposta à Assembleia Legislativa e defende mais investimentos nas regiões turísticas do estado
A ex-secretária de Estado do Turismo e candidata a deputada estadual, Rosália Lucas (PP), afirmou nesta segunda-feira (28) que pretende propor a criação de um Plano Estadual de Turismo para a Paraíba caso seja eleita para a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB).
A declaração foi dada durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM (95,3).
Segundo Rosália, a proposta teria como uma das prioridades o fortalecimento das Instâncias de Governança Regional (IGRs), com a criação de editais específicos para financiar projetos nas diferentes regiões turísticas do estado.
Entre as ações que poderiam ser contempladas estão investimentos em infraestrutura turística e sinalização. A candidata defendeu que as próprias IGRs participem da definição das prioridades e apresentem as principais demandas de cada região.
Rosália também destacou a atuação dos 14 fóruns de governança turística existentes na Paraíba. Para ela, o desenvolvimento do setor deve contar com a participação conjunta das instâncias regionais, dos municípios e do Governo do Estado.
A candidata citou experiências adotadas em estados como Minas Gerais, Pará e Paraná como referências para a elaboração de um modelo que, segundo ela, poderia ser adaptado à realidade paraibana.
A proposta, conforme Rosália, busca descentralizar os investimentos e ampliar a participação dos municípios na definição das políticas públicas voltadas ao turismo.
“Eu quero, vou propor ao governador e na Assembleia, um Plano Estadual do Turismo”, afirmou Rosália Lucas durante a entrevista.posta à Assembleia Legislativa e defende mais investimentos nas regiões turísticas do estado
O prefeito de Ingá, Jan da Lenha (PL), deixou o grupo político do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e declarou apoio ao projeto liderado pelo governador João Azevêdo (PSB).
A articulação foi conduzida em conversas entre Jan da Lenha e a senadora Daniella Ribeiro, que participa das movimentações políticas do grupo governista.
A mudança ocorre na reta final da eleição e representa mais uma adesão ao grupo de João Azevêdo, que vem ampliando sua articulação junto a prefeitos paraibanos.
A saída de Jan da Lenha representa mais uma perda de apoio para Veneziano na reta final da eleição. O senador vem sofrendo sucessivas baixas em sua base política, com prefeitos e lideranças deixando seu grupo e aderindo a João e Nabor.
A Paraíba registrou crescimento em diferentes indicadores do setor turístico nos últimos quatro anos.
Os dados apontam aumento nos investimentos destinados à promoção do estado, avanço na ocupação da rede hoteleira e expansão da presença do destino paraibano nas principais operadoras de viagens do país.
No período, o investimento em ações de promoção turística cresceu 489%, alcançando R$ 22,89 milhões. As iniciativas incluíram participação em ações de divulgação da Paraíba nos mercados nacional e internacional, que apresentaram crescimento de 122%.
Outro indicador apresentado é a ocupação hoteleira. Segundo os dados, a taxa de ocupação linear no estado superou 75% ao longo do período analisado.
O número de registros no Cadastur, sistema do Ministério do Turismo que reúne empresas e profissionais do setor, também apresentou expansão. O crescimento informado foi de 250% em quatro anos.
A participação dos municípios paraibanos no Mapa do Turismo Brasileiro aumentou 150% no mesmo intervalo. A ferramenta reúne municípios que possuem vocação turística e estrutura para desenvolver atividades relacionadas ao setor.
A qualificação de profissionais também apresentou crescimento. A rede de especialistas em turismo da Paraíba registrou aumento de 149% no número de agentes de viagens e operadores capacitados para comercializar o destino paraibano.
A estratégia de promoção também refletiu nas vendas realizadas por grandes operadoras nacionais. De acordo com os dados divulgados, a comercialização de produtos turísticos da Paraíba apresentou os seguintes índices de crescimento:
Os números mostram aumento da presença do destino Paraíba no mercado nacional de viagens, em um período marcado pela ampliação dos investimentos em divulgação, participação em eventos do setor e capacitação de profissionais.
Os dados, entretanto, representam os indicadores apresentados para o período de quatro anos e não detalham, individualmente, a metodologia utilizada para o cálculo de cada percentual.
Um homem de 40 anos, identificado como Francisco Miguel Neto, foi preso no sábado (26
) no município de Bom Sucesso, no Sertão da Paraíba. Ele é investigado pela Polícia Civil por uma série de desaparecimentos e homicídios ocorridos na Bahia e também é apontado como suspeito de crimes no município paraibano de Catolé do Rocha.
Segundo informações repassadas pela Polícia Civil, o homem teria afirmado, após ser levado à delegacia, ser responsável por mais de 60 homicídios. De acordo com o relato atribuído a ele, cerca de 30 mortes teriam ocorrido na Paraíba e outras 30 na Bahia e em Minas Gerais. A declaração, no entanto, integra os elementos da investigação e deverá ser apurada pelas autoridades.
A prisão ocorreu depois que equipes da Polícia Militar receberam informações sobre o paradeiro do suspeito. Policiais da Rádio Patrulha e da Força Tática, sob coordenação do oficial CPU da unidade, foram até uma residência em Bom Sucesso e localizaram Francisco escondido em um dos quartos do imóvel.
Após a confirmação dos mandados de prisão existentes contra ele, os policiais deram voz de prisão ao investigado. Francisco foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Catolé do Rocha, onde foram realizados os procedimentos previstos.
Francisco Miguel Neto é apontado pela investigação como o homem conhecido pelo apelido de “Galego”, que teria vivido em uma chácara situada na região dos bairros Xixá e Campo Verde, em Ibotirama, na Bahia.
O local passou a ser alvo das investigações depois do desaparecimento de várias pessoas entre fevereiro e abril de 2025. Durante as diligências, os investigadores encontraram os corpos de Ismael Santos Souza, Cleciene Sacramento dos Santos e Cristina dos Santos Nascimento.
Uma criança que também estava desaparecida foi localizada posteriormente. Segundo os registros da investigação, ela apresentava sinais de desidratação e desorientação.
Já Flávia Rodrigues Nascimento continua desaparecida, conforme as informações apresentadas no inquérito.
As investigações apontam Francisco como uma das pessoas de interesse no caso. Outros dois homens também teriam sido incluídos na apuração. Após os acontecimentos investigados em Ibotirama, Francisco teria deixado a cidade e passado a ser procurado pelas autoridades.
A Polícia Civil continua investigando os casos para esclarecer a participação do suspeito nos homicídios e desaparecimentos e verificar a eventual relação entre os crimes ocorridos na Bahia, na Paraíba e em Minas Gerais.
Setor de apostas foi um dos maiores anunciantes da televisão brasileira em 2025; TV aberta concentrou cerca de 85% dos investimentos
A proibição da exploração e da publicidade das apostas de quota fixa no Brasil deve provocar um impacto significativo no mercado de comunicação, especialmente nas emissoras de televisão. A Medida Provisória nº 1.394, publicada nesta sexta-feira (25), proibiu a publicidade, propaganda, marketing e patrocínio relacionados às bets em meios físicos e digitais.
Pela medida, os materiais publicitários e sinais de patrocínio existentes deverão ser retirados em até dez dias. A proibição também alcança apostas esportivas e jogos online.
O tamanho do mercado atingido ajuda a dimensionar o impacto. Levantamento da Tunad aponta que as empresas de apostas investiram R$ 1,44 bilhão em publicidade em TV aberta, TV paga e rádio durante 2025. A televisão aberta concentrou aproximadamente 85% desse volume.
Isso significa que, considerando apenas o investimento destinado à televisão aberta, o setor movimentou algo próximo de R$ 1,22 bilhão em publicidade ao longo de 2025.
O valor, entretanto, não deve ser interpretado como uma perda direta de R$ 1,22 bilhão para as emissoras. O levantamento mede o investimento publicitário das bets nos diferentes meios, e não necessariamente a receita líquida recebida por cada empresa de comunicação. Além disso, parte desse dinheiro era destinada a rádio, TV paga e outras plataformas.
Bets estavam entre os maiores anunciantes
A força financeira das casas de apostas transformou o setor em uma das principais categorias de anunciantes da televisão brasileira.
Dados da Tunad mostram que o mercado de TV linear — considerando televisão aberta e paga — movimentou R$ 24,5 bilhões em publicidade em 2025. As bets responderam por cerca de R$ 1,4 bilhão, colocando o segmento entre os principais investidores publicitários do país.
O investimento também apresentou forte relação com o calendário esportivo. Em junho de 2025, por exemplo, as bets desembolsaram aproximadamente R$ 164,5 milhões em mídia, o maior volume mensal do ano. Em janeiro, foram R$ 66,7 milhões.
Impacto vai além dos comerciais
A mudança também afeta contratos de patrocínio e ações comerciais vinculadas ao esporte. A MP determina que ficam proibidas as ações de comunicação, publicidade, marketing e patrocínio das empresas de apostas, independentemente do meio utilizado.
Na prática, emissoras, clubes, campeonatos, programas esportivos, eventos e outros segmentos que mantinham contratos comerciais com casas de apostas terão de se adaptar às novas regras.
O efeito econômico, portanto, não se limita aos intervalos comerciais. O mercado de apostas havia construído uma ampla presença no futebol e em outros conteúdos esportivos, tornando-se uma fonte relevante de recursos para diferentes setores da indústria de comunicação e entretenimento.
Com a saída das bets do mercado publicitário, as emissoras terão de buscar novos anunciantes para ocupar o espaço deixado pelas empresas de apostas.
Ainda não é possível calcular quanto cada emissora perderá individualmente. Também não há, neste momento, um levantamento consolidado que permita afirmar qual será a redução efetiva de receita de empresas como Globo, Record, SBT, Band e RedeTV!.
O que os números disponíveis mostram é que um mercado publicitário superior a R$ 1,4 bilhão por ano, considerando TV aberta, TV paga e rádio, deixa de existir para as bets dentro do modelo que estava em vigor até a publicação da medida.
Para a televisão aberta, que concentrava cerca de 85% desses investimentos, o impacto potencial é particularmente relevante.
Fonte: Tunad, Medida Provisória nº 1.394/2026 e dados de mercado.
Quatorze clubes da Série A do Campeonato Brasileiro estão se mobilizando e demonstrando forte apreensão contra a Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Lula, que proíbe o funcionamento e a publicidade das casas de apostas no país.
O cenário político e econômico do futebol brasileiro atingiu seu ponto de máxima fervura nas últimas semanas. A assinatura da Medida Provisória (MP) pelo governo federal, que proíbe o funcionamento e a publicidade das casas de apostas no país, desencadeou uma onda de revolta e pânico financeiro nos bastidores de 14 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro. Liderados pelas maiores potências financeiras do país, os clubes iniciaram uma forte mobilização política e jurídica contra o que classificam como um “colapso anunciado” do esporte nacional. O impacto estimado é avassalador: o mercado de apostas esportivas projetava injetar cerca de R$ 1,1 bilhão no futebol brasileiro na atual temporada. Sem esses recursos, as diretorias de gigantes como Flamengo, Corinthians, Palmeiras e São Paulo alertam para a incapacidade imediata de honrar compromissos básicos e folhas salariais bilionárias já nos próximos meses.
O Rombo Bilionário: Os Contratos em Risco
A dependência do futebol nacional em relação às “bets” é profunda. Quase a totalidade dos clubes da elite estampa marcas de apostas no espaço mais nobre de suas camisas. Veja os valores anuais estimados que estão sob risco iminente de congelamento ou rescisão:
Flamengo (Betano): R$ 268,5 milhões. A diretoria rubro-negra informou internamente que não possui um “plano B” imediato capaz de suprir a perda do maior contrato de patrocínio do país. Corinthians (Esportes da Sorte): R$ 150 milhões. O clube vive clima de forte apreensão nos bastidores sobre o pagamento de suas obrigações financeiras e parcelas de contratações recentes. Palmeiras (Sportingbet): R$ 100 milhões fixos. O contrato assinado recentemente para o biênio 2025/2026 foi diretamente atingido pela MP. São Paulo (Superbet): R$ 80 a R$ 90 milhões. O clube do Morumbi também não enxerga alternativas no mercado tradicional para substituir os valores acordados a curto prazo. Fluminense (Superbet): R$ 58 a R$ 86 milhões. A diretoria tricolor já recebeu notificações da empresa parceira sobre a possibilidade de rompimento contratual.
Nota: Botafogo (VBet), Cruzeiro (Betnacional), Vasco (Sportingbet), Atlético-MG (H2Bet), Santos (Novibet), Vitória (Bet7k), Grêmio (Pitaco), Remo (Vai de Bet) e Chapecoense (ZeroUm Bet) completam a lista de times com patrocínios máster diretamente asfixiados pela medida.
Diante do prejuízo histórico, os clubes e as federações estaduais decidiram deixar as rivalidades de lado para adotar uma estratégia de defesa coordenada em três frentes:
Processos contra a União por “Violência Jurídica”: Advogados especializados em direito esportivo já preparam ações judiciais coletivas e individuais contra o governo federal. Os clubes alegam que a MP fere o princípio da segurança jurídica ao quebrar contratos privados legítimos de forma abrupta, sem prever qualquer tipo de transição ou compensação financeira.
O Manifesto das “Dez Perguntas para Lula”: Sob a articulação de lideranças políticas do esporte, os clubes redigiram um documento técnico direcionado ao presidente da República. O texto questiona diretamente o impacto da medida na arrecadação de impostos federais, a perda de empregos no setor e a falta de diálogo prévio com a indústria do esporte.
Pressão por Regulamentação Estrita em vez de Banimento: O argumento central do futebol brasileiro é que a proibição total empurrará o mercado de apostas de volta para a ilegalidade e para o exterior, deixando de arrecadar tributos. Os clubes defendem que a fiscalização e punição a fraudes sejam endurecidas, mas que a atividade econômica legítima seja preservada.
Governo Recua e Sinaliza Abertura para Diálogo
A forte e uníssona reação do mundo do futebol surtiu o primeiro efeito político. Diante do risco real de paralisação de campeonatos e do fechamento de postos de trabalho, o governo federal sinalizou um recuo estratégico na rigidez da medida.
Nos próximos dias, uma reunião de emergência deve ser convocada em Brasília entre ministros de Estado, presidentes de federações e mandatários dos principais clubes. O objetivo do Palácio do Planalto é abrir um canal de negociação para mensurar a crise e tentar desenhar um modelo de transição que evite a falência técnica do esporte mais popular do país.