
NOTÍCIAS DO MOMENTO!












Convenção estadual também oficializou apoio a Rafaela Camaraense para vice-governadora e deixou em aberto definição sobre a segunda vaga ao Senado.
O partido AGIR 36 oficializou, neste sábado (1º), durante convenção estadual, o apoio à candidatura à reeleição do governador Lucas Ribeiro (PP). A legenda também confirmou apoio ao ex-governador João Azevêdo na disputa por uma vaga no Senado Federal e à pré-candidatura de Rafaela Camaraense para o cargo de vice-governadora.
Durante o encontro, os convencionais aprovaram que a Executiva Estadual do partido, presidida por Flávio Moreira, ficará responsável por avaliar o cenário político e definir, em momento oportuno, qual será o posicionamento da legenda em relação à segunda vaga ao Senado.
O presidente nacional do AGIR 36, Daniel Tourinho, participou da convenção e respaldou a decisão tomada pela direção estadual. Em seu pronunciamento, destacou que a estratégia do partido para as eleições de 2026 prioriza a construção de alianças e projetos políticos, em vez do lançamento de candidaturas próprias para os principais cargos do pleito.
A convenção reuniu filiados, dirigentes e lideranças políticas de diferentes partidos. Estiveram presentes o governador Lucas Ribeiro, o ex-governador João Azevêdo, a pré-candidata a deputada estadual Anna Lorena, a vice-presidente do PDT na Paraíba, Rafaela Camaraense, o ex-deputado Ricardo Barbosa, o porta-voz da Rede Sustentabilidade, Gerson Vasconcelos, além da presidente do AGIR 36 Mulher, Alyne Moreira.
Com a homologação das alianças, o AGIR 36 passa a integrar oficialmente a base de apoio da chapa encabeçada por Lucas Ribeiro para a disputa eleitoral deste ano.
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Convenção realizada em João Pessoa confirmou o alinhamento da sigla, que destacou ações ambientais do prefeito como principal motivo para a decisão.
O Partido Verde (PV) oficializou, nesta sexta-feira (31), apoio à pré-candidatura de Cícero Lucena ao Governo da Paraíba. A decisão foi confirmada durante convenção realizada na Câmara Municipal de João Pessoa, reunindo dirigentes e pré-candidatos da legenda.
Ao anunciar a posição do partido, o presidente estadual do PV, Sargento Dênis, afirmou que o histórico de Cícero na área ambiental foi determinante para a escolha. Segundo ele, a desativação do antigo Lixão do Roger representa uma das iniciativas mais importantes já realizadas no estado nas áreas ambiental e social.
Durante o evento, Dênis lembrou que o local, antes marcado por problemas ambientais e sociais, está sendo transformado em um espaço voltado ao lazer e à convivência da população. Ele também ressaltou que o Partido Verde participou desse processo e afirmou que a legenda prioriza projetos alinhados à preservação do meio ambiente e à melhoria da qualidade de vida da população.
A convenção também contou com a participação de pré-candidatos do partido à Assembleia Legislativa da Paraíba, entre eles Anderson Monteiro e Manoel Ludgério.
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Diretoria mantém trio que disputou a Série D e inicia formação do elenco para a Copa Paraíba e o Campeonato Paraibano da próxima temporada.
O Treze confirmou a renovação dos contratos de três jogadores que fizeram parte do elenco na Série D do Campeonato Brasileiro de 2026. Permanecem no clube o zagueiro John Lessa, o volante Marquinhos e o atacante Dioran, atletas que seguirão integrando o projeto do Galo para a próxima temporada.
Enquanto garante a permanência do trio, a diretoria também definiu algumas saídas. Os volantes Petrocelli e Gustavo Michelon não permanecerão no elenco, assim como o atacante Pedro Maycon. Michelon retorna ao Paraná, enquanto Pedro Maycon volta ao Real da Mustardinha, equipe do futebol de várzea de Recife, em Pernambuco.
John Lessa, de 25 anos, chegou ao Treze para a disputa da Série D e conquistou espaço entre os titulares durante a competição, tornando-se uma das peças mais utilizadas pela comissão técnica. Já Dioran, de 23 anos, teve participação em 10 partidas da campanha alvinegra, embora tenha recebido menos oportunidades ao longo da temporada.
Experiente, Marquinhos seguirá vestindo a camisa do Galo em sua segunda passagem pelo clube. Aos 32 anos, o volante esteve presente desde o Campeonato Paraibano e também disputou a Série D. Além do desempenho dentro de campo, o jogador exerceu papel de liderança, chegando a usar a braçadeira de capitão em algumas partidas.
Com as primeiras definições do elenco, o Treze começa a estruturar o planejamento para 2027. O objetivo é formar uma base competitiva para a disputa da Copa Paraíba, torneio que retorna ao calendário estadual após 14 anos e oferecerá ao campeão uma vaga na Copa do Brasil de 2027. A competição também será utilizada como preparação para o Campeonato Paraibano, com a pré-temporada prevista para começar em setembro.
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Evento em João Pessoa reunirá lideranças do PL e da direita paraibana, com expectativa pela definição do candidato a vice-governador na chapa de Efraim Filho.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participará da convenção estadual do Partido Liberal (PL), marcada para este domingo (2), no Esporte Clube Cabo Branco, em João Pessoa. O encontro, com início previsto para as 8h22, será o momento de oficialização das candidaturas da legenda para as eleições deste ano na Paraíba.
A principal expectativa do evento é o anúncio do nome que deverá ocupar a vaga de candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo senador Efraim Filho (PL). A definição é tratada como uma das últimas etapas das articulações políticas para a formação da chapa majoritária.
Além de Flávio Bolsonaro, a convenção deve reunir deputados, prefeitos, vereadores, dirigentes partidários e outras lideranças da direita paraibana que apoiam o projeto político do Partido Liberal no estado.
As convenções partidárias fazem parte do calendário da Justiça Eleitoral e são obrigatórias para a homologação das candidaturas. Após essa etapa, os partidos deverão protocolar o registro dos candidatos dentro dos prazos estabelecidos pela legislação eleitoral.
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Nilton de Almeida reafirma aliança com João Azevêdo e passa a integrar grupo político que apoia o ex-prefeito de Patos na disputa pelo Senado.
O cenário político para as eleições de 2026 segue registrando mudanças na Paraíba. Nesta sexta-feira (31), o prefeito de Cacimbas, Nilton de Almeida, anunciou que deixou de apoiar a pré-candidatura do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) ao Senado Federal e declarou adesão ao projeto político de Nabor Wanderley (Republicanos).
Com a decisão, Nilton mantém o apoio ao ex-governador João Azevêdo (PSB), mas altera sua composição para a disputa ao Senado, passando a defender a chapa formada por João e Nabor.
Ao comentar a mudança, o prefeito afirmou estar confiante de que a nova aliança poderá trazer benefícios para o município.
Tenho certeza de que Nabor e João vão nos ajudar muito lá no nosso município de Cacimbas”, declarou.
Nabor Wanderley comemorou o apoio recebido e destacou a importância de fortalecer a representação dos municípios paraibanos no Senado Federal. O pré-candidato ressaltou sua trajetória como ex-prefeito de Patos e afirmou que essa experiência contribui para compreender as principais demandas das administrações municipais.
«”É uma alegria receber esse apoio. Você é da nossa região, do Sertão, e é importante unir forças para que a Paraíba tenha um senador que entenda a realidade dos municípios. Até pouco tempo eu também era prefeito e sei como o Senado pode ajudar as cidades a fazerem mais pela população”, afirmou.»
A adesão de Nilton de Almeida ocorre poucos dias após o prefeito de Alagoa Grande, Neto Carneiro, também anunciar apoio à chapa formada por João Azevêdo e Nabor Wanderley, ampliando a base de prefeitos que passam a integrar o grupo político do Republicanos na disputa pelo Senado.
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Convenção estadual também homologou os candidatos do partido à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados.
O Partido dos Trabalhadores (PT) da Paraíba oficializou, durante convenção estadual realizada na noite desta quinta-feira (30), o apoio à candidatura à reeleição do governador Lucas Ribeiro (PP). O encontro ocorreu em João Pessoa e reuniu lideranças políticas de partidos que integram a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre as autoridades presentes estavam o ex-governador João Azevêdo (PSB), que disputará uma vaga no Senado Federal, o ex-prefeito de Patos Nabor Wanderley (Republicanos), também pré-candidato ao Senado, além do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), aliado do governo federal.
Ao discursar durante a convenção, Lucas Ribeiro destacou a importância do respaldo do PT para sua campanha e ressaltou a parceria política com o presidente Lula.
Segundo o governador, a aliança fortalece o projeto político para a Paraíba e reforça o compromisso com ações voltadas ao desenvolvimento do estado e da região Nordeste.
Além de definir o apoio à chapa majoritária, a convenção homologou os nomes que representarão o PT na disputa proporcional. Para a Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), o partido confirmou candidaturas como as de Cida Ramos e Flávio Brasileiro, entre outros. Já para a Câmara dos Deputados, foram oficializados nomes como Ricardo Coutinho, Luiz Couto, Gabi Benvenutty e demais integrantes da chapa federal.
Com a decisão, o PT consolida seu posicionamento para as eleições de 2026 e amplia a composição da aliança que dará sustentação à campanha de reeleição de Lucas Ribeiro ao Governo da Paraíba.
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Investigação cita troca de mensagens entre o senador e o empresário Augusto Lima envolvendo pedido de interlocução com Margareth Menezes.
A Polícia Federal identificou, no âmbito de uma investigação, mensagens que indicam um pedido de intermediação feito pelo empresário Augusto Lima ao senador Jaques Wagner (PT-BA). Segundo a apuração, Lima buscava estabelecer contato com a ministra da Cultura, Margareth Menezes, para tratar de assuntos relacionados ao Instituto Terra Firme.
De acordo com a PF, Augusto Lima, que foi sócio do banqueiro Daniel Vorcaro no Banco Master, teria solicitado ao parlamentar que conversasse com a ministra sobre a instituição, fundada pelo empresário e atualmente presidida por sua esposa, a ex-ministra Flávia Peres.
As mensagens analisadas pelos investigadores mostram que, em 31 de outubro de 2023, Jaques Wagner tentou ligar para Augusto Lima. Como a chamada não foi atendida, o empresário enviou, cerca de dez minutos depois, uma mensagem mencionando o nome de Margareth Menezes.
No dia seguinte, o senador entrou novamente em contato com Lima para solicitar o telefone do piloto de uma aeronave utilizada pelo empresário, com o objetivo de organizar uma viagem ao Rio de Janeiro. Após fornecer a informação, Lima aproveitou a conversa para perguntar se Wagner havia conseguido falar com a ministra sobre o Instituto Terra Firme.
O conteúdo das conversas integra o material reunido pela Polícia Federal durante a investigação. Até o momento, a divulgação das mensagens não representa conclusão sobre eventual prática de irregularidades, e o caso segue sob apuração pelas autoridades competentes.
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Conselho Pleno referendou medida que apura o uso de comandos ocultos em petições para influenciar sistemas de IA utilizados pelo Tribunal de Justiça da Paraíba
O Conselho Pleno da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Paraíba (OAB-PB) decidiu manter a suspensão cautelar do exercício profissional de dois advogados investigados por suposta utilização de comandos ocultos em petições judiciais com o objetivo de interferir em sistemas de inteligência artificial empregados como ferramenta de apoio pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).
A decisão foi tomada durante sessão realizada nesta quinta-feira (30) e confirmou a medida cautelar determinada no início de julho pelo presidente da OAB-PB, Harrison Targino. A suspensão está fundamentada no artigo 49 do Estatuto da Advocacia (Lei nº 8.906/94), que autoriza a adoção de providências excepcionais para resguardar a dignidade da profissão, o interesse público e a regularidade dos processos disciplinares.
Segundo a Ordem, a medida possui caráter preventivo e não representa julgamento definitivo dos fatos, garantindo aos profissionais investigados o direito ao contraditório e à ampla defesa durante a apuração.
Um dos casos teve origem em representação encaminhada pela juíza Juliana Duarte Maroja, responsável pelo Núcleo de Justiça 4.0 de Saúde Suplementar do TJPB. O procedimento tramita sob segredo de justiça e envolve o cumprimento de sentença relacionado ao custeio de tratamento multidisciplinar para uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
De acordo com a magistrada, foram encontrados comandos ocultos inseridos em petições protocoladas no processo. As instruções estariam escritas em fonte branca, com tamanho reduzido e fragmentação de palavras, tornando-se praticamente invisíveis para a leitura convencional, mas passíveis de serem interpretadas pelo sistema MinutaIA, ferramenta utilizada pelo Judiciário para auxiliar na elaboração de minutas de decisões.
A documentação enviada à OAB informa que a suposta irregularidade foi identificada em duas petições eletrônicas protocoladas em fevereiro de 2026. A análise técnica foi acompanhada de parecer elaborado pela Diretoria de Tecnologia da Informação (DITEC) do Tribunal de Justiça da Paraíba.
Ao justificar a suspensão cautelar, Harrison Targino afirmou que a atuação da Ordem busca preservar a credibilidade da advocacia e assegurar que os fatos sejam apurados de forma adequada. Segundo ele, sempre que houver indícios de condutas capazes de comprometer a ética profissional, a boa-fé processual e a confiança da sociedade na atuação dos advogados, a instituição deve agir dentro dos instrumentos previstos em lei.
O segundo procedimento disciplinar foi encaminhado pela 5ª Vara Mista da Comarca de Sousa. Nesse caso, um magistrado identificou a existência de comandos ocultos distribuídos ao longo de sete páginas de embargos de declaração apresentados por um advogado.
Conforme registrado nos autos, o texto oculto continha instruções direcionadas a ferramentas de inteligência artificial para que desconsiderassem critérios de imparcialidade, tratassem os argumentos apresentados pela parte como incontestáveis e sugerissem o provimento do recurso. O conteúdo ainda indicava que a inserção serviria como um teste para verificar se decisões judiciais estariam sendo produzidas exclusivamente por inteligência artificial.
Na defesa apresentada à OAB-PB, um dos advogados admitiu ter assinado e protocolado as petições, mas negou ter inserido deliberadamente os comandos. Ele sustentou que o problema poderia ter ocorrido em razão do reaproveitamento de modelos de documentos, da conversão de arquivos ou de alguma integração involuntária no fluxo de trabalho do escritório. Também informou ter adotado medidas internas para revisar procedimentos e comunicado o episódio à Ouvidoria da OAB-PB.
As justificativas, entretanto, não afastaram os indícios apontados na fase inicial da apuração, razão pela qual a suspensão cautelar foi mantida até o prosseguimento do processo ético-disciplinar.
O que é prompt injection?
Conhecida como “prompt injection”, a técnica consiste na inserção de comandos ocultos em documentos para tentar influenciar o comportamento de sistemas de inteligência artificial. Em vez de serem visualizados pelo leitor humano, esses comandos são direcionados aos modelos de IA, buscando alterar a forma como o conteúdo é interpretado ou processado.
O caso é considerado um dos primeiros no país envolvendo a investigação do uso desse tipo de técnica em peças processuais e levanta discussões sobre os limites éticos do emprego da inteligência artificial na atividade jurídica.
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Crescimento do endividamento é impulsionado por gastos do governo e pelo peso dos juros, enquanto especialistas alertam para riscos nas contas públicas.
A dívida pública brasileira voltou a registrar forte crescimento e chegou ao patamar de R$ 9,27 trilhões em junho, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. Em apenas um mês, o estoque da dívida aumentou mais de R$ 200 bilhões, o equivalente a uma média próxima de R$ 8 bilhões por dia.
A dívida pública representa o total de recursos que o governo deve a investidores e instituições financeiras. Quando a arrecadação de impostos não é suficiente para cobrir as despesas da administração pública, o governo emite títulos do Tesouro Nacional para captar recursos e financiar compromissos como pagamento de servidores, benefícios previdenciários, programas sociais e outras despesas obrigatórias.
Os números mostram que o endividamento da União continua em trajetória de alta. Em maio, a dívida estava em R$ 9,03 trilhões, e a expectativa do Tesouro Nacional é que esse montante continue aumentando, podendo alcançar R$ 10,3 trilhões até o encerramento do ano.
Especialistas apontam que o crescimento da dívida não está relacionado apenas à realização de novas despesas. De acordo com o pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV), Rafael Barbosa, uma parcela significativa da alta registrada em junho foi provocada pelo pagamento dos juros incidentes sobre a própria dívida pública.
Já o professor de Economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Ecio de Farias Costa, avalia que a dificuldade em controlar o avanço dos gastos públicos pode elevar a percepção de risco do Brasil no mercado financeiro. Segundo ele, esse cenário leva investidores a exigir remunerações maiores para continuar financiando o governo, pressionando ainda mais as taxas de juros.
Além do aumento da dívida, as contas públicas seguem no vermelho. O governo federal encerrou o primeiro semestre do ano com déficit de R$ 92 bilhões, resultado considerado o segundo pior da série histórica iniciada em 1997. Somente em junho, o saldo negativo foi de R$ 48 bilhões.
O déficit ocorre quando o volume de despesas supera a arrecadação de receitas, ampliando a necessidade de financiamento por meio da emissão de novos títulos da dívida pública.
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Decisão do ministro André Mendonça atende a pedido da Polícia Federal, que apura suspeitas de tráfico de influência e corrupção envolvendo contratos na área de cannabis medicinal.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a abertura de um inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A medida atende a um pedido da Polícia Federal, que busca apurar suspeitas de tráfico de influência e corrupção relacionadas a negociações envolvendo o Ministério da Saúde.
A investigação foi distribuída ao gabinete de Mendonça por sorteio. Segundo a Polícia Federal, há indícios de que Lulinha teria atuado para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, em tratativas voltadas à comercialização de medicamentos à base de cannabis medicinal para o governo federal.
Antônio Carlos Camilo Antunes é investigado na Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes envolvendo descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas. Conforme a PF, ele também buscava expandir negócios na área da saúde por meio da empresa World Cannabis.
As apurações indicam que o lobista tentou viabilizar contratos com o Ministério da Saúde durante os anos de 2024 e 2025 para o fornecimento de medicamentos à base de canabidiol. No entanto, segundo as investigações, nenhuma contratação foi efetivada.
Outro ponto analisado pela Polícia Federal é a suspeita de que Lulinha tenha intermediado contatos para que o empresário fosse recebido por integrantes do Ministério da Saúde. Entre os encontros investigados está uma reunião com Swedenberger Barbosa, conhecido como Berger, que à época ocupava o cargo de secretário-executivo da pasta. Posteriormente, Berger assumiu uma função no Gabinete Pessoal da Presidência da República.
A investigação também menciona a participação da empresária Roberta Luchsinger, apontada como responsável por prospectar oportunidades de negócios para a World Cannabis junto ao governo federal. A defesa dela afirma que sua atuação foi regular e nega qualquer repasse de recursos a Lulinha.
Em nota, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, responsável pela defesa de Fábio Luís Lula da Silva, afirmou que o novo inquérito representa uma tentativa de ampliar as investigações após a Polícia Federal não encontrar elementos que ligassem seu cliente às fraudes apuradas no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo ele, não há qualquer relação de Lulinha com os fatos investigados.
Também por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que nunca firmou contratos com a World Cannabis nem com empresas ou acionistas citados na investigação. A pasta acrescentou que, por essa razão, não houve repasse de recursos públicos às pessoas ou empresas mencionadas.
Com a autorização do STF, a Polícia Federal dará continuidade às diligências para esclarecer se houve utilização de influência política em benefício de interesses privados nas negociações envolvendo o Ministério da Saúde.
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