Flávio Bolsonaro esteve com Daniel Vorcaro após prisão do ex-banqueiro em 2025

O senador Flávio Bolsonaro confirmou ter se encontrado com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro em 2025, após a primeira prisão do empresário no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades envolvendo o extinto Banco Master. A informação foi divulgada inicialmente pelo portal Metrópoles e posteriormente confirmada pela CNN Brasil.

Após a repercussão do encontro, Flávio Bolsonaro afirmou que a reunião teve como objetivo encerrar negociações relacionadas ao possível patrocínio de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o senador, o contato ocorreu após Vorcaro passar a cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. “Foi a virada de chave. Entendemos que a situação era mais grave”, declarou Flávio após reunião com lideranças do PL.

A declaração ocorreu depois que o portal Intercept Brasil divulgou mensagens trocadas entre o parlamentar e Daniel Vorcaro, nas quais Flávio solicitava apoio financeiro para a produção cinematográfica sobre Jair Bolsonaro.

O senador explicou que decidiu procurar o ex-banqueiro pessoalmente para encerrar qualquer tratativa relacionada ao projeto. Segundo ele, caso tivesse sido informado anteriormente sobre a gravidade das investigações, teria buscado outros apoiadores para financiar o filme.

Na última sexta-feira (15), em entrevista à CNN Brasil, Flávio Bolsonaro já havia admitido encontros presenciais com Vorcaro. O parlamentar afirmou que eventuais novos vazamentos de mensagens, vídeos ou registros de reuniões estariam ligados exclusivamente às negociações envolvendo o longa-metragem. Questionado sobre quantas vezes esteve com o empresário, respondeu apenas que foram “poucas vezes”.

Prisão de Vorcaro


Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez no dia 17 de novembro, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, durante uma das fases da Operação Compliance Zero. Pouco mais de dez dias depois, em 29 de novembro, ele foi colocado em liberdade mediante uso de tornozeleira eletrônica e cumprimento de medidas restritivas.

Entre as determinações judiciais impostas ao ex-banqueiro estavam a proibição de manter contato com outros investigados, a impossibilidade de deixar o município onde reside e a retenção do passaporte enquanto as investigações seguiam em andamento.

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Lula aconselhou Daniel Vorcaro a manter o Banco Master e evitar venda imediata
Lula e Vorcaro: encontro fora da agenda, do tipo sigiloso, em dezembro de 2024.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria aconselhado o banqueiro Daniel Vorcaro a não vender o Banco Master ao BTG Pactual durante uma reunião realizada no Palácio do Planalto, em dezembro de 2024. A informação foi divulgada pelo portal Poder360 neste domingo (17).

Segundo a publicação, Vorcaro relatou a Lula que o banco de investimento controlado por André Esteves teria interesse em adquirir o Banco Master por um valor simbólico. O empresário teria questionado o presidente sobre a possibilidade de deixar o mercado financeiro ou continuar à frente da instituição.

Ainda de acordo com a reportagem, Lula criticou o então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, além de fazer comentários sobre André Esteves. O encontro também contou com a presença de Gabriel Galípolo, que na época se preparava para assumir oficialmente a presidência do Banco Central.

O Poder360 afirma que o principal conselho dado por Lula foi para que Vorcaro seguisse no comando do Banco Master. A presença de Galípolo na reunião também teria sido interpretada pelo banqueiro como um sinal de apoio à continuidade das operações da instituição financeira.

Já uma reportagem publicada pelo UOL revelou que Daniel Vorcaro chegou a estudar uma negociação envolvendo os ativos do Banco Master e o BTG Pactual no início de 2025. O plano previa que o BTG assumisse a gestão do banco por um “valor simbólico”, em uma operação que envolveria o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Apesar das conversas iniciais entre as duas instituições, a proposta acabou sendo descartada por Vorcaro, que posteriormente decidiu abrir negociações com o Banco de Brasília (BRB).

Os advogados de Daniel Vorcaro informaram que não irão comentar o caso. Até o momento, o Palácio do Planalto e o Banco Central do Brasil também não se pronunciaram oficialmente sobre o assunto.

A reunião realizada no dia 4 de dezembro contou com a presença do então ministro da Casa Civil, Rui Costa; do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira; do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; do banqueiro Daniel Vorcaro; e de Augusto Lima, que na época ocupava o cargo de CEO do Banco Master.

O próprio Palácio do Planalto já havia confirmado anteriormente a realização do encontro, assim como a lista de participantes presentes na reunião.

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“Nada anormal”, afirma Cabo Gilberto, após Flávio Bolsonaro pedir dinheiro do patrocínio a Daniel Vorcaro
Cabo Gilberto defende Flávio Bolsonaro em pedido de patrocínio ao Master: “nada de imoral”

O deputado federal da Paraíba e líder da oposição, Cabo Gilberto saiu em defesa do senador Flávio Bolsonaro após a repercussão envolvendo o pedido de patrocínio ao empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, para a produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, nesta quinta-feira (14), Cabo Gilberto afirmou que conversou diretamente com Flávio Bolsonaro sobre o caso e disse confiar na versão apresentada pelo senador. Segundo ele, o parlamentar teria informado que, à época das conversas para captação de recursos, não existiam informações públicas envolvendo o Banco Master em suspeitas investigadas atualmente.

“Representamos mais de 100 parlamentares da oposição na Câmara e confiamos integralmente na posição dele. Perguntei se existiam outras conversas e ele garantiu que não. Naquele momento, segundo Flávio, não havia conhecimento sobre qualquer envolvimento do Master com investigações”, declarou o deputado.

O parlamentar ressaltou ainda que a negociação para financiar o longa teria começado no fim de 2024, período em que os produtores buscavam investidores para viabilizar o projeto cinematográfico, estimado em mais de R$ 100 milhões. Cabo Gilberto defendeu que o caso seja analisado dentro do devido processo legal e afirmou que, até o momento, não vê irregularidades comprovadas.

O filme “Dark Horse” promete retratar a trajetória política de Jair Bolsonaro, desde sua ascensão nacional até a campanha presidencial. A produção conta com o ator Jim Caviezel no elenco e roteiro assinado por Mário Frias. A estreia está prevista para setembro de 2026.

A polêmica ganhou força após reportagens apontarem que cerca de R$ 61 milhões teriam sido destinados ao projeto por Daniel Vorcaro, empresário investigado por supostos desvios milionários no sistema financeiro nacional. Caso o orçamento total de R$ 134 milhões seja confirmado, o longa poderá se tornar a produção cinematográfica mais cara da história do Brasil.

Apesar da repercussão, Cabo Gilberto reforçou que, na avaliação dele, não há elementos que comprovem irregularidades envolvendo Flávio Bolsonaro. “Se houvesse conhecimento prévio de qualquer problema, aí sim seria algo grave. Mas, até agora, não existe nada concreto que identifique ilegalidade”, concluiu.

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Banqueiro que financiou filme sobre Bolsonaro também teria bancado produções sobre Lula e Temer

O empresário e banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, voltou ao centro do debate político após revelações envolvendo o financiamento de produções audiovisuais sobre figuras da política nacional.

Segundo informações divulgadas pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, Vorcaro não teria financiado apenas o filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas também projetos ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ex-presidente Michel Temer (MDB).

Entre as produções citadas estão o documentário “Lula”, dirigido pelo cineasta Oliver Stone em 2024, e o filme “963 dias — A história de um presidente que recolocou o Brasil nos trilhos”, sobre Michel Temer, dirigido por Bruno Barreto.

O caso ganhou repercussão após o site Intercept Brasil divulgar mensagens e documentos que apontariam uma negociação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro para o financiamento do longa sobre Jair Bolsonaro. As informações apontam que o investimento no projeto teria chegado a aproximadamente R$ 61 milhões.

Apesar disso, há diferenças entre os casos. No filme sobre Bolsonaro, foram divulgados diálogos, áudios e registros de negociações envolvendo diretamente os interessados. Já nas produções relacionadas a Lula e Temer, as informações divulgadas até o momento são baseadas em relatos de bastidores atribuídos a pessoas ligadas ao banqueiro, sem apresentação pública de documentos semelhantes.

O assunto segue repercutindo nos bastidores políticos e nas redes sociais, principalmente diante do debate sobre a relação entre empresários do setor financeiro e produções de conteúdo político no Brasil.

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Vorcaro destinou R$ 61 milhões para filme ligado a Bolsonaro após pressão de Flávio Bolsonaro

O empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, teria destinado cerca de R$ 61 milhões para a produção do filme biográfico Dark Horse, inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As informações foram divulgadas pelo Intercept Brasil, que aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como responsável por solicitar os recursos.

De acordo com a reportagem, conversas entre Flávio e Vorcaro mostram tratativas sobre o financiamento do longa-metragem. Um dos diálogos teria ocorrido em 15 de novembro de 2025, um dia antes da primeira prisão de Vorcaro na Operação Compliance Zero e dois dias antes da liquidação do Banco Master.

Segundo o Intercept, os pagamentos ocorreram entre fevereiro e maio de 2025, divididos em seis operações que somariam aproximadamente R$ 61 milhões. O valor total negociado para o projeto, no entanto, poderia chegar a R$ 134 milhões, embora não existam provas de que todo o montante tenha sido efetivamente transferido.

Parte dos recursos teria sido enviada por meio da empresa Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos Estados Unidos. Ainda conforme a reportagem, o fundo seria ligado a aliados do deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Em um áudio divulgado pelo site, atribuído a setembro de 2025, Flávio Bolsonaro demonstra preocupação com atrasos nos pagamentos da produção cinematográfica. Na gravação, o senador afirma temer impactos negativos no projeto e cita possíveis prejuízos à imagem do filme diante de nomes conhecidos do cinema internacional envolvidos na produção.

A publicação também afirma que o deputado federal Mário Frias, ex-secretário de Cultura do governo Bolsonaro, teria participado das negociações como intermediário. Além dele, os empresários Thiago Miranda e Fabiano Zettel — apontado pela Polícia Federal como operador de Vorcaro — também aparecem mencionados nas tratativas.

Segundo as mensagens obtidas pelo Intercept, Vorcaro teria tratado o projeto como prioridade e autorizado novos repasses financeiros após relatos de dificuldades nas operações de câmbio.

Até o momento da publicação da reportagem, Flávio Bolsonaro e sua assessoria não haviam se manifestado sobre o caso.

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