Moraes nega autorização para Javier Milei visitar Bolsonaro em casa

Decisão do ministro mantém restrição de visitas ao ex-presidente por 30 dias; apenas advogados e médicos estão autorizados a entrar na residência.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado (18) o pedido para que o presidente da Argentina, Javier Milei, visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro em sua residência, em Brasília.

A solicitação havia sido apresentada pela defesa de Bolsonaro, que pretendia realizar o encontro no próximo dia 25 de julho, durante a passagem de Milei pelo Brasil para participar da convenção nacional do Partido Liberal (PL).

Na decisão, Moraes afirmou que o pedido ficou prejudicado em razão da determinação expedida na sexta-feira (17), que suspendeu por 30 dias todas as visitas ao ex-presidente, permitindo apenas a entrada de advogados e médicos.



A restrição foi imposta após a divulgação, nas redes sociais, de uma carta atribuída a Bolsonaro e publicada pelo senador Flávio Bolsonaro. Para o ministro, o episódio representou descumprimento da medida cautelar que proíbe o ex-presidente de acessar ou utilizar redes sociais.

A defesa argumentou que Bolsonaro não tinha conhecimento de que a carta seria publicada pelo filho, mas a justificativa foi rejeitada por Moraes. O ministro também manteve a proibição de visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai pelo período de 90 dias.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília, após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal por liderar uma tentativa de golpe de Estado. Inicialmente em regime fechado, o ex-presidente passou ao regime domiciliar por razões humanitárias, em razão de seu estado de saúde, após uma internação hospitalar.

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Pesquisa Genial/Quaest mostra Lula com vantagem ampliada sobre Flávio Bolsonaro para 2026

Levantamento aponta crescimento do presidente nas intenções de voto e vantagem de oito pontos em eventual segundo turno contra o senador


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pela Presidência da República, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). O levantamento indica avanço de Lula nas intenções de voto e uma queda no desempenho do principal nome da oposição no cenário testado pelo instituto.

Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados respondem sem receber uma lista de candidatos, Lula aparece com 26% das intenções de voto, um crescimento de quatro pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. Flávio Bolsonaro registra 14%, mantendo o mesmo índice obtido em maio.

No cenário estimulado, Lula alcança 40% das intenções de voto, um ponto percentual acima da pesquisa anterior. Já Flávio Bolsonaro soma 28%, após recuar cinco pontos no mesmo período.



Entre os demais nomes avaliados, Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4% das intenções de voto, enquanto Renan Santos (Missão) registra 3%. Outros candidatos somam 4%, os indecisos representam 11% e 8% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco, nulo ou ainda não sabem em quem votar.

A pesquisa também simulou cenários de segundo turno. Na disputa contra Flávio Bolsonaro, Lula registra 45% das intenções de voto, enquanto o senador aparece com 37%, abrindo uma vantagem de oito pontos percentuais. No levantamento anterior, a diferença entre os dois era de apenas um ponto.

Nos demais confrontos testados, o presidente também aparece à frente. Contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, Lula tem 45% das intenções de voto, ante 36% do adversário. Em um eventual segundo turno contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o petista registra 45%, enquanto Zema alcança 35%.

Já em uma simulação contra Renan Santos, Lula aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o adversário registra 33%.

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores em 120 municípios brasileiros entre os dias 10 e 13 de julho. O levantamento possui nível de confiança de 95%, margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-7181/2026.

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Moraes prorroga prisão domiciliar de Bolsonaro e ordena apreensão de armas do ex-presidente

Decisão desta sexta-feira (3) estende por tempo indeterminado a medida humanitária concedida em março, mas impõe novas restrições após episódio envolvendo segurança armado


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (3) prorrogar a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida havia sido concedida em 27 de março, quando Bolsonaro deixou o Hospital DF Star, em Brasília, onde tratava uma broncopneumonia bacteriana, com prazo inicial de 90 dias — período que se encerrou em 25 de junho.

Segundo a decisão, a defesa do ex-presidente pediu a manutenção da domiciliar alegando que Bolsonaro voltou a apresentar crises de soluço e solicitou novos exames médicos. Moraes atendeu ao pedido e manteve as regras já em vigor: monitoramento por tornozeleira eletrônica, proibição de uso de celular e de acesso a redes sociais (mesmo por intermédio de terceiros), impossibilidade de gravar vídeos para internet e visitas condicionadas à autorização do próprio ministro, relator do caso. A segurança da residência, no Condomínio Solar de Brasília, segue a cargo da Polícia Militar do Distrito Federal, para evitar fuga.



A decisão chega em meio a uma polêmica: durante as últimas semanas, a PMDF apreendeu uma arma registrada em nome de Bolsonaro após uma abordagem envolvendo um de seus seguranças particulares. Embora a Polícia Civil do DF não tenha indiciado o ex-presidente — por entender que a arma estava legalizada e que não houve crime de sua parte —, Moraes determinou a suspensão do porte de arma de Bolsonaro e a apreensão de outras dez pistolas e espingardas registradas em seu nome. A defesa tem 48 horas para entregar o armamento à Polícia Federal.

Em sua decisão, o ministro reforçou que o descumprimento de qualquer medida cautelar pode levar à revogação imediata do benefício e ao retorno de Bolsonaro ao regime fechado. Ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão, fixada na ação penal da trama golpista.

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Moraes define na quinta-feira se mantém prisão domiciliar de Bolsonaro
Decisão do ministro do STF avaliará a continuidade da medida imposta ao ex-presidente após análise das condições do caso.

Na próxima quinta-feira (25), termina o prazo de 90 dias da prisão domiciliar temporária concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão sobre a manutenção ou revogação da medida ficará a cargo do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do processo.

Bolsonaro cumpre, desde novembro de 2025, uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado e à trama golpista investigada pela Justiça.

Inicialmente, o ex-presidente ficou detido em uma unidade da Polícia Federal em Brasília e, posteriormente, foi transferido para a “Papudinha”. Após ser internado por problemas de saúde, teve a prisão domiciliar autorizada em março, em caráter humanitário, devido a um quadro de broncopneumonia.

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Moraes dá prazo de 24 horas para Bolsonaro explicar suposta ligação com arma apreendida no DF
Militar abordado em blitz afirmou que pistola pertenceria ao ex-presidente; STF também cobra esclarecimentos sobre cumprimento das regras da prisão domiciliar

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresente, em até 24 horas, esclarecimentos sobre uma arma apreendida com um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal.

A decisão foi motivada por um boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil após o militar, que se identificou como sargento do GSI, afirmar aos policiais que a pistola calibre 9 milímetros pertenceria a Bolsonaro. Segundo o depoimento, a arma teria sido entregue para reparos em uma falha no percussor e seria devolvida ao ex-presidente nesta terça-feira (16).

No despacho, Moraes solicita que a defesa esclareça por que Bolsonaro mantinha uma arma de fogo com carregador sobressalente em sua residência e quais as circunstâncias que motivaram o pedido de manutenção do armamento durante o período de prisão domiciliar humanitária.

Além dos esclarecimentos solicitados à defesa, o ministro também determinou que o tenente-coronel Allenson Nascimento Lopes, responsável pela fiscalização das medidas impostas ao ex-presidente, apresente informações sobre o cumprimento das determinações judiciais relacionadas à prisão domiciliar.

Entre os pontos questionados estão a revista de todos os veículos que deixam a residência de Bolsonaro, incluindo carros utilizados pela equipe de segurança, e o cumprimento da regra que proíbe a permanência de aparelhos celulares dos agentes do GSI no interior do imóvel.

Apesar da declaração do militar abordado, a Polícia Militar do Distrito Federal informou que ainda não há confirmação de que a arma pertença ao ex-presidente. Em nota, a corporação afirmou que o sargento portava uma arma institucional regular e uma segunda arma de fogo, cuja documentação não foi apresentada no momento da abordagem.

A PM ressaltou que a identificação da propriedade, origem e regularidade do armamento dependerá da investigação conduzida pelas autoridades competentes. A defesa de Bolsonaro ainda não havia se manifestado sobre o caso até a última atualização desta reportagem.

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Flávio é recebido por Trump na Casa Branca; saiba bastidores

O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na tarde de terça-feira (26/5), na Casa Branca.

O encontro aconteceu no Salão Oval, como é chamado o principal escritório do presidente norte-americano dentro da Casa Branca. Flávio estava acompanhado do irmão Eduardo Bolsonaro.

O encontro foi presenciado ainda pelo jornalista e influenciador Paulo Figueiredo, que posou para foto ao lado de Trump, Flávio e Eduardo dentro do Salão Oval da Casa Branca.

Flávio foi ao encontro de Trump usando um terno azul e uma gravata listrada amarela e verde, cores da bandeira do Brasil. Ele também fez questão de usar o broche de senador brasileiro.

Segundo Figueiredo, o encontro durou mais de uma hora e meia. O influenciador disse que ele, Flávio e Eduardo chegaram à Casa Branca por volta das 15h e deixaram o local às 16h40.

“Ficamos bastante tempo com Trump”, disse Figueiredo.

O influenciador contou que Flávio entregou camisas da Seleção Brasileira de presente para Trump, assessores e familiares do presidente norte-americano. “Foram mais de 10”, contou.

A reunião não tinha sido incluída na agenda oficial de Trump divulgada pela Casa Branca. No período da tarde, a agenda previa apenas reuniões políticas internas do presidente dos EUA.

A intenção do senador é usar a reunião com Trump para tentar ofuscar a crise de imagem na qual mergulhou nos últimos dias, após vir à tona sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.

O filho mais velho de Jair Bolsonaro também pretende usar a foto ao lado do presidente norte-americano para demonstrar que tem prestígio no cenário internacional e que sua candidatura é para valer.

A ideia é ainda usar o encontro para reforçar a narrativa de que, apesar da crise do caso Master, Flávio é visto pela Casa Branca como um candidato competitivo na disputa eleitoral de 2026 no Brasil.

A agenda entre Trump e o filho mais velho de Jair Bolsonaro aconteceu cerca de 20 dias depois de o presidente norte-americano receber o presidente Lula na Casa Branca e elogiar o petista.

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Davi Alcolumbre promulga Lei da Dosimetria após prazo de sanção presidencial e medida pode favorecer Jair Bolsonaro

Imagem reprodução

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, promulgou nesta sexta-feira (8) a chamada Lei da Dosimetria, após o encerramento do prazo legal para manifestação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nova legislação deve ser publicada em edição extra do Diário Oficial da União e passa a ter validade em todo o país.

Pela Constituição, quando o presidente da República não promulga uma lei dentro do prazo previsto após comunicação oficial do Congresso Nacional, a responsabilidade é transferida ao presidente do Senado. Lula estava em viagem oficial aos Estados Unidos quando o período se encerrou, na última quarta-feira (6).

A nova lei altera regras relacionadas à dosimetria das penas e à progressão de regime em crimes contra o Estado Democrático de Direito. O texto pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, além de aliados e investigados ligados aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.

O projeto havia sido vetado integralmente por Lula, mas o veto foi derrubado em sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado. Durante a votação, Alcolumbre articulou uma mudança parcial no texto para evitar que a proposta acabasse alcançando condenados por crimes hediondos.

A aprovação da medida ampliou o embate entre governistas e parlamentares da oposição no Congresso Nacional. Integrantes da base do governo avaliam recorrer ao Supremo Tribunal Federal para questionar a constitucionalidade da nova legislação, possibilidade que pode ocorrer agora com a entrada oficial da lei em vigor.

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